{"id":738,"date":"2015-07-19T17:20:51","date_gmt":"2015-07-19T21:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cognando\/?p=738"},"modified":"2015-07-19T17:20:51","modified_gmt":"2015-07-19T21:20:51","slug":"como-ser-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/2015\/07\/19\/como-ser-feliz\/","title":{"rendered":"Como ser feliz?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cognando\/2015\/07\/como-ser-feliz\/post\/\" rel=\"attachment wp-att-739\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-739\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post.jpg\" alt=\"post\" width=\"207\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post.jpg 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/07\/post-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 207px) 100vw, 207px\" \/><\/a>Acho que todo mundo j\u00e1 passou por isso pelo menos uma vez na vida: um dia, voc\u00ea \u00e9 a pessoa mais feliz do mundo. No dia seguinte, tudo desmorona e voc\u00ea se sente a pior pessoa do universo. Ser feliz n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Em 2012, <em>Bronnie Ware<\/em> escreveu um livro chamado <a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/The-Top-Five-Regrets-Dying\/dp\/140194065X\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The top five regrets of the dying<\/a> e nesse livro ela\u00a0relata que uma das coisas que as pessoas mais se arrependem quando est\u00e3o no fim da vida \u00e9 que elas queriam ter sido mais felizes. O interessante disso tudo \u00e9 que n\u00f3s mesmos negligenciamos essa felicidade que buscamos o tempo inteiro. \u00c9 isso mesmo. N\u00f3s temos o que precisamos pra ser feliz e, por algum motivo, sempre deixamos escapar. Mas ser\u00e1 por que isso acontece?<\/p>\n<p>Nosso sistema cognitivo se engaja o tempo todo no que eu chamo de &#8220;do contra cognitivo&#8221;. Temos uma voz interna que funciona como um\u00a0ser &#8220;do contra&#8221; que est\u00e1 o tempo todo nos encorajando a n\u00e3o fazer aquilo que achamos que vai nos deixar felizes. N\u00e3o vou discutir aqui o porqu\u00ea da exist\u00eancia dessa voz, mas sim sobre por que sempre damos ouvidos a ela (e por isso, nunca somos felizes de verdade).<\/p>\n<p>Nosso sistema cognitivo est\u00e1 acostumado com aquilo que \u00e9 familiar e que conhecemos bem. Quando estamos ao redor das coisas, atitudes e pensamentos que nos s\u00e3o familiares, estamos naquilo que chamamos de zona de conforto. Ser feliz, muitas vezes, requer sair um pouco dessa zona de conforto. Requer fazer coisas que ir\u00e3o balan\u00e7ar um pouco o nosso senso de identidade. Vai nos fazer repensar quem somos e o que queremos. E isso certamente nos causa ansiedade. Normal. \u00c9 nessa hora que esse <em>do contra cognitivo<\/em> diz que sair dessa zona de conforto \u00e9 arriscado e que voc\u00ea deveria agir de forma a voltar para essa zona de conforto.<\/p>\n<p>Essa nossa zona de conforto serve como uma esp\u00e9cie de escudo que nos defende daquilo que pode possivelmente nos machucar. Esses escudos s\u00e3o formados, dentre outras coisas, pelas nossas experi\u00eancias passadas. Por exemplo, uma pessoa que teve pais abusivos, pode criar um escudo que a impe\u00e7a de se relacionar mais intimamente com as pessoas a sua volta. Nesse caso, sua zona de conforto \u00e9 aquela em que ela se afasta de relacionamentos mais \u00edntimos &#8212; mesmo que isso seja o que vai trazer felicidade para essa pessoa.<\/p>\n<p>O que eu acho mais interessante desse <em>do contra cognitivo<\/em> \u00e9 que ele te faz voltar para a sua zona de conforto, mesmo que isso signifique n\u00e3o ser feliz. Mas esse mesmo sistema \u00e9 o que causa o sentimento de culpa que temos quando deixamos pra tr\u00e1s aquele algu\u00e9m, ou aquela coisa que nos fazia muito feliz. \u00c9 como se ele dissesse assim: &#8220;<em>olha, isso \u00e9 muito arriscado. Sai fora<\/em>&#8220;. A\u00ed depois que voc\u00ea sai fora, ele vira e diz &#8220;<em>Voc\u00ea deveria ter tentado ficar com aquela pessoa, ou com aquele emprego<\/em>&#8220;. Esse sentimento de culpa e arrependimento \u00e9 muito comum quando deixamos pra tr\u00e1s aquilo que nos trazia a felicidade que tanto sonh\u00e1vamos. Obviamente esse arrependimento n\u00e3o dura pra sempre. Mas \u00e9 sempre mais uma oportunidade de ser feliz que deixamos pra tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Mas e ent\u00e3o? O que fazer pra ser feliz? Antecipe seus sentimentos. \u00c9 importante ter ci\u00eancia desse <em>do contra cognitivo<\/em> e saber quando podemos ignor\u00e1-lo. Se voc\u00ea quer ser feliz de verdade, \u00e9 importante saber que ir\u00e3o existir momentos de desconforto, incertezas e um pouco de redefini\u00e7\u00e3o de quem voc\u00ea \u00e9 (redefini\u00e7\u00e3o da sua identidade). Saber lidar com esse desconforto \u00e9 essencial. E n\u00e3o s\u00f3 isso. \u00c9 bom saber que tudo se acomoda com o tempo, de maneira que, a felicidade que te incomoda agora, ser\u00e1 sua zona de conforto no futuro, mas apenas se voc\u00ea n\u00e3o desistir t\u00e3o cedo dela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acho que todo mundo j\u00e1 passou por isso pelo menos uma vez na vida: um dia, voc\u00ea \u00e9 a pessoa mais feliz do mundo. No dia seguinte, tudo desmorona e voc\u00ea se sente a pior pessoa do universo. 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