{"id":1511,"date":"2012-11-03T16:37:59","date_gmt":"2012-11-03T19:37:59","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/colecionadores\/?p=1511"},"modified":"2012-11-03T16:37:59","modified_gmt":"2012-11-03T19:37:59","slug":"coprolito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2012\/11\/03\/coprolito\/","title":{"rendered":"Mas que Copr\u00f3lito!!!"},"content":{"rendered":"<address><strong><em><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/01\/icon.gif\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-254\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/01\/icon.gif\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/01\/icon.gif 30w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/01\/icon-24x24.gif 24w\" sizes=\"(max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><\/a>A\u00a0ideia\u00a0desse post foi levantada pelo meu amigo e colega\u00a0<\/em><\/strong><span style=\"color: #008000\"><strong><em>Bruno Rafael do Santos<\/em><\/strong><\/span><strong><em>,<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0quando eu indagava sobre o que escrever no blog.<\/em><\/strong><\/address>\n<address><em><\/em><strong><em>O tema pode parecer um pouco asqueroso, mas est\u00e1 presente em nossa di\u00e1ria realidade. Por que n\u00e3o falar de\u00a0<\/em><\/strong><span style=\"color: #008000\"><strong><em>coc\u00f4 f\u00f3ssil<\/em><\/strong><\/span><strong><em>?<\/em><\/strong><\/address>\n<address><em><strong><\/strong><\/em>\u00a0<\/address>\n<figure style=\"width: 1008px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/fossil-dung-coprolites-dinosaur1.jpg\" alt=\"\" width=\"1008\" height=\"500\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Fezes f\u00f3sseis<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Fezes, coc\u00f4, excremento, dejetos s\u00e3o termos que podem ser definidos em uma \u00fanica palavra na Paleontologia:\u00a0<strong>Copr\u00f3lito.<\/strong><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"color: #008000\">Breve hist\u00f3rico<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">Copr\u00f3lito foi um termo criado por<strong><em>\u00a0Buckland<\/em><\/strong>\u00a0enquanto descrevia alguns <em>f\u00f3sseis incomuns<\/em> encontrados em folhelhos marinhos no <strong>sul da Inglaterra em 1829<\/strong>. Este pesquisador reconheceu os estranhos objetos fossilizados como sendo <strong>massas fecais petrificadas, <\/strong>que julgou produzidas por ictiossauros, <strong>um tipo de r\u00e9ptil marinho,<\/strong> cujos f\u00f3sseis s\u00e3o muito comuns naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar da nome\u00e7\u00e3o de Buckland, copr\u00f3litos j\u00e1 haviam sido descritos muito antes na literatura. O naturalista\u00a0<strong><em>Martin Lister<\/em><\/strong> encontrou dejetos fossilizados <strong>ainda em 1678,\u00a0<\/strong>por\u00e9m n\u00e3o conseguiu, na \u00e9poca, reconhecer a verdadeira natureza do material.\u00a0Em 1822, <strong><em>Mantell<\/em><\/strong>\u00a0 tamb\u00e9m encontrou fezes f\u00f3sseis. Mesmo que houvesse reconhecido <span style=\"text-decoration: underline\">semelhan\u00e7as entre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica desse material com a de ossos fossilizados<\/span>, ele os identificou tentativamente como cones e talos <em>de um tipo de planta desconhecida<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de aproximadamente um ano da descri\u00e7\u00e3o de Buckland, <strong>diversos trabalhos sobre o assunto come\u00e7aram a ser publicados&#8230;<\/strong><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Import\u00e2ncia\u00a0dos copr\u00f3litos<\/strong><\/span><\/h2>\n<figure style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/shit_1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"452\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Karen Chin, especialista no estudo de copr\u00f3litos, e diversos tipos e tamanhos de fezes f\u00f3sseis.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Apesar das fezes nos pareceram coisas repulsivas e descart\u00e1veis, elas podem fornecer informa\u00e7\u00f5es importantes!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Copr\u00f3litos podem dar pistas sobre o <strong>comportamento alimentar de seu produtor<\/strong>, <strong>detalhes sobre seu h\u00e1bitat<\/strong>, a <strong>anatomia do seu tubo digestivo<\/strong>, a <strong>exist\u00eancia de paleoparasitoses<\/strong> e <strong>at\u00e9 mesmo conter fragmentos de DNA<\/strong>!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Algumas vezes, quando bem preservados, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer a natureza da dieta de seres extintos\u00a0<strong>pela forma dos copr\u00f3lito<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>pela presen\u00e7a de pequenos peda\u00e7os de ossos, escamas e vegetais preservados em seu interior\u00a0<\/strong>(Veja imagem abaixo e tamb\u00e9m\u00a0<a href=\"http:\/\/www.intl-palaios.geoscienceworld.org\/content\/18\/3\/286.full\">AQUI<\/a>).\u00a0<strong>Assinaturas qu\u00edmicas<\/strong>, todavia, revelam com precis\u00e3o o card\u00e1pio pr\u00e9-hist\u00f3rico dos antigos cag\u00f5es: An\u00e1lises espectrosc\u00f3picas ajudam a decifrar a concentra\u00e7\u00e3o de elementos qu\u00edmicos como carbonato de c\u00e1lcio, fosfato de c\u00e1lcio e apatita. Animais com dietas carn\u00edvoras, por exemplo, t\u00eam fezes mais ricas em c\u00e1lcio. Veja estes artigos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S138614250100573X\">AQUI<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/drifte.rc.unesp.br\/revistageociencias\/25_1\/10.pdf\">AQUI<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0100-40422007000800029&amp;script=sci_arttext\">AQUI<\/a>, por exemplo.<\/p>\n<figure style=\"width: 625px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/1-s2.0-S0031018211004792-gr9.jpg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"708\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Inclus\u00f5es de ossos, dentes e ?filamentos de plantas em copr\u00f3litos. Artigo dispon\u00edvel aqui: http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0031018211004792.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Res\u00edduos pol\u00ednicos<\/strong> (p\u00f3len) do ambiente podem ainda ser ingeridos ou ficarem aderidos \u00e0s fezes. Dessa forma, s\u00e3o <strong>mais facilmente preservados<\/strong> e a <strong>sua identifica\u00e7\u00e3o torna poss\u00edvel reconstituir antigos cen\u00e1rios flor\u00edsticos e at\u00e9 mesmo desvendar detalhes clim\u00e1ticos<\/strong> do passado. \u00a0Veja este estudo <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0031018206001003\">AQUI<\/a>\u00a0por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma an\u00e1lise mais detalhada pode revelar surpresas ainda mais impressionantes. Copr\u00f3litos de Idade Pleisto-holoc\u00eanica (alguns milhares de anos), por exemplo, podem conter <strong>fragmentos de DNA preservados<\/strong>. Se isolados, estes podem auxiliar em estudos gen\u00f4micos. Veja <a href=\"http:\/\/rspb.royalsocietypublishing.org\/content\/early\/2012\/03\/20\/rspb.2012.0358.full.pdf\">ESTE<\/a> estudo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Preserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>T\u00e1. Ossos podem ser mais f\u00e1ceis de se preservar porque s\u00e3o mineralizados, mas e coc\u00f4? Como ele se preserva?<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/CoproliteCartoon.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"399\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\">Bom, o material fecal \u00e9 mais f\u00e1cil de ser preservado do que parece!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Primeiramente<\/strong>, \u00e9 produzido em maior quantidade, o que aumenta a sua chance de estar representado no registro f\u00f3ssil: imagine quantas vezes um animal defeca durante a vida e no final dela, deixar\u00e1 apenas um punhado de ossos! Sob essa perspectiva, \u00e9 muito mais f\u00e1cil achar um coc\u00f4 do que um osso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em segundo lugar<\/strong>, sua composi\u00e7\u00e3o muitas vezes pode ajudar: alguns copr\u00f3litos s\u00e3o ricos em c\u00e1lcio e isso contribui para sua preservabilidade, j\u00e1 outros s\u00e3o ricos em fibras, o que os torna mais suscet\u00edveis a serem reincorporados ao sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em terceiro lugar<\/strong>, alguns aspectos qu\u00edmicos podem favorecer a fossiliza\u00e7\u00e3o: quando na \u00e1gua, o muco que recobre as fezes pode induzir trocas i\u00f4nicas e acabar formando uma \u201ccapa protetora\u201d no entorno do dejeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Copr\u00f3litos integram o registro f\u00f3ssil por meio de r\u00e1pida desseca\u00e7\u00e3o e\/ou lenta mineraliza\u00e7\u00e3o. Quem nunca chutou um coc\u00f4 seco de cachorro na rua? Se esse elemento org\u00e2nico fortemente dessecado for soterrado em local apropriado, pode \u2013 em alguns milhares de anos &#8211; virar um f\u00f3ssil!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Curiosidade 1:<\/strong><\/span> \u00c9 poss\u00edvel que as fezes de um animal sejam preservadas ainda dentro de seu trato digestivo. Quando isso acontece, elas s\u00e3o denominadas de <strong>enter\u00f3litos<\/strong>, n\u00e3o copr\u00f3litos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Curiosiadade 2:<\/strong><\/span> Muitas pessoas utilizam copr\u00f3litos como adornos. Durante o processo de fossiliza\u00e7\u00e3o, minerais de cores diferentes podem ser incorporados ao tal coc\u00f4 f\u00f3ssil. Isso lhe rende cores inusitadas e uma beleza peculiar, basta polir.<\/p>\n<p><figure style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm4.static.flickr.com\/3387\/3654337466_5eaf5b98cc.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Copr\u00f3lito em sec\u00e7\u00e3o transversal, polido.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure style=\"width: 345px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/coprolite.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"400\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pingente feito de copr\u00f3lito.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong><span style=\"color: #008000\">Curiosidade 3<\/span>:<\/strong> Copr\u00f3litos de tubar\u00f5es tem forma espiralada devido ao formato de seu intestino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Nota de campo:<\/strong><\/span> Deve-se tomar muito cuidado para n\u00e3o confundir copr\u00f3litos com simples concre\u00e7\u00f5es! Algumas concre\u00e7\u00f5es tem apar\u00eancias sugestivas&#8230; Lembre-se, todavia, que alguns copr\u00f3litos podem estar preservados dentro das mesmas, n\u00e3o custa checar!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"color: #008000\">Alguns estudos de caso<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">Exisitem in\u00fameros trabalhos publicados que tratam de copr\u00f3litos. J\u00e1 citamos alguns, mas vamos listar outros de forma mais ilustrada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A figura abaixo apresenta copr\u00f3litos de diversos tipos de vertebrados (herb\u00edvoros, on\u00edvoros\u00a0e\u00a0carn\u00edvoros) encontrados na <strong>Forma\u00e7\u00e3o Cerro del Perro<\/strong>, Cret\u00e1ceo Tardio do <strong>M\u00e9xico<\/strong>. Como j\u00e1 mencionamos, nem sempre \u00e9 pela morfologia do copr\u00f3lito que identificamos o tipo de animal que o produziu. Nesse caso, estudos qu\u00edmicos ajudaram a determinar o tipo de dieta do animal produtor (Veja o artigo <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0031018298000522\">AQUI<\/a>).<\/p>\n<p>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/Copr\u00f3litos-Cerro-del-Perro-Formation-Mexico.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1561\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/Copr\u00f3litos-Cerro-del-Perro-Formation-Mexico-620x537.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"537\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existem alguns copr\u00f3litos muito pequenos, como os de peixes da Forma\u00e7\u00e3o Withemud, Canad\u00e1. O tamanho, todavia, n\u00e3o diminui a sua import\u00e2ncia: Micro-restos fossilizados foram encontrados em seu interior (peda\u00e7os de ossos, conchas e plantas), ajudando a identificar a estrutura de cadeias alimentares carbon\u00edferas (mais de 320 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) (Veja o artigo <a href=\"http:\/\/palaeontology.palass-pubs.org\/pdf\/Vol%2021\/Pages%20443-453.pdf\">AQUI<\/a>).<\/p>\n<p><figure style=\"width: 586px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/10\/Copr\u00f3litos-de-peixes-Whitemud-Forma\u00e7\u00e3o-Cretacio-Tardio-Canad\u00e1.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/10\/Copr\u00f3litos-de-peixes-Whitemud-Forma\u00e7\u00e3o-Cretacio-Tardio-Canad\u00e1.png\" alt=\"\" width=\"586\" height=\"646\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Copr\u00f3litos de peixes com n\u00e3o mais que 6 cm de comprimento, Forma\u00e7\u00e3o Withmud, Canad\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span style=\"text-align: justify\">No Brasil, um local onde os copr\u00f3litos s\u00e3o e j\u00e1 foram bastante estudados \u00e9 a <\/span><strong>Bacia do Araripe<\/strong><span style=\"text-align: justify\"> &#8211; <em>situada nos estados do Cear\u00e1, Pernambuco e Piau\u00ed<\/em>\u00a0-, \u00a0onde s\u00e3o encontrados dentro de n\u00f3dulos calc\u00e1rios, assim como os peixes f\u00f3sseis da regi\u00e3o. Tais copr\u00f3litos s\u00e3o interpretados como como produzidos por peixes, uma vez que \u00e9 comum ocorrerem associado a eles.<\/span><br \/>\n<figure id=\"attachment_1523\" aria-describedby=\"caption-attachment-1523\" style=\"width: 323px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/copr\u00f3lito-Araripe.png\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1523\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/copr\u00f3lito-Araripe.png\" alt=\"\" width=\"323\" height=\"117\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/copr\u00f3lito-Araripe.png 323w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/copr\u00f3lito-Araripe-300x109.png 300w\" sizes=\"(max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1523\" class=\"wp-caption-text\">Copr\u00f3litos em n\u00f3dulo calc\u00e1rio na bacia do Araripe, Cret\u00e1ceo.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o s\u00f3 a Paleontologia estuda as fezes f\u00f3sseis de animais, como tamb\u00e9m a Arqueologia se preocupa com o estudo de dejetos f\u00f3sseis humanos. Por meio deles, al\u00e9m de se desvendar h\u00e1bitos alimentares de nossos ancestrais, pesquisadores procuram descobrir quais parasitas afetavam a sa\u00fade humana pr\u00e9-hist\u00f3rica (Veja este artigo sobre paleoparasitologia no Brasil: <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/csc\/v7n1\/a18v07n1.pdf\">http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/csc\/v7n1\/a18v07n1.pdf<\/a>).<\/p>\n<figure style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/0_21_feces_fossil.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"350\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Fezes humanas fossilizadas. Idade: Mais de 15.000 anos.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Novidade:<\/strong> <\/span>Essa semana foi publicado mais um estudo sobre copr\u00f3litos brasileiros. <strong>Paula Dias e colaboradores<\/strong> descreveram na revista \u201c<em>Journal of South American Sciences<\/em>\u201d uma concentra\u00e7\u00e3o excepcional de copr\u00f3litos de vertebrados na na Forma\u00e7\u00e3o Rio do Rasto, sul do Brasil. Por meio da morfologia dos mesmos, ela pode reconhecer que uma variedade maior de vertebrados do que se conhece por meio de f\u00f3sseis corporais estava presente na regi\u00e3o h\u00e1 mais de 250 milh\u00f5es de anos. Veja o artigo <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0895981112001368\">AQUI<\/a>.<\/p>\n<figure style=\"width: 516px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/1-s2.0-S0895981112001368-gr5.jpg\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"460\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Alguns copr\u00f3litos do rec\u00e9m-publicado estudo da Fm. Rio do Rasto.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m dos estudos citados, in\u00fameros outros trabalhos s\u00e3o publicados anualmente relatando achados pelo mundo afora (Haja coc\u00f4 f\u00f3ssil!). Muitos deles s\u00e3o excepcionalmente curiosos. Fa\u00e7a uma busca!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Concluindo, pisar em um coc\u00f4 f\u00f3ssil n\u00e3o deve ser muito ruim, afinal. Prestem aten\u00e7\u00e3o nas suas caminhadas por a\u00ed! \ud83d\ude09<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/cretdawS.gif\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1546\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/cretdawS.gif\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"354\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #808080\">Thulborn, R. A. Morphology, preservation e paleobilogical sgnificance of dinosaur copr\u00f3lites.1991. Paleogeography, Paleoclimatology, Paleoecology, v.83, pp. 341-366.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #808080\">Reinhard, K.J.; Jr, V.M.B. Coprolite Analysis:A Biological perspective on Archaeology. 1992. University of Nebraska &#8211; Lincoln, pp. 244-287.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #808080\">Lima, R.J.C.; Freire, P.T.C.; Sasaki, J.M.; Saraiva, A.A.F.; Lanfredi, S.; Nobre, M.A.L. 2007. Estudo de Copr\u00f3lito da Bacia Sedimentar do Araripe por Meios de Espectroscopia FT-IR e\u00a0Difra\u00e7\u00e3o de Raios-X.Quim. Nova, v.30, n.8, pp. 1956-1958.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #808080\">Rosa, R.A.R.; Cevallos-Ferriz, R.S.R.; Pineda, A.S. 1998. Paleobiological implications of Campanian coprolites.\u00a0Paleogeography, Paleoclimatology, Paleoecology, v.149, pp. 231-254.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #808080\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0ideia\u00a0desse post foi levantada pelo meu amigo e colega\u00a0Bruno Rafael do Santos,\u00a0quando eu indagava sobre o que escrever no blog. O tema pode parecer um pouco asqueroso, mas est\u00e1 presente em nossa di\u00e1ria realidade. Por que n\u00e3o falar de\u00a0coc\u00f4 f\u00f3ssil? \u00a0 Fezes, coc\u00f4, excremento, dejetos s\u00e3o termos que podem ser definidos em uma \u00fanica palavra &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2012\/11\/03\/coprolito\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Mas que Copr\u00f3lito!!!<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":496,"featured_media":1550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2012\/11\/fossil-dung-coprolites-dinosaur.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/users\/496"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1511"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}