{"id":3783,"date":"2016-11-03T14:33:09","date_gmt":"2016-11-03T17:33:09","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/colecionadores\/?p=3783"},"modified":"2016-11-03T14:33:09","modified_gmt":"2016-11-03T17:33:09","slug":"tetrapodophis-amplectus-e-a-historia-sem-fim-da-cobra-de-quatro-patas-uma-perspectiva-interna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2016\/11\/03\/tetrapodophis-amplectus-e-a-historia-sem-fim-da-cobra-de-quatro-patas-uma-perspectiva-interna\/","title":{"rendered":"Tetrapodophis amplectus e a hist\u00f3ria sem fim da \u201ccobra\u201d de quatro patas: uma perspectiva interna."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em>Em 2015, um f\u00f3ssil proveniente do Brasil veio \u00e0 tona com uma publica\u00e7\u00e3o feita por Martill e colaboradores. A repercuss\u00e3o dessa publica\u00e7\u00e3o foi imensa por v\u00e1rios motivos, como por exemplo, o fato de se tratar de um esp\u00e9cime muito bem preservado de uma suposta cobra de quatro patas. No entanto, nem tudo foram flores, cr\u00edticas acerca da proced\u00eancia duvidosa do material e at\u00e9 mesmo da sua designa\u00e7\u00e3o como uma serpente foram levantadas. Para sabermos um pouco mais sobre o assunto e a import\u00e2ncia das discuss\u00f5es levantadas convidamos o Doutorando Tiago Rodrigues Sim\u00f5es, especialista no estudo da origem e evolu\u00e7\u00e3o de Squamata (lagartos e cobras), para escrever o esclarecedor texto abaixo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Obs: Agrade\u00e7o ao colega Jo\u00e3o Francisco Botelho pela sugest\u00e3o do tema, que me motivou a convidar o Tiago para redigir tal texto.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>\u00a0(TEXTO POR TIAGO SIM\u00d5ES)\u00a0 \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Tetrapodophis amplectus <\/em><\/strong><strong>e a hist\u00f3ria sem fim da \u201ccobra\u201d de quatro patas: uma perspectiva interna<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">F\u00f3sseis espetaculares costumam chamar a aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica e da m\u00eddia ao redor do mundo. Em parte pelo fasc\u00ednio que a paleontologia como um todo (especialmente atrav\u00e9s dos dinossauros) causa em muitos, em parte pelas novas perspectivas que certos f\u00f3sseis fornecem acerca da evolu\u00e7\u00e3o dos seres vivos. Dentro desse \u00faltimo aspecto encontra-se um r\u00e9ptil f\u00f3ssil denominado <em>Tetrapodophis amplectus <\/em>(Figura 1), da Forma\u00e7\u00e3o Crato da Bacia do Araripe, que viveu a cerca de 115 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A esp\u00e9cie, originalmente publicada como uma cobra de quatro patas (Martill, Tischlinger &amp; Longrich, 2015) criou grande como\u00e7\u00e3o na comunidade cient\u00edfica internacional no ano de 2015. Contudo, logo ap\u00f3s a sua publica\u00e7\u00e3o, o estudo foi alvo de uma s\u00e9rie de controversas envolvendo tanto a proced\u00eancia do material, quanto a ci\u00eancia por tr\u00e1s da descoberta. No relato abaixo, eu forne\u00e7o um relato e as minhas perspectivas sobre o assunto do ponto de vista de um brasileiro, especialista em lagartos f\u00f3sseis e diretamente envolvido na nova pesquisa sobre a <em>Tetrapodophis<\/em>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3788\" aria-describedby=\"caption-attachment-3788\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3788 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2016\/11\/DSC_3341-620x413.jpg\" alt=\"dsc_3341\" width=\"620\" height=\"413\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3788\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Esp\u00e9cime (hol\u00f3tipo) de Tetrapodophis amplectus. Cr\u00e9ditos: Michael W. Caldwell<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Problemas na caracteriza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e classifica\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A posi\u00e7\u00e3o ocupada pela <em>Tetrapodophis <\/em>na evolu\u00e7\u00e3o do grupo que compreende as cobras e lagartos (Squamata, ou escamados) \u00e9 sem d\u00favida o aspecto mais problem\u00e1tico na interpreta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do f\u00f3ssil. No \u00faltimo encontro da <em>Society of Vertebrate Paleontology<\/em> (SVP) em <em>Salt Lake City<\/em>, nos EUA, um time de colaboradores liderados por Michael Caldwell (University of Alberta, Canad\u00e1), e que tamb\u00e9m inclui Robert Reisz (University of Toronto, Canad\u00e1), Randall Nydam (Midwestern University, EUA), Alessandro Palci (Flinders University, Austr\u00e1lia), al\u00e9m de mim (afilia\u00e7\u00e3o abaixo), apresentou uma s\u00e9rie de dados novos sobre a <em>Tetrapodophis. <\/em>Em resumo, aspectos da morfologia dent\u00e1ria (Figura 2), craniana e das v\u00e9rtebras indicam que o indiv\u00edduo se parece mais com um grupo extinto de lagartos aqu\u00e1ticos denominados dolicossaur\u00eddeos (proximamente relacionados aos mosassauros) do que com qualquer cobra vivente ou f\u00f3ssil conhecida. Um dos aspectos mais relevantes dos novos dados obtidos \u00e9 que a informa\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica presente na descri\u00e7\u00e3o original do esp\u00e9cime ou est\u00e1 errada, ou \u00e9 imposs\u00edvel de ser visualizada. Al\u00e9m disso, partes do material preservam impress\u00f5es da morfologia do cr\u00e2nio (Figura 3) que foram simplesmente ignoradas no estudo original. \u00c9 de se espantar que tal informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido inclu\u00edda no estudo original, j\u00e1 que tais impress\u00f5es em baixo relevo do cr\u00e2nio fornecem informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre alguns ossos que s\u00e3o importantes para a classifica\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie dentre os escamados (Squamata).<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_3787\" aria-describedby=\"caption-attachment-3787\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3787 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2016\/11\/Dentition-620x750.jpg\" alt=\"dentition\" width=\"620\" height=\"750\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3787\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Imagem dos dentes presentes no hol\u00f3tipo de Tetrapodophis amplectus . a) material original; b) representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica, enumerando os dentes. Cr\u00e9ditos: Michael W. Caldwell<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_3784\" aria-describedby=\"caption-attachment-3784\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3784 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2016\/11\/skulls-part-and-counterpart-620x846.jpg\" alt=\"skulls-part-and-counterpart\" width=\"620\" height=\"846\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3784\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: Imagens do cr\u00e2nio de Tetrapodophis amplectus . Principais ossos preservados, bem como as impress\u00f5es de ossos completa ou parcialmente destruidos. Cr\u00e9ditos: Michael W. Caldwell<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O leitor pode se perguntar como que erros em tamanho volume podem ter sido cometidos em um estudo publicado num peri\u00f3dico de tamanho escal\u00e3o como a <em>Science<\/em>? Pois bem, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Diversos outros especialistas em escamados presentes na reuni\u00e3o anual da SVP ficaram igualmente espantados sobre a falta de cuidado na correta interpreta\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica da <em>Tetrapodophis<\/em>. Alguns j\u00e1 desconfiavam de diversos erros ao comparar as fotos publicadas com a descri\u00e7\u00e3o escrita do material no artigo original, mas somente agora com os novos dados fornecidos pelo nosso time de colaboradores puderam confirmar tais suspeitas (veja relato do Dr. Jason Head, Cambridge University: <a href=\"http:\/\/news.nationalgeographic.com\/2016\/11\/snakes-tetrapodophis-fossils-ethics-science\/\">http:\/\/news.nationalgeographic.com\/2016\/11\/snakes-tetrapodophis-fossils-ethics-science\/<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma outra pergunta que aqueles que n\u00e3o s\u00e3o especialistas em cobras e lagartos podem fazer (e extremamente relevante nessa discuss\u00e3o) \u00e9: como um animal alongado e de patas curtas n\u00e3o \u00e9 uma cobra? O que ocorre \u00e9 que diversas linhagens de lagartos adquiriram um corpo alongado seguido de redu\u00e7\u00e3o dos membros durante a sua hist\u00f3ria evolutiva, incluindo as cobras, dolicossaur\u00eddeos, anfisb\u00eanias, dibam\u00eddeos, pigopod\u00eddeos, diversas grupos de angu\u00eddeos, scinc\u00eddeos, entre outros. Dessa forma, a redu\u00e7\u00e3o de membros e presen\u00e7a de um corpo alongado est\u00e3o longe de ser um aspecto exclusivamente observado nas cobras. Para se reconhecer uma cobra como tal, deve-se analisar a morfologia das v\u00e9rtebras e, em especial, do cr\u00e2nio. Sendo assim, a combina\u00e7\u00e3o de dados que foram mal-interpretados ou ignorados certamente influenciou os resultados apresentados por Martill e co-autores, inclusive a an\u00e1lise filogen\u00e9tica realizada pelos mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Problemas na interpreta\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito de vida<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A interpreta\u00e7\u00e3o inicial do f\u00f3ssil como um animal fossorial foi um dos pontos que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o na descri\u00e7\u00e3o por parte de Martill e colaboradores. O indiv\u00edduo possui os ossos do pulso e do tornozelo pouco ou n\u00e3o ossificados. Apesar de essa caracter\u00edstica poder ser indicativa de um est\u00e1gio juvenil em r\u00e9pteis, especialmente no est\u00e1gio embrion\u00e1rio ou rec\u00e9m-nascido, nenhum outro aspecto da morfologia do animal indica um est\u00e1gio de desenvolvimento t\u00e3o jovem. Uma outra hip\u00f3tese, no entanto, explica de forma mais parcimoniosa esse baixo grau de ossifica\u00e7\u00e3o: um h\u00e1bito de vida aqu\u00e1tico, conforme observado em in\u00fameras linhagens de r\u00e9pteis que adquiriram um h\u00e1bito aqu\u00e1tico em sua hist\u00f3ria evolutiva (ex: mosassauros, plesiossauros, talatossauros, entre outros). Al\u00e9m disso, a baixa ossifica\u00e7\u00e3o dos ossos do pulso e tornozelo tornariam as patas da <em>Tetrapodophis <\/em>pouco \u00fateis para atividades como escavar ou escalar. Outros argumentos tamb\u00e9m foram utilizados em um estudo mais recente para demonstrar empiricamente que a <em>Tetrapodophis <\/em>n\u00e3o possui o leque de adapta\u00e7\u00f5es que normalmente se observa em lagartos ou cobras fossoriais (Lee<em> et al.<\/em>, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Problemas legais e \u00e9ticos<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O outro aspecto controverso sobre a <em>Tetrapodophis<\/em>, e que concerne de forma mais direta a paleontologia brasileira, \u00e9 como esse material foi parar em uma cole\u00e7\u00e3o particular na Alemanha. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira pro\u00edbe, desde 1942, a venda de f\u00f3sseis ou a sua retirada do pa\u00eds sem permiss\u00e3o legal. No entanto, toneladas de f\u00f3sseis deixam o Brasil ilegalmente para serem vendidos no exterior, especialmente aqueles da bacia do Araripe (regi\u00e3o de proced\u00eancia da <em>Tetrapodophis<\/em>)\u2014para mais detalhes sobre a legisla\u00e7\u00e3o brasileira sobre os f\u00f3sseis e o problema do contrabando de f\u00f3sseis, veja Sim\u00f5es and Caldwell (2015). Os autores do trabalho relataram n\u00e3o saber sobre a exata \u00e9poca em que o f\u00f3ssil saiu do Brasil (<a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2015\/07\/four-legged-snake-fossil-stuns-scientists-and-ignites-controversy\">http:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2015\/07\/four-legged-snake-fossil-stuns-scientists-and-ignites-controversy<\/a>). Na realidade, depoimentos por parte do autor principal (Martill) sobre a sa\u00edda do material do Brasil demonstram o qu\u00e3o preocupado com as normas \u00e9ticas e legais o autor parecia estar no momento de sua publica\u00e7\u00e3o \u201c<em>pessoalmente, eu n\u00e3o dou a m\u00ednima para como e quando o f\u00f3ssil saiu do Brasil<\/em>\u201d [tradu\u00e7\u00e3o livre] (veja o relato de Martill no link anterior). Contudo, o fato do f\u00f3ssil pertencer a uma cole\u00e7\u00e3o particular e devido ao longo hist\u00f3rico de tr\u00e1fico de f\u00f3sseis da regi\u00e3o do Araripe criam uma situa\u00e7\u00e3o muito suspeita acerca da proced\u00eancia do material e as circunst\u00e2ncias da sua sa\u00edda do pa\u00eds. Isso levou a abertura de um processo criminal para se investigar a sa\u00edda desse f\u00f3ssil do Brasil (<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/four-legged-snake-fossil-sparks-legal-investigation-1.18116\">http:\/\/www.nature.com\/news\/four-legged-snake-fossil-sparks-legal-investigation-1.18116<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um dos grandes problemas envolvendo cole\u00e7\u00f5es particulares e venda de f\u00f3sseis \u00e9 a perda de conhecimento sobre a biodiversidade pret\u00e9rita devido a exemplares que terminam em gavetas de indiv\u00edduos particulares, ao inv\u00e9s de serem estudados por especialistas em museus e universidades. No caso da <em>Tetrapodophis<\/em>, o exemplar havia sido depositado em um museu na regi\u00e3o de Solnhofen \u00e0 \u00e9poca da publica\u00e7\u00e3o. Contudo, o material pertence a um colecionador particular e o dono det\u00e9m os direitos de retirar o esp\u00e9cime do museu quando bem entender. Em algum momento entre o fim de 2015 e in\u00edcio de 2016, soubemos da not\u00edcia que o dono do material havia retirado o esp\u00e9cime do museu em Solnhofen e que, portanto, o hol\u00f3tipo e \u00fanico esp\u00e9cime conhecido de <em>Tetrapodophis <\/em>n\u00e3o estava mais dispon\u00edvel para estudo. As observa\u00e7\u00f5es do esp\u00e9cime feitas por Martill e co-autores, seguidas das realizadas por Caldwell e Reisz em uma visita ao museu logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, poder\u00e3o permanecer como as \u00fanicas existentes acerca desse material, talvez por muitos anos a frente. Nesse contexto, e ao meu entendimento, fica clara a resposta a pergunta: quem ganha com materiais cient\u00edficos depositados em cole\u00e7\u00f5es particulares? Certamente, n\u00e3o \u00e9 a ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Refer\u00eancias para os artigos citados acima:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Lee MSY, Palci A, Jones MEH, Caldwell MW, Holmes JD, Reisz RR. 2016.<\/strong> Aquatic adaptations in the four limbs of the snake-like reptile Tetrapodophis from the Lower Cretaceous of Brazil. <em>Cretaceous Research<\/em><strong> 66:<\/strong> 194-199.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Martill DM, Tischlinger H, Longrich NR. 2015.<\/strong> A four-legged snake from the Early Cretaceous of Gondwana. <em>Science<\/em><strong> 349:<\/strong> 416-419.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sim\u00f5es TR, Caldwell MW. 2015.<\/strong> F\u00f3sseis e legisla\u00e7\u00e3o: breve compara\u00e7\u00e3o entre Brasil e Canad\u00e1. <em>Ci\u00eancia e Cultura<\/em><strong> 67:<\/strong> 50-53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Dados sobre o autor:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3785 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2016\/11\/12645264_10207058817362317_831737693683863186_n-620x620.jpg\" alt=\"12645264_10207058817362317_831737693683863186_n\" width=\"199\" height=\"199\" \/><strong>Tiago Rodrigues Sim\u00f5es possui gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e atualmente est\u00e1 concluindo o doutorado na University of Alberta (Edmonton, Canand\u00e1). A sua pesquisa consiste no estudo da origem e evolu\u00e7\u00e3o de Squamata (lagartos e cobras), utilizando dados de esp\u00e9cies f\u00f3sseis e viventes (<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Tiago_Simes2\">https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Tiago_Simes2<\/a>).<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2015, um f\u00f3ssil proveniente do Brasil veio \u00e0 tona com uma publica\u00e7\u00e3o feita por Martill e colaboradores. A repercuss\u00e3o dessa publica\u00e7\u00e3o foi imensa por v\u00e1rios motivos, como por exemplo, o fato de se tratar de um esp\u00e9cime muito bem preservado de uma suposta cobra de quatro patas. 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