{"id":4166,"date":"2018-01-15T09:08:31","date_gmt":"2018-01-15T12:08:31","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/colecionadores\/?p=4166"},"modified":"2020-07-19T15:50:18","modified_gmt":"2020-07-19T18:50:18","slug":"voce-conhece-a-geomitologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2018\/01\/15\/voce-conhece-a-geomitologia\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea conhece a Geomitologia?"},"content":{"rendered":"<p><em>Ol\u00e1 caros colecionadores! Hoje trago o texto do aluno <strong>Rodrigo Lima Veloso que\u00a0<\/strong><strong>cursa especializa\u00e7\u00e3o em Geologia do Quatern\u00e1rio pelo Museu\u00a0Nacional\/UFRJ<\/strong>. Neste texto Rodrigo explica o que \u00e9 Geomitologia e traz alguns exemplos de como essa ci\u00eancia nos ajudou a compreender melhor os povos pret\u00e9ritos.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>Desde pequenos n\u00f3s nos encantamos com hist\u00f3rias fant\u00e1sticas de mitos e her\u00f3is, sejam da antiguidade ou de her\u00f3is de hist\u00f3rias atuais como nos livros de Harry Potter e Percy Jackson, que geralmente se baseiam em antigas lendas. Mas voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar de onde v\u00eam essas hist\u00f3rias?<br \/>\nGeomitologia foi o termo empregado pela primeira vez em 1968 pela ge\u00f3loga Dorothy Vitaliano (Figura 1) como sendo o estudo que tentava evidenciar algum tipo de rela\u00e7\u00e3o entre os eventos geol\u00f3gicos e a mitologia. Esse estudo nos \u00faltimos anos tem servido como base para se especular e procurar entender o tipo de rela\u00e7\u00e3o que os humanos da antiguidade tinham com o ambiente ao seu redor e como o compreendiam.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4167\" aria-describedby=\"caption-attachment-4167\" style=\"width: 281px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/Vitaliano.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4167 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/Vitaliano.jpg\" alt=\"Vitaliano\" width=\"281\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/Vitaliano.jpg 281w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/Vitaliano-187x300.jpg 187w\" sizes=\"(max-width: 281px) 100vw, 281px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4167\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Foto de Dorothy Vitaliano. Fonte: Google Imagens.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dentro das \u00e1reas de estudo da geomitologia os f\u00f3sseis s\u00e3o uma das principais evid\u00eancias de como esses mitos podem ser mais bem contextualizados \u00e0 \u00e9poca e compreendidos de forma mais completa por n\u00f3s atualmente. Muitos s\u00e3o os exemplos destes vest\u00edgios org\u00e2nicos sendo coletados e interpretados durante toda a hist\u00f3ria da humanidade. Em seu livro \u201c<em>The First Fossil Hunters<\/em>\u201d (Figura 2), Adrianne Mayor relata diversas hist\u00f3rias que poderiam mostrar a intera\u00e7\u00e3o seres humanos com f\u00f3sseis, sendo alguma delas datadas desde o Egito Antigo at\u00e9 o Imp\u00e9rio Romano. Acredita-se que a rela\u00e7\u00e3o desses povos com os f\u00f3sseis seja muito maior do que imagin\u00e1vamos.<br \/>\nMayor tem como foco de seu trabalho mostrar que as rela\u00e7\u00f5es e a compreens\u00e3o de alguns conceitos naturais que hoje compreendemos nem sempre foram t\u00e3o deixados de lados pelos antigos povos que viveram a milhares de anos atr\u00e1s como seria de se imaginar. Algumas ideias como a de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ou como a de Delos, que prop\u00f4s a exist\u00eancia de um ciclo natural cont\u00ednuo de quase impercept\u00edveis transgress\u00f5es marinhas e forma\u00e7\u00f5es de \u00e1reas terrestres, s\u00e3o surpreendentemente acuradas em rela\u00e7\u00e3o ao que sabemos hoje e que sempre fomos levados a acreditar que eram entendimentos \u201cmodernos\u201d.<br \/>\nDe acordo com Horner e Dobb (1997 <em>apud<\/em> Mayor, 2000), as popula\u00e7\u00f5es antigas tinham uma percep\u00e7\u00e3o maior do ambiente que as rodeava, e que a intera\u00e7\u00e3o entre o fato e a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave para a verdadeira compreens\u00e3o da mitologia que conhecemos hoje. Os antigos gregos e romanos, por exemplo, acreditavam que todas as esp\u00e9cies estavam encolhendo porque eles encontravam ossos gigantes que n\u00e3o condiziam com o tamanho de nenhum animal que lhes fosse conhecido.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4168\" aria-describedby=\"caption-attachment-4168\" style=\"width: 196px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/104511.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4168 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/104511-196x300.jpg\" alt=\"Figura 2: Capa de \u201cThe First Fossil Hunters\u201d de Adrienne Mayor, mostrando o que parece ser um cr\u00e2nio f\u00f3ssil representado em uma pintura de um vaso.\" width=\"196\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/104511-196x300.jpg 196w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/104511-669x1024.jpg 669w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/104511-768x1176.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/104511.jpg 836w\" sizes=\"(max-width: 196px) 100vw, 196px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4168\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Capa de \u201cThe First Fossil Hunters\u201d de Adrienne Mayor, mostrando o que parece ser um cr\u00e2nio f\u00f3ssil representado em uma pintura de um vaso.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ideia de animais gigantes que haviam sido extintos de alguma maneira tamb\u00e9m eram comuns, hist\u00f3rias como a das \u201c<em>Neades<\/em>\u201d que falavam sobre monstros enormes que tinham habitado a regi\u00e3o de Samos na Gr\u00e9cia e que haviam sido engolidos pela Terra sem deixar nenhum vest\u00edgio para tr\u00e1s. A ilha de Samos na Gr\u00e9cia \u00e9 um local onde ocorreram muitos terremotos e at\u00e9 hoje s\u00e3o encontrados f\u00f3sseis como o do <em>Samotherium<\/em> por exemplo. Com isso fica f\u00e1cil compreender de onde v\u00eam as ideias contr\u00e1rias ao fixismo e mais do que isso, coincidentemente ou n\u00e3o, chegam perto dos processos\u00a0tafom\u00f4micos pelos quais esses f\u00f3sseis passaram. Quando relacionadas, \u00e0s informa\u00e7\u00f5es a que temos acesso hoje e as lendas nos mostram que o poder de observa\u00e7\u00e3o que indiv\u00edduos tinham do mundo era muito grande<br \/>\nPor\u00e9m, em alguns casos, os f\u00f3sseis influenciaram na descri\u00e7\u00e3o de animais com os quais eles acreditavam coabitar a Terra. Atualmente, o caso mais famoso \u00e9 o dos grifos (Figura 3), esses animais, diferente do que j\u00e1 citamos, n\u00e3o eram considerados animais m\u00edticos que haviam existido apenas em tempos pret\u00e9ritos, eram considerados animais reais que coexistiam com os humanos. A hist\u00f3ria dos grifos come\u00e7a no deserto de Gobi, na Mong\u00f3lia e China, onde mercadores e mineiros citas passavam durante suas caravanas de com\u00e9rcio, e de onde prospectavam ouro. Esses n\u00f4mades contavam hist\u00f3rias sobre um animal terrivelmente territorialista e protetor com seus ninhos, e que portanto atacava sem piedade quem quer que se aproximasse do ouro, que de acordo com os n\u00f4mades era encontrado em ninhos de grifos. Acredita-se que esses mineiros haviam se deparado com f\u00f3sseis que s\u00e3o extremamente comuns no Deserto de Gobi, os f\u00f3sseis de <em>Protoceratops <\/em>(Figura 3) que s\u00e3o expostos naturalmente no deserto e muitas vezes associados ao ouro. Esses homens ent\u00e3o come\u00e7aram a espalhar as hist\u00f3rias sobre essa criatura com a inten\u00e7\u00e3o de proteger o ouro que era encontrado no lugar afugentando pessoas que conhecessem a hist\u00f3ria dos grifos, mas o curioso, \u00e9 que diversos autores da antiguidade descreviam in\u00fameras caracter\u00edsticas desses animais, n\u00e3o se questionava a sua exist\u00eancia ou n\u00e3o, eles realmente acreditavam que eles existissem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4169\" aria-describedby=\"caption-attachment-4169\" style=\"width: 474px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4169 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1024x714.jpeg\" alt=\"WhatsApp Image 2018-01-11 at 21.34.33\" width=\"474\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1024x714.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-300x209.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-768x536.jpeg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4169\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: Na parte superior representado um esqueleto de um indiv\u00edduo do g\u00eanero Protoceratops, na parte inferior uma representa\u00e7\u00e3o de um grifo segundo os padr\u00f5es dos romanos (Lorena Pontes Lima).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um caso em particular da mitologia eg\u00edpcia tamb\u00e9m pode ser usado para ilustrar a import\u00e2ncia de se buscar a compreens\u00e3o do que pode estar por tr\u00e1s dos mitos. Grande parte do pante\u00e3o das divindades eg\u00edpcias \u00e9 representado por seres antropozoom\u00f3rficos, ou seja, eram parte humanos e parte animais. N\u00e3o coincidentemente, os animais com os quais essas divindades dividiam as suas caracter\u00edsticas eram todos animais comumente encontrados na regi\u00e3o e que tinham alguma rela\u00e7\u00e3o com o que o deus em quest\u00e3o representava. Como por exemplo, Sobek era a personifica\u00e7\u00e3o do rio Nilo e era representado por um homem com cabe\u00e7a de crocodilo. Por\u00e9m, um dos deuses sempre deixou os pesquisadores intrigados, tamb\u00e9m conhecidos por sua antropozoomorfia caracter\u00edstica, o deus Set nunca se assemelhou a nenhum animal vivente da regi\u00e3o do Egito. Essa representa\u00e7\u00e3o pode ser explicada com bases paleontol\u00f3gicas, visto que cr\u00e2nios de giraf\u00eddeos s\u00e3o encontrados nas \u00e1reas fossil\u00edferas eg\u00edpcias, e o cr\u00e2nio desses animais assemelha-se \u00e0s representa\u00e7\u00f5es da cabe\u00e7a de Set que os eg\u00edpcios faziam (Figura 4). Set no pante\u00e3o eg\u00edpcio era considerado a personifica\u00e7\u00e3o do deserto, das tempestades e da viol\u00eancia, e comumente f\u00f3sseis s\u00e3o expostos nos desertos justamente ap\u00f3s grandes tempestades, fazendo com que a associa\u00e7\u00e3o entre ambos seja mais cr\u00edvel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4170\" aria-describedby=\"caption-attachment-4170\" style=\"width: 474px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.19.02.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4170 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.19.02-1024x744.jpeg\" alt=\"Figura 4: A esquerda a representa\u00e7\u00e3o de Set de acordo com os antigos eg\u00edpcios e \u00e0 direita o desenho de um cr\u00e2nio de um esp\u00e9cime de giraf\u00eddeo (Lorena Pontes Lima).\" width=\"474\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.19.02-1024x744.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.19.02-300x218.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.19.02-768x558.jpeg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.19.02.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4170\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4: A esquerda a representa\u00e7\u00e3o de Set de acordo com os antigos eg\u00edpcios e \u00e0 direita o desenho de um cr\u00e2nio de um esp\u00e9cime de giraf\u00eddeo (Lorena Pontes Lima).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Todos esses s\u00e3o pequenos exemplos de como a nossa hist\u00f3ria \u00e9 influenciada por pequenos detalhes que quando mal interpretados nos levam a crer que o estudo e interpreta\u00e7\u00e3o da paleontologia s\u00e3o relativamente recentes, quando na verdade, eles v\u00eam sendo interpretados das mais diversas formas. De acordo com Oakley (1971 <em>apud<\/em> Fernandes, 2005), os primeiros registros de coleta de f\u00f3sseis por humanos datam de cerca de 100.000 anos atr\u00e1s. N\u00e3o temos como afirmar se a produ\u00e7\u00e3o dessa pe\u00e7a foi ou n\u00e3o proposital, mas j\u00e1 \u00e9 um come\u00e7o para que possamos entender a evolu\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o humana quanto ao ambiente ao seu redor.<br \/>\nMas nem sempre, o f\u00f3ssil d\u00e1 origem ao mito, alguns mitos foram respons\u00e1veis por servir de inspira\u00e7\u00e3o para a nomea\u00e7\u00e3o alguns f\u00f3sseis, podemos citar aqui, por exemplo, o caso dos amonitas, que recebem esse nome pela similaridade aos cornos do deus J\u00fapiter Ammon (Taylor, 2016) como est\u00e1 explicitado na Figura 5.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4171\" aria-describedby=\"caption-attachment-4171\" style=\"width: 474px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4171 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1-1024x714.jpeg\" alt=\"Figura 5: \u00c1 esquerda uma representa\u00e7\u00e3o de J\u00fapiter Ammon e \u00e0 direita um amonita.\" width=\"474\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1-1024x714.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1-300x209.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1-768x536.jpeg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4171\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5: \u00c1 esquerda uma representa\u00e7\u00e3o de J\u00fapiter Ammon e \u00e0 direita um amonita.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A geomitologia ainda \u00e9 uma ci\u00eancia pouco explorada, nos \u00faltimos anos, in\u00fameras hist\u00f3rias v\u00eam sendo estudadas por especialistas, mas ainda h\u00e1 uma necessidade muito grande de maior interdisciplinaridade entre as diversas \u00e1reas como arqueologia, zooarqueologia, paleontologia e hist\u00f3ria. Uma maior intera\u00e7\u00e3o faria com que fosse cada vez mais f\u00e1cil de ver por tr\u00e1s dos mitos como apenas hist\u00f3rias fantasiosas, trazendo os fatos marcantes para aquela sociedade e que serviram de base para as cren\u00e7as de um povo. Conseguir compreender que as pessoas da antiguidade, mesmo com tantas limita\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, conseguiam ter vislumbres, por vezes muito precisos de eventos que demoraram s\u00e9culos para serem explicados. Podendo assim evidenciar o interesse por esses eventos que muitas vezes passaram despercebidos por estudiosos e pesquisadores ao longo dos anos.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>FERNANDES, A.S.F. 2005. <strong>F\u00f3sseis: Mitos e Folclore<\/strong>. Anu\u00e1rio do Instituto de Geoci\u00eancias \u2013 UFRJ, v. 28, p. 101-115.<br \/>\nMAYOR, A. 2000. <strong>The first fossil hunters. Paleontology in greek and roman times<\/strong>. Princeton, Princeton University Press. 361 p.<br \/>\nTAYLOR, P. D. 2016 <strong>Fossil Folklore: Ammonyte<\/strong>. Deposits Magazine, n\u00ba 46 20-23.<br \/>\nVITALIANO, D. 1968. <strong>Geomythology: the impact of geologic events on history and legend, with special reference to Atlantics<\/strong>. Journal of the Folklore Institute (Indiana University), 5: 5-30.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4172 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o-150x150.jpg\" alt=\"26905858_2007696039247755_2080243137_o\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/26905858_2007696039247755_2080243137_o-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Rodrigo\u00a0Lima Veloso<\/strong><br \/>\n<em><strong>Graduado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas\/Licenciatura em 2014 pelo Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS) do Centro Universit\u00e1rio Serra dos \u00d3rg\u00e3os (Unifeso). Na mesma universidade foi aluno bolsista do Programa Pet-Sa\u00fade no per\u00edodo entre 2012 e 2014. Atuou como professor de ci\u00eancias da rede estadual no munic\u00edpio de Carmo &#8211; RJ de 2015 at\u00e9 2017, atualmente cursa uma especializa\u00e7\u00e3o em Geologia do Quatern\u00e1rio pelo Museu\u00a0Nacional\/UFRJ. Tem interesse em continuar seus estudos nas \u00e1reas de evolu\u00e7\u00e3o, paleontologia e curadoria.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 caros colecionadores! Hoje trago o texto do aluno Rodrigo Lima Veloso que\u00a0cursa especializa\u00e7\u00e3o em Geologia do Quatern\u00e1rio pelo Museu\u00a0Nacional\/UFRJ. Neste texto Rodrigo explica o que \u00e9 Geomitologia e traz alguns exemplos de como essa ci\u00eancia nos ajudou a compreender melhor os povos pret\u00e9ritos. Desde pequenos n\u00f3s nos encantamos com hist\u00f3rias fant\u00e1sticas de mitos e &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2018\/01\/15\/voce-conhece-a-geomitologia\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Voc\u00ea conhece a Geomitologia?<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":511,"featured_media":4171,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[29,138],"tags":[139,179,180,148],"class_list":["post-4166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-geologia","tag-geologia","tag-geomitologia","tag-mitologia","tag-paleontologia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2018\/01\/WhatsApp-Image-2018-01-11-at-21.34.33-1.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/users\/511"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4166"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4166\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4423,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4166\/revisions\/4423"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}