{"id":4489,"date":"2020-08-27T18:24:58","date_gmt":"2020-08-27T21:24:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/?p=4489"},"modified":"2020-08-28T15:27:58","modified_gmt":"2020-08-28T18:27:58","slug":"novidades-sobre-as-relacoes-dos-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2020\/08\/27\/novidades-sobre-as-relacoes-dos-dinossauros\/","title":{"rendered":"Novidades sobre as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos dinossauros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-green-color\">Uma nova e interessante proposta para explicar as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos  dinossauros e principalmente, a origem dos dinossauros ornit\u00edsquios, grupo que inclui o <em>Triceratops<\/em> e os famosos dinossauros \u201cbico de pato\u201d, acaba de ser apresentada por dois pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Rodrigo Temp M\u00fcller e Maur\u00edcio Garcia. O estudo foi publicado na revista cient\u00edfica <em>Biology Letters<\/em> e agita ainda mais a discuss\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos dinossauros.<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-1024x896.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4490\" width=\"497\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-1024x896.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-300x263.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-768x672.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-1536x1344.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-2048x1792.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><figcaption>Arte de M\u00e1rcio Castro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o faz muito tempo que um estudo liderado por um pesquisador brit\u00e2nico chamado Matthew Baron, sacudiu a comunidade paleontol\u00f3gica e abriu espa\u00e7o para novas discuss\u00f5es sobre uma quest\u00e3o fundamental no estudo de dinossauros: <strong>a rela\u00e7\u00e3o evolutiva entre os grandes grupos desses animais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, Baron e colaboradores ressuscitaram uma antiga hip\u00f3tese sobre a rela\u00e7\u00e3o dos dinossauros, que propunha que o grupo que inclui os dinossauros carn\u00edvoros, como o <em>Tyrannosaurus<\/em>, era mais proximamente relacionado ao grupo dos dinossauros <strong>ornit\u00edsquios<\/strong>, aquele que reune <em>Triceratops<\/em>, <em>Stegosaurus<\/em> e os chamados \u201cdinos bico de pato\u201d. A hip\u00f3tese de Baron e colegas veio com algumas novidades, mas j\u00e1 havia sido considerada no passado, tendo sido descartada por diversos estudos em detrimento da proposta mais cl\u00e1ssica, que re\u00fane dinossauros carn\u00edvoros e os grandes dinossauros &#8220;pesco\u00e7udos &#8221; em um mesmo grupo chamado <strong>Saurischia<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2017\/05\/01\/a-nova-filogenia-dos-dinossauros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Se quiser ler mais sobre essa hist\u00f3ria, clique aqui.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O agito causado por esse artigo foi tanto, que, na \u00e9poca, muito se falou na m\u00eddia popular, inclusive, como se tudo que sab\u00edamos sobre dinossauros tivesse que ser reescrito. Pouco tempo passou, todavia, at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o de um outro estudo, rebatendo a proposta de Baron e colaboradores. Estudo esse, liderado por um pesquisador brasileiro, da USP de Ribeir\u00e3o Preto, Prof. Max Langer. O estudo liderado por Langer apontava inconsist\u00eancias no trabalho de Baron e conclu\u00eda que a hip\u00f3tese cl\u00e1ssica da divis\u00e3o dos dinossauros ainda se sustentava com prioridade, apesar de a proposta de Baron n\u00e3o poder ser totalmente descartada, j\u00e1 que era somente \u201cum pouco menos prov\u00e1vel que a hip\u00f3tese tradicional\u201d. <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ainda-e-cedo-para-reescrever-livros-sobre-dinossauros-dizem-cientistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leia mais sobre isso aqui.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 longa e a disputa continuou em alguns estudos subsequentes, mas aonde eu quero chegar \u00e9 que, toda essa discuss\u00e3o ressaltou novamente uma verdade muito inc\u00f4moda para os estudiosos de dinossauros: <strong>n\u00f3s conhecemos muito pouco sobre os primeiros ornit\u00edsquios e n\u00e3o conseguimos dizer com certeza como eles se relacionam com os outros dinossauros<\/strong>. E \u00e9 a\u00ed, finalmente, que o trabalho rec\u00e9m-publicado pelos colegas da UFSM pode ajudar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os &#8220;ca\u00e7adores de dinossauros<\/strong>&#8221; da UFSM<\/h2>\n\n\n\n<p>Rodrigo Temp M\u00fcller e Maur\u00edcio Garcia s\u00e3o dois pesquisadores muito privilegiados, pois t\u00eam a honra de estar justamente no local que provavelmente foi o ber\u00e7o dos dinossauros, h\u00e1 aproximadamente 230 milh\u00f5es de anos. Os f\u00f3sseis de dinossauros mais antigos conhecidos no mundo s\u00e3o encontrados em rochas dessa idade na Argentina, no sul do Brasil e na por\u00e7\u00e3o sul do continente africano. Justamente por estarem trabalhando sobre essas rochas, esses pesquisadores t\u00eam acesso direto a f\u00f3sseis fant\u00e1stico, que contam a hist\u00f3ria da aurora desse grupo t\u00e3o fascinante de animais. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Untitled-design.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4502\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Untitled-design.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Untitled-design-300x150.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Untitled-design-768x384.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Rodrigo Temp M\u00fcller e Maur\u00edcio Garcia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Atualmente, Rodrigo T. M\u00fcller e Maur\u00edcio Garcia, junto a outros pesquisadores, trabalham vinculados ao Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica (CAPPA-UFSM), em S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine, RS, onde se dedicam a estudar a hist\u00f3ria dos primeiros dinossauros.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A nova hip\u00f3tese<\/strong> de M\u00fcller e Garcia<\/h2>\n\n\n\n<p>Verdade seja dita, a<strong> <\/strong>origem dos dinossauros ornit\u00edsquios \u00e9 um grande mist\u00e9rio. Enquanto os f\u00f3sseis mais antigos de dinossauros saur\u00edsquios datam de estratos do meio do Per\u00edodo Tri\u00e1ssico, entre 245 e 230 milh\u00f5es de anos, os f\u00f3sseis mais antigos de ornit\u00edsquios s\u00e3o um pouco mais recentes, da transi\u00e7\u00e3o Tri\u00e1ssico-Jur\u00e1ssico, e t\u00eam aproximadamente 200 milh\u00f5es de anos. Explicar esta ocorr\u00eancia usando a hip\u00f3tese tradicional sobre  da rela\u00e7\u00e3o dos dinossauros \u00e9 um pouco constrangedor, pois implica na exist\u00eancia de &#8220;linhagens fantasmas&#8221; de ornit\u00edsquios, que teriam existido entre &#8216;pouco tempo depois da origem dos dinossauros&#8217;, por volta de 240-230 milh\u00f5es de anos, at\u00e9 cerca de 206 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, idade do f\u00f3ssil mais antigo de ornit\u00edsquio conhecido. Resumindo: <strong>ornit\u00edsquios necessariamente teriam que ter existido entre ~240 e 206 milh\u00f5es de anos, mas n\u00e3o temos evid\u00eancias dos f\u00f3sseis deles.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nova hip\u00f3tese proposta por M\u00fcller e Garcia solucionaria esse problema de maneira muito elegante, com algo que sempre esteve bem debaixo do nariz dos pesquisadores: os \u201cSilesauridae\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>As criaturas conhecidas como &#8216;silessaur\u00eddeos&#8217; comp\u00f5e um grupo de organismos extintos normalmente considerados como parentes muito pr\u00f3ximos dos dinossauros. De fato, eles e os primeiros dinossauros s\u00e3o extremamente parecidos, tanto em forma, h\u00e1bitos, quanto em tamanho (imagem).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>F\u00f3sseis de &#8216;silessaur\u00eddeos&#8217; s\u00e3o encontrados no Brasil, como \u00e9 o caso de <em>Sacisaurus agudoensis<\/em>, um pequeno animal, com cerca de 1,5m de comprimento, que viveu h\u00e1 225 milh\u00f5es de anos onde hoje \u00e9 o Rio Grande do Sul.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/sacissauro-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4495\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/sacissauro-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/sacissauro-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/sacissauro-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/sacissauro.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Reconstitui\u00e7\u00e3o art\u00edstica de <em>Sacisaurus agudoensis<\/em> por Rodolfo Nogueira.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O que M\u00fcller e Garcia fizeram em seu estudo foi testar as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos grandes grupos de dinossauros, incluindo uma ampla amostragem de silessaur\u00eddeos (at\u00e9 ent\u00e3o tidos como grupo irm\u00e3o de Dinosauria) e diversas esp\u00e9cies de dinossauros basais. Eles fizeram uma <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Filogenia#:~:text=Em%20%C3%BAltima%20an%C3%A1lise%2C%20n%C3%A3o%20h%C3%A1,bem%20suportados%20em%20evid%C3%AAncias%20dispon%C3%ADveis.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">an\u00e1lise filogen\u00e9tica<\/a> abrangente, que juntou, pela primeira, vez os dados de esp\u00e9cies h\u00e1 tempos conhecidas, com as esp\u00e9cies mais recentemente descritas. Os resultados encontrados por eles foram surpreendentes&#8230;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O que uma an\u00e1lise filogen\u00e9tica faz, basicamente, \u00e9 testar as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos organismos por meio da compara\u00e7\u00e3o de uma extensa matriz de dados sobre eles. Estes dados podem ser gen\u00e9ticos ou morfol\u00f3gicos, ou os dois, por exemplo. No caso dos f\u00f3sseis, os pesquisadores normalmente usam dados morfol\u00f3gicos (da forma) para realiz\u00e1-las, pois informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas s\u00f3 ficam preservadas em materiais relativamente recentes (de at\u00e9 algumas centenas de milhares de anos). O produto de uma an\u00e1lise filogen\u00e9tica s\u00e3o um conjunto de &#8220;\u00e1rvores evolutivas&#8221; poss\u00edveis, mostrando todas as rela\u00e7\u00f5es prov\u00e1veis entre os organismos analisados. Algumas \u00e1rvores s\u00e3o estatisticamente mais plaus\u00edveis que outras e, normalmente s\u00e3o essas as consideradas mais atentamente pelos pesquisadores.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma incr\u00edvel descoberta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O que M\u00fcller e Garcia recuperaram em suas an\u00e1lises foi algo diferente de tudo antes proposto e muito excitante para os estudiosos de dinossauros, j\u00e1 que tem o potencial de explicar v\u00e1rias quest\u00f5es sobre o in\u00edcio da hist\u00f3ria evolutiva do grupo. Em especial, o tal mist\u00e9rio das \u201clinhagens fantasmas\u201d de ornit\u00edsquios. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os resultados do estudo, os chamados \u2018silessaur\u00eddeos\u2019 seriam, na verdade, uma s\u00e9rie de esp\u00e9cies ordenadas sucessivamente na base de Ornithischia. Ou seja, linhagens que teriam gradualmente acumulado caracter\u00edsticas t\u00edpicas de ornit\u00edsquios ao longo de milh\u00f5es de anos. Essa hip\u00f3tese preencheria o intervalo evolutivo antes \u201cassombrado\u201d pela ideia de \u201clinhagens fantasmas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Os &#8220;silessaur\u00eddeos&#8221; seriam os dinossauros ornit\u00edsquios basais &#8220;que faltavam&#8221;! De acordo com a hip\u00f3tese recuperada na an\u00e1lise de M\u00fcller e Garcia (2020), &#8216;Silesauridae&#8217; seriam um grupo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Parafil%C3%A9tico#:~:text=Em%20clad%C3%ADstica%2C%20chama%2Dse%20parafil%C3%A9tico,as%20aves%2C%20que%20descendem%20destes.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">parafil\u00e9tico<\/a>, na base de Ornithiscia. Sob esta perspectiva, <em>Sacisaurus<\/em> voltaria a ser um dinossauro.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1010\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-1024x1010.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4491\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-1024x1010.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-300x296.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-768x758.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-24x24.png 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-48x48.png 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12-96x96.png 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/Captura-de-Tela-2020-08-27-a\u0300s-16.02.12.png 1050w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem do artigo de M\u00fcller e Garcia (2020).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outros autores j\u00e1 haviam apontado uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre silessaur\u00eddeos e ornit\u00edsquios, mas o cen\u00e1rio evolutivo encontrado por M\u00fcller e Garcia \u00e9 in\u00e9dito. Os ornit\u00edsquios cl\u00e1ssicos, segundo o novo estudo, teriam evolu\u00eddo a partir de formas t\u00edpicas de silessaur\u00eddeos por meio de mudan\u00e7as graduais ao longo do tempo, partindo inclusive, de uma poss\u00edvel forma carn\u00edvora. O que assemelharia o cen\u00e1rio evolutivo dos ornit\u00edsquios ao dos saur\u00edsquios sauropodomorfos (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rqAeU3JbxIM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">veja este v\u00eddeo aqui para entender<\/a>). <\/p>\n\n\n\n<p>Todos os ornit\u00edsquios conhecidos at\u00e9 o momento apresentam caracter\u00edsticas que os vinculam a uma dieta herb\u00edvora, todavia os mais antigos \u2018silessaur\u00eddeos\u2019 tinham dentes pontiagudos e afiados, possivelmente adaptados para uma dieta carn\u00edvora.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores respons\u00e1veis pela pesquisa reconhecem que ainda \u00e9 cedo para que a quest\u00e3o relacionada a origem dos dinossauros ornit\u00edsquios possa ser considerada totalmente respondida. A nova hip\u00f3tese de M\u00fcller e Garcia agora dever\u00e1 continuar sendo testada \u00e0 medida que novos f\u00f3sseis foram descobertos e novas interpreta\u00e7\u00f5es realizadas. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s aqui tamb\u00e9m estamos de olho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"652\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/nova-hipo\u0301tese-8-1024x652.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4500\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/nova-hipo\u0301tese-8-1024x652.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/nova-hipo\u0301tese-8-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/nova-hipo\u0301tese-8-768x489.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/nova-hipo\u0301tese-8-1536x977.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/nova-hipo\u0301tese-8-2048x1303.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A nova proposta de M\u00fcller e Garcia (2020). Arte de M\u00e1rcio Castro.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"997\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-1024x997.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4504\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-1024x997.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-300x292.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-768x748.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-1536x1495.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-2048x1993.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/A\u0301rvore-evolutiva-dos-dinossauros-reconstruc\u0327a\u0303o-dos-dinossauros-em-vida-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-48x48.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Como ficaria a configura\u00e7\u00e3o da nova \u00e1rvore evolutiva dos dinossauros de acordo com o estudo de M\u00fcller e Garcia (2020). Arte de  M\u00e1rcio Castro.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea se interessou pelo estudo, voc\u00ea pode ler ele na \u00edntegra <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1098\/rsbl.2020.0417\">AQUI<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m a postagem no blog do parceiro &#8216;Coelho Pr\u00e9-Cambriano&#8217;: <a href=\"https:\/\/coelhoprecambriano.blogspot.com\/2020\/08\/o-enigma-da-origem-dos-ornitisquios.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AQUI<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00fcller, R.T. &amp; Garcia, M. 2020. A paraphyletic \u2018Silesauridae&#8217; as an alternative hypothesis for the initial radiation of ornithischian dinosaurs. Biology Letters, https:\/\/doi.org\/10.1098\/rsbl.2020.0417<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova e interessante proposta para explicar as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos dinossauros e principalmente, a origem dos dinossauros ornit\u00edsquios, grupo que inclui o Triceratops e os famosos dinossauros \u201cbico de pato\u201d, acaba de ser apresentada por dois pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Rodrigo Temp M\u00fcller e Maur\u00edcio Garcia. O estudo &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2020\/08\/27\/novidades-sobre-as-relacoes-dos-dinossauros\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Novidades sobre as rela\u00e7\u00f5es evolutivas dos dinossauros<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":489,"featured_media":4490,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[28,51,33,59,78,82],"tags":[104,142,197,153,198],"class_list":["post-4489","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dinossauros","category-mesozoico","category-evolucao","category-ornithischia","category-rio-grande-do-sul","category-triassico","tag-dinossauros","tag-evolucao","tag-ornithischia","tag-rio-grande-do-sul","tag-silesauridae"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2020\/08\/orniti\u0301squios-por-Ma\u0301rcio-L.-Castro-8-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4489","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/users\/489"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4489"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4489\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4537,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4489\/revisions\/4537"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}