{"id":76,"date":"2011-04-22T11:19:00","date_gmt":"2011-04-22T14:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/colecionadores\/2011\/04\/a-fauna-do-paleo-deserto-botucatu-o-paleo-deserto-botucatu-parte-ii\/"},"modified":"2021-03-15T11:14:26","modified_gmt":"2021-03-15T14:14:26","slug":"a-fauna-do-paleo-deserto-botucatu-o-paleo-deserto-botucatu-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2011\/04\/22\/a-fauna-do-paleo-deserto-botucatu-o-paleo-deserto-botucatu-parte-ii\/","title":{"rendered":"A fauna do Paleo-deserto Botucatu &#8211; O Paleo-deserto Botucatu, Parte II"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left\">\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\"><b>&#8220;O paleodeserto Botucatu foi um gigantesco deserto de dunas, que existiu durante o final do Per\u00edodo Jur\u00e1ssico (145 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) e come\u00e7o do Per\u00edodo Cret\u00e1ceo (h\u00e1 130 Milh\u00f5es de anos), quando os atuais continentes do hemisf\u00e9rio sul ainda estavam reunidos formando o chamado mega-continente austral Gondwana. Este antigo deserto abrangia algo como 1.500.000 Km\u00b2 e se estendia desde o Estado de Minas Gerais at\u00e9 o Uruguai &#8211; em latitude &#8211; e da Bol\u00edvia at\u00e9 onde antes estava acomodada a \u00c1frica, na costa leste brasileira&#8230; Tratava-se de uma verdadeira imensid\u00e3o de areia, com um clima seco rigoroso e condi\u00e7\u00f5es aparentemente pouco prop\u00edcias \u00e0 vida&#8230;. mas apenas aparentemente&#8230;<\/b><b>&#8220;<\/b><\/span><b> <span class=\"Apple-style-span\">&#8212; Veja a primeira parte desta reportagem <a href=\"http:\/\/colecionadoresdeossos.blogspot.com\/2011\/02\/as-pegadas-fosseis-do-interior-paulista.html\">AQUI<\/a><\/span>.<\/b><br \/>\n<b><br \/>\n<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Em um lugar perdido em um pret\u00e9rito t\u00e3o remoto, numa era de animais t\u00e3o diferentes, a curiosidade nos leva a perguntar: que tipo de criaturas viveram em condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o adversas? \u00c9 sobre isso que vamos tratar neste <i>post<\/i> do Colecionadores de Ossos.<\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Em um ambiente extremamente \u00e1rido como foi o deserto do Botucatu, dificilmente s\u00e3o preservados f\u00f3sseis de restos corporais de animais, tais como, ossos ou conchas&#8230;&#8230; Quanto a partes moles, ent\u00e3o,<i> nem pensar.<\/i> Desta forma, a \u00fanica maneira de saber quais animais viviam nesse deserto \u00e9 por meio dos icnof\u00f3sseis. <\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Icnof\u00f3sseis, de forma geral, <u>s\u00e3o registros de um comportamento de um determinado organismo que acabaram por ser preservados em um substrato que, depois de passar por processos qu\u00edmicos e f\u00edsicos (Litifica\u00e7\u00e3o), veio a tornar-se rocha. <\/u><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Os tipos de icnof\u00f3sseis mais comuns na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu (conjunto de rochas que representam hoje o antigo deserto Botucatu) s\u00e3o pegadas de vertebrados e invertebrados e evid\u00eancias de alimenta\u00e7\u00e3o de invertebrados endoestratais (\u201cde dentro do substrato\u201d ou \u201cescavadores\u201d).<\/span><\/p>\n<blockquote><p>Exemplos de comportamento que produzem icnof\u00f3sseis: locomo\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o, descanso, reprodu\u00e7\u00e3o, etc. Exemplos de tipos de icnof\u00f3sseis deixados por estes comportamentos: pegadas, perfura\u00e7\u00f5es, ovos, copr\u00f3litos (fezes f\u00f3sseis), etc.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Os icnof\u00f3sseis na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu s\u00e3o raros em alguns n\u00edveis. No entanto, existem estratos onde eles s\u00e3o extremamente abundantes, como por exemplo, aqueles que afloram nas cidades de S\u00e3o Carlos e Araraquara, no interior do Estado de S\u00e3o Paulo. Acredita-se que esta abund\u00e2ncia relativa de rastros nas imedia\u00e7\u00f5es destas cidades seja porque na \u00e9poca em que o antigo Deserto Botucatu existiu, haviam diversos o\u00e1sis espalhados pela imensid\u00e3o de areia. Estes abrigavam uma diversificada fauna e atra\u00edam animais a procura de \u00e1gua. A exist\u00eancia destes o\u00e1sis \u00e9 corroborada com a pr\u00f3pria preserva\u00e7\u00e3o das pegadas, favorecida somente por causa da umidade.<\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"color: #ffcc00;text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Mas agora a pergunta que n\u00e3o quer calar: quem eram esses animais?<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<blockquote><p>PERIGO !!!!. Apesar de ser irresist\u00edvel e tentador atribuir um organismo produtor a icnof\u00f3sseis&#8230; temos que tomar muito cuidado ! N\u00e3o foram raras as vezes em que a atribui\u00e7\u00e3o de produtores a um determinado icnof\u00f3ssil se mostrou totalmente equivocada, principalmente em se tratando de rastros de invertebrados. Pode-se dizer que, na icnologia de vertebrados isso \u00e9 mais aceit\u00e1vel, afinal existe uma diferen\u00e7a mais consp\u00edcua entre os rastros de um dinossauro e de um mam\u00edfero , e dificilmente, eles produziriam um rastro semelhante &#8211; ainda assim isso poder acontecer&#8230; Entretanto, entre os invertebrados isto \u00e9 comum, ou seja, grupos de invertebrados pouco aparentados &#8211; muito diferentes &#8211; podem produzir marcas muito semelhantes e, um mesmo grupo de animais &#8211; at\u00e9 mesmo da mesma esp\u00e9cie! &#8211; podem produzir rastros muito diferentes. Pense nisto!<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Quando n\u00e3o existem f\u00f3sseis de restos corporais, como \u00e9 o caso do deserto do Botucatu, os cientistas recorrem, com muita parcim\u00f4nia e cuidado, aos icnof\u00f3sseis para saber que animais viviam naquele lugar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Talvez o mais interessante sobre o Deserto Botucatu seja que, apesar de ser um deserto de mais de 130 milh\u00f5es de anos, ele se parecia muito com um deserto atual, exceto pelas esp\u00e9cies hoje extintas, claro. Ele abrigava uma fauna adaptada ao ambiente des\u00e9rtico com uma composi\u00e7\u00e3o semelhante ecol\u00f3gica a que vemos em desertos contempor\u00e2neos&#8230; vamos ver por qu\u00ea.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Come\u00e7ando do alto da cadeia alimentar:<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Hoje, esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 ocupada por mam\u00edferos carn\u00edvoros de maior porte, r\u00e9pteis diversos e dinossauros ter\u00f3podes do grupo dos coelurossauros com penas \u2013 <strong>as aves!<\/strong> Outrora, no antigo deserto, era ocupada tamb\u00e9m por dinossauros ter\u00f3podes, como as aves atuais, mas por representantes de ramos ancestrais hoje extintos. A figura 1 mostra uma pegada de ter\u00f3pode coelurossaur\u00eddeo encontrado na Fm. Botucatu. Esta pegada apresenta um comprimento maior do que a sua largura, tr\u00eas d\u00edgitos com evid\u00eancia de garras, sendo o d\u00edgito do meio o maior de todos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-ZJCnYXIhJFU\/TbGQgngYxII\/AAAAAAAAAHo\/i16YA56CGdc\/s1600\/1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/1.jpg\" width=\"400\" height=\"172\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Figura 1 \u2013 Pegadas de dinossauros atribu\u00eddas a Theropoda Coelurosauria encontradas na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu (Fotografias por Marcelo Adorna Fernandes).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Habitando o antigo deserto, ainda, poderia ser encontrado outro grupo de ter\u00f3pode, e sabemos disso por causa da presen\u00e7a de outro tipo de pegada. Estas tamb\u00e9m com os tr\u00eas d\u00edgitos, tamb\u00e9m com marcas de garras, por\u00e9m os dedos mais espa\u00e7ados: caracter\u00edsticas t\u00edpicas do grupo dos carnossauros (Figura 2). Veja a diferen\u00e7a.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-xfIOBwd84wU\/TbGRmlACgGI\/AAAAAAAAAHw\/jb_v_kkiy68\/s1600\/2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/2.jpg\" width=\"298\" height=\"400\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Figura 2 \u2013 Pegadas de dinossauros atribu\u00eddas a Theropoda Carnossauria encontradas na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu (Fotografia por Marcelo A. Fernandes).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Os carnossauros, e tamb\u00e9m os coelurossaros, de fato estariam no topo da cadeia alimentar, j\u00e1 que s\u00e3o os maiores organismos carn\u00edvoros identificados no registro icnol\u00f3gico.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Existem evid\u00eancias tamb\u00e9m de dinossauros herb\u00edvoros do grupo dos ornit\u00f3podes. Animais b\u00edpedes, reconhecidos por pegadas t\u00e3o compridas quanto largas, com tr\u00eas dedos de extremidades arredondadas (sem marcas de garras), como mostrado na figura 3.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-g7Bc06u96dI\/TbGS3s6zvnI\/AAAAAAAAAH4\/gcAe7V4AvC4\/s1600\/3.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/3.jpg\" width=\"400\" height=\"176\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Figura 3 \u2013 Pegadas atribu\u00eddas a dinossauros ornit\u00f3podes encontradas na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu (Fotografia por Marcelo Adorna Fernandes).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">E como n\u00e3o poderia deixar de ser dito, destoando da maioria das pegadas de dinossauros geralmente encontradas &#8211; todas de porte pouco avantajado &#8211; foi encontrada ainda uma trilha muito curiosa pelo tamanho do seu produtor. As pegadas gigantes seriam atribu\u00eddas a um grande dinossauro ornit\u00f3pode, e foram encontradas pelo Prof. Dr. Marcelo Adorna (Figura 4). \u00c9 muito estranho encontrar pegadas de um animal herb\u00edvoro t\u00e3o grande em um lugar com t\u00e3o poucos recursos vegetais para sustent\u00e1-lo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-cesG0VIHq_0\/TbGUZiUh4cI\/AAAAAAAAAIA\/Xjj4N8wqC3w\/s1600\/4.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/4.jpg\" width=\"296\" height=\"400\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Figura 4 \u2013 Pegadas atribu\u00eddas a um grande dinossauro ornit\u00f3pode encontradas na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu. Ao fundo o Professor Marcelo Adorna, um grande estudioso dos icnof\u00f3sseis desta Forma\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Nos desertos atuais existem ainda pequenos mam\u00edferos muito bem adaptados \u00e0s \u00e1rduas condi\u00e7\u00f5es dos ambientes des\u00e9rticos. No deserto do Botucatu n\u00e3o faltavam estes animais. Eles ocupavam uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria na cadeia alimentar, como as v\u00e1rias esp\u00e9cies de roedores atuais. A figura 5 mostra os caracter\u00edsticos rastros deixados por eles. A figura 6 mostra uma cena que seria comum quando o deserto do Botucatu existia: uma intera\u00e7\u00e3o entre dinossauro e um mam\u00edfero da \u00e9poca.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-ntjtr3CqL3w\/TbGVAZq2d-I\/AAAAAAAAAII\/YS8Wsatu-V0\/s1600\/5.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/5.jpg\" width=\"400\" height=\"291\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Figura 5 \u2013 Rastros identificados como<em> Brasilichnium elusivum &#8211;<\/em> atribu\u00eddos a mam\u00edferos de pequeno porte &#8211; encontrados na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu (Marcelo Adorna Fernandes). Escala = 10cm.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-Rx53TvoNROk\/TbGVwPE4ULI\/AAAAAAAAAIQ\/_2HXtaDFjT8\/s1600\/6.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/6.jpg\" width=\"277\" height=\"400\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Figura 6 &#8211; Uma intera\u00e7\u00e3o comum entre um representante do grupo dos Dinossauros Theropoda e um mam\u00edfero durante o final do Jur\u00e1ssico, come\u00e7o do Cret\u00e1ceo, na regi\u00e3o que compreendia o deserto do Botucatu.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-WWPJGFBrcMU\/TV6fSy4lBxI\/AAAAAAAAGIw\/3ofCezx89fU\/s1600\/Botucatu.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-6\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/Botucatu.jpg\" width=\"400\" height=\"301\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: inherit\">Figura 7 \u2013 Reconstru\u00e7\u00e3o do paleoambiente durante o final do Jur\u00e1ssico, come\u00e7o do Cret\u00e1ceo, no deserto do Botucatu, com integrantes comuns da sua fauna: escorpi\u00f5es, insetos e pequenos mam\u00edferos.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Atualmente \u00e9 muito comum encontrar em desertos diversos grupos de artr\u00f3podes adaptados a ambientes \u00e1ridos, tais como, aranhas, escorpi\u00f5es e variados insetos&#8230;.. no Deserto Botucatu n\u00e3o era diferente. Existem icnof\u00f3sseis atribu\u00eddos a esses animais que atestam a exist\u00eancia pret\u00e9rita de animais muito semelhantes aos atuais no paleo-deserto (Figura 7).<\/div>\n<p>Entre os invertebrados, al\u00e9m dos que deixam marcas na superf\u00edcie (epiestratais), existem tamb\u00e9m registros de <em>Taenidium<\/em> isp, que consistem em escava\u00e7\u00f5es sinuosas e meniscadas (em forma de menisco) atribu\u00eddas a anel\u00eddeos ou insetos cole\u00f3pteros (Figura 8).<\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-K8NGTgjG48g\/TbntMt3_E1I\/AAAAAAAAGYs\/gCymPX0_VnQ\/s1600\/Capturar.JPG\" data-rel=\"lightbox-image-7\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/04\/Capturar.jpg\" width=\"260\" height=\"400\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: inherit\">Figura 8 \u2013 Rastros identificados como <i>Taenidium<\/i> isp. Atribu\u00eddos a invertebrados (anel\u00eddeos ou insetos). Esta laje em especial antes de ser tombada no Museu de Hist;oria Natural Prof. Dr. M\u00e1rio Tolentino, na UFSCar, era usada como pavimenta\u00e7\u00e3o de uma cal\u00e7ada na cidade de Araraquara, SP.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: inherit\">Esses invertebrados poderiam ter servido de alimento para os mam\u00edferos, j\u00e1 que estes animais conviveram juntos.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Os rastros f\u00f3sseis do Botucatu s\u00e3o um testemunho muito interessante sobre um ambiente bastante particular do passado: um colossal deserto com dunas esparsamente pontuadas de o\u00e1sis. Conhecer a diversidade biol\u00f3gica deste lugar \u00e9 um desafio por causa da escassez de restos corporais preservados de animais e plantas. At\u00e9 agora, apenas troncos f\u00f3ssilizados foram encontrados, todos retirados da regi\u00e3o de Minas Gerais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Estes indicam a presen\u00e7a de gimnospermas, plantas do grupo dos pinheiros e arauc\u00e1rias. J\u00e1 quanto a fauna, representativos e bem preservados icnof\u00f3sseis nos permitem obter uma s\u00f3lida id\u00e9ia de como seria o cen\u00e1rio Juro-cret\u00e1cico. Eles fornecem uma verdadeira e fant\u00e1stica janela para que possamos vislumbrar a vida e as intera\u00e7\u00f5es dos habitantes daquele ambiente passado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #fce5cd;font-size: x-small\">FERNANDES, M. A. Paleoicnologia em ambientes des\u00e9rticos: an\u00e1lise da icnocenose de vertebrados da pedreira S\u00e3o Bento (Forma\u00e7\u00e3o Botucatu, Jur\u00e1ssico Superior \u2013 Cret\u00e1ceo Inferior, Bacia do Paran\u00e1), Araraquara, SP. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e da Natureza. Instituto de Geoci\u00eancias. Rio de Janeiro, 2005.<\/span><\/div>\n<p><span style=\"color: #fce5cd\"><br \/>\n<\/span><span style=\"color: #fce5cd;font-size: x-small\">FERNANDES, M. A.; CARVALHO, I. DE S. Revis\u00e3o diagn\u00f3stica para a icnoesp\u00e9cie de tetr\u00e1pode Mesoz\u00f3ico Brasilichnium elusivum ( Leonardi , 1981 ) ( Mammalia ) da Forma\u00e7\u00e3o Botucatu , Bacia do Paran\u00e1 , Brasil. Ameghiniana, v. 45, n. 1, p. 167-173, 2008.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: x-small\"><br \/>\n<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #fce5cd;font-size: x-small\">FERNANDES, A. C. S.; CARVALHO I DE S.; NETTO, R. G. Ichnof\u00f3sseis de invertebrados da Forma\u00e7\u00e3o Botucatu, S\u00e3o Paulo (Brasil). Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, v 62, n. 1, p. 45 &#8211; 49, 1990<\/span><\/p>\n<p>A seguir, continuando a s\u00e9rie de artigos sobre a Icnologia da Forma\u00e7\u00e3o Botucatu: Um estranho gigante nas dunas e Xixi de dinossauro.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O paleodeserto Botucatu foi um gigantesco deserto de dunas, que existiu durante o final do Per\u00edodo Jur\u00e1ssico (145 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) e come\u00e7o do Per\u00edodo Cret\u00e1ceo (h\u00e1 130 Milh\u00f5es de anos), quando os atuais continentes do hemisf\u00e9rio sul ainda estavam reunidos formando o chamado mega-continente austral Gondwana. Este antigo deserto abrangia algo como 1.500.000 &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2011\/04\/22\/a-fauna-do-paleo-deserto-botucatu-o-paleo-deserto-botucatu-parte-ii\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">A fauna do Paleo-deserto Botucatu &#8211; O Paleo-deserto Botucatu, Parte II<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":489,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11,28,51,35,41,44,46],"tags":[],"class_list":["post-76","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bacia-do-parana","category-dinossauros","category-mesozoico","category-formacao-botucatu","category-icnofosseis","category-jurassico","category-mamiferos"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/users\/489"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4855,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76\/revisions\/4855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}