{"id":85,"date":"2011-05-19T17:27:00","date_gmt":"2011-05-19T20:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/colecionadores\/2011\/05\/o-brasil-pre-historico-era-realmente-dos-crocodilos\/"},"modified":"2011-05-19T17:27:00","modified_gmt":"2011-05-19T20:27:00","slug":"o-brasil-pre-historico-era-realmente-dos-crocodilos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/2011\/05\/19\/o-brasil-pre-historico-era-realmente-dos-crocodilos\/","title":{"rendered":"&#062;O Brasil pr\u00e9-hist\u00f3rico era realmente dos crocodilos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&gt;<\/p>\n<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left\">\n<div style=\"text-align: justify\"><b><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #f9cb9c\">Neste \u00faltimo m\u00eas, novas descobertas sobre o Cret\u00e1ceo brasileiro vieram afirmar que neste per\u00edodo os Crocodyliformes realmente dominavam nosso pa\u00eds. Enquanto os dinossauros reinavam com soberania na maioria dos ecossistemas terrestres, aqui no territ\u00f3rio tupiniquim os crocodyliformes se diversificavam e ocupavam os mais diversos nichos. Desde animais com cerca de 4 metros de comprimento, \u00e1geis e carn\u00edvoros, como o <i>Baurusuchus<\/i>, at\u00e9 pequenos on\u00edvoros, como o <i>Mariliasuchus<\/i> e o <i>Adamantinasuchus. <\/i>Haviam esp\u00e9cies escavadoras, oportunistas e at\u00e9 mesmo consumidoras de plantas e ra\u00edzes.<\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><b><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #f9cb9c\"><br \/><\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Estas descobertas t\u00eam elucidado como teriam sido as rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas pret\u00e9ritas do paleoambiente hoje representados pelas rochas do Grupo Bauru. As rochas do Grupo Bauru s\u00e3o de idade Neocret\u00e1cica <i>(Final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo, do Cenomaniano ao Maastrichiano, 99-65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/i>) e foram depositadas em um contexto continental fluvial e lacustre de clima quente e \u00e1rido. Elas est\u00e3o bem distribu\u00eddas nos estados de S\u00e3o Paulo e Minhas Gerais, mas tamb\u00e9m s\u00e3o encontradas no Paran\u00e1 e Goi\u00e1s, e at\u00e9 mesmo no estado do Mato Grosso. Estas rochas representam um antigo ecossistema que possu\u00eda uma diversificada fauna de vertebrados, incluindo dinossauros saur\u00f3podes (titanossauros) e ter\u00f3podes (abelissauros, carcharodontossauros e maniraptores, incluindo as aves), lagartos, cobras, quel\u00f4nios, anf\u00edbios, pequenos mam\u00edferos, mas principalmente crocodyliformes. Estes \u00faltimos englobavam at\u00e9 seis distintos grupos: os notossuqu\u00eddeos, os sphagessaur\u00eddeos, candidodont\u00eddeos, peirossaur\u00eddeos, trematocamps\u00eddeos e baurussuqu\u00eddeos.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Ao que se deve esta incr\u00edvel diversidade de crocodilomorfos? O que pode ter favorecido o desenvolvimente deste grupo de arcossauros neste particular contexto pret\u00e9rito? Os pesquisadores ainda procuram uma resposta.  A solu\u00e7\u00e3o para o enigma pode estar envolvida com o fato deste local pret\u00e9rito ter sido geograficamente isolado e ter produzido uma situa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e ambiental \u00fanica, que favoreceu estes animais. Teriam eles ocupado o nicho at\u00e9 mesmo de dinossauros? Competido com eles? Ou o nicho de mam\u00edferos, t\u00e3o raros neste registro por algum prop\u00f3sito?  A continuidade dos estudos vai ajudar a resposder estas perguntas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #f9cb9c;font-size: large\"><b>Campinasuchus, o novo crocodyliforme do Cret\u00e1ceo brasileiro<\/b><\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-t8FHeSjg3X4\/TchNRdtChII\/AAAAAAAADSE\/Jm87eth6ixo\/s1600\/campinasuchus.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"283\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/05\/campinasuchus.png\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #b45f06\">Fant\u00e1stica reconstitui\u00e7\u00e3o art\u00edstica de <i>Campinasuchus<\/i> em vida por Rodolfo Nogueira.<\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><i>Campinasuchus<\/i> \u00e9 um novo g\u00eanero de Baurusuchidae descrito com base em alguns cr\u00e2nios parciais e esqueletos encontrados na regi\u00e3o de Campina Verde, MG, contexto da Forma\u00e7\u00e3o Adamantina, Grupo Bauru, Bacia Bauru.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Os Baurusuchidae incluem crocodyliformes com cr\u00e2nios lateralmente comprimidos e gracilmente alongados. S\u00e3o conhecidos para o Cret\u00e1ceo Tardio do Brasil, Argentina e Paquist\u00e3o. Todos os membros podem ser considerados de m\u00e9dio e grande porte, cursoriais (caminhavam ativamente sem encostar a barriga no ch\u00e3o, com os membros posicionados mais verticalmente) e predadores. Outras esp\u00e9cies de Baurusuchidae incluem: <i>Baurusuchus pachecoi, Baurusuchus salgadoensis, Baurusuchus albertoi<\/i> e <i>Stratiosuchus maxhechti<\/i> do Brasil, al\u00e9m de <i>Cynodontosuchus<\/i> e <i>Wargosuchus<\/i> da Argentina.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><i>Campinasuchus<\/i> se diferencia dos outos Baurusuchidae por possuir um focinho mais curto e afilado, uma denti\u00e7\u00e3o diferenciada e peculiaridades no seu osso palatal (c\u00e9u da boca).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A sua presen\u00e7a refor\u00e7a a id\u00e9ia de que a aridez, ou possivelmente um regime espec\u00edfico de sazonalidade (altern\u00e2ncia de per\u00edodos quentes e secos com per\u00edodos de alta pluviosidade),  dirigiram a diversifica\u00e7\u00e3o dos crocodyliformes terrestres neste ecossistema peculiar do Cret\u00e1ceo Tardio brasileiro.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O trabalho foi publicado por Ismar de Souza e Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e colaboradores, na revista Zootaxa, de distribui\u00e7\u00e3o on line e gratuita, em 9 de maio de 2011.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #f6b26b;font-size: large\"><b>O primeira icnoesp\u00e9cie de ovos fossilizados da Am\u00e9rica do Sul<\/b><\/span><\/div>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange;font-size: large\"><br \/><\/span><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/cacadores-de-fosseis\/ovos-fossilizados-de-crocodilomorfos\/image_preview\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"335\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/cacadores-de-fosseis\/ovos-fossilizados-de-crocodilomorfos\/image_preview\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #b45f06\">Ovo fossilizado de crocodyliforme , foto de Carlos de Oliveira.<\/span><\/div>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange;font-size: large\"><br \/><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">Ninhos de 70 milh\u00f5es de anos foram encontrados nas proximidades da cidade de Jales, interior do estado de S\u00e3o Paulo, por Carlos de Oliveira, da Funda\u00e7\u00e3o Educacional de Fernand\u00f3polis (SP). A descoberta foi publicada este m\u00eas na revista <i>Paleontoloy <\/i>por ele e colaboradores. Os ovos foram encontrados em 2006 em rochas da Forma\u00e7\u00e3o Adamantina, Grupo Bauru. A grande concentra\u00e7\u00e3o deste material chamou a aten\u00e7\u00e3o de Carlos, que com o prosseguimento das escava\u00e7\u00f5es encontrou o que seria equivalente a 17 ninhadas situadoas em 3 diferentes n\u00edveis de deposi\u00e7\u00e3o sedimentar (o que corresponderia a tr\u00eas eventos temporais diferentes).<\/span><\/div>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/cacadores-de-fosseis\/imagens\/Ovosfossilizados02.jpg\/image_preview\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"216\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/cacadores-de-fosseis\/imagens\/Ovosfossilizados02.jpg\/image_preview\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #b45f06\">Foto por Carlos de Oliveira.<\/span><\/div>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">Os ovos s\u00e3o alongados e tem forma el\u00edptica. O tamanho varia entre 5,8 e 6,5 cm. A maioria estava quebrada, o que pode sugerir que os filhotes haviam nascido e deixado os ovos. Apenas alguns estavam completos. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/cacadores-de-fosseis\/imagens\/Ovosfossilizados03.jpg\/image_preview\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"265\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/cacadores-de-fosseis\/imagens\/Ovosfossilizados03.jpg\/image_preview\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #b45f06\">Esqueleto parcial de Baurusuchus encontrado em associa\u00e7\u00e3o com os ninhos. Foto: Carlos Oliveira.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">Todos eles foram considerados como pertencentes a um g\u00eanero de crocodyliforme, <i>Baurusuchus,<\/i> devido a in\u00fameros ossos, e inclusive cr\u00e2nios e esqueletos parciais destes animais, que foram encontrados associados aos ninhos. Mas n\u00e3o foi s\u00f3 isso que ajudou os pesquisadores a definirem os produtores destes ovos. A microestrutura da casca tamb\u00e9m revela detalhes sobre quem os depositou:<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">Ovos de aves, dinossauros, crocodyliformes, quel\u00f4nios, lagartos e cobras t\u00eam estruturas macro e microsc\u00f3picas diferentes. Al\u00e9m do tamanho e formato ovo, aspectos histoestruturais da casca, como a organiza\u00e7\u00e3o do sistema de poros e a forma de deposi\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio (existem diferentes morfotipos estruturais: testudin\u00f3ide, crocodil\u00f3ide, dinossaur\u00f3ide, ornit\u00f3ide e geck\u00f3ide por exemplo) ajudam a identificar o produtor.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-oX9ewGkPvII\/TdV8xnSQK9I\/AAAAAAAAGaY\/zrmp8V3n7XQ\/s1600\/Picture1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"333\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/colecionadores\/wp-content\/uploads\/sites\/243\/2011\/05\/Picture1.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #b45f06\">Tipos de ovos de acordo com sua microestrutura. A micro-estrutura pode ser avaliada por meio de cortes histol\u00f3gicos da casca, que s\u00e3o ent\u00e3o observados com o aux\u00edlio da microscopia eletr\u00f4nica de varredura.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">O estudo dos ovos fossilizados se chama Paleo-oologia e est\u00e1 inserida numa \u00e1rea da paleontologia chamada de Paleoicnologia, <i>palaios<\/i>=antigo, <i>iknos<\/i>=vest\u00edgios e <i>logos<\/i>=estudo, ou seja, <i>O estudo dos vest\u00edgios antigos<\/i>.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">A Paleoicnologia estuda todo tipo de vest\u00edgio f\u00f3ssil indireto ou evid\u00eancia comportamental de uma atividade biol\u00f3gica (produzida por um organismo extinto).  Os ovos constituem vest\u00edgios do comportamento de reprodu\u00e7\u00e3o de animais extintos, logo est\u00e3o no escopo de estudo da Paleoicnologia, assim como as pegadas f\u00f3sseis, por exemplo, que s\u00e3o vest\u00edgios de locomo\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">A Paleoicnoloia tem toda uma taxonomia pr\u00f3pria para definir diferentes tipos de vest\u00edgios. Essa &#8216;parataxonomia&#8217;, \u00e0 modo do sistema de nomenclatura biol\u00f3gica, \u00e9 binomial e latinizada. Se as caracter\u00edsticas gerais de uma estrutura paleoicnol\u00f3gica foram parecidas com as de materiais j\u00e1 conhecidos, elas recebem o mesmo nome destes, mas se foram diferentes, ganham uma nova designa\u00e7\u00e3o, como uma nova esp\u00e9cie. A prop\u00f3sito, ICNOesp\u00e9cie e icnog\u00eanero s\u00e3o a maneira correta de se denominar estas estruturas, para n\u00e3o se confundir com o sistema de nomenclatura biol\u00f3gica &#8211; o que \u00e9 muito comum.<\/span><\/div>\n<blockquote><p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #fce5cd\">Por exemplo, o icnog\u00eanero de pegadas de mam\u00edferos conhecido como <i>Brasilichnium elusivum<\/i>  ( descrito para Fm. Botucatu, Bacia do Paran\u00e1) comumente \u00e9 confundido com o <b>nome do produtor das pegadas<\/b>&#8230; que na verdade n\u00e3o \u00e9 conhecido por nenhuma evid\u00eancia de f\u00f3ssil corporal! O nome <i>B. elusivum<\/i> se refere somente <b>\u00e0s pegadas, n\u00e3o ao seu produtor.<\/b> At\u00e9 mesmo animais diferentes poderiam ter produzido o mesmo tipo de vest\u00edgio. Cuidado&#8230;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">No caso do material de Jales, SP, os autores consideraram que todas as caracter\u00edsticas identificadas poderiam sustentar um novo icnog\u00eanero, que denominaram de <i>Bauruoolithus fragilis. <\/i>Esta seria a primeira icnoesp\u00e9cie de ovos fossilizados descrita para a Am\u00e9rica do Sul (<b>mas n\u00e3o os primeiros ovos f\u00f3sseis descritos   nem para o Brasil, nem para a Am\u00e9rica Latina! <\/b>H\u00e1 abundantes registros de ovos fossilizados na Argentina e v\u00e1rios tamb\u00e9m aqui no Brasil. Refer\u00eancias em nosso pa\u00eds s\u00e3o os ovos de dinossauro encontrados na regi\u00e3o de Uberaba e os ovos atribu\u00eddos a <i>Mariliasuchus<\/i> em Mar\u00edlia, SP).<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><i><br \/><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><i> <\/i>As fei\u00e7\u00f5es encontradas nos ovos, segundo os autores, s\u00e3o muito diferentes daquelas encontradas em outros crocodilomorfos, o que leva a suspeita de que os produtores de <i>Bauruoolithus<\/i> teriam um modo de reprodu\u00e7\u00e3o peculiar. Isto pode estar diretamente ligado com o sucesso ecol\u00f3gico do grupo e pode fornecer respostas interessantes quanto a adapta\u00e7\u00e3o destes animais \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais do sudeste brasileiro durante o Cret\u00e1ceo Tardio.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">O estudo de ovos f\u00f3sseis pode revelar detalhes de <b>aspectos biol\u00f3gicos e ecol\u00f3gicos<\/b> dos seus produtores. &#8211;<i>estrat\u00e9gias ou comportamentos de reprodu\u00e7\u00e3o est\u00e3o intimamente ligadas ao rigor ambiental e estresse ecol\u00f3gico (competi\u00e7\u00e3o, preda\u00e7\u00e3o, etc), <\/i><b>assim como aspectos paleoambientais <\/b>&#8211; r<i>ecuperados direta (tafonomia) ou indiretamente (um estresse ambiental -uma grande seca, per\u00edodo de escassez de alimentos, etc. &#8211; pode ser detectado estudando-se a microestrutura dos ovos)-, <\/i> e <b>paleoclim\u00e1ticos<\/b> <i>(inferidos utilizando-se an\u00e1lise de is\u00f3topos). <\/i>Estes estudos s\u00e3o um passo al\u00e9m da simples descri\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\">H\u00e1 muito a ser feito!<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: orange\"><br \/><\/span><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt; Neste \u00faltimo m\u00eas, novas descobertas sobre o Cret\u00e1ceo brasileiro vieram afirmar que neste per\u00edodo os Crocodyliformes realmente dominavam nosso pa\u00eds. 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