{"id":311,"date":"2021-01-07T12:50:00","date_gmt":"2021-01-07T15:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/?p=311"},"modified":"2021-01-07T12:50:02","modified_gmt":"2021-01-07T15:50:02","slug":"alguns-fatos-sobre-aquisicao-de-linguagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/2021\/01\/07\/alguns-fatos-sobre-aquisicao-de-linguagem\/","title":{"rendered":"Alguns fatos sobre Aquisi\u00e7\u00e3o de Linguagem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Texto de:<\/strong><br>Iza Rodrigues;<br>Larissa Santos e<br>Tha\u00edse de lima<br>2o ano de Fonoaudiologia da Unicamp<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1.  As crian\u00e7as nascem &#8220;cidad\u00e3s do mundo&#8221;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De certa forma, podemos dizer que as crian\u00e7as nascem &#8220;cidad\u00e3s do mundo&#8221;. Ela nasce como se fosse um bloco de m\u00e1rmore, no qual diferentes possibilidades de comportamentos, habilidades e l\u00ednguas podem se concretizar, a depender de como esse bloco for trabalhado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando nasce, nenhum cultura j\u00e1 est\u00e1 inserida no comportamento da crian\u00e7a. Essas caracter\u00edsticas v\u00e3o sendo adquiridas conforme o seu desenvolvimento. O beb\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o possui nenhuma l\u00edngua ao nascer, embora ainda no \u00fatero ela comece a ter no\u00e7\u00e3o de como \u00e9 a melodia da l\u00edngua das pessoas que est\u00e3o \u00e0 sua volta. Essa melodia ir\u00e1 ajud\u00e1-la a identificar, depois do nascimento, quais s\u00e3o os sons de sua l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Como aprendemos os sons das nossas l\u00ednguas?<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\"><figure class=\"aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"295\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-22.24.31-295x300.png\" alt=\"https:\/\/thenounproject.com\/term\/voice\/166762\/\" class=\"wp-image-319\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-22.24.31-295x300.png 295w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-22.24.31-24x24.png 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-22.24.31-48x48.png 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-22.24.31.png 696w\" sizes=\"(max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><figcaption>Mon Aguilar<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 que falamos de sons, o conjunto que chamamos de &#8220;aparelho fonador&#8221; (boca, l\u00edngua, cordas vocais, pulm\u00f5es, dentes e toda a estrutura por onde percorre o ar) possui um conjunto de sons poss\u00edveis. Mas isso n\u00e3o quer dizer que usamos todos esses sons. Cada l\u00edngua do mundo usa apenas uma pequena parte desses sons. <a href=\"https:\/\/thelanguagenerds.com\/languages-ranked-by-the-number-of-sounds-they-have\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Esse post do blog <em>The Language Nerds<\/em><\/a> informa o n\u00famero de consoantes e vogais em v\u00e1rias l\u00ednguas. Repare que a contagem \u00e9 por n\u00famero de sons, n\u00e3o pelo n\u00famero de letras, considerando que, no Portugu\u00eas, temos letras que podem representar v\u00e1rios sons diferentes (ex. a letra <strong>E<\/strong> pode representar o <strong>E<\/strong> aberto e o <strong>E<\/strong> fechado, por exemplo) e sons que podem ser representados por letras diferentes (O som de <strong>Z<\/strong> em &#8220;<em>ex\u00edlio<\/em>&#8221; por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>Portugu\u00eas<\/strong><br>Vogais: 14<br>Consoantes: 23<\/p><p><strong>Espanhol<\/strong><br>Vogais: 5<br>Consoantes: 20<\/p><cite><a href=\"https:\/\/thelanguagenerds.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">thelanguagenerds.com<\/a><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabendo que cada l\u00edngua tem seu conjunto diferente de sons, \u00e9 de se esperar que as crian\u00e7as tenham a capacidade de perceber qualquer som de qualquer l\u00edngua poss\u00edvel. Mas por volta dos 6 meses ela deixa de perceber sons que n\u00e3o s\u00e3o usados pelas pessoas \u00e0 sua volta. Por volta de 1 ano, ela j\u00e1 deixa de perceber diferen\u00e7as de sons que n\u00e3o fazem parte de sua l\u00edngua. Isso quer dizer que conforme a crian\u00e7a \u00e9 exposta \u00e0 l\u00edngua das pessoas que cuidam dela, essa aprende os sons dessas l\u00ednguas enquanto &#8220;desaprendem&#8221; os sons de outras l\u00ednguas que ela n\u00e3o conhece.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Crian\u00e7as podem ser bilingues nativas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em crian\u00e7as monol\u00edngues, a l\u00edngua materna \u00e9 compreendida atrav\u00e9s da ativa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias regi\u00f5es cerebrais respons\u00e1veis pela linguagem e demais capacidades como mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o. Assim, o som que chega pela orelha \u00e9 compreendido em regi\u00f5es cerebrais diferentes a fim de que possamos responder \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que recebemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o da l\u00edngua materna, se a crian\u00e7a receber a mesma quantidade de est\u00edmulos de duas l\u00ednguas diferentes, ir\u00e1 compreender essas duas l\u00ednguas da mesma forma que uma crian\u00e7a monol\u00edngue, sendo considerada nativa nas duas l\u00ednguas. Mas uma pessoa que aprende uma segunda l\u00edngua ap\u00f3s o seu per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 sistemas lingu\u00edsticos separados, sendo compreendidas em locais diferentes e geralmente apresentar\u00e1 sotaque.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Mas por que seria interessante a crian\u00e7a ser bil\u00edngue nativa?<\/h5>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A exposi\u00e7\u00e3o precoce a uma segunda l\u00edngua torna a crian\u00e7a mais apta \u00e0 multitarefas, uma vez que ela ser\u00e1 estimulada a alternar, de maneira eficiente, entre uma l\u00edngua e outra.<br><\/li><li>Ao longo do tempo, a tarefa de aprender uma segunda l\u00edngua se torna mais dif\u00edcil. Assim, quanto antes a crian\u00e7a for exposta a uma segunda l\u00edngua, mais proficiente ela vai ser, tanto na pron\u00fancia (que depende tamb\u00e9m do desenvolvimento do controle dos movimentos da boca), quanto na flu\u00eancia gramatical.<br><\/li><li>A exposi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue precoce \u00e9 ideal para o desenvolvimento e dom\u00ednio do bilinguismo. <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para que o bilinguismo nativo aconte\u00e7a efetivamente, \u00e9 preciso que as duas l\u00ednguas sejam bastante estimuladas e na mesma quantidade, uma vez que s\u00e3o nessas condi\u00e7\u00f5es que a crian\u00e7a realmente vai ter uma exposi\u00e7\u00e3o suficiente para que ela seja realmente bil\u00edngue.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Quais s\u00e3o os marcos de aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a\u00ed voc\u00eas perguntam, o que s\u00e3o marcos de aquisi\u00e7\u00e3o? Os marcos de aquisi\u00e7\u00e3o s\u00e3o os est\u00e1gios e o que espera-se que uma crian\u00e7a nesse est\u00e1gio reproduza, ela ir\u00e1 passar por essas etapas enquanto adquire sua l\u00edngua materna at\u00e9 chegar a aquisi\u00e7\u00e3o completa.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Primeiros meses<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 As crian\u00e7as choram e emitem os primeiros sons;<br>\u2756 S\u00e3o capazes de distinguir l\u00ednguas de grupos r\u00edtmicos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Aos 6 meses<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 As crian\u00e7as balbuciam v\u00e1rias s\u00edlabas diferentes e repetidas:<br>\u2192 Curiosidade sobre esse est\u00e1gio: Crian\u00e7as surdas tamb\u00e9m balbuciam nessa fase, mostrando que o balbucio n\u00e3o tem forte rela\u00e7\u00e3o com est\u00edmulos externos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Aos 10 meses<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 O balbucio infantil se restringe aos sons que ouvem;<br>\u2192 As crian\u00e7as come\u00e7am a emparelhar som e significado, ou seja, nessa fase o balbucio tem influ\u00eancia dos est\u00edmulos externos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Com 1 ano<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 Come\u00e7a a diminuir capacidade das crian\u00e7as de discriminar sons de Iinguas diferentes de sua l\u00edngua materna;<br>\u2756 Nesse est\u00e1gio come\u00e7a a produzir as primeiras palavras, que nomeiam os \u200bobjetos ao seu redor. Nessa etapa as crian\u00e7as s\u00f3 enunciam uma palavra e que valem por frases;<br>\u2756 Nessa fase pode usar gestos para se comunicar, como erguer os bra\u00e7os para dizer que quer colo.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Com 1 ano e 6 meses<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 Come\u00e7am a produzir duas palavras isoladas e com uma pausa entre elas; \u2756 Conseguem reconhecer a ordem das palavras da sua l\u00edngua materna.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Entre 2 anos e 3 anos<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 \u200bO vocabul\u00e1rio passa de 400 para 900 palavras;<br>\u2756 A crian\u00e7a produz senten\u00e7as simples com mais de duas palavras;<br>\u2756 Nesse est\u00e1gio a crian\u00e7a come\u00e7a cometer alguns erros como falar &#8216;eu sabo&#8217;, com isso sabemos que ela tem uma no\u00e7\u00e3o de como fazer conjuga\u00e7\u00e3o no passado, mas ainda n\u00e3o sabe que existem palavras irregulares e que n\u00e3o \u00e9 conjugada da mesma forma que outras.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Aos 3 anos<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 Nessa etapa o vocabul\u00e1rio j\u00e9 \u00e9 composto por 1200 palavras;<br>\u2756 As frases produzidas j\u00e1 possuem preposi\u00e7\u00f5es, artigos e outras palavras<br>gramaticais;<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Entre 4 e 5 anos<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2756 O vocabul\u00e1rio da crian\u00e7a \u00e9 composto por 1900 palavras;<br>\u2756 J\u00e1 fazem uso de ora\u00e7\u00e3o subordinada;<br>\u2756 Por volta dos 5 anos as crian\u00e7as j\u00e1 adquiriram grande parte das estruturas da sua l\u00edngua materna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">(GROLLA; FIGUEIREDO, 2013)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"728\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-23.15.44-1024x728.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-323\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-23.15.44-1024x728.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-23.15.44-300x213.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-23.15.44-768x546.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-23.15.44-1536x1092.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/comunicacao\/wp-content\/uploads\/sites\/200\/2020\/12\/Screen-Shot-2020-12-23-at-23.15.44-2048x1456.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c9 importante lembrar que cada crian\u00e7a possui seu tempo<\/strong>. Por vezes ela pode produzir coisas esperadas em algum est\u00e1gio a frente do que a crian\u00e7a realmente est\u00e1 e outras crian\u00e7as podem produzir um pouco depois. Mas \u00e9 importante sempre ficar atento e quando possuir um atraso significante. Por exemplo uma crian\u00e7a de 2 anos n\u00e3o falar pelo menos 200 palavras, deve-se procurar um fonoaudi\u00f3logo para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Saiba Mais:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2018\/01\/14\/multilinguismo-sobre-aquisicao-e-aprendizagem-de-linguas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Multilinguismo: sobre aquisi\u00e7\u00e3o e aprendizagem de l\u00ednguas &#8211; #Lingu\u00edstica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GROLLA, E. &amp; FIGUEIREDO SILVA, M. C. (2014). Se\u00e7\u00e3o \u201cOs Est\u00e1gios de Aquisi\u00e7\u00e3o\u201d. In <strong>. Para conhecer Aquisi\u00e7\u00e3o da Linguagem. SP: Contexto, pgs.64-69. (17p) KAIL, M. (2013). <\/strong>Cap\u00edtulo 1 \u2013 Dos sons \u00e0s palavras. In . Aquisi\u00e7\u00e3o de Linguagem. S\u00e3o Paulo: Par\u00e1bola Editorial. (21p)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KUHL, P. K. (2004). <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nrn1533\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Early language acquisition: cracking the speech code<\/a>. Nature reviews neuroscience, 5(11), 831-843.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PRICE, C. J. (2000). <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1468137\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The anatomy of language: contributions from functional neuroimaging.<\/a> Journal of anatomy, 197(3), 335-359.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MINAI, Utako, GUSTAFSON, Kathleen; FIORENTINO, Robert; JONGMAN, Allard; SERENO, Joan (2017). <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC5611858\/#:~:text=Using%20fetal%20biomagnetometry%2C%20this%20study,languages%20(English%2C%20Japanese).&amp;text=This%20effect%20demonstrates%20that%20fetuses,language%20from%20English%20to%20Japanese.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fetal rhythm-based language discrimination: a biomagnetometry study,<\/a> NeuroReport. 28(10):561\u2013564.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Texto de:Iza Rodrigues;Larissa Santos eTha\u00edse de lima2o ano de Fonoaudiologia da Unicamp 1. 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