{"id":1251,"date":"2016-07-02T16:00:48","date_gmt":"2016-07-02T16:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/?page_id=1251"},"modified":"2016-07-02T16:00:48","modified_gmt":"2016-07-02T16:00:48","slug":"o-que-e-preferencia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/o-que-e-preferencia\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 Prefer\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align:center\"><span style=\"color:#800080\">Com base na proposta da doutora Marian Dawkins de que devemos nos voltar mais para as vontades e desejos dos animais, testes de prefer\u00eancia tem sido intensamente utilizados na literatura visando detectar itens preferidos dos animais que, portanto, devem melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar, como j\u00e1 mencionei <a style=\"color:#800080\" href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/novas-abordagens-de-bem-estar-como-fornecer-condicoes-mais-prazerosas-aos-animais\/\">aqui<\/a>. Assim, tais testes tem sido utilizados como uma abordagem para fornecer aos animais condi\u00e7\u00f5es mais prazerosas atrav\u00e9s de seu pr\u00f3prio ponto de vista. Como eu tamb\u00e9m j\u00e1 mencionei aqui no blog, testes de prefer\u00eancia podem apenas parear duas op\u00e7\u00f5es de escolha ou fornecer m\u00faltiplas op\u00e7\u00f5es, simultaneamente ou sequencialmente, sendo que testes de m\u00faltipla escolha devem ser mais confi\u00e1veis pois fornecem mais op\u00e7\u00f5es para os animais.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align:center\"><span style=\"color:#800080\">Entretanto, h\u00e1 v\u00e1rias quest\u00f5es envolvendo os testes de prefer\u00eancia. Por exemplo, a mais fundamental de todas: como definir prefer\u00eancia? O que seria uma prefer\u00eancia? Muitos dos testes nessa \u00e1rea tem considerado que as escolhas realizadas pelos animais em um \u00fanico teste ou durante poucos testes devem representam suas prefer\u00eancias. Mas se pensarmos em prefer\u00eancias como sendo respostas mais consistentes ao longo do tempo, \u00a0ser\u00e1 que escolhas moment\u00e2neas necessariamente representam respostas de prefer\u00eancia? Ao olharmos no dicion\u00e1rio de Comportamento Animal do doutor David McFarland, encontraremos apenas a defini\u00e7\u00e3o de escolha (ele n\u00e3o define prefer\u00eancia), como est\u00e1 traduzido abaixo:<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align:center\"><span style=\"color:#800080\">&#8220;Escolha \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o na qual o animal pode fazer uma discrimina\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea entre alternativas. Normalmente, um animal escolher\u00e1 a alternativa que traga o melhor ganho a curto prazo. Algumas vezes, entretanto, os animais escolhem alternativas inferiores. Tal fato \u00e9 interpretado como uma estrat\u00e9gia que resulta em um ganho a longo prazo&#8221;.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align:center\"><span style=\"color:#800080\">Ser\u00e1 que o fato dos animais escolherem &#8220;alternativas inferiores&#8221; em alguns momentos n\u00e3o seria uma quest\u00e3o de diferen\u00e7as de motiva\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis dependendo do contexto ou do momento? Ou ainda, ser\u00e1 que escolher alternativas consideradas, pelos nossos olhos, como &#8220;inferiores&#8221; n\u00e3o poderiam representar varia\u00e7\u00e3o individual? De fato, v\u00e1rios pesquisadores tem demonstrado a ocorr\u00eancia de variabilidade individual significativa em respostas de prefer\u00eancia, que normalmente s\u00e3o ignoradas na maioria dos estudos. Uma vez que o principal foco da aplica\u00e7\u00e3o de tais testes \u00e9 determinar as vontades dos animais, faz sentido que a varia\u00e7\u00e3o individual de resposta, quando significativa, seja levada em considera\u00e7\u00e3o visando melhorar as condi\u00e7\u00f5es de bem-estar dos animais cativos.\u00a0<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align:center\"><span style=\"color:#800080\">Assim, se considerarmos que deve haver diferen\u00e7a de motiva\u00e7\u00e3o dos animais por diferentes itens em diferentes momentos ou situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 l\u00f3gico pensar que escolha moment\u00e2nea n\u00e3o necessariamente represente respostas de prefer\u00eancia a longo prazo. Al\u00e9m disso, como\u00a0a variabilidade individual de resposta pode ser bem significativa, as prefer\u00eancias devem ent\u00e3o variar entre os indiv\u00edduos. Nesse sentido, uma \u00fanica ou poucas respostas de escolha n\u00e3o podem ser consideradas como prefer\u00eancia a longo prazo, mas o hist\u00f3rico das escolhas realizadas pelo animal ao longo do tempo podem melhor representar suas prefer\u00eancias. Assim, podemos definir prefer\u00eancia como sendo uma resposta de escolha que \u00e9 consistente ao longo do tempo e que pode variar consideravelmente entre os indiv\u00edduos, algo que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o nos estudos que buscam determinar as vontades e desejos dos animais.<\/span><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com base na proposta da doutora Marian Dawkins de que devemos nos voltar mais para as vontades e desejos dos animais, testes de prefer\u00eancia tem sido intensamente utilizados na literatura visando detectar itens preferidos dos animais que, portanto, devem melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar, como j\u00e1 mencionei aqui. Assim, tais testes tem sido utilizados como&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/o-que-e-preferencia\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":624,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"class_list":["post-1251","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/624"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}