{"id":179,"date":"2016-03-22T15:50:28","date_gmt":"2016-03-22T15:50:28","guid":{"rendered":"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/?p=179"},"modified":"2016-03-22T15:50:28","modified_gmt":"2016-03-22T15:50:28","slug":"artigos-cientificos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/2016\/03\/22\/artigos-cientificos\/","title":{"rendered":"Artigos cient\u00edficos e livros"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">Este espa\u00e7o \u00e9 dedicado a inclus\u00e3o de artigos cient\u00edficos e livros ou cap\u00edtulos de livros relevantes para a \u00e1rea do comportamento e bem-estar animal. Conforme eu acrescento conceitos, fatos hist\u00f3ricos e discuss\u00f5es sobre o tema, alguns artigos fundamentais que servem de base ou mesmo exemplificam t\u00f3picos s\u00e3o acrescentados aqui.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800080\">LIVROS<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">COMPORTAMENTO ANIMAL<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1)<\/span> Excelente livro base para o estudo do comportamento animal. Apresenta todos os conceitos fundamentais do comportamento numa abordagem evolutiva, al\u00e9m de mostrar resultados de trabalhos cient\u00edficos espec\u00edficos que baseiam os argumentos levantados ao longo do livro.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Alcock, J. 2013. Animal Behavior: An Evolutionary Approach. 10th edition.&nbsp; Sinauer Associates: Massachusetts (USA). 606 p.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">2)<\/span> Outro livro texto que pode servir como base para o estudo do comportamento animal. O diferencial deste livro \u00e9 focar na metodologia e nas aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas do estudo do comportamento animal.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Nordell, S.E. &amp; Valone, T.J. 2014. Animal Behavior: Concepts, Methods, and Applications. Oxford University Press: New York (USA). 449 p.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">3)<\/span> Dicion\u00e1rio que inclui apenas conceitos relacionados ao comportamento e bem-estar animal. Muito pr\u00e1tico para esclarecer conceitos de forma mais pontual.&nbsp;Al\u00e9m disso, v\u00e1rios conceitos mais complexos tem coment\u00e1rios adicionais significativos e interessantes do autor.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; McFarland, D. 2006. &nbsp;Dictionary of Animal Behaviour. Oxford University Press: New York (USA). 221 p.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">4)<\/span> Livro de Darwin que demonstra, brilhantemente, o qu\u00e3o semelhante \u00e9 a express\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es entre os seres humanos e animais n\u00e3o humanos. Esse livro representa um forte argumento a favor da senci\u00eancia animal, j\u00e1 que as express\u00f5es podem ser entendidas como a linguagem das emo\u00e7\u00f5es. Aqui apresento a vers\u00e3o traduzida para o portugu\u00eas em formato de edi\u00e7\u00e3o de bolso.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Darwin, C. 2009. A Express\u00e3o das Emo\u00e7\u00f5es no Homem e nos Animais. Editora Schwarcz Ltda: S\u00e3o Paulo (Brasil). 343 p.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">5)<\/span> Excelente guia visual sobre a vida animal que inclui fotos espetaculares sobre o reino animal, a anatomia e, sobretudo, o comportamento animal. O texto que acompanha as figuras \u00e9 sint\u00e9tico, objetivo, claro e aponta para as caracter\u00edsticas mais significativas mostradas nas figuras. O principal diferencial deste guia visual \u00e9 que a editora (Charlotte Uhlenbroek), al\u00e9m de ser zo\u00f3loga, psic\u00f3loga e doutora em Zoologia, tamb\u00e9m \u00e9 apresentadora de document\u00e1rios e programas de TV relacionados \u00e0 vida animal. Ou seja, a Dra. Charlotte \u00e9 especializada em expor a vida animal de forma atraente sem perder a fidedignidade do conte\u00fado abordado.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Uhlenbroek, C. 2008. Animal Life: the definitive visual guide to animals and their behaviour. Editora Dorling Kindersley Limited: Londres (UK). 512 p.<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">BEM-ESTAR ANIMAL<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">1)<\/span>&nbsp;Livro da renomada Dra. Marian Dawkins sobre o bem-estar animal que aborda a rela\u00e7\u00e3o entre a consci\u00eancia animal, o bem-estar animal e o bem-estar humano. O diferencial deste livro \u00e9 que a Dra. Dawkins busca abordar o bem-estar animal considerando os pr\u00f3prios interesses humanos, ou seja, trata da nossa necessidade de repensarmos nossas atitudes em rela\u00e7\u00e3o aos animais n\u00e3o humanos. Assim, o livro aborda o problema em rela\u00e7\u00e3o ao antropomorfismo dos comportamentos e express\u00f5es dos animais, inclui uma discuss\u00e3o sobre a considera\u00e7\u00e3o do bem-estar animal sem necessariamente envolver a consci\u00eancia animal, al\u00e9m de incluir um cap\u00edtulo sobre os desejos dos animais. O foco da Dra. Dawkins \u00e9 levantar a quest\u00e3o de que o bem-estar animal precisa de novos argumentos al\u00e9m daqueles mais antropom\u00f3rficos e envolvendo a atribui\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias conscientes aos animais. O livro chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o bem-estar animal se beneficiaria muito de uma atitude mais aberta e cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 consci\u00eancia animal e tamb\u00e9m considerando a rela\u00e7\u00e3o entre o bem-estar animal e humano.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Dawkins, M.S. 2012. Why animals matter. Oxford University Press: Nova Iorque (EUA). 209 p.<\/span><\/h3>\n<p><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #993300\">2)<\/span> Excelente livro editado por pesquisadores reconhecidos, inclusive o Dr. Michael Appleby, que trata do bem-estar animal. At\u00e9 onde sei, n\u00e3o temos uma vers\u00e3o traduzida para o portugu\u00eas, mas esse livro est\u00e1 escrito numa linguagem did\u00e1tica e de f\u00e1cil compreens\u00e3o. \u00c9 um livro usado por cientistas renomados para darem aulas sobre bem-estar nas universidades. Ele aborda as diversas facetas que envolvem o contexto do bem-estar animal. Um de seus cap\u00edtulos trata apenas das respostas de prefer\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o dos animais&nbsp; no contexto do bem-estar animal. Veja abaixo os cap\u00edtulos desse livro:<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left\">&#8211; Introduction<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left\">&#8211; Part I: Issues<br>1: Animal ethics<br>2: Understanding animal welfare<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left\">&#8211; Part II: Problems<br>3: Environmental challenge and animal agency<br>4: Hunger and thirst<br>5: Pain<br>6: Fear and other negative emotions<br>7: Behavioural restriction<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left\">&#8211; Part III: Assessment<br>8: Health and disease<br>9: Behaviour<br>10: Physiology<br>11: Preference and motivation research<br>12: Practical strategies to assess (and improve) welfare<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left\">&#8211; Part IV: Solutions<br>13: Physical conditions<br>14: Social conditions<br>15: Human contact<br>16: Genetic selection<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left\">&#8211; Part V: Implementation<br>17: Economics<br>18: Incentives and enforcement<br>19: International issues<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Appleby, M.C.;&nbsp;Olsson, I.A.S.;&nbsp;Hughes, B.O. &amp;&nbsp;&nbsp;Mench, J.A. Animal Welfare, 2a edi\u00e7\u00e3o. CABI Publishing: Wallingford (UK). 344 p.<\/span><\/h3>\n<p><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #993300\">3)<\/span>&nbsp;Mais um livro que aborda apenas o bem-estar animal em detalhes. \u00c9 um livro tamb\u00e9m<\/strong><strong>&nbsp;usado por docentes internacionais para darem aulas sobre bem-estar nas universidades, sendo de autoria de outro cientista renomado na \u00e1rea de comportamento e bem-estar animal, o Dr. David Fraser.&nbsp;<\/strong><strong>At\u00e9 onde sei, tamb\u00e9m n\u00e3o temos uma vers\u00e3o traduzida para o portugu\u00eas, mas o livro \u00e9 de f\u00e1cil leitura. Tamb\u00e9m apresenta um cap\u00edtulo inteiramente dedicado \u00e0s quest\u00f5es relacionadas \u00e0s respostas de prefer\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o dos animais.&nbsp;<\/strong><strong>Veja abaixo os cap\u00edtulos desse livro:<\/strong><\/h3>\n<h3>Part I: Animal Welfare in Context.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp;&#8211; Introduction.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;1. Animals and Moral Concern.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;2. Animals in the Human Mind.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;3. A Good Life for Animals.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;4. A Science of Animal Welfare?.<\/h3>\n<h3>Part II: Studying Animal Welfare.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp;&#8211; Introduction.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;5. Disease, Injury and Production.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;6. &#8220;Stress&#8221;.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;7. Abnormal Behaviour.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;8. Affective States.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;9. &#8220;Natural&#8221; Living.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;10. Preferences and Motivation.<\/h3>\n<h3>Part III: Drawing Conclusions about Animal Welfare.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp;&#8211; Introduction.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;11. How Do The Different Measures Relate To Each Other?.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;12. Selecting and Combining Criteria of Animal Welfare.<\/h3>\n<h3>&nbsp; &nbsp; &nbsp;13. Animal Welfare, Values and Mandated Science.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Fraser, D. Understanding Animal Welfare: The Science in its Cultural Context. John Wiley and Sons Ltd: Chicester (UK). 336 p.<\/span><\/h3>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993300\">DOR EM ANIMAIS DOM\u00c9STICOS<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993300\">1)<\/span> Os 3 livros que estou indicando abaixo tratam sobre a quest\u00e3o da dor nos animais dom\u00e9sticos, sendo dois deles mais focados em c\u00e3es e gatos (small animals), enquanto o outro \u00e9 mais geral. Os tr\u00eas livros s\u00e3o voltados para a veterin\u00e1ria, sendo que dois deles focam em quest\u00f5es mais relacionadas ao manejo da dor, mas todos s\u00e3o livros importantes para aprofundamento sobre a quest\u00e3o da dor em animais dom\u00e9sticos. Assim, se voc\u00ea busca maior embasamento sobre a ocorr\u00eancia e o manejo da dor em animais dom\u00e9sticos, especialmente em c\u00e3es e gatos, recomendo a leitura desses livros que s\u00e3o, inclusive, indicados por profissionais renomados na \u00e1rea. Considerando a import\u00e2ncia de levar em conta a ocorr\u00eancia de dor para o bem-estar animal, sobretudo para poder identific\u00e1-la e trat\u00e1-la corretamente visando melhorar a qualidade de vida dos animais, a leitura desses livros pode nos ajudar nesse processo. Segue a refer\u00eancia dos livros:<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Fox, S.M. (2013). Pain Management in Small Animal Medicine. CRC Press. 416 pp. ISBN: 9781840761832.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Gaynor, J.S. &amp; Muir, W.W. (2015). Handbook of Veterinary Pain Management. Elsevier Inc. 620 pp. ISBN: 9780323089357.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Fox, S.M. 2018. Chronic Pain in Small Animal Medicine. CRC Press. 256 pp. ISBN: 9781138118225.<\/span><\/h3>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">DOR EM PEIXES<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1)<\/span> Livro lan\u00e7ado em 2010 pela Dra. Victoria Braithwaite sobre a quest\u00e3o da dor em peixes. \u00c9 um livro bem completo, que resume os principais trabalhos cient\u00edficos que demonstram a ocorr\u00eancia de nociceptores, a condu\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo nocivo pelas fibras nervosas at\u00e9 regi\u00f5es cef\u00e1licas, al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es comportamentais mais complexas associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de peixes a est\u00edmulos nocivos. Nesse livro, a autora tamb\u00e9m mostra que os peixes provavelmente s\u00e3o capazes de diferentes n\u00edveis de consci\u00eancia, o que refor\u00e7a a ideia de que sentem a dor. Tamb\u00e9m exp\u00f5e as raz\u00f5es pelas quais n\u00f3s temos tanta dificuldade de aceitar que os peixes tenham consci\u00eancia de sofrimento. Ainda n\u00e3o h\u00e1 uma vers\u00e3o traduzida para o portugu\u00eas, mas a linguagem do texto \u00e9 simples e flu\u00edda.<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Braithwaite, 2010. Do fish feel pain? Editora Oxford University Press: New York (USA). 194 p.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800080\">ARTIGOS\/CAP\u00cdTULOS<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">BEM-ESTAR ANIMAL<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1)<\/span> Excelente artigo que sumariza o hist\u00f3rico envolvido no contexto do bem-estar animal, mostra defini\u00e7\u00f5es para o conceito de bem-estar, al\u00e9m de apresentar v\u00e1rias quest\u00f5es envolvidas nesse contexto. O foco \u00e9 sobre o bem-estar em peixes, mas os conceitos e as id\u00e9ias gerais s\u00e3o v\u00e1lidos para os animais em geral.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&#8211; Volpato, G.L. 2009. Challenges in assessing fish welfare. ILAR Journal, 50(4): 329-337.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\">Esse artigo pode ser acessado pelo Research Gate, atrav\u00e9s do link:<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\">&nbsp;www.researchgate.net\/publication\/40042348_Challenges &nbsp;_in_Assessing_Fish_Welfare<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">2)<\/span> Mais um artigo do Dr. Gilson Volpato e, aqui com outros colaboradores, que discorrem sobre os conceitos de bem-estar animal voltados para os peixes. Aqui os autores sugerem que, uma vez que a ci\u00eancia tem se mostrado incapaz de provar a senci\u00eancia em peixes e outros animais n\u00e3o humanos, por quest\u00f5es \u00e9ticas devemos consider\u00e1-los como seres sencientes. Pois assim, evitaremos causar sofrimento desnecess\u00e1rio em seres que talvez possam sofrer conscientemente em situa\u00e7\u00f5es aversivas e dolorosas. Os autores prop\u00f5em uma defini\u00e7\u00e3o para o bem-estar dos peixes (que podemos expandir para os demais animais): o bem-estar \u00e9 representado pelo estado interno do peixe (ou um outro animal) quando ele est\u00e1 sob condi\u00e7\u00f5es as quais escolheu livremente. Nesse artigo, os autores tamb\u00e9m recomendam o uso de testes de prefer\u00eancia para determinar condi\u00e7\u00f5es de conforto aos peixes, expondo tamb\u00e9m as limita\u00e7\u00f5es de tais testes.<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Volpato, G.L.; Gon\u00e7alves-de-Freitas, E.; Fernandes-de-Castilho, M. 2007. Insights into the concept of fish welfare. Diseases of Aquatic Organisms, 75(2): 165-171.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\">Esse artigo pode ser acessado pelo Research Gate, atrav\u00e9s do link:<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/6259437_ &nbsp;Insights_into_the_concept_of_fish_welfare<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">3)<\/span> Importante artigo da Dra. Marian Dawkins relacionado ao bem-estar animal, pois \u00e9 neste trabalho que ela fortemente sugere que devemos voltar mais nossa aten\u00e7\u00e3o \u00e0s vontades e necessidades dos animais buscando identificar o que os animais realmente querem atrav\u00e9s de testes de prefer\u00eancia. A autora discute sobre as dificuldades das considera\u00e7\u00f5es a cerca da senci\u00eancia (n\u00edvel mais basal de consci\u00eancia) animal, pois evid\u00eancias baseadas em estudos sobre a cogni\u00e7\u00e3o dos animais bem como dados sobre suas emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o representam evid\u00eancia inequ\u00edvoca da sensi\u00eancia animal. Entretanto, a autora sugere que, apesar desses problemas, o estudo da senci\u00eancia animal \u00e9 muito importante e que, embora evid\u00eancias sobre a senci\u00eancia nos animais possam ser ilus\u00f3rias, evid\u00eancias sobre o que os animais querem atrav\u00e9s de testes de prefer\u00eancia podem nos ajudar a melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar. \u00c9 neste artigo que a Dra. Dawkins menciona uma frase muito impactante: &#8221;&nbsp;There is a danger that wellmeaning&nbsp;people define animal welfare in terms of what they think animals want or what pleases them. But if&nbsp;we take animal sentience seriously, we must ensure that the animal voice is heard.&#8221;<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Dawkins, M.S. 2006. Through animal eyes: what behaviour tell us. Applied Animal Behavior Science, 100: 4-10.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">4)<\/span> Neste artigo, a Dra. Dawkins discute sobre o estudo cient\u00edfico do sofrimento em animais n\u00e3o humanos. A autora argumenta que, independente da verbaliza\u00e7\u00e3o de sentimentos sujetivos, uma caracter\u00edstica unicamente humana, \u00e9 poss\u00edvel estudar as emo\u00e7\u00f5es negativas tidas como sofrimento nos animais pelos mesmos m\u00e9todos que usamos em n\u00f3s mesmos. Ou seja, a autora prop\u00f5e que avaliemos o que os animais desejam e o que eles evitam, o que deve nos permitir definir estados emocionais positivos e negativos dos animais. Assim, novamente a autora refor\u00e7\u00e3o a ideia de aplicarmos testes de prefer\u00eancia para determinar os desejos dos animais e tamb\u00e9m novamente argumenta que, felizmente, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio solucionar o problema da consci\u00eancia em animais n\u00e3o-humanos para que possamos construir um estudo cient\u00edfico do sofrimento e bem-estar animal. A Dra. Dawkins pontua que medidas para melhorar o bem-estar animal podem ser baseadas nas respostas para duas perguntas simples: Tais medidas v\u00e3o melhorar a sa\u00fade do animal? Tais medidas v\u00e3o disponibilizar aos animais algo que eles querem? Neste artigo a autora ainda afirma que tal abordagem deve ser usada para definir o bem-estar animal e validar indicadores fisiol\u00f3gicos e comportamentais de bem-estar, que muitas vezes podem ser controversos.<\/h3>\n<\/li>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Dawkins, M.S. 2008. The science of animal suffering. Ethology, 114: 937-945.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">5) <span style=\"color: #333333\">Neste artigo bem completo, escrito por v\u00e1rios especialistas renomados na \u00e1rea do bem-estar animal, incluindo a Dra. Temple Grandin, o Dr. David Fraser e o Dr. Ian Duncan, o foco foi expor e discutir sobre os 10 Princ\u00edpios Gerais para o bem-estar dos animais em sistemas de produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria adotados em 2012 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial para a S\u00e1ude Animal (World Organisation for Animal Health). Os princ\u00edpios gerais s\u00e3o baseados em meio s\u00e9culo de pesquisa cient\u00edfica relacionada ao bem-estar animal, e tem como principal objetivo guiar o desenvolvimento de padr\u00f5es de bem-estar animal. Os 10 princ\u00edpios envolvem: 1) como a sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica afeta a sa\u00fade, o comportamento e o temperamento dos animais; 2)Como o ambiente influencia no aparecimento de inj\u00farias e na transmiss\u00e3o de doen\u00e7as\/parasitas; 3) Como o ambiente afeta o descanso, movimenta\u00e7\u00e3o ou mesmo a performance de comportamentos naturais das esp\u00e9cies; 4) O manejo de grupos para minimizar a agressividade entre os animais e permitir contato social positivo; 5) Os efeitos da qualidade do ar, da temperatura e da umidade na sa\u00fade e conforto dos animais; 6) Como assegurar acesso ao alimento e \u00e0 \u00e1gua conforme a necessidade natural dos animais; 7) Prevenir e controlar doen\u00e7as e parasitas, considerando a eutan\u00e1sia humanit\u00e1ria caso o tratamento n\u00e3o seja poss\u00edvel ou a recupera\u00e7\u00e3o seja improv\u00e1vel; 8) Prevenir e manejar adequadamente a dor; 9) Criar relacionamentos positivos na intera\u00e7\u00e3o homem-animal; 10) Assegurar boa habilidade e conhecimento entre aqueles que manejam diretamente os animais.<\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Fraser, D. et al. 2013.&nbsp;General Principles for the welfare of animals in production systems: The underlying science and its application. The Veterinary Journal, 198(1): 19-27.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">6)<\/span> Artigo de bem-estar do renomado Dr. Donald Broom, focado n\u00e3o apenas no bem-estar dos animais em si, mas tamb\u00e9m na quest\u00e3o da sustentabilidade e qualidade do alimento que chega at\u00e9 os consumidores. O autor aborda o aspecto de que um sistema que resulta em condi\u00e7\u00f5es ruins de bem-estar \u00e9 insustent\u00e1vel porque ele \u00e9 inaceit\u00e1vel para muitas pessoas, sendo que a qualidade de produtos de origem animal \u00e9 agora julgada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9tica de produ\u00e7\u00e3o, incluindo o impacto no bem-estar dos animais, bem como caracter\u00edsticas mais imediatas e nas consequ\u00eancias para os pr\u00f3prios consumidores. O autor tamb\u00e9m aborda a quest\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e o manejo para alta produtividade levando a mais doen\u00e7as e outros aspectos de condi\u00e7\u00f5es ruins de bem-estar, mas tamb\u00e9m levanta a quest\u00e3o de que a sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica pode ajudar a melhorar quest\u00f5es de bem-estar se for feita voltada para as caracter\u00edsticas certas. O Dr. Broom tamb\u00e9m atenta para a necessidade de mantermos em mente uma clara defini\u00e7\u00e3o de bem-estar que pode ser relacionada a outros conceitos tais como necessidades, sa\u00fade e estresse. \u00c9 interessante observar aqui que a defini\u00e7\u00e3o de bem-estar dele difere da defini\u00e7\u00e3o da Dra. Marian Dawkins e que o Dr. Broom considera que estresse \u00e9 basicamente sin\u00f4nimo de condi\u00e7\u00f5es ruins de bem-estar, o que eu particularmente discordo e j\u00e1 discuti com voc\u00eas aqui no blog. Por fim, ele salienta que nenhum t\u00edtulo em veterin\u00e1ria deveria ser aceito sem um curso completo sobre a ci\u00eancia do bem-estar animal e aspectos relevantes sobre \u00e9tica e legisla\u00e7\u00e3o, e que deveria haver um comit\u00ea nacional de aconselhamento em ci\u00eancia de bem-estar animal em cada pa\u00eds. Vale a pena conferir os pontos abordados e discutidos este artigo.<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Broom, D.M. 2010. Animal welfare: an aspect of care, sustainability, and food&nbsp;quality required by the public. Journal of Veterinary Medical Education, 37: 83-88.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #0000ff\">&nbsp;<span style=\"color: #800000\">7) <span style=\"color: #333333\">Este \u00e9 mais um artigo da renomada Dra. Marian Dawkins. Aqui ela argumenta que embora grandes avan\u00e7os sobre o entendimento do funcionamento do c\u00e9rebro tenham sido conquistados nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a demonstra\u00e7\u00e3o de como funciona a consci\u00eancia e qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o dela com o c\u00e9rebro ainda permanece como o que chamamos de &#8220;hard problem&#8221;. A autora pontua que fica ainda mais dif\u00edcil estabelecer analogias entre seres humanos e os demais animais sobre a consci\u00eancia dos eventos porque al\u00e9m de diferen\u00e7as nos circuitos cerebrais, em humanos h\u00e1 m\u00faltiplas rotas para as mesmas a\u00e7\u00f5es, sendo que algumas envolvem experi\u00eancias conscientes enquanto outras n\u00e3o. Com base nisso, neste artigo a Dra. Dawkins argumenta que o estudo da consci\u00eancia e da ci\u00eancia do bem-estar animal se beneficiariam se encar\u00e1ssemos essas dificuldades ao inv\u00e9s de ignor\u00e1-las. Nesse sentido, ela argumenta que a ci\u00eancia do bem-estar animal n\u00e3o tem que ser baseada na premissa de quais esp\u00e9cies s\u00e3o ou n\u00e3o capazes de ter experi\u00eancias conscientes. Ou seja, aqui a autora refor\u00e7a sua ideia de que o bem-estar pode ser definido em termos da sa\u00fade e dos desejos dos animais, que seria uma defini\u00e7\u00e3o livre da quest\u00e3o sobre a consci\u00eancia animal, pr\u00e1tica e de f\u00e1cil compreens\u00e3o pelas pessoas com diferente vis\u00e3o sobre os animais. Tal defini\u00e7\u00e3o deve permitir que a ci\u00eancia do bem-estar animal progrida sem a necessidade de resolver o &#8220;hard problem&#8221; sobre a consci\u00eancia dos animais.<\/span><\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">&nbsp;Dawkins, M.S. 2017. Animal Welfare: with and without consciousness. Journal of Zoology, 301: 1-10.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #0000ff\">&nbsp;<\/span><span style=\"color: #800000\">8) <\/span><span style=\"color: #333333\">Mais um artigo da Dra. Marian Dawkins sobre o bem-estar animal. O foco deste artigo \u00e9 discutir a quest\u00e3o do conflito entre a efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o animal e o bem-estar animal. A autora argumenta que tais conflitos podem ser resolvidos, ou ao menos reduzidos, se n\u00f3s mostrarmos os benef\u00edcios financeiros, tanto para os fazendeiros e criadores quanto para a sociedade em geral, causados pela melhora nas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar dos animais de produ\u00e7\u00e3o. Tais benef\u00edcios devem incluir os lucros gerados a partir da mortalidade reduzida dos animais; da melhora na sa\u00fade dos animais; da melhora na qualidade do produto final; da melhora na resist\u00eancia dos animais \u00e0s doen\u00e7as e a redu\u00e7\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria; de um baixo risco de zoonoses e tamb\u00e9m \u00e0 algumas outras doen\u00e7as; al\u00e9m da satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho pelos fazendeiros e de sua habilidade de obter pre\u00e7os mais altos dos consumidores para animais criados em melhores condi\u00e7\u00f5es de bem-estar. Al\u00e9m disso, a Dra. Dawkins argumenta que os conflitos atuais entre o bem-estar animal e a produ\u00e7\u00e3o devem ser solucionados por futuros desenvolvimentos na gen\u00e9tica, nas pr\u00e1ticas de manejo e tamb\u00e9m a partir de novas tecnologias. Ela ainda ressalta que os benef\u00edcios financeiros devem refor\u00e7ar e n\u00e3o substituir os argumentos \u00e9ticos por boas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar para os animais.<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #0000ff\">Dawkins, M.S.&nbsp;2016.&nbsp;Animal welfare and efficient farming: is conflict inevitable?&nbsp; Animal Production Science, 57(2): 201-208.&nbsp;<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #800000\">9)<\/span> Este artigo \u00e9 tamb\u00e9m do prof. Gilson Volpato e colaboradores sobre o bem-estar animal. Os autores fazem uma breve retrospectiva hist\u00f3rica da quest\u00e3o do bem-estar animal, exp\u00f5em uma clara diferencia\u00e7\u00e3o entre os termos &#8220;well-being&#8221; e &#8220;welfare&#8221; e abordam claramente as rela\u00e7\u00f5es entre doen\u00e7a, sa\u00fade, estresse, distresse e o bem-estar animal. Al\u00e9m disso, os autores tamb\u00e9m abordam a problem\u00e1tica envolvida ao considerar caracter\u00edsticas fisiol\u00f3gicas bem como a express\u00e3o de comportamentos naturais x estereotipias como indicadores de bem-estar animal, propondo que considerar as respostas comportamentais de prefer\u00eancia dos animais deve ser mais promissor.<\/h3>\n<\/li>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #0000ff\">Volpato, G.L. <em>et al.&nbsp;<\/em>2009.&nbsp;Animal Welfare: from concepts to reality. Oecologia Brasiliensis, 13(1): 5-15.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">10)<\/span> Sabemos que o bem-estar animal \u00e9 um conceito que envolve in\u00fameras facetas. Embora seja um conceito atualmente muito discutido e considerado entre as pessoas, n\u00e3o \u00e9 infrequente que a possibilidade de ocorr\u00eancia de t\u00e9dio nos animais seja deixada de lado. Mesmo no meio cient\u00edfico, a ocorr\u00eancia de t\u00e9dio nos animais tem sido pouco investigada. Na aus\u00eancia de est\u00edmulos suficientes, principalmente, em meio a um ambiente altamente previs\u00edvel, em que tudo acontece da mesma forma todos os dias, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar que os animais sintam t\u00e9dio&#8230; Assim, fica clara a import\u00e2ncia de avaliarmos melhor a ocorr\u00eancia de t\u00e9dio e como isso afeta a vida dos animais. E \u00e9 exatamente sobre essa faceta do bem-estar animal que trata o artigo recentemente publicado que est\u00e1 indicado abaixo.<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #0000ff\">Meagher, R.K. 2019. Is boredom an animal welfare concern? Animal Welafre, 28: 21-32&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">11)<\/span> O artigo referenciado abaixo trata de uma nova revis\u00e3o sobre o debate entre os diferentes conceitos que definem o bem-estar animal. Esse trabalho nos lembra que quando as pessoas abordam e consideram o bem-estar animal, geralmente levam em conta o estado afetivo (emo\u00e7\u00f5es &#8211; sa\u00fade mental), o funcionamento biol\u00f3gico (sa\u00fade f\u00edsica) e a express\u00e3o de comportmentos tidos como naturais para a esp\u00e9cie em quest\u00e3o, mas que ainda n\u00e3o est\u00e1 claro como esses diferentes fatores s\u00e3o &#8220;pesados&#8221; em cada caso. E quando tais fatores s\u00e3o confitantes? Como as pessoas respondem a esses cen\u00e1rios? Qual \u00e9 o melhor caminho nesses casos? Quais fatores as pessoas costumam &#8220;pesar&#8221; mais? Ser\u00e1 que as pessoas entendem os conceitos m\u00faltiplos de bem-estar? O que podemos fazer daqui para frente para melhorar tal compreens\u00e3o? Essas s\u00e3o perguntas abordadas por essa revis\u00e3o.<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #0000ff\">Weary, D.M. &amp; Robbins, J.A. 2019. Understanding the multiple conceptions of animal welfare. Animal Welfare, 28: 33-40<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">12) <span style=\"color: #333333\">Esse artigo nos fala um pouco sobre algo que tamb\u00e9m muitas vezes acaba sendo negligenciado quando falamos em bem-estar animal: a subjetividade humana. Caso os animais em quest\u00e3o sejam mam\u00edferos e, mais ainda, sejam muito pr\u00f3ximos de n\u00f3s &#8211; tais como os pets, como \u00e9 o caso espec\u00edfico abordado no trabalho &#8211; a tend\u00eancia de envolver subjetividade no processo de avalia\u00e7\u00e3o e na forma de lidar com quest\u00f5es de bem-estar \u00e9 maior&#8230; \u00c9 preciso muito cuidado e, inclusive treino, se for o caso, para avaliar objetivamente e com acur\u00e1cia as condi\u00e7\u00f5es de bem-estar dos animais. O artigo argumenta que no caso dos pets, o vi\u00e9s criado pela subjetividade e, mais ainda, pelo antropomorfismo, \u00e9 particularmente exagerado porque as pessoas tendem a formar fortes v\u00ednculos com esses animais. O artigo ainda argumenta que a sele\u00e7\u00e3o artificial humana por caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e comportamentais acentuadas e espec\u00edficas nesses animais acaba gerando obst\u00e1culos que desafiam a avalia\u00e7\u00e3o mais objetiva da qualidade de vida dos pets.<\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #0000ff\">Serpell, J.A. 2019. How happy is your pet? The problem of subjectivity in the assessment of companion animal welfare. Animal Welfare, 28: 57-66<\/span><\/h3>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">13) <span style=\"color: #333333\">Esse artigo de 1994 apresenta a proposta dos famosos &#8220;cinco dom\u00ednios&#8221; para o bem-estar animal. Esses dom\u00ednios se subdividem em 4 componentes f\u00edsicos: dom\u00ednio 1 &#8211; Nutri\u00e7\u00e3o, dom\u00ednio 2 &#8211; Ambiente, dom\u00ednio 3 &#8211; Sa\u00fade, dom\u00ednio 4 &#8211; Comportamento; e um componente mental: dom\u00ednio 5 &#8211; Estados mentais. A proposta pontua que \u00e9 o dom\u00ednio 5, ou seja, o componente mental, que reflete o estado de bem-estar do animal. O dom\u00ednio 1 compreende problemas de priva\u00e7\u00e3o de alimento e de \u00e1gua, bem como subnutri\u00e7\u00e3o; o dom\u00ednio 2 envolve os desafios ambientais impostos aos animais tais como frio, calor, falta de espa\u00e7o adequado, etc; o dom\u00ednio 3 abrange doen\u00e7as, ferimentos e comprometimentos funcionais; o dom\u00ednio 4 aborda restri\u00e7\u00f5es comportamentais e de intera\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies ou com indiv\u00edduos da pr\u00f3pria esp\u00e9cie. J\u00e1 o dom\u00ednio 5 engloba os estados mentais que refletem o que acontece nos outros dom\u00ednios, tais como fome, sede, dor, medo, ansiedade, frustra\u00e7\u00e3o etc. Assim, se um animal est\u00e1 privado de alimento (quest\u00e3o relacionada ao dom\u00ednio 1), ele deve sentir fome (estado mental do dom\u00ednio 5 que reflete o que o animal est\u00e1 de fato sentindo). Essa abordagem dos &#8220;cinco dom\u00ednios&#8221; foi um marco hist\u00f3rico importante para o bem-estar animal<\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><strong><span style=\"color: #0000ff\">Mellor, D.J. &amp; Reid, CSW. Concepts of animal well-being and predicting the impact of procedures on experimental animals. In Improving the Well-Being of Animals in the Research Environment; Australian and New Zealand Council for the Care of Animals in Research and Teaching: Glen Osmond, Australia, 1994; pp. 3\u201318.<\/span><\/strong><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">14) <span style=\"color: #333333\">O renomado pesquisador David&nbsp; Mellor, um dos autores que havia proposto o modelo dos &#8220;cinco dom\u00ednios&#8221; para avaliar quest\u00f5es de bem-estar animal, publicou este artigo em 2016 reformulando o modelo. Assim, 22 anos ap\u00f3s a proposta dos &#8220;cinco dom\u00ednios&#8221;, este trabalho veio expandir o modelo dos dom\u00ednios para incorporam estados positivos, pois at\u00e9 ent\u00e3o apenas os estados negativos eram considerados nos dom\u00ednios. Essa nova proposta do pr\u00f3prio Dr. Mellor \u00e9 uma consequ\u00eancia de uma vis\u00e3o mais moderna sobre o bem-estar animal, na qual a considera\u00e7\u00e3o dos estados positivos \u00e9 t\u00e3o importante quanto a considera\u00e7\u00e3o dos estados negativos para avaliar e melhorar a qualidade de vida dos animais. Como argumentos, neste artigo o Dr. Mellor aponta que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel eliminar completamente os estados negativos dos animais, mas apenas temporariamente; e tamb\u00e9m que eles s\u00e3o importante para a sobreviv\u00eancia dos animais j\u00e1 que, por exemplo, um animal com fome (emo\u00e7\u00e3o negativa a partir da priva\u00e7\u00e3o de comida) vai buscar alimento. Outro argumento levantado pelo pesquisador nesse artigo \u00e9 que a simples remo\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es negativas n\u00e3o implica, necessariamente, em emo\u00e7\u00f5es positivas, as quais s\u00e3o importantes para o bem-estar.<\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #0000ff\">Mellor, D.J. &amp; Beausoleil, N.J. 2015. Extending the \u2018Five Domains\u2019 model for animal welfare assessment to incorporate positive welfare states . Animal Welfare, 24: 241-253.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">ESTEREOTIPIAS<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1)<\/span>&nbsp;Artigo que faz uma boa revis\u00e3o sobre as abordagens cient\u00edficas dos estudos de enriquecimento ambiental que buscam minimizar a ocorr\u00eancias de estereotipias em animais de zool\u00f3gicos. Esse autor salienta que h\u00e1 poucos estudos publicados que passaram pelo processo de peer-review, ou seja, muito do que foi feito para avaliar os efeitos da aplica\u00e7\u00e3o de diferentes enriquecimentos ambientais n\u00e3o passou por um crivo cient\u00edfico apropriado. Assim, muito ainda precisa ser feito na ci\u00eancia do enriquecimento ambiental!<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Swaisgood, R.R. &amp; Shepherdson, D.J. 2005. Scientific approaches to enrichment and stereotypies in zoo animals: what\u2019s been done and <\/span><span style=\"color: #3366ff\">where should we go next? Zoo Biology, 24: 499-518.<\/span><\/h3>\n<h3>&nbsp;<span style=\"color: #993366\">&nbsp;<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">2)<\/span> Este \u00e9 um dos cap\u00edtulos do livro da Dra. Georgia Mason cujo foco \u00e9 o comportamento estereotipado dos animais cativos, no qual ela prop\u00f5e, inclusive, uma nova defini\u00e7\u00e3o para o termo estereotipia, que eu j\u00e1 mencionei <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/novas-abordagens-de-bem-estar-como-fornecer-condicoes-mais-prazerosas-aos-animais\/\">aqui<\/a> no blog. Assim como o artigo citado acima, nesse cap\u00edtulo a \u00eanfase \u00e9 sobre os efeitos do enriquecimento ambiental sobre os comportamentos estereotipados dos animais de zool\u00f3gico.<\/h3>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Swaisgood, R.R. &amp; Shepherdson, D.J. 2006. Environmental enrichment as a strategy for mitigating stereotypies in zoo animals: a literature review and meta-analysis. In G.J. Mason &amp; J. Rushen (Eds.), Stereotypic animal behavior: fundamentals and applications to welfare (pp.255-284). Wallingford: CAB International.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">3)<\/span> Conforme eu mencionei <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/enriquecimento-ambiental\/\">aqui<\/a> para voc\u00eas, h\u00e1 artigos mais antigos que contestaram as estereotipias como sin\u00f4nimo de bem-estar animal. Entretanto, tais artigos tamb\u00e9m s\u00e3o contest\u00e1veis pois parecem se basear na ideia de que se um animal est\u00e1 se reproduzindo\/produzindo bem ent\u00e3o ele est\u00e1 em melhores condi\u00e7\u00f5es de bem-estar. Ao usarmos essa infer\u00eancia direta, estaremos assumindo que o bem-estar pode ser inferido com base puramente em medidas fisiol\u00f3gicas, o que n\u00e3o \u00e9 adequado, conforme eu j\u00e1 argumentei para voc\u00eas <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/o-que-e-bem-estar-animal\/\">aqui<\/a>&nbsp;e <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/a-evolucao-do-conceito-de-bem-estar-animal\/\">aqui<\/a>.&nbsp;Entretanto, esses artigos ainda nos fazem refletir sobre o que realmente a estereotipia indica em termos de bem-estar animal&#8230;<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Bilds\u00f8e, M.; Heller, K.E. &amp; Jeppesen, L.L. 1991. Effects of immobility stress and food restriction on stereotypies in low and high stereotyping female ranch mink. Behavioral Processes, 29: 179\u2013189. <\/span><\/h3>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">De Passil\u00e9, A.M.B.; Christopherson, R. &amp; Rushen, J. 1993. Non-nutritive sucking by the calf and postprandial secretion of insulin, CCK and gastrin. Physiology &amp; Behavior, 54: 1069-1073. <\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL<\/span><\/p>\n<h3 class=\"title\" style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">1)<\/span> Artigo que faz uma excelente revis\u00e3o sobre trabalhos de enriquecimentos ambientais que envolveram a estimula\u00e7\u00e3o sensorial para os animais cativos. O artigo foca em trabalhos sobre efeitos de estimula\u00e7\u00e3o visual, olfat\u00f3ria e auditiva. A principal conclus\u00e3o \u00e9 a de que muitos trabalhos tem mostrado a efic\u00e1cia de tais enriquecimentos sensoriais em melhorar as condi\u00e7\u00f5es dos animais cativos, embora isso deva depender de uma gama de fatores como esp\u00e9cie, g\u00eanero, idade e condi\u00e7\u00f5es de cativeiro.<\/h3>\n<ul>\n<li class=\"title\" style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Wells, D.L. 2009. Sensory stimulation as environmental <span class=\"hitHilite\">enrichment<\/span> for captive animals: A review. Applied Animal Behaviour Science, 118: 1-11.<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #800000\">2)<\/span> Um artigo sobre enriquecimento ambiental do qual participo em co-autoria e que foi recentemente publicado. Nesse artigo demonstramos que pouca intera\u00e7\u00e3o com o enriquecimento n\u00e3o significa que o comportamento dos animais foi pouco afetado. Ou seja, mesmo que um enriquecimento desencadeie pouca resposta de intera\u00e7\u00e3o do animal, v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es comportamentais podem ser causadas, at\u00e9 mesmo tanto quanto se o animal tivesse interagido muito com o enriquecimento. Tal achado se torna muito importante se pensarmos que muitas pessoas que aplicam o enriquecimento desistem dele, achando que n\u00e3o funcionou, quando o animal n\u00e3o interagiu muito em resposta.<\/h3>\n<\/li>\n<li class=\"title\" style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Reimer, J.; Maia, C.M. &amp; Santos, E.F. 2016.&nbsp;Environmental enrichments for a group of captive macaws: low interaction does not mean low&nbsp;<\/span><span style=\"color: #3366ff\">behavioral changes. Journal of Applied Animal Welfare Science.&nbsp;DOI:&nbsp;<\/span><span style=\"color: #3366ff\">10.1080\/10888705.2016.1175944<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">3)<\/span> Zool\u00f3gicos s\u00e3o espa\u00e7os que recebem visitantes e, especialmente aos finais de semana, a quantidade de pessoas em torno dos recintos dos animais pode ser muito grande. Boa parte desse p\u00fablico inclui crian\u00e7as, que podem correr, gritar e pular em frente aos recintos&#8230; Qual seria o impacto dos visitantes para os animais cativos? Eles funcionariam como uma forma de enriquecimento ambiental, gerando est\u00edmulos positivos para os animais, ou gerariam impactos negativos por colocarem os animais em situa\u00e7\u00f5es inc\u00f4modas as quais eles n\u00e3o podem controlar? Esse artigo \u00e9 uma excelente revis\u00e3o do Dr. Davey sobre o efeito dos visitantes sobre o comportamento de diversas esp\u00e9cies de animais cativos e salienta que ainda \u00e9 preciso mais objetividade, amostras maiores, medidas de estresse, vari\u00e1veis adequadas, padroniza\u00e7\u00e3o na metodologia, entre outros fatores. Ou seja, ainda temos um longo caminho pela frente para compreender exatamente o impacto causado pelos visitantes.<\/h3>\n<ul>\n<li class=\"block-record-info\" style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Davey, G. 2007. Visitors\u2019 effects on the welfare of animals in the zoo: A review. Journal of Applied Animal Welfare Science, 10: 169\u2013183.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">4)<\/span> Artigo que publiquei na revista The Shape of Enrichment, um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o muito utilizado e conhecido por suas publica\u00e7\u00f5es de trabalhos de enriquecimento ambiental, que j\u00e1 comentei <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/enriquecimento-ambiental\/\">aqui<\/a>. O principal problema dessa revista \u00e9 que a avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do artigo \u00e9 focada apenas nas descri\u00e7\u00f5es dos autores das rea\u00e7\u00f5es dos animais frente ao enriquecimento. Ou seja, essa revista acaba deixando de lado a necessidade de uma an\u00e1lise mais objetiva dos efeitos observados pelos autores, como por exemplo a an\u00e1lise estat\u00edstica dos dados. Entretanto, por publicar diversos artigos sobre enriquecimento, pode ser uma fonte de ideias sobre diferentes t\u00e9cnicas e estrat\u00e9gias de enriquecimento. Nesse artigo que publiquei nessa revista, eu mostro o efeito de diferentes tipos de enriquecimento (alimentar, olfativo, intera\u00e7\u00e3o com objeto novo&#8230;) sobre o comportamento de 3 on\u00e7as-pardas (<em>Puma concolor<\/em>) mantidas em cativeiro numa ONG (Associa\u00e7\u00e3o Mata Ciliar, unidade de Jundia\u00ed &#8211; SP).<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Maia, C.M. 2010. Enrichment options for pumas: what are the effects? The Shape of Enrichment, 19: 4-5.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"block-record-info\">&nbsp;<\/div>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">DOR EM PEIXES<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1)<\/span> Artigo onde a autora demonstra a ocorr\u00eancia em peixes dos dois tipos de fibras nervosas associadas a dor em mam\u00edferos (fibras A-delta e fibras C).<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Sneddon, L.U. 2002. Anatomical and electrophysiological analysis of the trigeminal nerve in a teleost fish, <em>Oncorhynchus mykiss. <\/em>Neuroscience Letters, 319(3): 167-171.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\">&nbsp;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">2)<\/span> Artigo onde os autores identificam v\u00e1rios nociceptores (receptores de est\u00edmulos nocivos) em peixes, identificando alguns mais gerais e outros mais espec\u00edficos e especializados, que respondem a est\u00edmulos dolorosos espec\u00edficos. Tamb\u00e9m demonstraram aqui que quando esses receptores eram estimulados, dispararam sinais que foram enviados pela fibra nervosa at\u00e9 o c\u00e9rebro.<\/h3>\n<\/li>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Sneddon, LU.; Braithwaite, V.A.; Gentle, M.J. 2003. Do fishes have nociceptors? Evidence for the evolution of a vertebrate sensory system. Proceedings of the Royal Society B-Biological Sciences, 270(1520): 1115-1121.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">3)<\/span> Neste artigo os autores demonstram as altera\u00e7\u00f5es comportamentais observadas quando os peixes s\u00e3o expostos a est\u00edmulos dolorosos. Mais ainda, aqui os autores indicam que os comportamentos alterados voltam para os n\u00edveis basais naturalmente expressos quando os peixes receberam morfina, um dos mais potentes analg\u00e9sicos, em situa\u00e7\u00f5es em que est\u00e3o expostos a est\u00edmulos dolorosos. Dessa forma, este trabalho mostra que comportamentos mais complexos podem ser alterados por est\u00edmulos nocivos.<\/h3>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Sneddon, LU.; Braithwaite, V.A.; Gentle, M.J. 2003. Novel object test: examining nociception and fear in the rainbow trout. The Journal of Pain, 4(8): 431-440.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\">&nbsp;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">BEM-ESTAR EM PEIXES<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\">&nbsp;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1) <\/span>Esta \u00e9 a indica\u00e7\u00e3o de um artigo onde os autores apresentam uma base de dados de acesso aberto (open access) em constante crescimento que traz diversas informa\u00e7\u00f5es sobre comportamento e bem-estar de diversas esp\u00e9cies de peixes criados em fazendas de produ\u00e7\u00e3o. Essa base visa trazer uma vis\u00e3o geral de todas as esp\u00e9cies de peixes cultivadas no mundo, apresentando diversas informa\u00e7\u00f5es importantes para melhorar o bem-estar desses animais nas condi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas em que s\u00e3o mantidos. Este artigo explica a racionalidade por tr\u00e1s dessa base de dados e j\u00e1 aponta uma vis\u00e3o geral sobre a situa\u00e7\u00e3o atual das esp\u00e9cies de peixes de fazendas de produ\u00e7\u00e3o com base nos dados j\u00e1 compilados pela equipe que mant\u00e9m e atualiza essa base. Vale a pena conferir o artigo na \u00edntegra.<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 class=\"title hypothesis_container\"><a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2410-3888\/4\/2\/30\">A Global Assessment of Welfare in Farmed Fishes: The FishEthoBase<\/a><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">PREFER\u00caNCIAS<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">1)<\/span> Artigo onde os autores demonstram, por mais incr\u00edvel que pare\u00e7a, que microorganismos s\u00e3o capazes de realizar escolhas! \u00c9 isso mesmo, neste artigo os autores avaliaram as prefer\u00eancias de amebas sociais pela sele\u00e7\u00e3o de outras amebas para formar agrupamentos em situa\u00e7\u00f5es nas quais alguns indiv\u00edduos morrem para ajudar os outros. E sim, os autores mostraram que as amebas preferem agrupar-se com seus parentes nessas situa\u00e7\u00f5es! Esse trabalho se mostra muito relevante, pois demonstra que at\u00e9 mesmo seres unicelulares, sem sistema nervoso, podem ser capazes de realizar algum tipo de escolha. Nesse sentido, imaginem ent\u00e3o que tipos de escolhas os organismos multicelulares, com sistema nervoso bem desenvolvido, devem poder expressar!<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\"><span style=\"color: #3366ff\"><span style=\"color: #3366ff\">Mehdiabadi, N.J.; Jack, C.; Talley, T.; Strassmann, J. 2006.&nbsp;Social evolution: kin preference in a social microbe. Nature,&nbsp;442(7105): 881-882.<\/span><\/span><\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">2)<\/span>&nbsp;Artigo que recentemente publiquei em conjunto com o Dr. Gilson Volpato. Nele propomos que h\u00e1 dois padr\u00f5es de resposta com significados biol\u00f3gicos distintos para os animais quando consideramos as escolhas realizadas por eles: as prefer\u00eancias (escolhas consistentes ao longo do tempo) e as n\u00e3o prefer\u00eancias (escolhas apenas moment\u00e2neas, que n\u00e3o se mant\u00e9m no tempo). Assim, propomos que as prefer\u00eancias devem melhorar as condi\u00e7\u00f5es de bem-estar dos animais enquanto as n\u00e3o prefer\u00eancias devem ser evitadas. Tamb\u00e9m argumentamos que as respostas de prefer\u00eancia devem ser consideradas a n\u00edvel individual, pois a varia\u00e7\u00e3o de resposta entre os indiv\u00edduos pode ser bem alta, como n\u00f3s vimos na til\u00e1pia-do-Nilo quando realizando escolhas por cores ambientais. No mesmo artigo, n\u00f3s propomos a utiliza\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo que desenvolvemos e que \u00e9 baseado na hist\u00f3ria das escolhas ao longo do tempo para identificar as prefer\u00eancias e n\u00e3o-prefer\u00eancias dos animais. Tal m\u00e9todo pondera as escolhas realizadas pelos animais, dando maior peso para aquelas mais recentes (que devem estar mais relacionadas ao que o animal quer no momento), mas sem desconsiderar o hist\u00f3rico de todas as respostas de escolha ao longo do tempo. N\u00e3o deixem de conferir!<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Maia, C.M.; Volpato, G.L. 2016. A&nbsp;history-based method to estimate animal preference. Scientific Reports,&nbsp;6:28328.<\/span><\/h3>\n<h3>Esse artigo pode ser acessado pelo link: &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;http:\/\/www.nature.com\/articles\/srep28328<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #993366\">3) <\/span><span style=\"color: #993366\"><span style=\"color: #003366\">Pequeno coment\u00e1rio cr\u00edtico que publiquei h\u00e1 pouco tempo no qual eu comento sobre a abordagem dos testes de prefer\u00eancia e tamb\u00e9m os de motiva\u00e7\u00e3o (ou testes de esfor\u00e7o) para detectar condi\u00e7\u00f5es de conforto que devem melhorar as condi\u00e7\u00f5es de bem-estar dos animais. Ambas as abordagens parecem promissoras, pois buscam determinar os desejos e vontades dos animais pelo pr\u00f3prio &#8220;ponto de vista&#8221; deles, como tem proposto a Dra Marian Dawkins. Entretanto, nesse artigo eu finalizo lembrando que ambos os testes precisam ser aplicados e interpretados com cautela por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es e que ainda temos um longo caminho pela frente. Por exemplo, tais testes tem sido concentrados em animais domesticados ou de laborat\u00f3rio, mas em zool\u00f3gicos e outras institui\u00e7\u00f5es\/situa\u00e7\u00f5es em que os animais permanecem confinados e fora de seu ambiente natural, deve ser mais do que relevante tamb\u00e9m fornecer condi\u00e7\u00f5es de prefer\u00eancia para melhorar o bem-estar desses animais.<\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Maia, C.M. 2016.&nbsp;Detecting preference and motivation for environmental resources: an animal welfare approach. Animal Nutrition, 1(2): 1-3. &nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\">Esse artigo pode ser acessado pelo link: http:\/\/animalnutrition.imedpub.com\/detecting-preference-and-motivation-for-environmental-resources-an-animal-welfare-approach.php?aid=8676<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">4)<\/span> Um dos raros trabalhos em que os pesquisadores avaliaram as respostas de prefer\u00eancia de animais mantidos em zool\u00f3gicos. Em geral, testes de prefer\u00eancia s\u00e3o conduzidos em animais de laborat\u00f3rio ou ainda em vida livre quando o foco n\u00e3o \u00e9 exatamente melhorar as condi\u00e7\u00f5es em cativeiro, mas responder alguma quest\u00e3o evolutiva ou comportamental ainda desconhecida para a esp\u00e9cie. Entretanto, testes de prefer\u00eancia realizados em animais de zool\u00f3gicos ainda s\u00e3o raros. Em geral, nos zool\u00f3gicos, quando as pessoas visam melhorar as condi\u00e7\u00f5es dos animais cativos, elas fornecem itens de enriquecimento ambiental, mas raramente testam as respostas de escolha dos animais para tais itens. Neste artigo, os pesquisadores avaliaram se os orangotangos de um zool\u00f3gico tinham alguma prefer\u00eancia relacionada ao posicionamento\/direcionamento ou bloqueio visual quando sobre uma plataforma transparente que permitia aos visitantes observar os orangotangos.<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Bloom\ufb01eld, R.C.; Gillespie, G.R.; Kerswell, K.J.; Butler, K.L. &amp; Hemsworth, P.H. 2015. Effect of partial covering of the visitor viewing area window on positioning and orientation of zoo orangutans: a preference test. Zoo Biology, 34: 223-229.&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">5)<\/span> Aqui os pesquisadores avaliaram as respostas de prefer\u00eancia de gatos dom\u00e9sticos por caixas de areia cobertas ou descobertas. Ou seja, tamb\u00e9m um estudo raro avaliando respostas de prefer\u00eancia em animais fora do laborat\u00f3rio visando melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar. Para as pessoas que tem gatos em casa ou que cuidam deles em abrigos, deve ser relevante saber a prefer\u00eancia deles por caixas de areia abertas ou fechadas. Afinal, \u00e9 comum para essas pessoas ter que optar entre esses dois tipos de caixas de areia em lojas de pets. Muitas pessoas acabam comprando o tipo de caixa que acham que seria a melhor op\u00e7\u00e3o para o seu gato, ou aquela que pensam exalar menos o odor ou ser mais f\u00e1cil de limpar. Entretanto, o que ser\u00e1 que os pr\u00f3prios gatos preferem? Nesse artigo, os autores mostram que a variabilidade individual de resposta entre os felinos \u00e9 grande, de forma que apenas alguns gatos testados tiveram claras prefer\u00eancias por um dos 2 tipos de caixa. Vale a pena conferir!<\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Grigg, E.K.; Pick, L. &amp; Nibblet, B. 2012.&nbsp;Litter box preference in domestic cats: covered versus uncovered.&nbsp;Journal of Feline Medicine and Surgery, 15(4): 280\u2013284.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">MOTIVA\u00c7\u00d5ES<\/span><\/h4>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1) <span style=\"color: #333333\">Artigo da renomada Dra. Georgia Mason e colaboradores que mostra o quanto as martas, que s\u00e3o intensamente criadas em cativeiro em alguns pa\u00edses visando o com\u00e9rcio de peles, &nbsp;s\u00e3o motivadas e se esfor\u00e7am fisicamente mais para acessar alguns recursos ambientais que permitiam a esses animais expressar comportamentos mais naturais. No mesmo trabalho, os autores demonstraram que os animais n\u00e3o apenas se esfor\u00e7aram mais para acessar alguns recursos, mas tamb\u00e9m tiveram elevados n\u00edveis do horm\u00f4nio cortisol no sangue, indicando altos n\u00edveis de estresse, quando foram privados dos recursos pelos quais mais se esfor\u00e7aram. Dessa forma, os autores conclu\u00edram que os animais, quando privados de itens que s\u00e3o muito importantes para eles, ficam frustrados, o que desencadeia elevados n\u00edveis de estresse psicol\u00f3gico. Assim, esse trabalho demonstra a relev\u00e2ncia dos testes de motiva\u00e7\u00e3o em determinar itens que realmente s\u00e3o importantes para os animais.<\/span><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Mason, G.J.; Cooper, J.; Clarebrough, C. 2001.&nbsp;Frustrations of fur-farmed mink.&nbsp;Nature, 410: 35-36.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">2)<\/span>&nbsp;<span style=\"color: #333333\">Em testes de motiva\u00e7\u00e3o na literatura, os autores normalmente utilizam o alimento como um recurso pelo qual os animais est\u00e3o mais motivados para acessar do que qualquer outro, j\u00e1 que o alimento representa uma necessidade b\u00e1sica de sobreviv\u00eancia. Ou seja, o alimento \u00e9 considerado como o recurso mais &#8220;inel\u00e1stico&#8221;, ou seja, aquele que os animais aplicar\u00e3o o mais alto grau de esfor\u00e7o para acessar. No artigo referenciado abaixo, que tamb\u00e9m envolve a Dra. Mason como um dos autores, eles demonstram que o alimento, quando fornecido em excesso no ambiente pode gerar at\u00e9 mesmo uma resposta de evita\u00e7\u00e3o dos animais pelo compartimento onde o alimento se encontra. Dessa forma, este artigo enfatiza a necessidade de tomarmos cuidado ao utilizar o alimento como recurso de compara\u00e7\u00e3o com outros, pensando tanto na forma quanto na quantidade em que vamos disponibiliz\u00e1-lo.<\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #3366ff\">Hovland, A. L.; &nbsp;Mason, G.;&nbsp;Ahlstrom, O.; Bakken, M. 2007.&nbsp;Responses of farmed silver foxes (<em>Vulpes vulpes<\/em>) to excessive <span class=\"hitHilite\">food<\/span> availability: Implications for using <span class=\"hitHilite\">food<\/span> as a yardstick resource in <span class=\"hitHilite\">motivation<\/span> tests. Applied Animal Behaviour Science, 108: 170-178.<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993366\">3)<\/span>&nbsp;<span style=\"color: #000000\">Na literatura, os testes de motiva\u00e7\u00e3o em geral s\u00e3o aplicados em animais de produ\u00e7\u00e3o e em roedores de laborat\u00f3rio.&nbsp;Aqui temos o primeiro trabalho em que os autores testaram a motiva\u00e7\u00e3o de um peixe, a til\u00e1pia de Mo\u00e7ambique (<em>Oreochromis mossambicus<\/em>), para acessar recursos ambientais. Assim, os autores adaptaram o mecanismo mais comum usado em testes de esfor\u00e7o &#8211; empurrar portas cujos pesos v\u00e3o sendo gradativamente ou alternadamente aumentados ao longo dos testes &#8211; para os peixes. No caso da til\u00e1pia de Mo\u00e7ambique, esta possui a regi\u00e3o anterior do corpo bem desenvolvida, com um focinho proeminente, o que facilitou que os peixes empurrassem as portas acrescidas de pesos para acessar diferentes recursos. Assim, esse trabalho foi o primeiro a demonstrar que os peixes tamb\u00e9m podem expressar diferentes esfor\u00e7os f\u00edsicos, ou seja, diferentes motiva\u00e7\u00f5es, para acessar diferentes recursos.&nbsp;<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3 class=\"search-results-number\">&nbsp;<span style=\"color: #3366ff\"><span class=\"hitHilite\">Galhardo<\/span>, L.; Almeida, O.; Oliveira, R. F. 2011.&nbsp;Measuring motivation in a cichlid fish: An adaptation of the <span class=\"hitHilite\">push<\/span>&#8211;<span class=\"hitHilite\">door<\/span> paradigm. Applied Animal Behaviour Science, 130: 60-70.<\/span><\/h3>\n<h3 class=\"search-results-number\">&nbsp;<\/h3>\n<h3><span style=\"color: #800000\">4)<\/span>&nbsp;<span style=\"color: #000000\">Em geral, trabalhos que testam as respostas de motiva\u00e7\u00e3o dos animais avaliam o quanto eles est\u00e3o dispostos a se esfor\u00e7ar para acessar recursos ambientais tais como alimento, parceiro ou algum outro recurso considerado relevante para a esp\u00e9cie. Entretanto, aqui a autora avaliou o quanto os cavalos estavam dispostos a se esfor\u00e7ar para acessar um ambiente onde teriam a oportunidade de expressar uma estereotipia conhecida como <em>cribbing, <\/em>na qual<em>&nbsp;<\/em>os cavalos mordem estruturas s\u00f3lidas n\u00e3o comest\u00edveis. Surpreendentemente, a autora demonstrou que os cavalos estavam t\u00e3o motivados para expressarem a estereotipia quanto estavam para acessarem um tipo de alimento (gr\u00e3o adocicado), que \u00e9 considerado o recurso pelo qual os animais devem estar mais motivados para acessar. Tal fato indica que a demanda para desempenhar tal estereotipia \u00e9 alta em cavalos.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3>&nbsp;<span style=\"color: #3366ff\">Houpt, K. A. 2012.&nbsp;<span class=\"hitHilite\">Motivation<\/span> for cribbing by horses. Animal Welfare, 21: 1-7.<\/span><\/h3>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n<div class=\"search-results-content\">\n<h3><span style=\"color: #993366\">5)<\/span>&nbsp;<span style=\"color: #000000\">Este \u00e9 o artigo referente aos dados apresentados nas figuras que acrescentei no blog <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/truta-arco-iris-esforco-fisico-pela-preferencia\/\">aqui <\/a>e <a href=\"https:\/\/conscienciaanimalblog.wordpress.com\/truta-arco-iris-esforco-psicologico-pela-preferencia\/\">aqui<\/a>. Conforme expliquei nas legendas que acompanham as figuras, nesse trabalho &#8211; que comp\u00f5e parte de minha tese de doutorado &#8211; demonstramos que a truta-arco-\u00edris (<em>Oncorhynchus mykiss<\/em>) est\u00e1 mais motivada, ou seja, se esfor\u00e7a mais tanto fisicamente (maior n\u00famero de batidas nas portas que bloqueavam o acesso) quanto psicologicamente (superam est\u00edmulo considerado como aversivo) para acessar itens anteriormente preferidos. Embora na literatura possamos encontrar diversos trabalhos que avaliaram as respostas de prefer\u00eancia dos animais bem como v\u00e1rios trabalhos que testaram as respostas de motiva\u00e7\u00e3o (esfor\u00e7o) dos animais por diferentes recursos, este \u00e9 o primeiro trabalho em que respostas de prefer\u00eancia claramente estabelecidas foram associadas \u00e0s respostas de motiva\u00e7\u00e3o dos animais por um mesmo recurso ambiental. Al\u00e9m disso, de meu conhecimento, este tamb\u00e9m \u00e9 o primeiro trabalho em que o esfor\u00e7o foi avaliado a n\u00edvel psicol\u00f3gico e n\u00e3o apenas f\u00edsico.<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Maia, C. M; Ferguson, B.; Volpato, G. L.; Braithwaite, V. A. 2017.&nbsp;Physical and psychological motivation tests of individual<\/span><br><span style=\"color: #3366ff\">preferences in rainbow trout. Journal of Zoology, DOI:&nbsp;10.1111\/jzo.12438<\/span><\/h3>\n<div><span class=\"data_bold\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<h3><span style=\"color: #800000\">6)<\/span> <span style=\"color: #333333\">Este \u00e9 o meu artigo mais recentemente publicado. Nele, o Dr. Gilson Volpato e eu demonstramos que o peixe til\u00e1pia-do-Nilo (<em>Oreochromis niloticus<\/em>) \u00e9 mais motivado para acessar prefer\u00eancias individualmente estabelecidas que foram determinadas atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Prefer\u00eancia, que recentemente desenvolvemos e publicamos na revista Sientific Reports (j\u00e1 citado nest post). Ou seja, nesse artigo n\u00f3s mostramos que a til\u00e1pia&nbsp;se esfor\u00e7a fisicamente mais por apresentar um maior n\u00famero de batidas nas portas que bloqueavam o acesso \u00e0s suas prefer\u00eancias individuais. Assim<\/span><span style=\"color: #333333\">, nesse artigo &#8211; que tamb\u00e9m comp\u00f5em parte da minha tese de doutorado &#8211; n\u00f3s damos suporte a aplica\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Prefer\u00eancia como uma ferramenta confi\u00e1vel para determinar as vontades dos animais, o que \u00e9 importante para melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar em situa\u00e7\u00f5es de cativeiro e restri\u00e7\u00f5es ambientais. \u00c9 o primeiro trabalho em que demonstramos a aplicabilidade do \u00cdndice de Prefer\u00eancia na mesma esp\u00e9cie em que ele foi desenvolvido, e o segundo em que validamos a aplica\u00e7\u00e3o do \u00edndice de Prefer\u00eancia (o primeiro \u00e9 o que foi citado e indicado logo acima no item 5).<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: center\">\n<h3><span style=\"color: #3366ff\">Maia, C.M. &amp; Volpato, G.L. 2017. Preference index supported by motivation&nbsp;<\/span><span style=\"color: #3366ff\">tests in Nile tilapia. PLoS ONE,&nbsp;12(4): e0175821.<\/span><\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h4 style=\"text-align: center\">&nbsp;<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">DOR EM ANIMAIS DOM\u00c9STICOS<\/span><\/h4>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">1) <span style=\"color: #333333\">Abaixo indico alguns artigos importantes para aqueles que se interessarem pelo aprofundamento sobre o tema da dor em animais, principalmente considerando os animais dom\u00e9sticos. S\u00e3o artigos importantes na \u00e1rea, publicados em boas revistas internacionais, e recomendados por profissionais renomados na \u00e1rea. Um deles \u00e9 de fato um material mais completo que apresenta um guia voltado para o manejo de dor em c\u00e3es e gatos.<\/span><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #0000ff\">&#8211; Epstein, M. et al. (2015). 2015 AAHA\/AAFP Pain Management Guidelines for Dogs and Cats* Journal of the American Animal Hospital Association, 51: 67\u201384.<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #0000ff\">&#8211; Mathews, K. et al. (2014). Guidelines for Recognition, Assessment and Treatment of Pain. Journal of Small Animal Practice, 55: E10-E68.<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #0000ff\">&#8211; Merola, I. &amp; Mills, D.S. (2016). Systematic review of the behavioural assessment of pain in cats. Journal of Feline Medicine and Surgery<em>, <\/em>18: 60\u201367.<\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">2) <span style=\"color: #333333\">Indica\u00e7\u00e3o de artigo sobre avalia\u00e7\u00e3o de dor em bovinos. As pessoas tendem a pensar que esses animais s\u00e3o mais &#8216;r\u00fasticos&#8217; e que, por isso, n\u00e3o sentem dor. Mas na verdade, embora n\u00e3o demonstrem muito a dor, quando se sabe o que observar, fica evidente que os bovinos sentem dor.<\/span><\/span><\/h3>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n\n\n<\/h3><h3><strong><span style=\"color:#0000ff\">&#8211; <\/span><\/strong><span style=\"color:#0000ff\">de Oliveira FA , Luna SPL, do Amaral JB, Rodrigues KA , Sant\u2019Anna AC, Daolio M, Brondani JT (2014) <strong>Validation of the UNESP-Botucatu unidimensional composite pain scale for assessing postoperative pain in cattle<\/strong>, BMC Veterinary Research, 10:200<\/span><\/h3><h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/bmcvetres.biomedcentral.com.ez34.periodicos.capes.gov.br\/track\/pdf\/10.1186\/s12917-014-0200-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Texto: Completo\/Resumo<\/a><\/p>\n\n\n\n<\/h3><h3><strong><span style=\"color:#0000ff\">&#8211; <\/span><\/strong><span style=\"color:#0000ff\">Rocca GD, Brondani, JT, de Oliveira FA, Crociati M, Sylla L, Ngonput AE, Di Salvo A, Luna SPL (2017) <strong>Validation of the Italian version of the UNESP-Botucatu unidimensional composite pain scale for the assessment of postoperative pain in cattle<\/strong>, Veterinary Anaesthesia and Analgesia, 44:1253-1261<\/span><\/h3><h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1467298717300879\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Texto: Completo\/Resumo<\/a><\/p>\n\n\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\">3) <span style=\"color: #333333\">Abaixo seguem indica\u00e7\u00f5es para artigos sobre avalia\u00e7\u00e3o de dor em cavalos. Os equinos s\u00e3o animais extremamente sens\u00edveis, inclusive mais do que n\u00f3s. Assim, s\u00e3o animais que sentem muita dor e podem at\u00e9 morrer em casos de dor por c\u00f3lica n\u00e3o tratada.\u00a0<br \/><\/span><\/span><\/h3>\n<h3>\u00a0<\/h3>\n\n\n<\/h3><h3><span style=\"color:#0000ff\">&#8211; Taffarel MO, Luna SPL, de Oliveira FA, Cardoso GS, Alonso JM, Pantoja JC, Brondano JT, Love E, Taylor P, White K, Murrell JC (2015). <strong>Refinement and partial validation of the UNESP-Botucatu multidimensional composite pain scale for assessing postoperative pain in horses<\/strong>. BMC Veterinary Research, 11:83.<\/span><\/h3><h3>\n\n\n\n<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este espa\u00e7o \u00e9 dedicado a inclus\u00e3o de artigos cient\u00edficos e livros ou cap\u00edtulos de livros relevantes para a \u00e1rea do comportamento e bem-estar animal. Conforme eu acrescento conceitos, fatos hist\u00f3ricos e discuss\u00f5es sobre o tema, alguns artigos fundamentais que servem de base ou mesmo exemplificam t\u00f3picos s\u00e3o acrescentados aqui. LIVROS COMPORTAMENTO ANIMAL 1) Excelente livro&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/2016\/03\/22\/artigos-cientificos\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":624,"featured_media":6467,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[5,10],"tags":[],"class_list":["post-179","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","category-home"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-content\/uploads\/sites\/286\/2016\/03\/quelc3b4nios1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/624"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6467"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/conscienciaanimal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}