{"id":422,"date":"2018-03-15T20:21:25","date_gmt":"2018-03-15T23:21:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/?p=422"},"modified":"2018-03-15T20:21:26","modified_gmt":"2018-03-15T23:21:26","slug":"guerrilla-girls-mulheres-e-museus-v-4-n-3-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/2018\/03\/15\/guerrilla-girls-mulheres-e-museus-v-4-n-3-2018\/","title":{"rendered":"Guerrilla Girls: mulheres e museus (V. 4, N. 3, 2018)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">\u201cAs mulheres precisam estar nuas para entrar no museu?\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Essa pergunta j\u00e1 foi feita pelas <a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">Guerrila Girls<\/a>\u00a0 em diversos museus do mundo. Sempre com a mesma (estarrecedora!) resposta: s\u00e3o pouqu\u00edssimas as mulheres artistas presentes nos acervos dessas institui\u00e7\u00f5es; e imensa a quantidade de nus femininos, em geral produzidos por homens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Ok. N\u00e3o temos nada contra os nus. Muito pelo contr\u00e1rio, entendemos a presen\u00e7a do corpo nu na arte como algo extremamente rico, como tratamos no post <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/quem-tem-medo-de-artista-v-3-n-8-2017\/\">&#8220;Quem tem medo de artista?&#8221;<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Mas essa diferen\u00e7a discrepante entre o n\u00famero de artistas mulheres e de mulheres nuas retratadas n\u00e3o seria sinal de que algo est\u00e1 errado?<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Primeiro de tudo: quem s\u00e3o as <a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">Guerrilla Girls<\/a>?<\/span><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_434\" aria-describedby=\"caption-attachment-434\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-434 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/GuerrillaA-1024x505.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/GuerrillaA-1024x505.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/GuerrillaA-300x148.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/GuerrillaA-768x379.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-434\" class=\"wp-caption-text\">As artistas usam m\u00e1scaras de gorila e nunca mostram seus rostos. Uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a causa que defendem.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">Guerrilla Girls<\/a> \u00e9 um\u00a0coletivo art\u00edstico formado por ativistas feministas. Elas lutam para trazer a discuss\u00e3o sobre igualdade de g\u00eanero e de ra\u00e7a para o ambiente art\u00edstico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Aparecem em p\u00fablico utilizando m\u00e1scaras de gorila e come\u00e7aram suas a\u00e7\u00f5es em 1985, espalhando pelas ruas de Nova Iorque seus cartazes ir\u00f4nicos e \u00e1cidos. Atualmente seu ativismo continua forte principalmente na internet. De 1985 at\u00e9 hoje, mais de 55 artistas j\u00e1 passaram pelo grupo, que segue an\u00f4nimo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Isso mesmo! As <a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">Guerrilla Girls<\/a> nunca mostram o rosto. Elas fazem isso para chamar a aten\u00e7\u00e3o para sua causa, e n\u00e3o para suas apar\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">As artistas j\u00e1 estiveram em muitos museus do mundo, inclusive no <a href=\"https:\/\/masp.org.br\/exposicoes\/guerrilla-girls-grafica-1985-2017\">MASP<\/a>, em S\u00e3o Paulo, durante o ano de 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Num de seus cartazes mais famosos, que circula com frequ\u00eancia nas redes sociais, elas listam as &#8220;vantagens&#8221; de ser uma artista mulher. Na verdade, s\u00e3o falsas vantagens, que denunciam o fato de que dificilmente uma mulher ter\u00e1 tanto sucesso no meio art\u00edstico quanto um homem.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_432\" aria-describedby=\"caption-attachment-432\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-432 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/2017_MASPB-1024x775.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/2017_MASPB-1024x775.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/2017_MASPB-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/2017_MASPB-768x581.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/2017_MASPB.jpg 1650w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-432\" class=\"wp-caption-text\">N\u00e3o fazer sucesso. N\u00e3o ser chamada para exposi\u00e7\u00f5es. Essas s\u00e3o algumas das cr\u00edticas feitas pelas Guerrilla Girls ao sistema da arte.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Por que isso acontece?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">As a\u00e7\u00f5es das <a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">Guerrilla Girls<\/a> nos fazem pensar sobre os motivos dessa desigualdade entre homens e mulheres no mundo art\u00edstico. O fato de quase n\u00e3o haver obras de mulheres nos museus pode nos fazer acreditar que elas n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 porque n\u00e3o s\u00e3o boas o suficiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Pensar assim \u00e9 um erro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Mulheres nunca puderam participar da vida social e art\u00edstica como os homens. Elas n\u00e3o podiam ter uma profiss\u00e3o. Muito menos a profiss\u00e3o de artista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Vamos dar um exemplo concreto. Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar em <a href=\"https:\/\/www.huffpostbrasil.com\/2015\/11\/25\/mozart-tinha-uma-irma-tao-talentosa-quanto-ele_a_21684734\/\">Maria Anna Mozart (1751-1829)<\/a>? Ela era irm\u00e3 do famoso m\u00fasico <a href=\"https:\/\/www.suapesquisa.com\/pesquisa\/mozart.htm\">Amadeus Mozart<\/a>. Quatro anos mais velha do que ele, Nannerl Mozart, como era conhecida, era uma excelente musicista e se apresentava regularmente com seu irm\u00e3o.\u00a0Mas, logo que se tornou uma mo\u00e7a, foi proibida pelo pai &#8211; que era seu professor &#8211;\u00a0 de continuar sua carreira. Naquela \u00e9poca, uma mulher artista n\u00e3o era vista com bons olhos pela sociedade.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_439\" aria-describedby=\"caption-attachment-439\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-439 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/Mozart.jpg\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"606\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/Mozart.jpg 430w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/Mozart-213x300.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-439\" class=\"wp-caption-text\">Os irm\u00e3os Mozart retratados por Louis Carrogis Carmontelle em 1764. Igualmente talentosos, apenas o menino p\u00f4de dedicar-se \u00e0 carreira de m\u00fasico.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Agora imagine quantos talentos como o de Nannerl foram desperdi\u00e7ados? Isso ocorreu em todas as artes. Inclusive nas artes visuais, em que poucas mulheres conseguiram espa\u00e7o. Uma delas foi&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-38594660\"><strong>Artemisia Gentileschi (1593-1653)<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_442\" aria-describedby=\"caption-attachment-442\" style=\"width: 444px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-442 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/artemisia.jpg\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/artemisia.jpg 444w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/artemisia-222x300.jpg 222w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-442\" class=\"wp-caption-text\">Auto-retrato de Artemisia Gentileschi, cerca de 1630. Artemisia foi uma das maiores pintoras de seu tempo e uma das poucas mulheres a ser citada por historiadores da arte.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Sua vida n\u00e3o foi f\u00e1cil. Filha de Orazio, um pintor barroco muito conhecido em Roma, Artemisia cresceu no ateli\u00ea de seu pai e com ele aprendeu o of\u00edcio de pintora. Apesar de seu grande talento, sofreu preconceito por acharem que, na verdade, pintava os quadros com ajuda do pai. Era comum tamb\u00e9m que seus trabalhos fossem tidos como obras de grandes pintores. Isso aconteceu com a famosa pintura <em>Judith decapitando Holofernes<\/em>, que, durante muito tempo, foi considerada uma obra de <a href=\"https:\/\/www.suapesquisa.com\/biografias\/caravaggio.htm\">Caravaggio<\/a>.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_446\" aria-describedby=\"caption-attachment-446\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-446 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/judith.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/judith.jpg 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/judith-300x290.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-446\" class=\"wp-caption-text\">Artemisia Gentileschi, Judith decapitando Holofernes, c. 1620. Durante muito tempo, essa importante obra foi atribu\u00edda a Caravaggio.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aos 18 anos foi violentada por um pintor, hospedado por seu pai em sua casa. Durante um ano, ela permaneceu calada. Mas ent\u00e3o resolveu acus\u00e1-lo. Enfrentou a desconfian\u00e7a de toda a cidade. E seu agressor p\u00f4de optar entre ser punido e sair da cidade.<\/p>\n<p>Depois disso, sua obra tornou-se uma forma de den\u00fancia, com pinturas bastante alusivas \u00e0 opress\u00e3o sofrida pelas mulheres. Artemisia foi redescoberta na segunda metade do s\u00e9culo XX e tornou-se um dos s\u00edmbolos da luta por igualdade entre os g\u00eaneros.<\/p>\n<p>Do s\u00e9culo XX para c\u00e1, a participa\u00e7\u00e3o feminina nas artes aumentou, assim como ocorreu nas demais \u00e1reas. Mas ainda falta muito para que nosso imagin\u00e1rio sobre as mulheres artistas se transforme. Prova disso \u00e9 a baixa representatividade feminina nas institui\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, que as <a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">Guerrillas Girls<\/a> n\u00e3o cansam de denunciar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs mulheres precisam estar nuas para entrar no museu?\u201d Essa pergunta j\u00e1 foi feita pelas Guerrila Girls\u00a0 em diversos museus do mundo. Sempre com a mesma (estarrecedora!) resposta: s\u00e3o pouqu\u00edssimas as mulheres artistas presentes nos acervos dessas institui\u00e7\u00f5es; e imensa a quantidade de nus femininos, em geral produzidos por homens. Ok. N\u00e3o temos nada contra &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/2018\/03\/15\/guerrilla-girls-mulheres-e-museus-v-4-n-3-2018\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Guerrilla Girls: mulheres e museus (V. 4, N. 3, 2018)&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":255,"featured_media":425,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[4,29,3,6],"tags":[32,35,30,33,31,34],"class_list":["post-422","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-contemporanea","category-arte-e-ativismo","category-artes-visuais","category-artistas","tag-arte-e-ativismo","tag-artemisia-gentileschi","tag-feminismo","tag-guerrilla-girls","tag-mulheres-e-museus","tag-nannerl-mozart"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2018\/03\/Design-2.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/users\/255"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=422"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":449,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422\/revisions\/449"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/media\/425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/contemporanea\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}