{"id":188,"date":"2008-08-16T10:43:38","date_gmt":"2008-08-16T13:43:38","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2008\/08\/filosofia-experimental-racas-humanas\/"},"modified":"2008-08-16T10:43:38","modified_gmt":"2008-08-16T13:43:38","slug":"filosofia-experimental-racas-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2008\/08\/16\/filosofia-experimental-racas-humanas\/","title":{"rendered":"Filosofia experimental: ra\u00e7as humanas"},"content":{"rendered":"<p>A recente <a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,,EMI9990-15295,00-OS+ATEUS+SAO+MAIS+INTELIGENTES.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista<\/a> de <a href=\"http:\/\/www.rlynn.co.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Richard Lynn <\/a>\u00e0 revista <em>\u00c9poca,\u00a0<\/em>na qual o pesquisador argumenta para diferen\u00e7as de capacidade intelectual m\u00e9dia entre popula\u00e7\u00f5es humanas,\u00a0gerou diversos debates, aqui no &#8220;peda\u00e7o brasileiro&#8221; (lus\u00f3fono?)\u00a0\u00a0do ciberespa\u00e7o sobre o conceito de &#8220;ra\u00e7a&#8221; dentro da esp\u00e9cie humana.<br \/>\n(Ah, sim: o trabalho de Lynn \u00e9 pol\u00eamico e atrai cr\u00edticas, n\u00e3o apenas\u00a0do t\u00edpico histrionsimo politicamente correto, mas tamb\u00e9m <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Richard_Lynn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">metodol\u00f3gicas<\/a>)<br \/>\nO consenso atual entre os bi\u00f3logos parece ser o de que n\u00e3o faz sentido falar em ra\u00e7as dentro da humanidade, e que o conceito\u00a0que melhor se aplica \u00e9 o de &#8220;etnia&#8221;, este com base cultural, e n\u00e3o gen\u00e9tica &#8212; ao menos, \u00e9 o que se depreende deste &#8220;stub&#8221; da <a href=\"http:\/\/www.britannica.com\/EBchecked\/topic\/488030\/race#tab=active~checked%2Citems~checked&amp;title=race%20--%20Britannica%20Online%20Encyclopedia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Enciclop\u00e9ia Brit\u00e2nica<\/a>.<br \/>\nMas, afinal, qual o conceito <em>popular<\/em> de ra\u00e7a? A d\u00favida me ocorre porque ando lendo algunstrabalhos de filosofia experimental, onde fil\u00f3sofos v\u00e3o a campo para tentar determinar se as intui\u00e7\u00f5es humanas &#8220;puras&#8221; correspondem aos modelos conceituais da filosofia.<br \/>\nIsso \u00e9 importante, por exemplo, no campo do Direito, onde as leis s\u00e3o escritas por juristas com conceitos filos\u00f3ficos em mente, que podem n\u00e3o ter nada a ver com o que esta na cabe\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o \u00a0em geral &#8211; por exemplo, &#8220;Intencionalidade&#8221;\u00a0tem um significado filos\u00f3fico muito mais sofisticado que a no\u00e7\u00e3o popular\u00a0&#8220;de prop\u00f3sito&#8221;, mas o pessoal no j\u00fari talvez n\u00e3o saiba disso.<br \/>\nEnt\u00e3o: quando bi\u00f3logos e antrop\u00f3logos discutem a id\u00e9ia de &#8220;ra\u00e7a&#8221; e concluem que se trata de uma enorme bobagem, ser\u00e1 que est\u00e3o falando da mesma coisa que o pessoal na rua, que leu a entrevista de <em>\u00c9poca<\/em> e vai debater o asunto na mesa do bar? Essa distin\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser \u00fatil no debate dos crit\u00e9rios para\u00a0a\u00e7\u00f5es afirmativas.<br \/>\nFilosofia experimental geralmente toma a forma de estudos estat\u00edsticos feitos a partir de pesquisas de opini\u00e3o onde se\u00a0pede que &#8220;pessoas comuns&#8221; emitam ju\u00edzos de valor sobre pequenos dilemas morais hipot\u00e9ticos (exemplo: mesmo advertido de que havia bebido demais e que, se pegasse o carro, poderia acabar matando algu\u00e9m, um homem diz: &#8220;n\u00e3o me importo com isso, s\u00f3 quero chegar logo em casa&#8221;; ele pega o carro e, estando b\u00eabado, atropela e mata uma mulher; ele matou a mulher intencionalmente?).<br \/>\nTalvez fosse poss\u00edvel construir algo assim para testar a id\u00e9ia de &#8220;ra\u00e7a&#8221;\u00a0 encontrar os limites do conceito no imagin\u00e1rio (conceitu\u00e1rio?)\u00a0popular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recente entrevista de Richard Lynn \u00e0 revista \u00c9poca,\u00a0na qual o pesquisador argumenta para diferen\u00e7as de capacidade intelectual m\u00e9dia entre popula\u00e7\u00f5es humanas,\u00a0gerou diversos debates, aqui no &#8220;peda\u00e7o brasileiro&#8221; (lus\u00f3fono?)\u00a0\u00a0do ciberespa\u00e7o sobre o conceito de &#8220;ra\u00e7a&#8221; dentro da esp\u00e9cie humana. 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