{"id":192,"date":"2008-08-21T11:36:20","date_gmt":"2008-08-21T14:36:20","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2008\/08\/psico-historia\/"},"modified":"2008-08-21T11:36:20","modified_gmt":"2008-08-21T14:36:20","slug":"psico-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2008\/08\/21\/psico-historia\/","title":{"rendered":"Psico-hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Por raz\u00f5es profissionais, estou me metendo a reler a <em>Trilogia da Funda\u00e7\u00e3o<\/em>de Isaac Asimov.\u00a0\u00c9 curioso ver como alguns aspectos dos livros envelheceram mal &#8211; por exemplo, um vasto imp\u00e9rio gal\u00e1ctico que cimenta planetas inteiros para transform\u00e1-los em pal\u00e1cios\u00a0sem que nenhum ambientalista reclame, ou as id\u00e9ias realmente toscas quanto ao processamento de informa\u00e7\u00e3o no futuro distante &#8211; mas h\u00e1 uma id\u00e9ia por tr\u00e1s de tudo que continua instigante: a <em>psico-hist\u00f3ria<\/em>. Basicamente, o conceito de uma ci\u00eancia capaz de descrever os rumos de uma civiliza\u00e7\u00e3o como a teoria cin\u00e9tica dos gases prev\u00ea a evolu\u00e7\u00e3o dos estados do conte\u00fado de um bal\u00e3o de ar quente.<br \/>\nNesse aspecto, \u00e9 poss\u00edvel que Asimov tenha acertado em cheio no alvo: alguns anos atr\u00e1s, o jornalista brit\u00e2nico Philip Ball ganhou um pr\u00eamio de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica por seu livro <a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/Critical-Mass-Thing-Leads-Another\/dp\/0374530416\/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1219324073&amp;sr=8-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Critical Mass<\/a>, que descreve os esfor\u00e7os de aproxima\u00e7\u00e3o ente a f\u00edsica e as ci\u00eancias sociais, ou como diz uma resenha, &#8220;investiga tentativas de explicar comportamentos sociais com f\u00f3rmulas emprestadas da f\u00edsica&#8221;.<br \/>\nN\u00e3o apenas da f\u00edsica, mas da biologia, mais precisamente\u00a0de modelos matem\u00e1ticos isnpirados na Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o. O livro de Ball cita bastante o pesquisador <a href=\"http:\/\/www-personal.umich.edu\/~axe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Robert Axelrod<\/a>, autor de v\u00e1rios estudos envolvendo o <a href=\"http:\/\/www-personal.umich.edu\/~axe\/research\/TitForTat.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dilema do Prisioneiro<\/a>.<br \/>\nTalvez uma das cria\u00e7\u00f5es mais originais de Axelrod tenha sido a\u00a0aplica\u00e7\u00e3o de aut\u00f4matos celulares para\u00a0o estudo da dissemina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas culturais. \u00a0D\u00e1 para brincar com isso neste <a href=\"http:\/\/www.imedea.uib.es\/PhysDept\/research_topics\/socio\/culture.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">applet de Java<\/a>.<br \/>\nAsimov costumava dizer que, para se tornar previs\u00edvel, uma civiliza\u00e7\u00e3o precisaria ter um n\u00famero de indiv\u00edduos compar\u00e1vel ao n\u00famero de mol\u00e9culas de g\u00e1s num experimento f\u00edsico &#8211; e, mesmo com a popula\u00e7\u00e3o crescendo do jeito que est\u00e1, ningu\u00e9m espera ver um mol de seres humanos \u00e0 solta por a\u00ed no futuro pr\u00f3ximo.<br \/>\nMas ser\u00e1 que esse requisito \u00e9 mesmo verdadeiro? A investiga\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0Philip Ball sugere que n\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por raz\u00f5es profissionais, estou me metendo a reler a Trilogia da Funda\u00e7\u00e3ode Isaac Asimov.\u00a0\u00c9 curioso ver como alguns aspectos dos livros envelheceram mal &#8211; por exemplo, um vasto imp\u00e9rio gal\u00e1ctico que cimenta planetas inteiros para transform\u00e1-los em pal\u00e1cios\u00a0sem que nenhum ambientalista reclame, ou as id\u00e9ias realmente toscas quanto ao processamento de informa\u00e7\u00e3o no futuro distante [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-192","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}