{"id":271,"date":"2008-12-04T06:45:19","date_gmt":"2008-12-04T09:45:19","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2008\/12\/desejo-de-matar-12345\/"},"modified":"2008-12-04T06:45:19","modified_gmt":"2008-12-04T09:45:19","slug":"desejo-de-matar-12345","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2008\/12\/04\/desejo-de-matar-12345\/","title":{"rendered":"Desejo de Matar (1,2,3,4,5&#8230;)"},"content":{"rendered":"<p>Como j\u00e1 confessei aqui, tempos atr\u00e1s, minha queda pela m\u00fasica do Van Halen, acho que minha reputa\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 sofrer muito mais se eu afirmar minha aprecia\u00e7\u00e3o particular pela s\u00e9rie de filmes \u00a0<em>Desejo de Matar <\/em>(<em>Death Wish<\/em>) estrelada pelo falecido Charles Bronson.<br \/>\nO primeiro filme da s\u00e9rie \u00e9 certamente um bom filme &#8212; aprofunda-se na psicologia do protagonista, Paul Kersey, \u00a0um homem que v\u00ea a fam\u00edlia devastada pela viol\u00eancia urbana e que enlouquece em raz\u00e3o disso. O segundo \u00e9 ridiculamente manipulativo (citando estat\u00edsticas de crime fora de contexto e apresentando opositores da pena de morte como um bando de bo\u00e7ais), e do epis\u00f3dio 3 em diante a s\u00e9rie torna-se &#8220;divertida&#8221; do mesmo jeito que, digamos, as s\u00e9ries\u00a0<em>Sexta-feira 13<\/em> ou <em>Jogos Mortais<\/em>\u00a0s\u00e3o divertidas: ficamos imaginando como a pr\u00f3xima morte vai correr, qual ser\u00e1 a nova coreografia macabra.<br \/>\nMas um tra\u00e7o em comum a todos os <em>Desejo de Matar<\/em> &#8212; e a todos os outros filmes no estilo &#8220;homem comum toma a justi\u00e7a em suas pr\u00f3prias m\u00e3os&#8221; &#8212; \u00e9 o fato de que, da forma que os roteiros s\u00e3o escritos, nunca um inocente acaba ferido em raz\u00e3o direta das a\u00e7\u00f5es vingativas do protagonista (em <em>Desejo de Matar 2<\/em> um policial morre ao seguir Kersey mas, em sua s\u00faltimas palavras, ele legitima as a\u00e7\u00f5es do vingador). Em outras palavras, o justiceiro nunca mata a pessoa <em>errada<\/em>.\u00a0<br \/>\nIsso me traz \u00e0 seguinte quest\u00e3o \u00e9tica (tema que, afinal, est\u00e1 sendo o rei da semana no blog): suponha que existe um meio, absolutamente certo, uma tecnologia &#8220;X&#8221;, de deteminar se uma pessoa \u00e9 culpada ou inocente do que a acusam &#8212; e n\u00e3o estou falando de adult\u00e9rio ou roubo de galinhas, mas homic\u00eddio, seq\u00fcestro, estupro. \u00a0<br \/>\nDada a tecnologia X, eliminada a possibilidade de erro judici\u00e1rio, a penade morte seria justific\u00e1vel?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como j\u00e1 confessei aqui, tempos atr\u00e1s, minha queda pela m\u00fasica do Van Halen, acho que minha reputa\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 sofrer muito mais se eu afirmar minha aprecia\u00e7\u00e3o particular pela s\u00e9rie de filmes \u00a0Desejo de Matar (Death Wish) estrelada pelo falecido Charles Bronson. O primeiro filme da s\u00e9rie \u00e9 certamente um bom filme &#8212; aprofunda-se na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-271","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}