{"id":341,"date":"2009-05-14T23:07:56","date_gmt":"2009-05-15T02:07:56","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2009\/05\/paradoxo_de_sexta_27\/"},"modified":"2009-05-14T23:07:56","modified_gmt":"2009-05-15T02:07:56","slug":"paradoxo_de_sexta_27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2009\/05\/14\/paradoxo_de_sexta_27\/","title":{"rendered":"Paradoxo de sexta (27)"},"content":{"rendered":"<p>O da semana passada, que chamei de Primeiro Paradoxo da Democracia, perguntava o que uma pessoa deve fazer quando est\u00e1 convicta de que uma decis\u00e3o tomada democraticamente est\u00e1 errada. Esse paradoxo vem da Gr\u00e9cia Antiga &#8212; mais precisamente, do julgamento de S\u00f3crates, que foi democraticamente condenado \u00e0 morte, mesmo sendo inocente. A solu\u00e7\u00e3o socr\u00e1tica \u00e9 a m\u00e1xima de que &#8220;os homens bons devem obedecer \u00e0s leis ruins, para que os maus n\u00e3o tenham pretexto para desobedecer \u00e0s boas&#8221;. No geral, parece-me um bom princ\u00edpio&#8230; mas realmente n\u00e3o sei como <em>eu<\/em> reagiria diante de um copo de cicuta!<br \/>\nNesta semana, volto aos paradoxos l\u00f3gico-cient\u00edficos. E vou direto a um cl\u00e1ssico: o <em>Paradoxo dos G\u00eameos<\/em>.<br \/>\n\u00c9 assim: de dois irm\u00e3os g\u00eameos id\u00eanticos, um embarca numa nave espacial capaz de atingir um fra\u00e7\u00e3o significativa da velocidade da luz; o outro fica na Terra, e espera 80 anos pelo retorno do irm\u00e3o que, quando retorna, aparenta ter envelhecido apenas cinco ou seis anos &#8212; enquanto que o irm\u00e3o que ficou por aqui \u00e9 um senhor centen\u00e1rio!<br \/>\nAo contr\u00e1rio da cren\u00e7a popular, o paradoxo <em>n\u00e3o \u00e9<\/em> a diferen\u00e7a de idade entre os g\u00eameos. Ela se explica perfeitamente com a aplica\u00e7\u00e3o da relatividade restrita, e pode ser calculada em detalhes por meio das <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lorentz_transformation\">transforma\u00e7\u00f5es de Lorenz<\/a>.<br \/>\nO paradoxo reside no fato de que, pelo princ\u00edpio da relatividade, faz tanto sentido afirmar que a nave espacial se afastou da Terra a uma fra\u00e7\u00e3o significativa da velocidade da luz quanto dizer que a Terra se afastou na nave a uma fra\u00e7\u00e3o&#8230; etc, etc.<br \/>\nSe n\u00e3o existe um sistema de coordenadas privilegiado pelas leis da f\u00edsica &#8212; que, ora bolas, \u00e9 o que princ\u00edpio da relatividade sustenta, pra come\u00e7o de conversa &#8212; ent\u00e3o como podemos afirmar que foi o irm\u00e3o a bordo da nave que envelheceu mais devagar? Por que n\u00e3o \u00e9 ele que volta centen\u00e1rio e encontra a Terra praticamente como a deixou (s\u00f3 que com a Dilma eleita presidente, ou algo assim)?<br \/>\nCartas para a reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O da semana passada, que chamei de Primeiro Paradoxo da Democracia, perguntava o que uma pessoa deve fazer quando est\u00e1 convicta de que uma decis\u00e3o tomada democraticamente est\u00e1 errada. Esse paradoxo vem da Gr\u00e9cia Antiga &#8212; mais precisamente, do julgamento de S\u00f3crates, que foi democraticamente condenado \u00e0 morte, mesmo sendo inocente. A solu\u00e7\u00e3o socr\u00e1tica \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-341","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}