{"id":344,"date":"2009-05-21T10:01:18","date_gmt":"2009-05-21T13:01:18","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2009\/05\/o_uso_de_senhas_de_seguranca_e\/"},"modified":"2009-05-21T10:01:18","modified_gmt":"2009-05-21T13:01:18","slug":"o_uso_de_senhas_de_seguranca_e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2009\/05\/21\/o_uso_de_senhas_de_seguranca_e\/","title":{"rendered":"O uso de senhas de seguran\u00e7a \u00e9 sustent\u00e1vel?"},"content":{"rendered":"<p>Esta n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o ecol\u00f3gica, a menos que se considerem os n\u00fameros inteiros como uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada (o que seria estranho porque, afinal, eles s\u00e3o infinitos). Mas h\u00e1 algum tempo chegaram aqui em casa novos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, em substitui\u00e7\u00e3o a alguns que estavam vencendo. Todos com chip e senha.<br \/>\nSomando-se a isso a senha dos cart\u00f5es de d\u00e9bito, a senha do computador do trabalho, a senha para editar este blog, as senhas das minhas contas de e-mail, do twitter, orkut, scribd&#8230; Bom, n\u00e3o d\u00e1. Simplesmente, n\u00e3o d\u00e1.<br \/>\nExiste um princ\u00edpio ir\u00f4nico-matem\u00e1tico chamado Lei Forte dos N\u00fameros Pequenos, que diz que &#8220;n\u00e3o existem n\u00fameros pequenos suficientes para dar conta de tudo que se exige deles&#8221;.<br \/>\nEssa &#8220;lei&#8221; foi sugerida originalmente como uma observa\u00e7\u00e3o do fato de que v\u00e1rias s\u00e9ries num\u00e9ricas come\u00e7am da mesma forma (a <a href=\"http:\/\/www.research.att.com\/~njas\/sequences\/\">On-Line Encyclopedia of Integer Sequences<\/a> registra nada menos que 13.526 s\u00e9ries come\u00e7ando com 1,2,3&#8230;), mas ganha um novo significado neste nosso mundo de c\u00f3digos de acesso. E ela tamb\u00e9m merece uma generaliza\u00e7\u00e3o, que poder\u00edamos chamar de Lei Forte do Teclado Qwerty: n\u00e3o existem combina\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias suficientes de caracteres ar\u00e1bicos, latinos e especiais para dar conta de tudo o que se exige deles.<br \/>\nClaro, matematicamente falando falando, as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de letras e n\u00fameros superam em muito a popula\u00e7\u00e3o da Terra (s\u00e3o 48 teclas no meu computador, sendo que cada uma delas pode gerar pelo menos dois caracteres, num total de 96. O total de senhas de seis caracteres que isso pode produzir \u00e9 de 96 \u00e0 sexta pot\u00eancia, ou quase 800 bilh\u00f5es),  mas na pr\u00e1tica \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o que (a) em v\u00e1rias partes do mundo j\u00e1 temos muito mais de uma senha por habitante e (b) a mem\u00f3ria humana \u00e9 fal\u00edvel, limitada, o que leva as pessoas a criar senhas em torno de padr\u00f5es pr\u00e9-estabelecidos ou a andar com os c\u00f3digos anotados na carteira. O que derrota todo o prop\u00f3sito das senhas, para come\u00e7o de conversa.<br \/>\nEnquanto a antropometria n\u00e3o chega, eu j\u00e1 tomei uma decis\u00e3o, duplamente sud\u00e1vel: vou cortar radicalmente o uso de cart\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o ecol\u00f3gica, a menos que se considerem os n\u00fameros inteiros como uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada (o que seria estranho porque, afinal, eles s\u00e3o infinitos). 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