{"id":366,"date":"2009-06-19T08:37:43","date_gmt":"2009-06-19T11:37:43","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2009\/06\/pradoxo_de_sexta_31\/"},"modified":"2009-06-19T08:37:43","modified_gmt":"2009-06-19T11:37:43","slug":"pradoxo_de_sexta_31","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2009\/06\/19\/pradoxo_de_sexta_31\/","title":{"rendered":"Paradoxo de sexta (31)"},"content":{"rendered":"<p>O da semana passada, claro, desmorona assim que aparece ma demonstra\u00e7\u00e3o de que 0,9999&#8230; \u00e9, de fato, igual a 1. O pr\u00f3prio enunciado do paradoxo j\u00e1 era uma demonstra\u00e7\u00e3o do tipo, inclusive (e anotem o recurso ret\u00f3rico: apresentar a prova inquestion\u00e1vel de um fato para questionar o fato. Tipo, &#8220;o senador Fulano teria de ser um rematado canalha para ter feito isso&#8221;. QED?).<br \/>\nOutra demonstra\u00e7\u00e3o, que envolve a prova de que 9x(0,9999&#8230;) = 9, foi apresentada nos coment\u00e1rios.<br \/>\nVamos voltar aos paradoxos mais filos\u00f3ficos. Este aqui \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que a exist\u00eancia \u00e9 imposs\u00edvel. Trata-se do <em>Paradoxo do Niilismo<\/em>.<br \/>\nCome\u00e7amos com o fato \u00f3bvio de que tudo que existe tem de existir <em>por algum tempo<\/em>. Digo, dura\u00e7\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica necess\u00e1ria da exist\u00eancia.<br \/>\nO tempo, por sua vez, divide-se em presente, passado e futuro.<br \/>\nAgora: as coisas que est\u00e3o no passado <em>n\u00e3o existem mais<\/em>. Isso \u00e9 por defini\u00e7\u00e3o; isso \u00e9 o que significa <em>estar no passado<\/em>.<br \/>\nDa mesma forma, as coisas que est\u00e3o no futuro <em>n\u00e3o existem ainda<\/em>. De novo, por defini\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO que resta, portanto, \u00e9 o presente. Mas qual a dura\u00e7\u00e3o do presente? Comecei a digitar esta linha no passado, e vou termin\u00e1-la no futuro. O presente, de fato, n\u00e3o se faz presente: o passado se dissolve no futuro sem um est\u00e1gio intermedi\u00e1rio. O presente n\u00e3o tem dura\u00e7\u00e3o. Mas, pela primeira premissa, <em>o que n\u00e3o tem dura\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe<\/em>.<br \/>\nSe n\u00e3o h\u00e1 presente, ent\u00e3o todas as coisas est\u00e3o no passado (n\u00e3o existem mais), ou no futuro (ainda vir\u00e3o a existir). Logo, n\u00e3o existe nada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O da semana passada, claro, desmorona assim que aparece ma demonstra\u00e7\u00e3o de que 0,9999&#8230; \u00e9, de fato, igual a 1. O pr\u00f3prio enunciado do paradoxo j\u00e1 era uma demonstra\u00e7\u00e3o do tipo, inclusive (e anotem o recurso ret\u00f3rico: apresentar a prova inquestion\u00e1vel de um fato para questionar o fato. Tipo, &#8220;o senador Fulano teria de ser [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-366","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/366\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}