{"id":406,"date":"2009-08-10T09:22:22","date_gmt":"2009-08-10T12:22:22","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2009\/08\/bacara\/"},"modified":"2009-08-10T09:22:22","modified_gmt":"2009-08-10T12:22:22","slug":"bacara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2009\/08\/10\/bacara\/","title":{"rendered":"Bacar\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Hoje em dia James Bond vai ao Cassino Royale jogar p\u00f4quer, mas em tempos menos plebeus (mais exatamente, nos anos 50, quando Ian Fleming escreveu <em>Cassino Royale<\/em>, o romance), ele jogava uma coisa muito mais chique, <em>baccarat chemin de fer<\/em>.<br \/>\nSimplificando ao m\u00e1ximo, o bacar\u00e1 e um jogo parecido com o 21, ou <em>blackjack<\/em> (segundo alguns c\u00e1lculos de probabilidade, o <em>blackjack<\/em> \u00e9 o \u00fanico jogo de azar onde o apostador tem chance real de bater o cassino no longo prazo, escapando portanto do teorema da ru\u00edna do jogador. Mas n\u00e3o v\u00e1 a Las Vegas contando com isso). S\u00f3 que, em vez de fazer 21, no bacar\u00e1 o jogador deve fazer 9.<br \/>\nAs cartas s\u00e3o contadas assim: o dez e as figuras valem zero (ou, no jarg\u00e3o do jogo, <em>baccarat<\/em>). As demais cartas valem o valor de face (o \u00e1s corresponde ao 1).<br \/>\nMatematicamente, o bacar\u00e1 \u00e9 interessante porque, em vez de simplesmente &#8220;estourar&#8221;, como no caso do 21, o jogador que obt\u00e9m uma m\u00e3o maior que 9 passa a ter seus pontos contados &#8220;m\u00f3dulo 10&#8221;.<br \/>\nDizer que um n\u00famero A corresponde a B m\u00f3dulo C significa que a divis\u00e3o de B por C produz resto A. Por exemplo, 2 corresponde a 14 m\u00f3dulo 12,  porque 14\/12 deixa resto 2. da mesma forma, 3 equivale a 15 m\u00f3dulo 12. Perceba que, num rel\u00f3gio de ponteiros, todos os hor\u00e1rios da 1 da tarde at\u00e9 a meia-noite s\u00e3o lidos exatamente como se fossem n\u00fameros em m\u00f3dulo 12. E 12 m\u00f3dulo 12 \u00e9 zero, o que pode ser interpretado como a zero hora do dia seguinte.<br \/>\n(Eu tamb\u00e9m poderia ter dito que no bacar\u00e1, quando um total de pontos \u00e9 igual ou maior que 10, s\u00f3 se considera o segundo d\u00edgito, mas qual seria a gra\u00e7a disso?)<br \/>\nOutro toque interessante do bacar\u00e1 \u00e9 que ele transforma as probabilidades em quest\u00e3o de boas maneiras. Todo jogador come\u00e7a recebendo duas cartas, com a op\u00e7\u00e3o de pedir uma terceira.<br \/>\n\u00c9 considerado de bom tom o jogador abrir o jogo se totalizar 8 ou 9 nas duas cartas iniciais, pedir uma nova carta em totais de zero a quatro e n\u00e3o pedir nenhuma em totais de 6 ou 7 (mas manter a m\u00e3o oculta, esperando o fim da rodada para revelar-se).<br \/>\nApenas num total de 5 o jogador pode escolher livremente se quer ou n\u00e3o a terceira carta sem chocar os demais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje em dia James Bond vai ao Cassino Royale jogar p\u00f4quer, mas em tempos menos plebeus (mais exatamente, nos anos 50, quando Ian Fleming escreveu Cassino Royale, o romance), ele jogava uma coisa muito mais chique, baccarat chemin de fer. Simplificando ao m\u00e1ximo, o bacar\u00e1 e um jogo parecido com o 21, ou blackjack (segundo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}