{"id":443,"date":"2009-10-16T09:03:40","date_gmt":"2009-10-16T12:03:40","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2009\/10\/paradoxo_de_sexta_45\/"},"modified":"2009-10-16T09:03:40","modified_gmt":"2009-10-16T12:03:40","slug":"paradoxo_de_sexta_45","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2009\/10\/16\/paradoxo_de_sexta_45\/","title":{"rendered":"Paradoxo de sexta (45)"},"content":{"rendered":"<p>Como bem notado, o da semana passada se resolve simplesmente imaginando um outro monge subindo o morro da mesma forma que o original (ou, para quem gosta de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o monge original, depois de chegar no topo, volta ao passado e come\u00e7a a descer no mesmo instante em que ele mesmo come\u00e7a a subir).<br \/>\nO curioso \u00e9 que a demonstra\u00e7\u00e3o sequer depende do fato de que os dois monges comecem o percurso na mesma hora: supondo que o monge &#8220;do futuro&#8221; s\u00f3 comece a descer a montanha, digamos, \u00e0s 15h, ele ainda assim vai se encontrar no caminho com seu duplo &#8220;do passado&#8221;, que come\u00e7ou \u00e0s 8h da manh\u00e3.<br \/>\nNesta semana vamos a um paradoxo l\u00f3gico-teol\u00f3gico, o <em>Paradoxo da Onipot\u00eancia<\/em>. Sua formula\u00e7\u00e3o mais recente deve-se ao fil\u00f3sofo australiano J.L. Mackie, e pode ser parafraseada assim:<br \/>\n<em>Um ser onipotente pode criar agentes genuinamente livres?<\/em><br \/>\nSe a resposta \u00e9 &#8220;n\u00e3o&#8221;, ent\u00e3o o ser n\u00e3o \u00e9 onipotente, porque h\u00e1 algo que ele \u00e9 incapaz de fazer; se &#8220;sim&#8221;, ent\u00e3o ele <em>tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 onipotente<\/em> porque, ao criar um agente <u>genuinamente livre<\/u>, ele est\u00e1 criando algo que n\u00e3o tem o poder de controlar.<br \/>\nCerto?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como bem notado, o da semana passada se resolve simplesmente imaginando um outro monge subindo o morro da mesma forma que o original (ou, para quem gosta de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o monge original, depois de chegar no topo, volta ao passado e come\u00e7a a descer no mesmo instante em que ele mesmo come\u00e7a a subir). [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-443","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}