{"id":454,"date":"2009-11-03T07:26:48","date_gmt":"2009-11-03T10:26:48","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2009\/11\/o_poder_do_pensamento_negativo\/"},"modified":"2009-11-03T07:26:48","modified_gmt":"2009-11-03T10:26:48","slug":"o_poder_do_pensamento_negativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2009\/11\/03\/o_poder_do_pensamento_negativo\/","title":{"rendered":"O poder do pensamento negativo"},"content":{"rendered":"<p>A express\u00e3o &#8220;bobo alegre&#8221; acaba de ganhar um certo n\u00edvel de respaldo cient\u00edfico: cientistas australianos encontraram uma correla\u00e7\u00e3o entre tristeza, mau humor e pensamento cr\u00edtico &#8212; ou, em outras palavras, <a href=\"http:\/\/www.telegraph.co.uk\/health\/healthnews\/6490674\/Bad-moods-boost-memory-and-judgement.html\">\u00e9 mais f\u00e1cil enganar gente feliz<\/a>.<br \/>\nOutro dado surpreendente do estudo \u00e9 o de que pessoas mal-humoradas tendem a tomar <em>menos<\/em> decis\u00f5es baseadas em preconceito de credo ou ra\u00e7a. Para os efeitos do estudo, &#8220;mau humor&#8221; e &#8220;bom humor&#8221; foram induzidos por meio de v\u00eddeos e de exerc\u00edcios de mem\u00f3ria, tipo pedir ao volunt\u00e1rio que se lembrasse de um epis\u00f3dio triste de sua vida.<br \/>\nClaro, \u00e9 poss\u00edvel que eu s\u00f3 esteja noticiando isso para justificar a minha ranhetice at\u00e1vica. Mas o trabalho australiano viu algumas vantagens do bom humor: Ele parece promover criatividade, flexibilidade e coopera\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 ficar t\u00e3o flex\u00edvel e cooperativo a ponto de entregar a carteira ao primeiro <em>self-help guru<\/em> que aparecer, claro.<br \/>\nFalando em <em>self-help guru<\/em>, estou lendo um livro muito divertido dos anos 50, <em>Spiderweb<\/em>, Escrito por <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Robert_Bloch\">Robert Bloch<\/a>, o mesmo autor do romance que inspirou o filme <em>Psicose<\/em>.<br \/>\nComo boa parte da fic\u00e7\u00e3o popular americana daquela d\u00e9cada, o livro \u00e9 uma narra\u00e7\u00e3o em primeira pessoa e gira em torno das aventuras de um criminoso profissional &#8212; s\u00f3 que, no caso, o criminoso em quest\u00e3o \u00e9 um psic\u00f3logo que vive de explorar e chantagear os clientes. Ele tem um programa de aconselhamento no r\u00e1dio e escreveu um livro de autoajuda, um best-seller chamado YOU. Aspirantes a estrelas de cinema jogam-se em seus bra\u00e7os, etc.<br \/>\nFico imaginando se a turma d&#8217;<em>O Segredo<\/em> n\u00e3o leu Bloch. E como n\u00e3o h\u00e1, mesmo, nada de novo sob o Sol&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A express\u00e3o &#8220;bobo alegre&#8221; acaba de ganhar um certo n\u00edvel de respaldo cient\u00edfico: cientistas australianos encontraram uma correla\u00e7\u00e3o entre tristeza, mau humor e pensamento cr\u00edtico &#8212; ou, em outras palavras, \u00e9 mais f\u00e1cil enganar gente feliz. Outro dado surpreendente do estudo \u00e9 o de que pessoas mal-humoradas tendem a tomar menos decis\u00f5es baseadas em preconceito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-454","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/454\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}