{"id":474,"date":"2010-02-03T07:13:05","date_gmt":"2010-02-03T10:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cretinas\/2010\/02\/e_afinal_para_onde_a_nasa_vai\/"},"modified":"2010-02-03T07:13:05","modified_gmt":"2010-02-03T10:13:05","slug":"e_afinal_para_onde_a_nasa_vai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/2010\/02\/03\/e_afinal_para_onde_a_nasa_vai\/","title":{"rendered":"E, afinal, para onde a Nasa vai?"},"content":{"rendered":"<p>O cancelamento do Projeto Constellation atraiu as manchetes, mas o plano de Barack Obama para a Nasa vai al\u00e9m de um mero corte de gastos (na verdade, ele at\u00e9 aumentou a verba da ag\u00eancia espacial). Eis alguns dados interessantes que ficaram meio escondidos:<br \/>\n1. <strong>A determina\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento das miss\u00f5es Glory, Aquarius e a vers\u00e3o preparat\u00f3ria do NPOESS at\u00e9 o segundo semestre de 2011<\/strong>: essas tr\u00eas miss\u00f5es t\u00eam como objetivo monitorar o clima e o meio ambiente terrestre. A Glory vai medir o impacto dos aeross\u00f3is, como fuligem, no clima; Aquarius, a salinidade dos oceanos; a NPOESS (National Polar-orbiting Operational Environmental Satellite System) \u00e9 um sat\u00e9lite em \u00f3rbita polar para acompanhar <em>todo<\/em> o clima terrestre.<br \/>\n2. <strong>A determina\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento de &#8220;miss\u00f5es precursoras&#8221;<\/strong> para &#8220;Lua, Matte, pontos lagrangianos e asteroides pr\u00f3ximos, em busca de alvos para futuras atividades humanas (&#8230;) e identificar perigos e recursos que determinar\u00e3o o curso futuro da expans\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o humana pelo espa\u00e7o&#8221;.<br \/>\nDo ponto &#8220;1&#8221;, pode-se deduzir que Obama est\u00e1 levando a s\u00e9rio a ci\u00eancia sobre o aquecimento global. As miss\u00f5es Glory e Aquarius, principalmente, poder\u00e3o levantar dados fundamentais para reduzir as principais incertezas dos modelos clim\u00e1ticos.<br \/>\nDo ponto &#8220;2&#8221;, pode-se inferir que as not\u00edcias da morte dos voos espaciais tripulados foram prematuras. Al\u00e9m disso, a rota tra\u00e7ada pelo plano &#8212; pontos lagrangianos, asteroides &#8212; permite uma intera\u00e7\u00e3o maior entre explora\u00e7\u00e3o com astronautas e ci\u00eancia, duas \u00e1rea da Nasa que viviam (e vivem ainda) em conflito.<br \/>\nO Hubble, por exemplo, n\u00e3o est\u00e1 em um ponto lagrangiano porque astronautas n\u00e3o seriam capazes de ir at\u00e9 l\u00e1 para dar manuten\u00e7\u00e3o a ele. Se a capacidade de mandar gente para esses lugares for realmente desenvolvida, todo um novo tipo de trabalho com telesc\u00f3pios espaciais e outros tipos de instrumentos torna-se poss\u00edvel.<br \/>\nO que preocupa, realmente, \u00e9 a falta de metas e prazos definidos para as iniciativas de explora\u00e7\u00e3o humana. Enquanto os sat\u00e9lites clim\u00e1ticos t\u00eam prazo para serem lan\u00e7ados, ningu\u00e9m sabe quando ser\u00e1 a primeira visita de astronautas a um ponto de Lagrange ou a um asteroide. Essa falta de metas concretas preocupa. Mas, no geral, \u00e9 um bom plano.<br \/>\nE eu topo trocar o pouso na Lua pela primeira visita a um ponto de Lagrange; ou pelo primeiro pouso em um asteroide. Mas andem logo, gente: minha expectativa de vida caduca em 2045!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cancelamento do Projeto Constellation atraiu as manchetes, mas o plano de Barack Obama para a Nasa vai al\u00e9m de um mero corte de gastos (na verdade, ele at\u00e9 aumentou a verba da ag\u00eancia espacial). Eis alguns dados interessantes que ficaram meio escondidos: 1. A determina\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento das miss\u00f5es Glory, Aquarius e a vers\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":545,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-474","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/545"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/474\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cretinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}