{"id":449,"date":"2018-02-12T08:30:41","date_gmt":"2018-02-12T11:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/curupira\/?p=449"},"modified":"2018-02-12T08:30:41","modified_gmt":"2018-02-12T11:30:41","slug":"mauricio-lopes-um-ruralista-chique","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/curupira\/2018\/02\/12\/mauricio-lopes-um-ruralista-chique\/","title":{"rendered":"Maur\u00edcio Lopes, um ruralista chique"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/curupira\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2018\/02\/larryhagman.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-450\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/curupira\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2018\/02\/larryhagman-620x387.jpg\" alt=\"larryhagman\" width=\"620\" height=\"387\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CONHECI MAUR\u00cdCIO LOPES EM 2012, enquanto preparava uma reportagem sobre a crise do etanol brasileiro e formas de sair dela. O rec\u00e9m-assumido presidente da Embrapa me recebeu em seu gabinete para uma conversa longa. Sa\u00ed encantado: a principal institui\u00e7\u00e3o de pesquisa aplicada do Brasil tinha um cientista com C mai\u00fasculo em sua chefia. Um pesquisador que estava disposto a transformar a maneira como a institui\u00e7\u00e3o fazia inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, gerando n\u00e3o apenas produtos e dados, mas tamb\u00e9m cen\u00e1rios e intelig\u00eancia. No governo Dilma Rousseff, o mais obscurantista e antici\u00eancia da Nova Rep\u00fablica (claro, eu ainda n\u00e3o sabia o que viria pela frente em 2016), ter aquele homem naquele cargo era mais do que um al\u00edvio; era um sinal de que o Brasil tinha jeito.<\/p>\n<p>Obviamente n\u00e3o tem. Bras\u00edlia parece exercer um efeito de Midas reverso sobre as pessoas, transformando o mais revolucion\u00e1rio e promissor gestor p\u00fablico num paladino do status quo. O Maur\u00edcio Lopes que emergiu neste domingo (11) num artigo de opini\u00e3o no <em>Correio Braziliense<\/em> parece estar \u00e0 beira disso. No lugar do racioc\u00ednio baseado em evid\u00eancias que caracterizou a s\u00f3lida trajet\u00f3ria acad\u00eamica do presidente da Embrapa, o artigo, intitulado \u201cFatos e mitos sobre agricultura e meio ambiente\u201d, esbanja justamente aquilo que se prop\u00f5e a denunciar: \u201cdesinforma\u00e7\u00e3o, an\u00e1lises rasas e preconceito\u201d.<\/p>\n<p>O chefe da mais respeitada institui\u00e7\u00e3o de pesquisa agropecu\u00e1ria tropical do planeta \u00e9 a voz mais recente a engrossar o coro do \u201cagropop\u201d. Trata-se de uma linha de discurso (ou \u201cnarrativa\u201d, para usar o clich\u00ea da vez) segundo a qual o Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais sustent\u00e1vel do planeta, tem a agricultura mais produtiva e mais conservacionista da Via L\u00e1ctea e qualquer cr\u00edtica a essas virtudes \u00e9 \u201cdesinforma\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise rasa e preconceito\u201d \u2013 quando n\u00e3o uma defesa mal-disfar\u00e7ada de interesses de nossos competidores internacionais.<\/p>\n<p>Entre os principais ide\u00f3logos do \u201cagropop\u201d est\u00e3o Evaristo de Miranda, subordinado formal de Maur\u00edcio Lopes, que pilota a Embrapa Monitoramento por sat\u00e9lite, e o ex-diretor da BRF Marcos Jank. Miranda caiu nas gra\u00e7as da bancada ruralista durante o debate do C\u00f3digo Florestal no Congresso, quando produziu um <a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2009\/04\/29\/tese-polemica-sobre-a-disponibilidade-de-terras-para-ampliar-a-producao-de-alimentos-opoe-ruralistas-e-ambientalistas\/\">c\u00e1lculo amplamente contestado<\/a> segundo o qual a legisla\u00e7\u00e3o ambiental inviabilizava a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio ao retirar terras de produ\u00e7\u00e3o. Desde ent\u00e3o, semeia estat\u00edsticas parciais sobre as lindezas do agro brasileiro, municiando autoridades como o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.<\/p>\n<p>A escola de pensamento dessa patota postula que o \u00fanico problema do agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 de comunica\u00e7\u00e3o. O Brasil, raciocinam, divulga mal todo o esfor\u00e7o que faz pelo meio ambiente, e como resultado vira presa f\u00e1cil de \u201cdesinformados\u201d (o sujeito oculto da frase s\u00e3o ONGs ambientalistas). Fazia falta nesse time algu\u00e9m que n\u00e3o seja obviamente enviesado, caso de Maggi (um fazendeiro) e Jank (um alto-executivo da agroind\u00fastria), e que tenha boa reputa\u00e7\u00e3o no mundo acad\u00eamico. Maur\u00edcio Lopes, com seu Lattes inatac\u00e1vel, traz a p\u00e1tina chique de que o agropop precisava.<\/p>\n<p>Em seu artigo, o presidente da Embrapa come\u00e7a enunciando uma verdade: toda crian\u00e7a brasileira deveria aprender na escola que o Brasil ocupa no mundo o lugar duplo (e n\u00e3o necessariamente conflitante, acrescento) de pa\u00eds megadiverso e grande produtor de alimentos. \u00c9 preciso, sem d\u00favida, ampliar a compreens\u00e3o dos alunos sobre o papel do pa\u00eds na seguran\u00e7a alimentar e ambiental futura da humanidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 que a partir da\u00ed o texto vai ladeira abaixo. Segundo Lopes, \u201ch\u00e1 crescente dissemina\u00e7\u00e3o de pessimismo e mitos, que inflam os problemas e desqualificam os avan\u00e7os que o pa\u00eds alcan\u00e7ou na agricultura e na gest\u00e3o dos seus recursos naturais\u201d. Incrivelmente, ele mesmo dissemina na sequ\u00eancia n\u00e3o um, mais dois mitos sobre o agroneg\u00f3cio e o meio ambiente:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTodo brasileiro precisa saber que nosso pa\u00eds foi o \u00fanico capaz de construir uma ousada pol\u00edtica p\u00fablica, o C\u00f3digo Florestal, que tornou obrigat\u00f3ria a conserva\u00e7\u00e3o de florestas nativas e a prote\u00e7\u00e3o de nascentes e margens de rios nas propriedades privadas, o que perfaz 20.5% de toda a superf\u00edcie do pa\u00eds. E todo mestre precisa informar com orgulho aos seus jovens estudantes que o Brasil \u00e9, de longe, a maior pot\u00eancia ambiental do planeta, e que nenhum pa\u00eds chega perto da sua cobertura florestal nativa, que alcan\u00e7a nada menos que 66,3% do nosso imenso territ\u00f3rio, \u00edndice que chega a 80% na Amaz\u00f4nia.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>A vis\u00e3o de que o C\u00f3digo Florestal brasileiro \u00e9 uma jabuticaba \u00e9 um <em>boilerplate<\/em> do agropop. Mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. Na verdade, v\u00e1rios pa\u00edses t\u00eam legisla\u00e7\u00f5es regulando a prote\u00e7\u00e3o de florestas em \u00e1reas privadas, como mostrou <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/PageFiles\/352953\/academico3_portugues_baixa.pdf\">esta nota t\u00e9cnica<\/a> feita pelo Imazon e pelo Proforest sob encomenda do Greenpeace em 2011. Na Fran\u00e7a, por exemplo, convers\u00e3o acima de 4 hectares depende de autoriza\u00e7\u00e3o do governo. No Jap\u00e3o e no Reino Unido, florestas em \u00e1reas privadas n\u00e3o podem ser derrubadas. O C\u00f3digo Florestal brasileiro (que, lembremos, n\u00e3o \u00e9 de 2012, e sim de 1965, e n\u00e3o foi \u201cconstru\u00eddo\u201d, mas sim enfraquecido nesta d\u00e9cada pela bancada ruralista) tem, de fato, particularidades. Mas o Brasil tem particularidades: \u00e9 maior produtor agr\u00edcola na zona tropical. N\u00e3o se pode exigir aqui uma legisla\u00e7\u00e3o como a de pa\u00edses temperados cuja biodiversidade total n\u00e3o chega \u00e0 de um hectare de uma floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>A famosa cifra dos 66% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 outro dado que resiste mal ao escrut\u00ednio. Lopes deveria saber disso melhor do que ningu\u00e9m, pois morou num pa\u00eds que tem quase tanta floresta quando o Brasil, a Coreia do Sul (63% do territ\u00f3rio, segundo o Banco Mundial). Mas h\u00e1 outros: Su\u00e9cia (69%), Jap\u00e3o (68%), Gab\u00e3o (89%) e Suriname (98%), para citar apenas alguns. Por essa l\u00f3gica, ser\u00e1 que governantes japoneses v\u00e3o aos jornais se gabar de serem \u201ca maior pot\u00eancia ambiental do planeta?\u201d Acho que eles preferem vender videogames.<\/p>\n<p>Segue o presidente da Embrapa:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAcontece que a agricultura dita vil\u00e3, \u00e1vida consumidora de terras e da maioria das reservas h\u00eddricas, n\u00e3o existe no Brasil. Nosso pa\u00eds produz todas as suas lavouras e florestas plantadas em 10% do territ\u00f3rio e, apesar de detentor de 12% das reservas de \u00e1gua doce do planeta, sua produ\u00e7\u00e3o de alimentos depende prioritariamente de chuvas. A maioria das nossas fazendas toma emprestada da natureza a \u00e1gua da chuva, que iria aos rios e oceanos, e a devolve limpa, com a evapora\u00e7\u00e3o, transpira\u00e7\u00e3o e infiltra\u00e7\u00e3o no solo. O que deve preocupar a sociedade \u00e9 o impacto da urbaniza\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>O dado dos \u201c10% de lavoura\u201d \u00e9 um caso cl\u00e1ssico de <em>cherry-picking<\/em>, nome dado ao ato de pin\u00e7ar um n\u00famero parcial que favorece a tese de algu\u00e9m. De fato, a agricultura ocupa cerca de 8% do territ\u00f3rio brasileiro. Somando as florestas plantadas, chega-se provavelmente a 10%. Mas, ei, Maur\u00edcio, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 falando de \u201cprodu\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d? Cad\u00ea a pecu\u00e1ria na sua conta? Somando-se os cerca de 65 milh\u00f5es de hectares de agricultura e os 280 milh\u00f5es de pastagens, tem-se cerca de 33% do territ\u00f3rio nacional tomado pela &#8220;produ\u00e7\u00e3o de alimentos&#8221;. N\u00e3o \u00e9 muito nem pouco; \u00e9 a m\u00e9dia mundial. Um n\u00famero mais pr\u00f3ximo dos 38% chamados por Lopes de \u201cm\u00e9dia gen\u00e9rica\u201d e \u201cde fr\u00e1gil comprova\u00e7\u00e3o\u201d do que de 10%.<\/p>\n<p>Sobre \u00e1gua, antes de dizer que \u201cinexiste no Brasil\u201d a agricultura \u201cconsumidora da maioria das reservas h\u00eddricas\u201d, Lopes deveria dar uma espiada na <a href=\"http:\/\/www.snirh.gov.br\/portal\/snirh\/centrais-de-conteudos\/conjuntura-dos-recursos-hidricos\/relatorio-conjuntura-2017.pdf\">Conjuntura dos Recursos H\u00eddricos do Brasil<\/a>, cuja \u00faltima edi\u00e7\u00e3o foi publicada em 2017 pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas. O relat\u00f3rio p\u00f5e a irriga\u00e7\u00e3o como maior usu\u00e1rio de \u00e1gua do pa\u00eds, com 969 metros c\u00fabicos por segundo em 2016. \u00c9 mais do que a soma de todos os outros usos, excluindo a pecu\u00e1ria. \u00c9 fato que a maior parte das propriedades do pa\u00eds (que s\u00e3o da agricultura familiar) depende da chuva. Mas qu\u00e3o limpa essa \u00e1gua \u00e9 devolvida \u00e9 objeto de debate: como maior consumidor do mundo de agrot\u00f3xicos (n\u00e3o por perversidade, mas simplesmente pelo fato de sermos um grande pa\u00eds agr\u00edcola tropical, muito mais sujeito a pragas que EUA e China) e um dos maiores consumidores de fertilizantes, o Brasil tem \u00edndices altos de polui\u00e7\u00e3o por pesticidas e nitratos em algumas bacias. Um <a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/bitstream\/doc\/987245\/1\/Doc98.pdf\">estudo da pr\u00f3pria Embrapa<\/a> de 2014, por exemplo, detectou res\u00edduos de diversos agrot\u00f3xicos em medi\u00e7\u00f5es realizadas em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, embora tenha alertado para a escassez de monitoramento.<\/p>\n<p>Sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, Lopes parece espantosamente mal brifado:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cMudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 outro tema frequentemente usado para se criticar o Brasil de forma injusta. Nossos pesquisadores e produtores constroem hoje a pr\u00f3xima revolu\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria tropical, com sistemas integrados capazes de operar 365 dias por ano, ciclando lavouras, pecu\u00e1ria e floresta, em modelo in\u00e9dito de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de baixa emiss\u00e3o de carbono. O ministro Blairo Maggi apresentou, durante encontro de 70 ministros da agricultura ocorrido em Berlim, em janeiro de 2018, processo in\u00e9dito de produ\u00e7\u00e3o de &#8220;carne carbono neutro&#8221;, uma resposta concreta do Brasil \u00e0 cruzada global contra a pecu\u00e1ria bovina. O nosso pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 l\u00edder global no uso do plantio direto, da fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica do nitrog\u00eanio e dos sistemas integrados de produ\u00e7\u00e3o, tecnologias que nos colocam na vanguarda do desenvolvimento da agricultura de baixa emiss\u00e3o de carbono.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Vamos aos n\u00fameros. Mas antes um disclaimer: eu trabalho para a rede de organiza\u00e7\u00f5es que produz os dados, cuja <a href=\"http:\/\/seeg.eco.br\/metodologia\/\">metodologia \u00e9 aberta<\/a> e que s\u00e3o t\u00e3o s\u00f3lidos que s\u00e3o utilizados <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/B9780128121283000203\">at\u00e9 mesmo por pesquisadores do governo<\/a>. Em 2016, \u00faltimo ano para o qual h\u00e1 estimativa, o Brasil emitiu 2,278 bilh\u00f5es de toneladas de gases de efeito estufa (s\u00e9timo maior emissor do mundo). Desse total, 51% foram causados por desmatamento (para produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria ou especula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria para agropecu\u00e1ria) e 22% diretamente pela agropecu\u00e1ria (pelo consumo de fertilizantes e pelo metano do rebanho, o popular \u201carroto do boi\u201d). Portanto, 1,6 bilh\u00e3o de toneladas de gases de efeito estufa emitidos em 2016 est\u00e3o na conta do agro. \u00c9 mais do que tudo o que o Jap\u00e3o emite em um ano.<\/p>\n<p>Dito isso, esses n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o uma senten\u00e7a. Zerar o desmatamento e produzir nas terras j\u00e1 abertas \u00e9 poss\u00edvel, desej\u00e1vel e <a href=\"http:\/\/escolhas.org\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Escolhas-Sum%C3%A1rio-Desmatamento-Zero-duplas.pdf\">barato<\/a>. E h\u00e1 <a href=\"http:\/\/www.imaflora.org\/download-form.php?id=588\">vasta literatura<\/a> cient\u00edfica mostrando que \u00e9 poss\u00edvel <a href=\"http:\/\/observatorioabc.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Sumario_ABC_Relatorio5_GRAFICA-2.pdf\">produzir carne sequestrando carbono<\/a>, ao recuperar pastagens degradadas. S\u00f3 que para isso \u00e9 preciso investimento. E, em que pese o marketing da carne \u201ccarbono zero\u201d do ministro Maggi, neste momento ela ainda \u00e9 uma esp\u00e9cie de <em>clean coal<\/em> brasileiro: os investimentos no programa de agricultura de baixo carbono n\u00e3o chegam a 2% do Plano Safra. No ritmo atual, o Brasil n\u00e3o cumprir\u00e1 nenhuma de suas metas de recupera\u00e7\u00e3o de pastagens.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio Lopes continua sendo um cientista com C mai\u00fasculo, e sorte da Embrapa ter um presidente assim. Mas, em nome do pr\u00f3prio curr\u00edculo, deveria pensar melhor antes de pular no carro de boi conduzido por seu chefe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; CONHECI MAUR\u00cdCIO LOPES EM 2012, enquanto preparava uma reportagem sobre a crise do etanol brasileiro e formas de sair dela. O rec\u00e9m-assumido presidente da Embrapa me recebeu em seu gabinete para uma conversa longa. 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