{"id":2014,"date":"2020-05-19T14:00:38","date_gmt":"2020-05-19T17:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/?p=2014"},"modified":"2020-05-19T19:19:04","modified_gmt":"2020-05-19T22:19:04","slug":"declinio-rapido-da-oliveira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2020\/05\/19\/declinio-rapido-da-oliveira\/","title":{"rendered":"Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira e da Confian\u00e7a na Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>Como falamos no texto anterior, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2020\/05\/01\/quarentena-plantas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">as plantas tamb\u00e9m sofrem com epidemias<\/a> e algumas causam preju\u00edzos imensos, como \u00e9 o caso da doen\u00e7a conhecida como Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira, ou OQDS em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela vem causando grandes problemas e preocupa\u00e7\u00f5es em diversos pa\u00edses produtores de oliveiras h\u00e1 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>In\u00edcio da epidemia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2008, no sul da It\u00e1lia, especificamente na regi\u00e3o de Ap\u00falia, produtores observaram em algumas \u00e1rvores de oliveira sintomas como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>folhas murchas<\/li><li>amareladas<\/li><li>dessecamento foliar progressivo<\/li><li>morte de ramos inteiros<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os sintomas foram associados \u00e0 doen\u00e7as causadas por microrganismos j\u00e1 conhecidas nas culturas de oliveira, como a <a href=\"https:\/\/portalsyngenta.com.br\/noticias-do-campo\/antracnose-dicas-para-prevenir-a-doenca-e-evitar-perdas-na-soja\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">antracnose<\/a>. Por\u00e9m, as oliveiras come\u00e7aram a declinar rapidamente e morrer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio foram observados pequenos focos da doen\u00e7a, mas em 2013 j\u00e1 havia matado mais de 1 milh\u00e3o de \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A descoberta de uma bact\u00e9ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Cientistas associaram os sintomas a diversas causas como fungos, mariposas, parasitas e at\u00e9 mesmo falta de nutrientes, mas acabaram concluindo que a bact\u00e9ria <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=B56kq-Jn0OI\" target=\"_blank\"><em>Xylella fastidiosa<\/em><\/a><em> <\/em>(<em>X. fastidiosa<\/em>), antes identificada apenas no continente americano, estava presente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/SpKNHf-kqe92z9x6b6MVBRFPbjAvRKMuIwv9cFz-p2HiTTwk-L_t58JPmeftk3usyKnb7JMzjK8hm48MEwLKx_hipGPbvrAvCZv19PcrNhAXD7rUG9i5u60Wg-ammj07DYOoVDw\" alt=\"Galho de uma \u00e1rvore de oliveira seco, atacado pela bact\u00e9ria\" \/><figcaption>Imagem de <a href=\"https:\/\/gd.eppo.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/gd.eppo.int\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A <em>Xylella fastidiosa<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Anteriormente falamos sobre a <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2017\/11\/28\/falaqueeuteentendo\/\" target=\"_blank\">Clorose Variegada dos Citros<\/a>, doen\u00e7a de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica na citricultura, e que tamb\u00e9m \u00e9 causada pela bact\u00e9ria <em>Xylella fastidiosa<\/em>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>X. fastidiosa<\/em> se multiplica nos vasos do xilema e pode interromper o fluxo de \u00e1gua para o resto da planta. Sua transmiss\u00e3o \u00e9 atrav\u00e9s de vetores conhecidos popularmente como <a href=\"https:\/\/blog.aegro.com.br\/cigarrinha-das-pastagens\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cigarrinhas<\/a> que, ao se alimentarem de plantas previamente infectadas por <em>X. fastidiosa<\/em>, passam a transmiti-la para outras plantas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/6BTfQGClSJqfYUFMWzeMHRur4zwXUQj8GBi66NUaaYAlXtZ0D3KVglejxbvAj5qXkR5jXFeoDa39kVHzSkN5t6HjgKEpfEORDAEGe32QKmEICMYjQl8JfPaL9QK4pC0K071bE80\" alt=\"\" \/><figcaption>A cigarrinha<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em teoria, todo inseto que se alimenta dos vasos dos xilemas de plantas s\u00e3o poss\u00edveis vetores dessa bact\u00e9ria. Al\u00e9m disso, esses insetos se alimentam de diversos tipos de plantas, o que explica a transmiss\u00e3o da bact\u00e9ria para diferentes culturas como plantas de caf\u00e9, ameixa, am\u00eandoa, laranja, entre muitas outras que podem hospedar a bact\u00e9ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sintomas nas plantas e a cura<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A maioria das plantas n\u00e3o apresentam sintomas, mas em culturas como a das oliveiras, a <em>X. fastidiosa<\/em> pode causar danos inimagin\u00e1veis, como aconteceu na It\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>At\u00e9 o momento n\u00e3o existe cura para doen\u00e7as causadas por essa bact\u00e9ria, apenas medidas de manejo para evitar sua dissemina\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Origem do Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><em>X. fastidiosa<\/em> \u00e9 uma <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2020\/05\/01\/quarentena-plantas\/\">bact\u00e9ria quarenten\u00e1ria<\/a> e faz parte da lista de fitopat\u00f3genos da Organiza\u00e7\u00e3o Europ\u00e9ia e Mediterr\u00e2nea de Prote\u00e7\u00e3o Vegetal (EPPO), ou seja, ao menor risco de contamina\u00e7\u00e3o, as plantas s\u00e3o colocadas em quarentena para elimina\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acredita-se que a bact\u00e9ria tenha sido levada at\u00e9 a It\u00e1lia atrav\u00e9s de plantas ornamentais vindas da Am\u00e9rica Central.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Isto foi determinado porqu\u00ea<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2017\/05\/30\/e-tudo-culpa-da-evolucao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> sequ\u00eancias de DNA da bact\u00e9ria<\/a> identificada na It\u00e1lia eram muito similares \u00e0s observadas na Costa Rica, grande exportadora de plantas ornamentais para a Europa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/iT3FPQDkZzU81eXFniP7SkmNHy-cZEz56Zbj8wbdEv4j6oBe9QmV9WGJheava39_YOvcbqod0kRrubQfkAV4_xRqslLDgymhk6NL8PIPRctusjlhQ5cfm5aUppvPO7Y7CDNg2oI\" alt=\"Campo com \u00e1rvores que sofreram com o OQDS (Decl\u00ednio R\u00e1pido das Oliveiras)\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estado de Emerg\u00eancia<\/strong> na It\u00e1lia<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2013, quando foram revelados os primeiros estudos relacionando o Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira com a presen\u00e7a da bact\u00e9ria <em>X. fastidiosa<\/em>, a regi\u00e3o de Ap\u00falia decretou medidas de emerg\u00eancia para preven\u00e7\u00e3o, controle e erradica\u00e7\u00e3o de <em>X. fastidiosa<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, devido a r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a pela regi\u00e3o, no in\u00edcio de 2015 foi declarado estado de emerg\u00eancia. Essa foi a primeira vez que a It\u00e1lia decretou devido \u00e0 uma doen\u00e7a de planta, e para evitar que a bact\u00e9ria atingisse outros pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/Fw6VTsqJwkaenjOVaSITwdwHnHWbRPrMJ3VpoEP-yAy6kOBSAtCXlIDFkWaCIMetSCXSgpPvXaT80tZOSb20-eGulfvOtdavfcGsguLP3-urmfMXD7uBTwjBnRzsATjMutDtQGY\" alt=\"Campo com \u00e1rvores ca\u00eddas, que foram cortadas para conter o avan\u00e7o da bact\u00e9ria X. fastidiosa\" \/><figcaption><a href=\"https:\/\/bari.repubblica.it\/cronaca\/2015\/11\/26\/foto\/ulivi_la_fotografia_svela_la_morte_dei_giganti_del_salento-128238403\/1\/#6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Imagem de bari.repubblica.it<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No entanto, medidas como erradica\u00e7\u00e3o de plantas doentes e uso de inseticidas para reduzir a popula\u00e7\u00e3o de insetos vetores foram vistas como muito extremas por algumas pessoas, j\u00e1 que a regi\u00e3o italiana \u00e9 conhecida pelas paisagens formadas pelas oliveiras, incluindo \u00e1rvores centen\u00e1rias, que tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pelo sustento de muitos produtores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a doen\u00e7a estava amplamente disseminada pela regi\u00e3o, com mais de um milh\u00e3o de \u00e1rvores apenas na prov\u00edncia de Lecce, podemos imaginar que os poss\u00edveis danos na paisagem, ecossistema, economia local seriam enormes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Falsas not\u00edcias sobre a bact\u00e9ria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora durante todos esses anos grupos de cientistas tenham mostrado a associa\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria com a doen\u00e7a, um outro grupo, este de opositores indignados com as medidas de erradica\u00e7\u00e3o e com o controle da dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e suas poss\u00edveis consequ\u00eancias, duvidam dos estudos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas (as fake news) foi mais r\u00e1pida que a da pr\u00f3pria bact\u00e9ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mentiras espalhadas est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><em>X. fastidiosa<\/em> n\u00e3o \u00e9 a respons\u00e1vel pela doen\u00e7a e sim algum fungo;<\/li><li>Pol\u00edticos e multinacionais estariam envolvidos na dissemina\u00e7\u00e3o proposital da bact\u00e9ria para poderem usar terras dos pomares de oliveira com monoculturas mais lucrativas;<\/li><li>At\u00e9 mesmo os cientistas que investigavam este assunto foram criminalmente acusados de espalhar a doen\u00e7a (eles foram absolvidos em 2019);<\/li><li>Outros questionam o motivo de os cientistas e governantes n\u00e3o divulgarem os \u201crem\u00e9dios\u201d para a OQDS, argumentando que j\u00e1 que existem estudos, deveria existir um rem\u00e9dio. Por\u00e9m os estudos de rem\u00e9dios ainda s\u00e3o iniciais ou sem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mostrando sua efic\u00e1cia.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que, por mais que os cientistas realizem e invistam em diversos estudos provando cientificamente o causador dos sintomas da doen\u00e7a, este grupo sempre preferiu acreditar no que lhe parece mais acolhedor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Parece que estou falando da <a href=\"https:\/\/www.paho.org\/bra\/covid19\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pandemia de coronav\u00edrus<\/a>, n\u00e3o \u00e9? Mas n\u00e3o&#8230; Ainda estamos falando do Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/ZVpUW9ewXvFv98bQKFy07Uzoq74wY0mGeB1h2Vm29AYk_oY4R1se_0DdyJEBsFRJrHpPfbyUvse1IpTH3m1XC9y4CSzzfiduKXIXsDd442Ku8AhGctasZBZ69EUXzMz3VSkUuXg\" alt=\"Charge com duas pessoas. Uma fala para a outra &quot;mas 2500 cientistas falaram isso&quot;, a outra responde &quot;eu n\u00e3o gosto de opini\u00f5es&quot;.\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A preven\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Assim como na atual pandemia de coronav\u00edrus, o compartilhamento de not\u00edcias falsas ainda atrapalha a luta contra esta doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manter plantas infectadas no pomar e n\u00e3o realizar o manejo necess\u00e1rio, aumenta a possibilidade de vetores adquirirem a bact\u00e9ria e de contaminarem outras plantas sadias.<\/strong> Desacreditar na doen\u00e7a pode causar perdas muito maiores em todas as propriedades visitadas pelo inseto que carrega a bact\u00e9ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>X. fastidiosa<\/em> no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2016, oliveiras infectadas por <em>X. fastidiosa<\/em> foram identificadas em um pequeno n\u00famero de plantas em um total consider\u00e1vel de pomares, em pelo menos 3 estados produtores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, medidas importantes de preven\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a foram adotadas pelos produtores, como a aquisi\u00e7\u00e3o de mudas certificadas, controle do vetor, poda de ramos sintom\u00e1ticos e erradica\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores em que a doen\u00e7a esteja mais desenvolvida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tomar medidas preventivas reduz muito as chances de acontecer a epidemia que aconteceu na It\u00e1lia.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Europa, por outro lado, a bact\u00e9ria que causou o Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira j\u00e1 \u00e9 encontrada em outros pa\u00edses como Espanha, Fran\u00e7a, Portugal, Gr\u00e9cia e estima-se que esteja presente em 17% das \u00e1reas produtoras da It\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/zfa8-dpnbkqZtfC9tNAE9G216wQzlj6dzNqIB_S-tfQY75dTHzl-PlxSs_IOYGkW8Sf2oMjCB_IO049Nvq_L9FAHJDaBO8l4GuFlbP3TzQPf6BQTG9oNNT2tYiJlGmfTxIbPUmY\" alt=\"Mapa que mostra onde a bact\u00e9ria Xylella Fastidiosa, que causou o Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira na It\u00e1lia, foi encontrada\" \/><figcaption><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/gd.eppo.int\/taxon\/XYLEFA\/distribution\" target=\"_blank\">Mapa de distribui\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria <em>Xylella fastidiosa<\/em> pelo mundo<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Entenda que n\u00e3o acreditar nas propostas e solu\u00e7\u00f5es apresentadas pela ci\u00eancia tem seu pre\u00e7o, n\u00e3o importa a situa\u00e7\u00e3o.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que estamos vendo acontecer com o coronav\u00edrus, as oliveiras sofreram (e ainda sofrem) fortemente porque medidas sanit\u00e1rias mais vigorosas n\u00e3o foram tomadas rapidamente. A dissemina\u00e7\u00e3o de falsas not\u00edcias e falas mentirosas sobre a doen\u00e7as tamb\u00e9m faz v\u00edtimas entre as plantas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e1gela Gomes Safady \u00e9 biotecnologista e mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal e Bioprocessos pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos. Em seu trabalho de mestrado estudou a distribui\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria <em>Xylella fastidiosa<\/em> e suas poss\u00edveis rotas migrat\u00f3rias em olivais no sudeste brasileiro. O estudo fez parte do projeto XF-actors que contribui com as pesquisas com a doen\u00e7a na Europa.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como falamos no texto anterior, as plantas tamb\u00e9m sofrem com epidemias e algumas causam preju\u00edzos imensos, como \u00e9 o caso da doen\u00e7a conhecida como Decl\u00ednio R\u00e1pido da Oliveira, ou OQDS em ingl\u00eas. 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