{"id":2232,"date":"2020-11-24T22:34:01","date_gmt":"2020-11-25T01:34:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/?p=2232"},"modified":"2020-11-26T10:10:55","modified_gmt":"2020-11-26T13:10:55","slug":"o-que-sao-suculentas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2020\/11\/24\/o-que-sao-suculentas\/","title":{"rendered":"O segredo das suculentas"},"content":{"rendered":"\n<p>Suculentas \u2014 ah, as suculentas! \u2014 Elas s\u00e3o o del\u00edrio febril dos colecionadores de plantas, e a alegria dos vendedores de Garden Centers.<\/p>\n\n\n\n<p>Com seus formatos peculiares, geom\u00e9tricos e at\u00e9 cerebrais, encantam admiradores em todo o globo. Apesar de o cultivo desse tipo de planta ser muito antigo, recentemente elas ganharam destaque porque s\u00e3o, em sua maioria, plantas pequenas e pouco exigentes, o que <strong>as tornam ideais para varandas e janelas ensolaradas<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Com tanta diversidade de cores e formas \u00e9 muito comum a gente se perguntar: <strong>afinal o que faz uma planta ser considerada suculenta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 uma suculenta?<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cSuculenta\u201d \u00e9 um termo generalista e n\u00e3o uma categoria taxon\u00f4mica utilizada na bot\u00e2nica. <\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma denomina\u00e7\u00e3o para plantas que t\u00eam a capacidade de acumular \u00e1gua em alguma parte do seu corpo (caule, folhas ou ra\u00edzes). <\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, a primeira imagem que nos vem a cabe\u00e7a quando falamos de suculentas \u00e9 das folhas carnosas e rechonchudas das Echeverias, ou os caules redondos e grossos dos cactos. <\/p>\n\n\n\n<p>Os mais curiosos e atentos ainda podem se lembrar das ra\u00edzes das rosas-do-deserto (<em>Adenium obesum<\/em>) e das Zamioculcas, que apesar de serem plantas de sombra, tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas suculentas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-medium is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6590-300x200.jpg\" alt=\"Suculentas\" class=\"wp-image-2234\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6590-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6590-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6590-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6590-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6590-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption>Fenestraria aurantiaca | Foto: F\u00e1bio Raya<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Plantas de deserto?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito comum associarmos sucul\u00eancia com plantas de deserto, porque essa caracter\u00edstica \u00e9 muito difundida em regi\u00f5es que tem regime de chuva irregular. <\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a sucul\u00eancia pode aparecer em diferentes ambientes! <\/p>\n\n\n\n<p>Um bel\u00edssimo exemplo disso s\u00e3o os cactos epif\u00edticos da mata atl\u00e2ntica, como <em>Rhipsalis<\/em>, que habita as copas das \u00e1rvores do sudeste do Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>Pode parecer estranho, mas mesmo em florestas \u00famidas, as copas das \u00e1rvores podem ser ambientes secos, j\u00e1 que as ep\u00edfitas n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua retida no solo. Assim, elas podem usar estrat\u00e9gias muito semelhantes \u00e0s encontradas nos desertos para tentar capturar e estocar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos muitos casos assim na bot\u00e2nica, desde modifica\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas, como a pr\u00f3pria sucul\u00eancia, at\u00e9 mudan\u00e7as no metabolismo. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6380-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2235\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6380-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6380-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6380-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6380-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6380-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption>Lithops lesliei subsp. lesliei | Foto: F\u00e1bio Raya<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por exemplo, voc\u00eas sabiam que as delicadas orqu\u00eddeas t\u00eam o mesmo metabolismo que os gigantescos mandacarus? Ambas as plantas fazem fotoss\u00edntese CAM, que utiliza at\u00e9 80% menos \u00e1gua. <strong>A sucul\u00eancia \u00e9, portanto, uma quest\u00e3o muito atrelada ao microclima e geralmente est\u00e1 associada a falta de \u00e1gua.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dicas de cultivo de suculentas<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das suculentas serem muito diferentes entre si, n\u00f3s preparamos algumas dicas de cultivo para voc\u00ea dominar a arte de \u201csuculentar\u201d, e ter belas plantas \u2014 para deixar todos os seus amigos no Instagram com inveja.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar com aquele vasinho lindo em casa, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>1. Encontre um local ideal para o desenvolvimento de suas plantinhas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Suculentas adoram a ilumina\u00e7\u00e3o solar, ent\u00e3o se voc\u00ea planejava deixar essas belezinhas sobre a mesa do escrit\u00f3rio ou na estante sem ilumina\u00e7\u00e3o solar direta repense sua estrat\u00e9gia. <\/p>\n\n\n\n<p>Essas plantas necessitam de pelo menos algumas horas de sol direto, ent\u00e3o procure deix\u00e1-las em locais que forne\u00e7am essa condi\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio ela poder\u00e1 sofrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma maneira de saber se sua planta est\u00e1 em um bom local \u00e9 acompanhar o crescimento. As echeverias, por exemplo, perdem o formato de roseta e crescem verticalmente, ficando parecidas com mini \u00e1rvores. Este \u00e9 um processo chamado de estiolamento, causado pela falta de luz. <\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto se sua plantinha j\u00e1 estiver parecendo uma \u00e1rvore de natal, o que voc\u00ea pode fazer? <\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o correr o risco que queimar sua suculenta, voc\u00ea deve expor o vasinho ao sol gradativamente. Comece colocando o vaso, durante a manh\u00e3, sob sol direto, por 2-3 horas. Depois, tente aumentar este tempo, um pouquinho por semana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6828-683x1024.jpg\" alt=\"Suculenta\" class=\"wp-image-2236\" width=\"241\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6828-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6828-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6828-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 241px) 100vw, 241px\" \/><figcaption>Copiapoa calderana | Foto: F\u00e1bio Raya<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2. <strong>Quando e como regar as suculentas<\/strong><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As suculentas gostam de \u00e1gua? Sim, assim como todo ser vivo, o que elas n\u00e3o toleram \u00e9 solo encharcado e n\u00e3o drenado. A dica \u00e9 regar quando a terra estiver seca. <\/p>\n\n\n\n<p>Vasos com furos s\u00e3o muito importantes para garantir uma boa drenagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra dica \u00e9 misturar 1\/3 de areia lavada com o substrato ou terra vegetal. Assim, a \u00e1gua n\u00e3o acumula e voc\u00ea evita o encharcamento do solo. <\/p>\n\n\n\n<p>Para saber se a suculenta est\u00e1 bem hidratadam aperte a folha entre o polegar e o indicador: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>se ela estiver firme \u00e9 porque a rega est\u00e1 certa;<\/li><li>se a folha estiver murcha\/mole pode regar com maiores frequ\u00eancias.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>3. Processo de aduba\u00e7\u00e3o<\/strong> e poda<\/h3>\n\n\n\n<p>No outono e na primavera as plantas tendem a crescer, ent\u00e3o \u00e9 uma boa hora para fornecer aduba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem no mercado formula\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para cactos e suculentas, mas geralmente um replantio com adi\u00e7\u00e3o de terra vegetal, passando para um vaso maior, s\u00e3o suficientes para garantir o bom desenvolvimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O bom desenvolvimento \u00e9 tamb\u00e9m garantido com boas podas! <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, essas plantas podem e devem ser podadas. As suculentas em forma de roseta muitas vezes ficam com o caule alongado e a roseta apenas na ponta do caule. Quando isso ocorrer, basta cortar aproximadamente 3 cm abaixo da roseta e colocar em um novo vaso para que ela enra\u00edze.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Suculentas s\u00e3o especiais<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe uma receita \u00fanica para todas as suculentas, pois cada uma tem suas especificidades. <\/p>\n\n\n\n<p>A gra\u00e7a do cultivo \u00e9 ir descobrindo o que cada plantinha da sua varanda prefere. <\/p>\n\n\n\n<p>O cultivo \u00e9 justamente essa descoberta, portanto n\u00e3o desista se acontecer de algumas plantas partirem dessa para uma melhor, persista e entre nesse maravilho mundo de aprendizados. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3timo cultivo!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Autores<\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p><strong>Luciano Delmondes de Alencar M.Sc<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agroec\u00f3logo, mestre em gen\u00e9tica, melhoramento vegetal e biotecnologia e doutorando em gen\u00e9tica e biologia molecular. Atualmente \u00e9 servidor p\u00fablico federal no IFSP e coordena a SmartBiofactory: uma biof\u00e1brica inteligente. \u00c9 um colecionador entusiasta de cactos e outras suculentas, seu projeto de doutorado busca compreender a evolu\u00e7\u00e3o de um g\u00eanero de cactos end\u00eamicos do Brasil atrav\u00e9s de biologia molecular.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>F\u00e1bio Trigo Raya, M.Sc.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Biotecnologista, geneticista e empreendedor. Apaixonado por plantas de deserto e especialista em biotecnologia vegetal. Atua principalmente com melhoramento gen\u00e9tico visando resist\u00eancia a estresses abi\u00f3ticos, bioeconomia, produ\u00e7\u00e3o de biorrenov\u00e1veis no semi\u00e1rido e desenvolvimento de produtos biotecnol\u00f3gicos. \u00c9 co-fundador da ECRA Biotec onde colabora com projetos de P&amp;D e produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que s\u00e3o as suculentas? Como s\u00e3o cultivadas? O que bebem e qual adubo usar? Confira tudo aqui.<\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":2233,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[162],"tags":[],"class_list":["post-2232","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-plantas"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2020\/11\/IMG_6892-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2232"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2232\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2244,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2232\/revisions\/2244"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}