{"id":2584,"date":"2023-03-16T11:27:57","date_gmt":"2023-03-16T14:27:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/?p=2584"},"modified":"2025-07-29T15:42:39","modified_gmt":"2025-07-29T18:42:39","slug":"mudancas-climaticas-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2023\/03\/16\/mudancas-climaticas-do-futuro\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea est\u00e1 pronto para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do futuro?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O <em>16 de mar\u00e7o \u00e9 o Dia Nacional para Conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas. O Descascando a Ci\u00eancia preparou um material cheio de informa\u00e7\u00e3o sobre o tema.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">As <strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> s\u00e3o um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade atualmente, com graves consequ\u00eancias para o meio ambiente e sociedade. Ondas de calor e frio extremos, secas e inunda\u00e7\u00f5es devastadoras j\u00e1 est\u00e3o afetando milhares de pessoas em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas impactam na vida das pessoas?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">No Brasil, o ano de 2023 come\u00e7ou com chuvas intensas e temperaturas elevadas na regi\u00e3o Norte, Centro-Oeste e Sudeste. O Rio Grande do Sul enfrenta um longo per\u00edodo de seca \u2013 <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/seca-do-rio-grande-do-sul-e-a-maior-dos-ultimos-70-anos-diz-agrometeorologista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00e1 \u00e9 considerada a maior dos \u00faltimos 70 anos<\/a>. O volume de chuva que caiu no Litoral Norte de S\u00e3o Paulo, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/vale-do-paraiba-regiao\/noticia\/2023\/02\/26\/temporal-devastador-no-litoral-norte-de-sp-completa-uma-semana-veja-resumo-da-tragedia.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e que levou a uma trag\u00e9dia na regi\u00e3o<\/a>, foi o <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/vale-do-paraiba-regiao\/noticia\/2023\/02\/20\/chuva-que-caiu-em-24-horas-no-litoral-norte-foi-o-maior-registro-da-historia-diz-governo-de-sao-paulo.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">maior registrado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Dados <a href=\"https:\/\/climate.copernicus.eu\/copernicus-antarctic-sea-ice-extent-reaches-all-time-minimum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Servi\u00e7o de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Copernicus<\/a> mostram que a Europa est\u00e1 passando pelo segundo inverno mais quente j\u00e1 registrado e as altas temperaturas coincidem com uma surpreendente falta de chuva. Nos Estados Unidos e Canad\u00e1 um evento clim\u00e1tico extremo colocou os pa\u00edses em alerta m\u00e1xima devido a possibilidade de nevascas com ventos muito fortes, chuva e temperatura congelantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Eventos clim\u00e1ticos extremos como esses, est\u00e3o cada vez mais recorrentes em todo o mundo. Mesmo com o cumprimento do <a href=\"https:\/\/cebds.org\/o-que-e-o-acordo-de-paris\/#.ZBIi9nbMK5c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acordo de Paris<\/a> \u2013 <em>do qual estamos longe<\/em> \u2013 desastres naturais devem continuar frequentes. O motivo? <em>O Planeta Terra j\u00e1 est\u00e1 1,1 \u00b0C mais quente<\/em> <em>em compara\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-Revolu\u00e7\u00e3o-Industrial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Por isso, a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o tema \u00e9 importante. Pode auxiliar na preven\u00e7\u00e3o de futuros eventos clim\u00e1ticos e no enfrentamento do aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o uma consequ\u00eancia direta das atividades humanas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para entendermos o papel dos seres humanos nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, uma breve hist\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial a produ\u00e7\u00e3o em larga escala e a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis passou a ser cada vez maior e mais comum. Com isso houve o aumento nas emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (GEE), como di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>) e o metano (CH<sub>4<\/sub>). Foi s\u00f3 na d\u00e9cada de 1960 que os cientistas come\u00e7aram a identificar que o aumento das emiss\u00f5es de GEE poderia ter consequ\u00eancias negativas para o clima e para o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em 1988, foi criado o <a href=\"https:\/\/antigo.mctic.gov.br\/mctic\/opencms\/ciencia\/SEPED\/clima\/ciencia_do_clima\/painel_intergovernamental_sobre_mudanca_do_clima.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas<\/a> (IPCC), que re\u00fane cientistas de todo o mundo para estudar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Os pesquisadores passaram a reunir provas de que os GEE permaneciam na atmosfera por um longo per\u00edodo e quanto maior o ac\u00famulo desses gases, maior era a reten\u00e7\u00e3o de calor na Terra. Criando o que chamamos de efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><em>Para voc\u00ea ter uma ideia, as emiss\u00f5es globais de CO<sub>2<\/sub> aumentaram de 2 bilh\u00f5es de toneladas em 1900 para 6 bilh\u00f5es de toneladas em 1950, chegando a cerca de 25 bilh\u00f5es de toneladas no ano 2000 e atingindo 37 bilh\u00f5es de toneladas em 2022. Esse \u00e9 o impacto da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial na atmosfera da Terra.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Os cientistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que o efeito estufa \u00e9 respons\u00e1vel pelo aumento significativo da temperatura m\u00e9dia global, resultando em um desequil\u00edbrio do clima \u2013 derretimento das geleiras, altera\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de ventos, das massas de ar (frias e quentes) e das correntes oce\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM) indicam que <a href=\"https:\/\/news.un.org\/pt\/story\/2023\/01\/1807962\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os \u00faltimos 8 anos (2015 a 2022) foram os anos mais quentes do Holoceno<\/a> (\u00faltimos 12 mil anos).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em outras palavras:&nbsp; A seca no RS e o volume de chuva no Litoral Norte Paulista s\u00e3o um reflexo do desequil\u00edbrio do clima ocasionado pelo ac\u00famulo de GEE produzidos desde Revolu\u00e7\u00e3o Industrial em n\u00edveis sem precedentes na hist\u00f3ria do planeta \u2013 <em>Para mencionar apenas dois exemplos de eventos clim\u00e1ticos extremos que aconteceram nos \u00faltimos 30 dias.<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2023\/03\/cornfield-g23210e9e8_1280-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2586\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2023\/03\/cornfield-g23210e9e8_1280-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2023\/03\/cornfield-g23210e9e8_1280-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2023\/03\/cornfield-g23210e9e8_1280-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2023\/03\/cornfield-g23210e9e8_1280.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Planta\u00e7\u00e3o de milho em solo seco<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, os cientistas tem trabalhado pela conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do perigo dos GEE e da import\u00e2ncia em adotar medidas urgentes para redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es desses gases.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Mas se o planeta est\u00e1 esquentando, por que ainda existem ondas de frio t\u00e3o fortes?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O impacto do aquecimento global n\u00e3o significa apenas ondas de calor, mas sim desequil\u00edbrio nas din\u00e2micas do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">De fato, o Centro-Sul do Brasil, tem sido afetado com mais frequ\u00eancia por massas de ar polares que derrubam as temperaturas para abaixo de 5 \u00b0C.&nbsp; Isso confunde muita gente. A causa desses eventos clim\u00e1ticos \u00e9 a mudan\u00e7a nas massas de ar da atmosfera, que leva mais ar quente para o \u00c1rtico e traz o ar frio para o continente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Por exemplo, o calor fora do comum no Brasil interfere no sistema de trocas de massas de ar, enviando mais ar quente para a Ant\u00e1rtida e, como consequ\u00eancia, abrindo espa\u00e7o para a chegada de ar frio \u2013 \u00c9 como se fosse uma busca por equil\u00edbrio entre as diferentes massas de ar na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Com a temperatura m\u00e9dia do planeta aumentando, esses sistemas ficam mais intensos, buscando equil\u00edbrio mais rapidamente. O resultado? Ventos mais fortes, tempestades e ondas de frio onde antes n\u00e3o tinha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">No futuro as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem levar ao fim das praias do Rio de Janeiro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O aquecimento global tamb\u00e9m est\u00e1 acelerando o descongelamento da Ant\u00e1rtida. Cientistas do Centro Nacional de Gelo e Neve dos Estados Unidos (NSIDC) registraram, em 2022, o menor n\u00edvel de cobertura de gelo marinho na regi\u00e3o. As medi\u00e7\u00f5es por sat\u00e9lite acontecem desde 1979.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O degelo na Ant\u00e1rtida deve impactar a vida das pessoas fortemente, principalmente por dois motivos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\" wp-block-list eplus-wrapper\">\n<li class=\" eplus-wrapper\">Grandes extens\u00f5es de gelo s\u00e3o capazes de refletir para o espa\u00e7o a energia solar. A convers\u00e3o desse gelo em \u00e1gua nos oceanos aumenta a absor\u00e7\u00e3o de calor, o que contribui para o aquecimento global e mais descongelamento na regi\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">O descongelamento da Ant\u00e1rtida aumenta o volume de \u00e1gua marinha e tem potencial para elevar o n\u00edvel global dos oceanos em mais de um metro. Combinar a eleva\u00e7\u00e3o dos mares com a atual eros\u00e3o costeira \u00e9 a equa\u00e7\u00e3o perfeita para devasta\u00e7\u00e3o das praias da maioria das cidades do planeta.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Desde 2016 as praias do Rio de Janeiro est\u00e3o sofrendo com desabamentos de grandes e pequenas estruturas devido a ressacas cada vez mais fortes. S\u00e3o ciclovias, helipontos e casas destru\u00eddas e Avenidas sendo cobertas por inunda\u00e7\u00f5es. Em 2023 j\u00e1 tivemos a trag\u00e9dia no Litoral Norte Paulista, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 afetam direta ou indiretamente a vida de todas as pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">N\u00e3o estamos preparados para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que est\u00e3o por vir, a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o assunto \u00e9 crucial. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel adotar medidas efetivas para redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de GEE (mitiga\u00e7\u00e3o), encontrar solu\u00e7\u00f5es para \u00e1reas que j\u00e1 est\u00e3o em risco (adapta\u00e7\u00e3o) e prevenir uma crise ainda mais grave no futuro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading has-medium-font-size eplus-wrapper\">Sobre o autor:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Dr. Paulo Jos\u00e9 Camargo Dos Santos:<\/strong>&nbsp;Bi\u00f3logo, pesquisador, mestre em microbiologia e doutor em biologia molecular. Atualmente trabalha como criador de conte\u00fado voltado para agricultura e divulgador cient\u00edfico no Descascando a Ci\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Principais fontes:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Blackport, R., <em>et al. <\/em>Minimal influence of reduced Arctic sea ice on coincident cold winters in mid-latitudes. Nature Climate Change, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Instituto Nacional de Meteorologia. <a href=\"https:\/\/portal.inmet.gov.br\/noticias\/eventos-extremos-chuvas-intensas-e-temperaturas-elevadas-marcaram-janeiro-de-2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eventos extremos: Chuvas intensas e temperaturas elevadas marcaram janeiro de 2023<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">IPCC. Summary for Policymakers. In: Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">IPCC. Summary for Policymakers In: Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribution of Working Group II to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Nasa. Global climate change. Dispon\u00edvel em: Climate.nasa.gov. Acesso em 15\/03\/2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Projeto colabora. O recorde de degelo da Ant\u00e1rtida e o fim das praias do Rio de Janeiro. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods13\/o-recorde-de-degelo-da-antartida-e-o-fim-das-praias-do-rio-de-janeiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods13\/o-recorde-de-degelo-da-antartida-e-o-fim-das-praias-do-rio-de-janeiro\/<\/a>. Acesso: 15\/03\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Tierney, J. E., et al. Glacial cooling and climate sensitivity revisited. Nature, 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade atualmente, com graves consequ\u00eancias para o meio ambiente e sociedade. <\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":2589,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[162,178],"tags":[192,191,22],"class_list":["post-2584","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-plantas","category-ambiental","tag-clima","tag-meio-ambiente","tag-plantas"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2023\/03\/capa-mudancas-climaticas.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2584"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2906,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2584\/revisions\/2906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2589"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}