{"id":2693,"date":"2024-01-24T16:45:24","date_gmt":"2024-01-24T19:45:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/?p=2693"},"modified":"2025-07-29T16:04:40","modified_gmt":"2025-07-29T19:04:40","slug":"plantas-transgenicas-ciencia-que-devemos-incentivar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2024\/01\/24\/plantas-transgenicas-ciencia-que-devemos-incentivar\/","title":{"rendered":"Plantas transg\u00eanicas: ci\u00eancia que devemos incentivar"},"content":{"rendered":"<p><em>Aprova\u00e7\u00e3o do trigo transg\u00eanico no Brasil volta a levantar quest\u00f5es sobre a seguran\u00e7a e o processo regulat\u00f3rio da tecnologia trasng\u00eanica no Pa\u00eds. <\/em><\/p>\n<p>Come\u00e7o do ano foi aprovado para plantio <strong>o trigo transg\u00eanico HB4<\/strong>, variedade tolerante \u00e0 seca e resistente ao herbicida glufosinato. A aprova\u00e7\u00e3o fez com que organiza\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias as plantas transg\u00eanicas exigissem o cancelamento da aprova\u00e7\u00e3o. A discuss\u00e3o acaba trazendo para a popula\u00e7\u00e3o d\u00favidas e inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Toda planta transg\u00eanica \u00e9 um produto da ci\u00eancia, resultado de anos de pesquisa e respons\u00e1vel por promover inova\u00e7\u00e3o na <strong>agricultura mundial. <\/strong>Por isso \u00e9 importante compreender como essa tecnologia funciona e como ela \u00e9 desenvolvida.<\/p>\n<h2>Simplificando as plantas transg\u00eanicas<\/h2>\n<p>A inseguran\u00e7a sobre uma tecnologia quase sempre vem por medo do desconhecido. Por isso a import\u00e2ncia de conte\u00fados apresente um pouco da hist\u00f3ria. Quer saber quais descobertas levaram ao desenvolvimento do trigo transg\u00eanico e outras plantas transg\u00eanicas?<\/p>\n<h3>Plantas transg\u00eanicas, quando surgiu?<\/h3>\n<p>O termo &#8220;transg\u00eanico&#8221; surgiu na d\u00e9cada de 1970 como uma combina\u00e7\u00e3o das palavras &#8220;trans&#8221; (que significa &#8220;al\u00e9m&#8221;, &#8220;atrav\u00e9s&#8221; ou &#8220;do outro lado&#8221;) e &#8220;gene&#8221; (que se refere a uma unidade de heran\u00e7a gen\u00e9tica). Esse termo foi adotado para descrever organismos que receberam genes de outra esp\u00e9cie por meio da <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2023\/05\/04\/biotecnologia-ciencia-que-melhora-a-qualidade-de-vida\/\">biotecnologia<\/a>.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de transfer\u00eancia de genes entre diferentes organismos j\u00e1 era utilizada antes da cria\u00e7\u00e3o do termo &#8220;transg\u00eanico&#8221;, mas o termo em si foi adotado para designar especificamente os <strong>Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) <\/strong>que receberam genes de esp\u00e9cies sexualmente n\u00e3o compat\u00edveis, ou seja, n\u00e3o aconteceria por meio da reprodu\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p><em>Um par\u00eantese:\u00a0 A transfer\u00eancia de genes entre esp\u00e9cies n\u00e3o compat\u00edveis sexualmente acontece na natureza (\u00e9 natural). Pesquisadores aprenderem a fazer isso em laborat\u00f3rio e de forma controlada.<\/em><\/p>\n<h3>Como os cientistas escolhem os genes?<\/h3>\n<p>Os genes s\u00e3o segmentos espec\u00edficos de DNA. Cada gene \u00e9 uma \u201creceita\u201d para produ\u00e7\u00e3o de uma prote\u00edna. Existem casos em que uma prote\u00edna pode ser a respons\u00e1vel por fazer bact\u00e9rias matarem insetos, plantas sobreviverem em regi\u00f5es com pouca \u00e1gua, a produzirem mais uma vitamina e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Grupos de pesquisa passam d\u00e9cadas estudando um microrganismo, uma planta e ou um animal para encontrar pelo menos uma prote\u00edna (e sua receita) que tenha potencial de causar algum impacto na \u00e1rea m\u00e9dica, agr\u00edcola, combust\u00edvel, farmac\u00eautica, entre outras. Com isso, \u00e9 feito todo um estudo para entender como essa prote\u00edna funciona naquele organismo \u2013 <em>chamamos isso de pesquisa b\u00e1sica, \u00e9 uma das etapas mais complexas e demoradas no desenvolvimento de uma tecnologia<\/em>.<\/p>\n<h4>Veja alguns resultados desse tipo de pesquisa:<\/h4>\n<p>Foi identificado que a toler\u00e2ncia do <strong>girassol<\/strong> a falta de \u00e1gua \u00e9 conferida pela prote\u00edna produzida pelo gene <strong><em>HaHB4<\/em>. <\/strong><\/p>\n<p>Estudos de microrganismos que vivem no solo resultaram na descoberta da bact\u00e9ria <strong><em>Streptomyces hygroscopicus<\/em><\/strong>. Posteriormente foi descoberto que essa bact\u00e9ria possu\u00eda um gene (nomeado de: <strong><em>bar<\/em><\/strong>), esse gene cont\u00e9m a receita para produ\u00e7\u00e3o de uma prote\u00edna (PAT) que inativa o glufosinato de am\u00f4nio (mol\u00e9cula que faz parte de herbicidas).<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1900, pesquisadores identificaram a bact\u00e9ria <em>Bacillus thurigiensis<\/em> como respons\u00e1vel pela morte de milhares de larvas do bicho seda e de tra\u00e7as da farinha. Atualmente, sabe-se que essa bact\u00e9ria possui uma s\u00e9rie de genes (chamados de: <em>Cry<\/em>) que funcionam como receitas para produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas que s\u00e3o t\u00f3xicas para grupos espec\u00edficos de insetos (entre eles: mariposas, besouros e moscas) \u2013 Por exemplo, o gene <em>Cry<\/em>A \u00e9 efetivo contra mariposa, o <em>Cry<\/em>B contra moscas&#8230;<\/p>\n<p><strong><em>Esses s\u00e3o alguns dos genes que hoje fazem parte de algumas das plantas transg\u00eanicas cultivadas no Brasil.<\/em><\/strong><\/p>\n<h2>Voltando ao trigo transg\u00eanico<\/h2>\n<p>A \u00fanica diferen\u00e7a entre o trigo transg\u00eanico HB4 e outras cultivares de trigo n\u00e3o transg\u00eanicos \u00e9 a presen\u00e7a dos genes HaHB4 e bar, que fazem com que a cultivar transg\u00eanica seja tolerante \u00e0 seca e resist\u00eancia ao herbicida glufosinato.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que nenhum desses genes s\u00e3o aprovados no Brasil ou no mundo. O gene <em>HaHB4 <\/em>tamb\u00e9m faz parte de uma soja transg\u00eanica tolerante \u00e0 seca aprovada, no Brasil, em 2019 \u2013 Argentina aprovou em 2015, Estados Unidos em 1017, Canad\u00e1 em 2021 e Austr\u00e1lia em 2022.<\/p>\n<p>Enquanto o gene <em>bar<\/em> \u00e9 ainda mais antigo e comum, est\u00e1 presente em pelo menos 57 eventos de plantas transg\u00eanicas. No mundo \u00e9 poss\u00edvel encontrar plantas de chic\u00f3ria, canola, arroz, milho, algod\u00e3o e soja. No Brasil, a primeira aprova\u00e7\u00e3o de uma planta transg\u00eanica com esse gene aconteceu em 2008 \u2013 um algod\u00e3o transg\u00eanico.<\/p>\n<h2>Incentivar a ci\u00eancia impulsiona a inova\u00e7\u00e3o e tornam tecnologias mais acess\u00edveis<\/h2>\n<p>A pesquisa e o desenvolvimento de uma planta transg\u00eanica s\u00e3o longos e bastante caro \u2013 ultrapassa os 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares e pode levar at\u00e9 20 anos. Esse custo somado ao pr\u00e9-conceito de grande parte da popula\u00e7\u00e3o \u2013 constru\u00eddo por campanhas negacionistas e que foi propagado por diversas organiza\u00e7\u00f5es \u2013 dificultou a expans\u00e3o dessa tecnologia para outras culturas e caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p><strong>O arroz transg\u00eanico rico em vitamina A e o feij\u00e3o transg\u00eanico resistente a uma doen\u00e7a causada por v\u00edrus s\u00e3o exemplos do que essas campanhas causaram: <\/strong>atraso na entrega de importantes tecnologias. A primeira \u00e9 capaz de reduzir a morte de crian\u00e7as pela falta de vitamina A em regi\u00f5es onde a defici\u00eancia por vitamina A \u00e9 considerada um problema de sa\u00fade p\u00fablica, enquanto o feij\u00e3o poderia ter reduzido em muito os gastos e aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas em lavouras de feij\u00e3o.<\/p>\n<p>Tanto o arroz quanto o feij\u00e3o transg\u00eanico foram desenvolvidos por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Essas tecnologias poderiam estar dispon\u00edveis para popula\u00e7\u00e3o h\u00e1 pelo menos 10 anos, no entanto come\u00e7aram a ser cultivadas comercialmente nessa d\u00e9cada (2020) \u2013 Principal motivo: Impacto das campanhas negacionistas e do alto custo para libera\u00e7\u00e3o comercial, o que torna muito arriscado o investimento em algo que tem baixa aceitabilidade da sociedade.<\/p>\n<p>No Brasil, existem tecnologias transg\u00eanicas aprovadas apenas para sete esp\u00e9cies de plantas (soja, milho, feij\u00e3o, cana-de-a\u00e7\u00facar, eucalipto, algod\u00e3o e mais recentemente o trigo). Em todo o mundo existem dispon\u00edveis muitas outras esp\u00e9cies de plantas com tecnologias transg\u00eanicas, entre elas: berinjela, mam\u00e3o, abacaxi, pet\u00fania, rosa, girassol, tomate, pimenta e muitas outras. Algumas dessas poderiam melhorar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos no Pa\u00eds e com a melhor aceitabilidades dessas tecnologias pela popula\u00e7\u00e3o, muitas outras poderia ser desenvolvidas.<\/p>\n<h2>Quer saber mais sobre as plantas transg\u00eanicas?<\/h2>\n<p>N\u00f3s do Descascando em parceria com o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@nuncavi1cientista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nunca Vi um Cientista<\/a> produzimos em 2021 um conte\u00fado bem completo com texto e v\u00eddeos falando sobre a <strong>pesquisa, desenvolvimento e seguran\u00e7a das plantas transg\u00eanicas<\/strong>.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode acessa-lo aqui: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2021\/01\/19\/transgenicos-e-hora-de-perder-o-medo\/\">Transg\u00eanicos: \u00e9 hora de perder o medo<\/a>.<\/p>\n<p>Nosso Instagram tamb\u00e9m est\u00e1 cheio de conte\u00fados que falam sobre o assunto e ainda mostramos como o desenvolvimento das plantas transg\u00eanicas acontece, segue a gente l\u00e1: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/descascandoaciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@descascandoaciencia<\/a>.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/iqc.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Quest\u00e3o Ci\u00eancia<\/a> presidido pela Dra Natalia Pasternak \u2013 pesquisadora que ganhou bastante destaque durante a pandemia da COVIDA-19 por combater \u201c<em>fake news\u201d<\/em> produzidas por grupos negacionistas antivacinas \u2013 tamb\u00e9m possui conte\u00fados bem interessantes sobre as plantas transg\u00eanicas, veja nos links a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/revistaquestaodeciencia.com.br\/artigo\/2023\/04\/06\/falacias-e-mentiras-contra-ctnbio-e-o-trigo-transgenico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fal\u00e1cias e mentiras contra a CTNBio e o trigo transg\u00eanico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/revistaquestaodeciencia.com.br\/questionador-questionado\/2018\/11\/13\/como-sabemos-que-transgenicos-sao-seguros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como sabemos que transg\u00eanicos s\u00e3o seguros?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Principais refer\u00eancias:<\/p>\n<p>Arag\u00e3o, F. J. L., et al. Molecular characterization of the first commercial transgenic common bean immune to the Bean golden mosaic virus. Journal of Biotechnology, 2013.<\/p>\n<p>Ayala, F., et al. Compositional equivalence of event IND-\u00d8\u00d8412-7 to non-transgenic wheat. Transgenic Research, 2019.<\/p>\n<p>Bioceres Crop Solutions Corp. Announces Regulatory Approval of Drought Tolerant HB4\u00ae Wheat in Argentina. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/investors.biocerescrops.com\/news\/news-details\/2020\/Bioceres-Crop-Solutions-Corp.-Announces-Regulatory-Approval-of-Drought-Tolerant-HB4-Wheat-in-Argentina\/default.aspx.%20\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/investors.biocerescrops.com\/news\/news-details\/2020\/Bioceres-Crop-Solutions-Corp.-Announces-Regulatory-Approval-of-Drought-Tolerant-HB4-Wheat-in-Argentina\/default.aspx. <\/a><\/p>\n<p>CTNBio. Audi\u00eancia p\u00fablica CTNBIO \u2013 Trigo HB4. Dispon\u00edvel em: http:\/\/ctnbio.mctic.gov.br\/documents\/566529\/2279701\/Palestra+Bioceres\/9958dc8f-2dcb-4c87-be50-8489debeae71?version=1.0.<\/p>\n<p>Peng, Q., Yu, Q., e Song, F. Expression of cry genes in Bacillus thuringiensis biotechnology. Applied Microbiology and Biotechnology, 2019.<\/p>\n<p>Silva, R. S., et al. Transgenic Elite Lines of Carioca Seeded Common Bean (Phaseolus Vulgaris L.) With Multiple Resistance to Viruses Reduce Cowpea Mild Mottle Virus Transmission. Euphytica (Preprint). 2022.<\/p>\n<p>Souza, T., et al. The 10,000-Year Success Story of Wheat! Foods, 2021.<\/p>\n<p>Stokstad, E. Bangladesh could be the first to cultivate Golden Rice, genetically altered to fight blindness. Science magazine, 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprova\u00e7\u00e3o do trigo transg\u00eanico no Brasil levanta quest\u00f5es sobre a seguran\u00e7a e o processo regulat\u00f3rio da tecnologia de plantas trasng\u00eanica no pa\u00eds. <\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":2694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[164,199,126],"tags":[193,201,200],"class_list":["post-2693","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agricultura","category-biotecnologia","category-transgenicos","tag-agricultura","tag-tecnologia","tag-trigo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2024\/01\/Imagem-destaque-blog-Descascando.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2693"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2693\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2915,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2693\/revisions\/2915"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}