{"id":2759,"date":"2024-12-30T21:11:33","date_gmt":"2024-12-31T00:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/?p=2759"},"modified":"2025-07-29T15:59:54","modified_gmt":"2025-07-29T18:59:54","slug":"ano-novo-uva-e-roma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2024\/12\/30\/ano-novo-uva-e-roma\/","title":{"rendered":"Queridinhas do Ano Novo: descubra como a uva e rom\u00e3 chegaram \u00e0 sua ceia de final de ano"},"content":{"rendered":"<p><em>Conhe\u00e7a a origem da uva e rom\u00e3, frutas que se tornaram protagonistas das ceias de Ano Novo.<\/em><\/p>\n<p>A rom\u00e3 e a uva est\u00e3o entre as frutas comest\u00edveis mais antigas conhecidas pela humanidade. Relatos de seu cultivo e utiliza\u00e7\u00e3o aparecem em escrituras b\u00edblicas, mitologia grega, arte eg\u00edpcia, no Antigo Testamento e at\u00e9 no Talmude da Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea j\u00e1 pode imaginar, nem a uva nem a rom\u00e3 s\u00e3o nativas do Brasil. Acredita-se que a uva tenha sido trazida ao pa\u00eds pelos portugueses na d\u00e9cada de 1530. J\u00e1 sobre a chegada da rom\u00e3, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais escassas. O que sabemos \u00e9 que a rom\u00e3zeira mais cultivada no Brasil hoje, conhecida como &#8216;Wonderful&#8217;, tem origem norte-americana e \u00e9 amplamente apreciada pelo tamanho dos frutos e pelo alto rendimento de sementes.<\/p>\n<h2>Desenvolvimento de Cultivares: Um Trabalho de D\u00e9cadas<\/h2>\n<p>O desenvolvimento de novas cultivares \u00e9 o que nos permite encontrar atualmente diferentes tipos de uva, como niagara, thompson, italiana e rubi, entre tantas outras, em mercados e feiras.<\/p>\n<p>Centros de pesquisa como o Instituto Agron\u00f4mico (IAC), Embrapa e laborat\u00f3rios de universidades t\u00eam trabalhado h\u00e1 d\u00e9cadas com variedades de videira e rom\u00e3zeira origin\u00e1rias da \u00c1sia, Europa e Estados Unidos. O objetivo \u00e9 desenvolver plantas com caracter\u00edsticas espec\u00edficas para se adaptarem ao clima brasileiro.<\/p>\n<p>Hoje, o Brasil conta com pelo menos 280 cultivares de videira e 3 cultivares de rom\u00e3zeira registradas no Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA). Algumas dessas plantas, desenvolvidas pela Embrapa, podem ser conhecidas na p\u00e1gina: <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/uva-e-vinho\/programa-uvas-do-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uvas do Brasil<\/a>.<\/p>\n<h2>Uva e Rom\u00e3: Do Cultivo ao Fruto<\/h2>\n<p><strong><em>Uva: O Fruto da Videira<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O nome cient\u00edfico da videira \u00e9 <em>Vitis vinifera<\/em>. H\u00e1 mil\u00eanios, as uvas t\u00eam sido consumidas frescas, secas (como passas) ou transformadas em bebidas alco\u00f3licas e n\u00e3o alco\u00f3licas, como vinhos e sucos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #008000\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/span><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2020\/07\/13\/a-uva-e-o-vinho\/\">At\u00e9 a uva, Sr. V\u00edrus?<\/a><\/p>\n<p>As videiras apresentam flores masculinas e femininas, predominando a autofecunda\u00e7\u00e3o. Apenas cerca de 30% das flores se transformam em frutos. Para induzir um maior n\u00famero de frutos no pomar, os produtores realizam podas em lugares espec\u00edficos da planta e assim induzem a forma\u00e7\u00e3o de infloresc\u00eancias que poder\u00e3o ser polinizadas. Fatores como pragas, doen\u00e7as, temperatura e chuvas influenciam diretamente a frutifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Rom\u00e3: O Fruto da Rom\u00e3zeira<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O nome cient\u00edfico da rom\u00e3zeira \u00e9 <em>Punica granatum<\/em>. Essa planta r\u00fastica se adapta bem a diferentes climas, desde regi\u00f5es tropicais at\u00e9 \u00e1reas semi\u00e1ridas, tolerando altas temperaturas e per\u00edodos de seca.<\/p>\n<p>As flores da rom\u00e3zeira s\u00e3o hermafroditas, contendo \u00f3rg\u00e3os reprodutivos masculinos e femininos. Ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o e fecunda\u00e7\u00e3o, os frutos do tipo baga come\u00e7am a se formar, com sementes envoltas por uma polpa suculenta.<\/p>\n<p>Uma rom\u00e3 pode conter, em m\u00e9dia, 600 sementes, mas esse n\u00famero pode ser bem maior dependendo da cultivar, do manejo e das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u00c9 essa abund\u00e2ncia que torna a rom\u00e3 um s\u00edmbolo de prosperidade e fertilidade em v\u00e1rias culturas<\/p>\n<h2>Curiosidades Cient\u00edficas e Gen\u00e9ticas<\/h2>\n<p><strong>Muta\u00e7\u00f5es nas Videiras<\/strong><\/p>\n<p>As videiras s\u00e3o suscet\u00edveis a muta\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas \u2013 altera\u00e7\u00f5es no DNA em partes n\u00e3o reprodutivas. Foi assim que surgiram uvas verdes, rosas e sem sementes. Quando essas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o identificadas no campo, os pesquisadores realizam a propaga\u00e7\u00e3o clonal, ou seja, criam mudas geneticamente id\u00eanticas \u00e0 planta original.<\/p>\n<p><strong>Rom\u00e3: Fruto de Longa Dura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A casca espessa da rom\u00e3 protege as sementes, garantindo longa durabilidade p\u00f3s-colheita. Isso facilita o transporte e a comercializa\u00e7\u00e3o, mantendo a qualidade do fruto por mais tempo.<\/p>\n<h2>Dica de v\u00eddeo<\/h2>\n<p>Das uvas \u00e9 produzido o que j\u00e1 foi considerado a bebida dos deuses, conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do vinho no programa Al\u00e9m do Alimento:<\/p>\n<p><iframe title=\"Al\u00e9m do Alimento - Vinho\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7FWKZgrBhMw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h4><strong>Principais fontes: <\/strong><\/h4>\n<p>Embrapa. Uva: O produtor pergunta, a Embrapa responde. Embrapa Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Bras\u00edlia, 2008<\/p>\n<p>Embrapa. Vinhos no Brasil: contrastes na geografia e no manejo das videiras nas tr\u00eas viticulturas do pa\u00eds. Bento Gon\u00e7alves: Embrapa Uva e Vinho, 2020.<\/p>\n<p>Liang, Z., <em>et al. <\/em>Whole-genome resequencing of 472 Vitis accessions for grapevine diversity and demographic history analyses. Nature, 2019.<\/p>\n<p>Lima, C. S. M., <em>et al. <\/em>Aspectos t\u00e9cnicos da cultura da Rom\u00e3zeira. UFFS, 2022.<\/p>\n<p>Queiroga, V. P., <em>et al<\/em>. ROM\u00c3ZEIRA (Punica granatum L. var. Wonderful): Tecnologias de Plantio e Produ\u00e7\u00e3o de Frutos Supergrandes&#8221;. Embrapa, 2022.<\/p>\n<p>Terral. J-F., <em>et al. <\/em>Evolution and history of grapevine (Vitis vinifera) under domestication: new morphometric perspectives to understand seed domestication syndrome and reveal origins of ancient European cultivars. Annals of Botany, 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a origem da uva e rom\u00e3, frutas que se tornaram protagonistas das ceias de Ano Novo.<\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":2760,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[162,164,184],"tags":[193,34,22],"class_list":["post-2759","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-plantas","category-agricultura","category-curiosidades","tag-agricultura","tag-melhoramento","tag-plantas"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2024\/12\/uva-e-roma.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2759"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2759\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2913,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2759\/revisions\/2913"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2760"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}