{"id":583,"date":"2017-03-05T22:53:38","date_gmt":"2017-03-06T01:53:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/?p=583"},"modified":"2018-03-31T09:42:06","modified_gmt":"2018-03-31T12:42:06","slug":"e-o-bloco-das-doencas-em-citros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2017\/03\/05\/e-o-bloco-das-doencas-em-citros\/","title":{"rendered":"O perfeito encaixe das pe\u00e7as de plantas e pat\u00f3genos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Como o ano no Brasil s\u00f3 inicia depois do carnaval, o Descascando a Ci\u00eancia est\u00e1 voltando de f\u00e9rias tamb\u00e9m. Espero que tenham sentido nossa falta, mas n\u00e3o a ponto de nos esquecer, mas vamos logo para o que interessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sabe aquele brinquedo de pl\u00e1stico, de encaixar uma pe\u00e7a na outra que a gente tinha quando \u00e9ramos crian\u00e7as? Aquele famoso??<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 exatamente assim que acontece entre as plantas e os pat\u00f3genos que causam doen\u00e7as nas plantas, que s\u00e3o v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos, insetos. Porque como j\u00e1 vimos em outros posts, as plantas tamb\u00e9m ficam doentes. E acreditem! H\u00e1 pessoas, mais precisamente, pesquisadores, que passam a vida estudando essas pecinhas, tanto nas plantas quanto nos pat\u00f3genos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E como h\u00e1 muitos artigos cient\u00edficos publicados, explicando essa rela\u00e7\u00e3o, nosso grupo do Centro de Citricultura &#8220;Sylvio Moreira&#8221; resolveu escrever uma\u00a0revis\u00e3o desses artigos, focando nesse tema de grande import\u00e2ncia e cada vez mais estudado no Brasil: <strong>a intera\u00e7\u00e3o entre prote\u00ednas de pat\u00f3genos com prote\u00ednas receptoras de plantas<\/strong>, mais especificamente citros (laranjas e afins). Mas para que isso acontecesse foi necess\u00e1rio o envolvimento de 13 pessoas durante um longo ano para consultar, revisar e compilar os resultados de cerca de 270 artigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/aob\/mcw238\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-589\" src=\"http:\/\/www.blogs.ea2.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/2-300x113.png\" alt=\"artigo revis\u00e3o\" width=\"607\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/2-300x113.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/2-768x288.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/2-1024x385.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/2.png 1350w\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bom, a primeira coisa que \u00e9 importante saber \u00e9 que uma REVIS\u00c3O\u00a0\u00e9 um compilado de v\u00e1rios artigos. Segundo \u00e9 que o t\u00edtulo nem traduzido para o portugu\u00eas \u00e9\u00a0f\u00e1cil de entender, por isso, para entenderem melhor \u00e9 preciso explicar o que s\u00e3o essas siglas\/termos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">PAMPs: do ingl\u00eas <strong>P<\/strong>athogen <strong>A<\/strong>ssociated <strong>M<\/strong>olecular <strong>P<\/strong>attern, em portugu\u00eas: padr\u00f5es moleculares associados a pat\u00f3genos, que significa: peda\u00e7os do \u201ccorpo\u201d de v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos e nemat\u00f3ides que j\u00e1 s\u00e3o conhecidos da planta e servem de sinal para planta se defender desses organismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">PRRs: do ingl\u00eas <strong>P<\/strong>atter <strong>R<\/strong>ecognition <strong>R<\/strong>eceptors, em portugu\u00eas: Receptores de reconhecimento de padr\u00f5es, que significa: prote\u00ednas das plantas capazes de reconhecer aqueles peda\u00e7os do corpo de v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos e nematoides.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Effectors: em portugu\u00eas: Efetores, s\u00e3o\u00a0prote\u00ednas com a fun\u00e7\u00e3o de alterar a fisiologia, estrutura ou fun\u00e7\u00e3o de outro organismo. Exemplo: uma bact\u00e9ria que ao ser ingerida por uma pessoa, libera prote\u00ednas que interagem com neur\u00f4nios e fazem essa pessoa, que adorava exerc\u00edcios, sentir vontade apenas de comer e dormir para que assim ela consiga viver muito bem no intestino dessa pessoa&#8230;n\u00e3o, isso n\u00e3o est\u00e1 acontecendo com voc\u00ea leitor, \u00e9 apenas um exemplo fict\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">R-genes: do ing\u00eas <strong>R<\/strong>esistence <strong>G<\/strong>enes, em portugu\u00eas: Genes de resist\u00eancia, que significa: genes que codificam prote\u00ednas mais espec\u00edficas e que s\u00e3o capazes de reconhecer efetores, continuando com o exemplo, os genes de resist\u00eancia v\u00e3o impedir que a prote\u00edna liberada por aquela bact\u00e9ria controle sua mente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Decifrando ent\u00e3o \u00a0o t\u00edtulo: <strong>PAMPs<\/strong> s\u00e3o prote\u00ednas dos pat\u00f3genos que se ligam a prote\u00ednas <strong>PRRs<\/strong> das plantas e esse encaixe faz com que as plantas tenham uma primeira resposta de defesa contra os pat\u00f3genos, tentando se livrar deles. S\u00f3 que os pat\u00f3genos s\u00e3o espertos e produzem outros tipos de prote\u00ednas, chamadas <strong>efetores,<\/strong> que s\u00e3o um segundo ataque dos pat\u00f3genos \u00e0s plantas. Mas o que eles n\u00e3o sabiam era que as plantas ainda tinham uma carta na manga, que s\u00e3o os <strong>genes de resist\u00eancia,\u00a0<\/strong>que s\u00e3o mais uma vez, prote\u00ednas das plantas que reconhecem os efetores e desencadeiam uma segunda resposta de defesa da planta. E quem ganha essa guerra??? Quem ataca melhor ou quem se defende? Quem mais resistir!!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-595 alignright\" src=\"http:\/\/www.blogs.ea2.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/3-1-300x261.jpg\" alt=\"\" width=\"153\" height=\"133\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A primeira parte do artigo \u00e9 focado para explicar os receptores (<strong>PRRs<\/strong>) presentes em citros, que tamb\u00e9m j\u00e1 foram estudados em outras plantas, como em arroz, feij\u00e3o, tabaco e em uma planta modelo chamada Arabdopsis. J\u00e1 a\u00a0segunda parte do artigo descreve separadamente as principais doen\u00e7as de citros e como ocorre a\u00a0intera\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas dos v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos e alguns insetos (<strong>PAMPs e efetores<\/strong>) com as\u00a0plantas. Para que voc\u00eas entendam melhor eu vou tentar explicar uma por uma.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>Tristeza do Citros (CTV)<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma doen\u00e7a severa e que deixa as folhas amarelas e as fazem cair, os galhos ficam secos e a planta morre, isso acontece por conta do bloqueio dos vasos condutores de seivas, resultado da infec\u00e7\u00e3o de um v\u00edrus que consegue infectar toda a planta. Nosso trabalho comenta sobre 3 prote\u00ednas encontradas no v\u00edrus da tristeza que podem\u00a0ser efetores, porque essas prote\u00ednas impedem o sistema de defesa da planta destruir esse v\u00edrus. A not\u00edcia boa \u00e9 que tamb\u00e9m encontramos dados mostrando que o v\u00edrus n\u00e3o consegue enganar a planta por completo e que uma parte de suas c\u00f3pias est\u00e3o sim sendo destru\u00eddas pela planta. Foram tamb\u00e9m identificados 10 genes de uma planta que estariam envolvidos na resist\u00eancia contra o v\u00edrus da tristeza.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>Cancro c\u00edtrico<\/strong><\/h4>\n<div id=\"attachment_603\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.fundecitrus.com.br\/doencas\/cancro\/7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-603\" class=\"wp-image-603 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/6-300x231.jpg\" alt=\"cancro c\u00edtrico\" width=\"300\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/6-300x231.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/6.jpg 449w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-603\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Fundecitrus<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Causada pela bact\u00e9ria <em>Xanthomonas citri <\/em>subsp<em>. citri<\/em>, que\u00a0cresce na superf\u00edcie das folhas das planta formando biofilme (j\u00e1 falamos disso aqui) e entram atrav\u00e9s dos est\u00f4matos ou ferimentos chegando ao interior da planta, deixando principalmente folhas e frutos com les\u00f5es que parecem verrugas. Foram identificados nessas bact\u00e9rias estruturas proteicas que s\u00e3o reconhecidos como PAMP pela planta, assim como prote\u00ednas que formam uma \u201cmicro seringa de inje\u00e7\u00e3o\u201d que serve para jogar prote\u00ednas menores dentro das plantas (efetores) e essas prote\u00ednas efetores que s\u00e3o mais diversificadas entre os diferentes tipos de <em>Xanthomonas<\/em>. O efetor mais importante que encontramos leva o nome de PthA4, e se a bact\u00e9ria n\u00e3o tiver esse efetor ela n\u00e3o \u00e9 capaz de causar o cancro c\u00edtrico. Mais recentemente em 2014 foi identificado como um poss\u00edvel alvo desse efetor, o gene da planta CsLOB1, que interessantemente est\u00e1 relacionado com a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fastulas (bolinhas) na epiderme da planta.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>Mancha Marrom<\/strong><\/h4>\n<div id=\"attachment_616\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-616\" class=\"wp-image-616 size-medium\" src=\"http:\/\/www.blogs.ea2.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-300x225.jpg\" alt=\"mancha marrom de atern\u00e1ria\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-678x509.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-326x245.jpg 326w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/IMG_1972-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-616\" class=\"wp-caption-text\"><sub>Mancha Marrom de Altern\u00e1ria \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Fonte: Mariana Tarallo<\/sub><\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma doen\u00e7a causada por um fungo chamado <em>Alternaria alternata <\/em>e ataca principalmente tangerinas e tangores, Alternaria \u00a0\u00e9 um fungo que se alimenta de material morto e por isso utiliza como armas toxinas produzidas por ele mesmo, que s\u00e3o\u00a0capazes de degradar a parede celular dos frutos e folhas. As toxinas s\u00e3o os principais efetores utilizados por fungos necrotr\u00f3ficos ativando genes de resist\u00eancia das plantas (os R-genes) que desencadeiam morte celular no tecido da planta em que o fungo se encontra, o que \u00e9 bom para o fungo pois \u00e9 dessas c\u00e9lulas mortas que o fungo se alimenta.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>Vetores de pat\u00f3genos de citros<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Insetos e \u00e1caros podem ser considerados vetores de doen\u00e7as de plantas por carregarem consigo v\u00edrus e bact\u00e9rias de uma planta para outra (assim como acontece com o v\u00edrus da dengue). Nesse caso os microrganismos podem usar de efetores para colonizar insetos sem mat\u00e1-los e estes possuem efetores que o permitem se alimentar de plantas sem que a planta o perceba e os microrganismos usam isso para entrarem dentro das plantas, tudo muito bem arquitetado por esses v\u00edrus e bact\u00e9rias, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O <em>Huanglo<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-601 alignleft\" src=\"http:\/\/www.blogs.ea2.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/5-300x175.png\" alt=\"\" width=\"394\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/5-300x175.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/wp-content\/uploads\/sites\/80\/2017\/03\/5.png 655w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/>nbing <\/em>(HLB) \u00e9 atualmente a pior doen\u00e7a dos citros que \u00e9 transmitida pelo inseto\u00a0<em>Diaphorina citri, <\/em>[que pode ser considerado\u00a0o <em>Aedes<\/em> aegypti das<br \/>\nplantas de citros], esse inseto \u00e9 respons\u00e1vel por transmitir a bact\u00e9ria causadora da doen\u00e7a entre as plantas. Ainda n\u00e3o existe um efetor caracterizado do inseto, mas j\u00e1 foi encontrado alguns genes no genoma do inseto que podem vir a serem caracterizados como efetores. J\u00e1 a bact\u00e9ria manipula absurdamente a fisiologia dos insetos infectados, pois quando com a bact\u00e9ria, esses insetos tem o seu desenvolvimento mais lento, a fecundidade aumentada a ponto de f\u00eameas produzirem mais ovos. Na planta essa bact\u00e9ria modifica os compostos vol\u00e1teis liberados por ela tornando-as mais atrativas para o inseto, aumentando assim sua dispers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O resultado desse trabalho foi uma lista com mais de 22 prote\u00ednas que podem estar diretamente relacionadas com as doen\u00e7as, o que pode facilitar para que outros pesquisadores possam selecionar as prote\u00ednas que lhes pare\u00e7am mais interessantes e a estudarem melhor. O que pode tamb\u00e9m ajudar no avan\u00e7o do desenvolvimento de plantas resistentes a doen\u00e7as, atrav\u00e9s de programas de melhoramento convencional e biotecnologia. Ficou interessado? Acesse o link do artigo ou entre em contato com a gente!! J\u00e1 voltamos a trabalhar!!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Escrito por <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6383538415264356\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Camargo<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9983674820658498\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">La\u00eds Moreira Granato<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o ano no Brasil s\u00f3 inicia depois do carnaval, o Descascando a Ci\u00eancia est\u00e1 voltando de f\u00e9rias tamb\u00e9m. Espero que tenham sentido nossa falta, mas n\u00e3o a ponto de nos esquecer, mas vamos logo para o que interessa. 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