{"id":1928,"date":"2008-10-14T17:30:00","date_gmt":"2008-10-14T20:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/discutindoecologia\/2008\/10\/i-carnaval-cientifico-o-terceiro-dominio-da-vida\/"},"modified":"2008-10-14T17:30:00","modified_gmt":"2008-10-14T20:30:00","slug":"i-carnaval-cientifico-o-terceiro-dominio-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/discutindoecologia\/2008\/10\/i-carnaval-cientifico-o-terceiro-dominio-da-vida\/","title":{"rendered":"O terceiro dom\u00ednio da vida"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&#8220;Vivemos agora na &#8216;Idade da Bact\u00e9ria&#8217;. Nosso planeta sempre esteve na &#8216;Idade da Bact\u00e9ria&#8217;, desde que mesmo os primeiros f\u00f3sseis &#8211; de bact\u00e9rias, \u00e9 l\u00f3gico &#8211; ficaram enclausurados nas rochas h\u00e1 mais de tr\u00eas bilh\u00f5es e meio de anos.&#8221;<\/div>\n<\/blockquote>\n<div style=\"text-align: right\">\n<p><span style=\"font-size: 85%\">Stephen Jay Gould (1996)<br \/>\n<span style=\"font-style: italic\">Lance de Dados<\/span> (p\u00e1g. 241). Editora Record<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p><span style=\"padding: 5px;float: left\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0pt none\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span>Mais de 10 anos se passaram desde que <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stephen_Jay_Gould\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gould<\/a> escreveu esta frase em um dos seus marcantes livros de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e parece que grande parte da popula\u00e7\u00e3o humana (incluindo bi\u00f3logos) ainda n\u00e3o despertou para o tema. N\u00f3s somos apenas um m\u00edsero galho de uma grande e robusta \u00e1rvore formada em grande parte pela vasta diversidade microbiana. E \u00e9 sobre isso que este post ir\u00e1 tratar.<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s aprendemos no col\u00e9gio (at\u00e9 hoje em dia, inclusive) que a vida pode ser dividida (artificialmente, por n\u00f3s humanos) em cinco reinos. Esta divis\u00e3o cl\u00e1ssica em Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia vigorou por d\u00e9cadas, desde trabalhos publicados por Wittacker em 1969. Vemos nesta figura a clara vis\u00e3o do &#8220;paradigma de progresso&#8221;, express\u00e3o muito utilizada por Gould. Grande parte dos microorganismos se concentram na base e os animais se posicionam como os mais evolu\u00eddos, no topo.<\/p>\n<div style=\"text-align: center\">\n<div id=\"attachment_1857\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1857\" class=\"wp-image-1857 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/discutindoecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/225\/2008\/10\/5reinos-300x235.jpg\" alt=\"5reinos\" width=\"300\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/discutindoecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/225\/2008\/10\/5reinos-300x235.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/discutindoecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/225\/2008\/10\/5reinos.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-1857\" class=\"wp-caption-text\">Os cl\u00e1ssicos cinco reinos<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Em 1977, o microbi\u00f3logo americano Carl Richard Woese coloca pela primeira vez a divis\u00e3o cl\u00e1ssica dos cinco reinos em xeque. Atrav\u00e9s de an\u00e1lises de seq\u00fc\u00eancias de RNA ribossomal, Woese mostra em um <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/74\/11\/5088.abstract?sid=6fa54107-635b-40d7-bc3a-6caf621625b6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo<\/a> na PNAS que h\u00e1 uma grande diferencia\u00e7\u00e3o dentro do grupo dos organismos chamados procariotos. Ele prop\u00f5e uma divis\u00e3o dentro deste dom\u00ednio em eubact\u00e9rias (bact\u00e9rias verdadeiras) e archaebact\u00e9rias (bact\u00e9rias que normalmente vivem em ambientes extremos). J\u00e1 em 1990, o mesmo autor refina sua divis\u00e3o em outro <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/87\/12\/4576.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo<\/a> na mesma PNAS, propondo o que conhecemos hoje como os tr\u00eas dom\u00ednios da vida (Eubacteria, Archea e Eucarya), sendo <span style=\"font-style: italic\">Archea<\/span> o chamado &#8220;Terceiro dom\u00ednio da vida&#8221;. Neste artigo, Woese ressalta que a diferen\u00e7a entre os dom\u00ednios Eubacteria e Archea \u00e9 maior que a diferen\u00e7a entre os cl\u00e1ssicos reinos Animalia e Fungi. Desta forma, n\u00f3s Seres humanos somos mais parecidos geneticamente com fungos do que microorganismos dos dom\u00ednios eubacteria e Archea. Podemos perceber que o que Woese prop\u00f4s em 1990 est\u00e1va muito a frente do &#8220;consenso cient\u00edfico&#8221;. Enquanto taxonomistas passam a vida toda tentando organizar ordens ou g\u00eaneros, Woese prop\u00f4s um t\u00e1xon acima de &#8220;Reino&#8221;, alterando de forma marcante nossa vis\u00e3o da vida em nosso planeta.<\/p>\n<div style=\"text-align: center\">\n<div id=\"attachment_1858\" style=\"width: 555px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1858\" class=\"wp-image-1858 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/discutindoecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/225\/2008\/10\/dom\u00ednios-woese-545x237.jpg\" alt=\"dom\u00ednios-woese\" width=\"545\" height=\"237\" \/><p id=\"caption-attachment-1858\" class=\"wp-caption-text\">Figura original do artigo de 1990 de Woese na PNAS<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 claro que um artigo deste porte n\u00e3o poderia passar despercebido pela comunidade cient\u00edfica, ainda mais sendo publicada em um dos peri\u00f3dicos cient\u00edficos mais importantes do mundo. Como tudo na ci\u00eancia, quebras de paradigmas s\u00e3o processores dif\u00edcies e muitas vezes bem longos. A grande descoberta de Woese foi tradada como loucura, <span style=\"font-style: italic\">non-sense<\/span>, besteira, dentre outros nomes. Cientistas renomados do mundo todo se recusaram a aceitar esta descoberta como relevante, fazendo pouco caso da mesma. Uma destas vozes foi o grande ec\u00f3logo Ernst Mayr, que defendeu a utiliza\u00e7\u00e3o de apenas duas grandes divis\u00f5es (Procariotos-Eucariotos) em detrimento da divis\u00e3o em tr\u00eas dom\u00ednios de Woese. A resposta de Woese foi feita em um <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/95\/19\/11043.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo<\/a> de 1998 tamb\u00e9m na PNAS, em que ele termina com as seguintes conclus\u00f5es (tradu\u00e7\u00e3o livre):<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) A biologia do Dr. Mayr reflete os \u00faltimos bilh\u00f5es de anos da evolu\u00e7\u00e3o; a minha os primeiros tr\u00eas bilh\u00f5es. Sua biologia \u00e9 centrada em organismos multicelulares e suas evolu\u00e7\u00f5es; minha em um ancestral universal e seus descendentes imediatos. Sua \u00e9 a biologia de experi\u00eancia visual, de observa\u00e7\u00e3o direta. Minha n\u00e3o pode ser vista diretamente ou tocada; \u00e9 a biologia das mol\u00e9culas, dos genes e suas hist\u00f3rias inferidas. Para mim, evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 primariamente o processo evolutivo, n\u00e3o as suas conseq\u00fc\u00eancias. A ci\u00eancia da biologia \u00e9 bem diferente nestas duas perspectivas, e seu futuro ainda mais.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: right\">\n<p>Carl Woese<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<div style=\"text-align: justify\">Atualmente, o foco de Woese est\u00e1 voltado para a discuss\u00e3o do &#8220;Ancestral \u00fanico&#8221;. Depois de tanta discuss\u00e3o gerada pelo seu artigo de 1990, outro artigo <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/95\/12\/6854.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicado<\/a> em 1998 n\u00e3o fica para tr\u00e1s. Woese mais uma vez arranja uma bela briga com os ec\u00f3logos mais tradicionais, defendendo a vis\u00e3o de que nunca existiu um ancestral \u00fanico discreto, mas sim v\u00e1rios organismos que deram origem aos outros dos tr\u00eas grandes dom\u00ednios. Mais recentemente Woese <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v445\/n7126\/full\/445369a.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">discutiu<\/a> na revista nature como processos comuns em microorganismos como a transfer\u00eancia lateral de genes podem alterar grande parte dos mais importantes conceitos biol\u00f3gicos, como organismo, esp\u00e9cie e at\u00e9 da evolu\u00e7\u00e3o. Esta transfer\u00eancia lateral de genes pode ser a respons\u00e1vel por um mecanismo que o pr\u00f3prio Woese defendeu em um <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/103\/28\/10696.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo<\/a> de 2006, chamado &#8220;Evolu\u00e7\u00e3o coletiva&#8221;.<\/div>\n<p>Em 2003 Woese <a href=\"http:\/\/www.britannica.com\/EBchecked\/topic\/915011\/Carl-R-Woese\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ganhou<\/a> o pr\u00eamio Crafoord, entregue pela mesma acedemia sueca respons\u00e1vel pelo pr\u00eamio nobel. O pr\u00eamio Crafoord \u00e9 entregue a cientistas que tiveram trabalhos relevantes em outras \u00e1reas que n\u00e3o s\u00e3o contempladas pelo Nobel. Mais de 30 anos depois do primeiro artigo de Woese, a divis\u00e3o da vida em tr\u00eas dom\u00ednios passa a ser representativa em livros did\u00e1ticos. Talvez daqui a algumas d\u00e9cadas com a ado\u00e7\u00e3o em larga escala deste conceito em livros b\u00e1sicos, n\u00f3s Seres humanos poderemos realmente entender o que Gould quis dizer com a express\u00e3o &#8220;Idade das bact\u00e9rias&#8221;. E que n\u00f3s somos apenas um galho rec\u00e9m nascido na grande \u00e1rvore da vida.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Mais sobre a vida de Carl Woese<br \/>\n<span style=\"font-size: 100%\"><a href=\"http:\/\/home.planet.nl\/%7Egkorthof\/korthof88.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carl Woese: from scientific dissident to textbook orthodoxy<\/a><\/span><\/p>\n<p>Outros artigos interessantes deste c<br \/>\nientista: <span style=\"font-size: 100%\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/97\/15\/8392.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Interpreting the universal phylogenetic tree<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/91\/5\/1601.full.pdf+html?sid=334653cd-b471-496d-ad8b-f233501ccaf3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Microbiology in transition<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/89\/7\/2930.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">On the nature of global classification<\/a><br \/>\n<\/span><\/p>\n<h1 style=\"font-weight: normal\"><\/h1>\n<p>Este post faz parte da \u00f3tima iniciativa do <a href=\"http:\/\/www.lablogatorios.com.br\/\">Lablogat\u00f3rios<\/a>, o <a href=\"http:\/\/lablogatorios.com.br\/raiox\/2008\/10\/02\/carnaval-cientifico-grandes-descobertas-cientificas\/\">I Carnaval Cient\u00edfico<\/a>.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PNAS&amp;rft_id=info%3Adoi%2F&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Phylogenetic+structure+of+the+prokaryotic+domain%3A+the+primary+kingdoms&amp;rft.issn=0027-8424&amp;rft.date=1977&amp;rft.volume=74&amp;rft.issue=11&amp;rft.spage=5088&amp;rft.epage=5090&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcontent%2F74%2F11%2F5088.abstract%3Fsid%3D6fa54107-635b-40d7-bc3a-6caf621625b6&amp;rft.au=C+R+Woese&amp;rft.au=G+E+Fox&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\">C R Woese, &amp; G E Fox (1977). Phylogenetic structure of the prokaryotic domain: the primary kingdoms <span style=\"font-style: italic\">PNAS, 74<\/span> (11), 5088-5090<\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PNAS&amp;rft_id=info%3Adoi%2F&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Towards+a+natural+system+of+organisms%3A+proposal+for+the+domains+Archaea%2C+Bacteria%2C+and+Eucarya&amp;rft.issn=&amp;rft.date=1990&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=C+R+Woese&amp;rft.au=O+Kandler&amp;rft.au=M+L+Wheelis&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\"><br \/>\n<\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PNAS&amp;rft_id=info%3Adoi%2F&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Towards+a+natural+system+of+organisms%3A+proposal+for+the+domains+Archaea%2C+Bacteria%2C+and+Eucarya&amp;rft.issn=&amp;rft.date=1990&amp;rft.volume=87&amp;rft.issue=12&amp;rft.spage=4576&amp;rft.epage=4579&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcontent%2F87%2F12%2F4576.abstract&amp;rft.au=C+R+Woese&amp;rft.au=O+Kandler&amp;rft.au=M+L+Wheelis&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\">C R Woese, O Kandler, &amp; M L Wheelis (1990). Towards a natural system of organisms: proposal for the domains Archaea, Bacteria, and Eucarya <span style=\"font-style: italic\">PNAS, 87<\/span> (12), 4576-4579<\/span><br \/>\n<span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PNAS&amp;rft_id=info%3Adoi%2F&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Default+taxonomy%3A+Ernst+Mayr%E2%80%99s+view+of+the+microbial+world&amp;rft.issn=&amp;rft.date=1998&amp;rft.volume=95&amp;rft.issue=19&amp;rft.spage=11043&amp;rft.epage=11046&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcontent%2F95%2F19%2F11043.full&amp;rft.au=C+R+Woese&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\">C R Woese (1998). Default taxonomy: Ernst Mayr&#8217;s view of the microbial world <span style=\"font-style: italic\">PNAS, 95<\/span> (19), 11043-11046<\/span><br \/>\n<span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PNAS&amp;rft_id=info%3Adoi%2F&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=The+universal+ancestor&amp;rft.issn=&amp;rft.date=1998&amp;rft.volume=95&amp;rft.issue=12&amp;rft.spage=6854&amp;rft.epage=6859&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcontent%2F95%2F12%2F6854.full&amp;rft.au=C+R+Woese&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\">C R Woese (1998). The universal ancestor <span style=\"font-style: italic\">PNAS, 95<\/span> (12), 6854-6859<\/span><br \/>\n<span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2F445369a&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Biology%27s+next+revolution&amp;rft.issn=0028-0836&amp;rft.date=2007&amp;rft.volume=445&amp;rft.issue=7126&amp;rft.spage=369&amp;rft.epage=369&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2F445369a&amp;rft.au=Goldenfeld%2C+N.&amp;rft.au=Woese%2C+C.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\">Goldenfeld, N., &amp; Woese, C. (2007). Biology&#8217;s next revolution <span style=\"font-style: italic\">Nature, 445<\/span> (7126), 369-369 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/445369a\" rev=\"review\">10.1038\/445369a<\/a><br \/>\n<\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0603780103&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Collective+evolution+and+the+genetic+code&amp;rft.issn=0027-8424&amp;rft.date=2006&amp;rft.volume=103&amp;rft.issue=28&amp;rft.spage=10696&amp;rft.epage=10701&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0603780103&amp;rft.au=Vetsigian%2C+K.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Microbiology\">Vetsigian, K. (2006). Collective evolution and the genetic code <span style=\"font-style: italic\">Proceedings of the National Academy of Sciences, 103<\/span> (28), 10696-10701 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1073\/pnas.0603780103\" rev=\"review\">10.1073\/pnas.0603780103<\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Vivemos agora na &#8216;Idade da Bact\u00e9ria&#8217;. Nosso planeta sempre esteve na &#8216;Idade da Bact\u00e9ria&#8217;, desde que mesmo os primeiros f\u00f3sseis &#8211; de bact\u00e9rias, \u00e9 l\u00f3gico &#8211; ficaram enclausurados nas rochas h\u00e1 mais de tr\u00eas bilh\u00f5es e meio de anos.&#8221; Stephen Jay Gould (1996) Lance de Dados (p\u00e1g. 241). 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