{"id":196,"date":"2020-05-06T16:00:39","date_gmt":"2020-05-06T19:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/?p=196"},"modified":"2020-05-06T18:25:41","modified_gmt":"2020-05-06T21:25:41","slug":"as-plantas-nos-unem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/2020\/05\/06\/as-plantas-nos-unem\/","title":{"rendered":"As plantas nos unem"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando vi <a href=\"http:\/\/www.ciatnews.cgiar.org\/2015\/09\/30\/mi-cassava-es-tu-cassava\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">este texto<\/a> pela primeira vez h\u00e1 alguns anos, eu estava escrevendo minha tese de doutorado e por isso n\u00e3o o dei a devida aten\u00e7\u00e3o. Naquele momento o que atraiu meu olhar foi o t\u00edtulo do texto: \u201cMi cassava es tu cassava\u201d que em tradu\u00e7\u00e3o livre seria \u201cMinha mandioca \u00e9 a sua mandioca\u201d (j\u00e1 se v\u00e3o uns bons 10 anos em que pesquiso a gen\u00e9tica de mandiocas). Entretanto, longe de ser um texto sobre mandioca, o que salta aos olhos \u00e9 um bonito mapa-m\u00fandi nos quais s\u00e3o indicados os prov\u00e1veis centros de origem e diversidade das plantas mais importantes que cultivamos atualmente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"718\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa-1024x718.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-201\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa-1024x718.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa-300x210.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa-768x539.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa-1536x1077.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa-385x270.png 385w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/mapa.png 1647w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><br>\u201c<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1098\/rspb.2016.0792\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Origins and primary regions of diversity of agricultural crops<\/a>\u201d por Khoury <em>et al.<\/em> (2016), usado sob CC BY (<a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/4.0\/\">https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/4.0\/<\/a>).<br>Tradu\u00e7\u00e3o do original (link permanente: <a href=\"https:\/\/hdl.handle.net\/10568\/75665\">https:\/\/hdl.handle.net\/10568\/75665<\/a>) para portugu\u00eas.<br><br><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pode ser engra\u00e7ado pensar que, assim como eu nasci em Manaus e o leitor em sua cidade natal, as plantas tamb\u00e9m sejam origin\u00e1rias de um determinado local (algumas inclusive podem ser de v\u00e1rios locais, mas vamos permanecer simplistas). Mais do que isso: olhando para o mapa \u00e9 f\u00e1cil perceber como muitas plantas diferentes possuem os mesmos locais de origem. Na ci\u00eancia conhecemos estas regi\u00f5es do mundo como \u201ccentros de domestica\u00e7\u00e3o de plantas\u201d. Numa busca r\u00e1pida no dicion\u00e1rio on-<em>line<\/em> <a href=\"http:\/\/michaelis.uol.com.br\/busca?r=0&amp;f=0&amp;t=0&amp;palavra=domesticar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Michaelis<\/a>, o primeiro significado de domesticar \u00e9 \u201cTornar(-se) dom\u00e9stico ou caseiro\u201d. Domestica\u00e7\u00e3o tem a ver ent\u00e3o com o processo em que aproximamos organismos da natureza (animais, plantas etc.) \u00e0s nossas casas. Embora algumas plantas sejam intimamente ligadas \u00e0 cultura brasileira (feij\u00e3o com arroz, mandioca, jabuticaba etc.), raramente paramos para pensar que estas plantas s\u00e3o na verdade uma \u201ccria\u00e7\u00e3o\u201d humana. Tais \u201ccria\u00e7\u00f5es\u201d s\u00e3o o resultado do processo chamado domestica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos dos leitores n\u00e3o deve ter escapado que \u201cMi cassava es tu cassava\u201d \u00e9 uma alus\u00e3o \u00e0 express\u00e3o espanhola \u201cMi casa es tu casa\u201d. Esta express\u00e3o literalmente quer dizer \u201cMinha casa \u00e9 a sua casa\u201d, algo como o nosso \u201csinta-se em casa\u201d ou \u201ca casa \u00e9 sua\u201d quando recebemos algu\u00e9m em nossos lares. Demorou um pouco para eu perceber que esta sutil analogia \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de falarmos de domestica\u00e7\u00e3o. Falar de domestica\u00e7\u00e3o \u00e9 falar sobre como nossos antepassados interagiram com os organismos da natureza e os modificaram para adapt\u00e1-los ao conv\u00edvio em nossas casas. Pense em como lobos podem ser animais bonitos, mas como deve ser perigoso tentar abra\u00e7ar um deles. \u00c9 muito mais f\u00e1cil (e menos perigoso) abra\u00e7armos um filhotinho de labrador.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ent\u00e3o que resolvi revisitar o texto que divulga um estudo sobre <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1098\/rspb.2016.0792\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">como as plantas que usamos como alimento conectam o mundo inteiro<\/a>. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil compreender isso olhando para o nosso cotidiano. Apesar da supercombina\u00e7\u00e3o arroz e feij\u00e3o ser frequente nos nossos lares ela \u00e9 origin\u00e1ria de outras regi\u00f5es do mundo. Os arrozes mais consumidos (<em>Oryza sativa<\/em>) t\u00eam origem asi\u00e1tica (assim como a soja, c\u00edtricos e a manga), enquanto o feij\u00e3o comum (<em>Phaseolus vulgaris<\/em>) \u00e9 origin\u00e1rio da Am\u00e9rica Central (assim como o milho, a siriguela e a batata-doce). Os gr\u00e3os dos quais fazemos nosso cafezinho (<em>Coffea arabica<\/em> ou <em>Coffea canephora<\/em>) t\u00eam origem africana, assim como a melancia, mel\u00f5es e dend\u00ea (tamb\u00e9m existe uma esp\u00e9cie de arroz africana &#8211; <em>Oryza glaberrima<\/em>). Esta tamb\u00e9m \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla: mandiocas (<em>Manihot esculenta<\/em>) e o guaran\u00e1 (<em>Paullinia cupana<\/em>) s\u00e3o plantas domesticadas no Brasil e que possuem grande import\u00e2ncia mundial. Nesse contexto, \u00e9 f\u00e1cil imaginar como o ser humano depende de alimentos que tiveram origem em outras partes do mundo. O que os cientistas liderados por Colin Khoury fizeram neste estudo foi demonstrar o tamanho desta rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja a figura abaixo. Por conveni\u00eancia os cientistas dividiram o mundo em v\u00e1rias regi\u00f5es (indicadas por cores diferentes) e fizeram um levantamento das plantas origin\u00e1rias de cada uma delas (proporcional ao tamanho das barras mais grossas logo abaixo dos nomes). No centro da figura existem linhas coloridas ligando as diferentes regi\u00f5es que indicam de onde as plantas s\u00e3o origin\u00e1rias e onde elas s\u00e3o consumidas. O grande emaranhado que podemos ver no centro da figura significa simplesmente que somos dependentes de alimentos provenientes de todo o mundo. Ou seja, todos os seres humanos do planeta est\u00e3o intimamente conectados por meio das plantas que nos servem de alimento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-203\" width=\"626\" height=\"635\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular.png 787w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular-295x300.png 295w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular-768x780.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular-266x270.png 266w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular-24x24.png 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular-48x48.png 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/wp-content\/uploads\/sites\/198\/2020\/04\/circular-96x96.png 96w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><figcaption><br>\u201c<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1098\/rspb.2016.0792\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Links between where food crops come from \u2013 their native origins and traditional regions of diversity \u2013 and where they are now eaten worldwide<\/a>\u201d por Khoury <em>et al.<\/em> (2016), <br>usado sob CC BY (<a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/4.0\/\">https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/4.0\/<\/a>).<br><br><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>ONDE ENTRA A GEN\u00c9TICA?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/dnaexplica\/2020\/04\/25\/o-dna-do-geneticista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nosso primeiro post<\/a>, vimos que a gen\u00e9tica estuda como os genes influenciam as caracter\u00edsticas dos organismos. Sabemos que todas as caracter\u00edsticas de uma dada esp\u00e9cie s\u00e3o fundamentalmente condicionadas pela sequ\u00eancia do DNA. Na natureza \u00e9 f\u00e1cil observarmos alguma caracter\u00edstica de uma esp\u00e9cie e notarmos que existe varia\u00e7\u00e3o (diferen\u00e7as entre indiv\u00edduos), por exemplo: as p\u00e9talas de rosas podem ser vermelhas, amarelas, brancas&#8230; O mesmo pode ser visto nos nossos alimentos, por exemplo nos mais variados tipos de bananas, ma\u00e7\u00e3s, feij\u00f5es&#8230; Ora, se existem varia\u00e7\u00f5es nas caracter\u00edsticas que observamos, deve existir tamb\u00e9m varia\u00e7\u00f5es nas sequ\u00eancias do DNA dos indiv\u00edduos. Chamamos o conjunto destas diferen\u00e7as de diversidade gen\u00e9tica. Existe diversidade gen\u00e9tica entre e dentro das esp\u00e9cies. Foi justamente manipulando esta diversidade gen\u00e9tica, por meio do favorecimento de caracter\u00edsticas observ\u00e1veis, que pudemos modificar as plantas e torn\u00e1-las alimentos mais \u00fateis. Atualmente a an\u00e1lise da diversidade gen\u00e9tica tem sido de grande import\u00e2ncia para a determina\u00e7\u00e3o dos locais de origem das plantas cultivadas. \u00c9 com base nos padr\u00f5es de varia\u00e7\u00e3o entre plantas cultivadas e esp\u00e9cies silvestres parecidas que podemos inferir sobre suas origens, mais ou menos como num teste de DNA para determinar a paternidade em humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudar a diversidade gen\u00e9tica de nossas plantas cultivadas \u00e9 importante tamb\u00e9m para podermos fazer melhor uso (tornando-as mais produtivas, por exemplo) e conserv\u00e1-las, garantindo que elas continuem existindo para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Por meio da caracteriza\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica existente em plantas cultivadas os geneticistas podem identificar variedades com caracter\u00edsticas mais atrativas (como por exemplo, r\u00e1pido crescimento, maior produ\u00e7\u00e3o, melhor valor nutricional etc.). A partir disso, variedades com caracter\u00edsticas de interesse podem ser desenvolvidas por manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Por sua vez, estimar quanta diversidade gen\u00e9tica existe em diferentes locais \u00e9 \u00fatil para sabermos quais regi\u00f5es podem ser usadas como fonte de diversidade para ajudar locais mais sujeitos \u00e0 perda de variedades por eventos tr\u00e1gicos ou por pobreza. Note como o estudo da diversidade gen\u00e9tica de plantas \u00e9 importante para a manuten\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar das popula\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Colin Khoury e seus colegas chamam a nossa aten\u00e7\u00e3o para a extensiva conex\u00e3o existente entre regi\u00f5es do mundo por meio das plantas cultivadas. Mas n\u00e3o somente isso: parece haver tamb\u00e9m uma tend\u00eancia cada vez maior de substituirmos a produ\u00e7\u00e3o de plantas nativas por plantas ex\u00f3ticas (aquelas origin\u00e1rias em outras regi\u00f5es). De fato, n\u00f3s somos cada vez mais dependentes dos alimentos uns dos outros. Isso aumenta muito nossa responsabilidade pelo melhor uso e conserva\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica existente em nossas plantas cultivadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>P\u00e1gina com vers\u00f5es interativas das figuras (muito legal) produzidas por Khoury e colaboradores (em ingl\u00eas): <a href=\"https:\/\/blog.ciat.cgiar.org\/origin-of-crops\/\">https:\/\/blog.ciat.cgiar.org\/origin-of-crops\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Alguns exemplos de estudos de diversidade gen\u00e9tica em plantas cultivadas (em portugu\u00eas):<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/descoberto-o-ancestral-selvagem-do-urucum\/22580\/\">http:\/\/agencia.fapesp.br\/descoberto-o-ancestral-selvagem-do-urucum\/22580\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/forma-mais-popular-da-mandioca-e-consumida-ha-9-mil-anos\/27608\/\">http:\/\/agencia.fapesp.br\/forma-mais-popular-da-mandioca-e-consumida-ha-9-mil-anos\/27608\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2014\/06\/08\/identidade-das-frutas-citricas\/\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2014\/06\/08\/identidade-das-frutas-citricas\/ <\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando vi este texto pela primeira vez h\u00e1 alguns anos, eu estava escrevendo minha tese de doutorado e por isso n\u00e3o o dei a devida aten\u00e7\u00e3o. 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