{"id":52,"date":"2019-02-07T10:58:28","date_gmt":"2019-02-07T12:58:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ea2pesquisa\/?p=52"},"modified":"2019-02-07T11:57:26","modified_gmt":"2019-02-07T13:57:26","slug":"planejamento-das-condicoes-de-ensino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ea2pesquisa\/2019\/02\/07\/planejamento-das-condicoes-de-ensino\/","title":{"rendered":"Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extens\u00e3o\u00a0e a Flexibiliza\u00e7\u00e3o Curricular:\u00a0uma vis\u00e3o\u00a0 da Extens\u00e3o"},"content":{"rendered":"\r\n\r\n\r\n<p>Como estamos num momento de intensa discuss\u00e3o sobre a <em><strong>Curriculariza\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o na Unicamp<\/strong><\/em>, procuramos auxiliar neste debate fazendo um breve levantamento do trabalho realizado por diversos autores, em 2006, o qual procura explorar diversos pontos essenciais sobre o tema <strong>Extens\u00e3o Universit\u00e1ria<\/strong>. A obra que utilizamos \u00e9 o compilado &#8220;<span style=\"font-weight: 400;\">F\u00f3rum de Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o das Universidades P\u00fablicas Brasileiras&#8221;,\u00a0 publicado pelo MEC\/SESu, Bras\u00edlia e UFRGS, Porto Alegre. (<a href=\"http:\/\/www.uemg.br\/downloads\/indissociabilidade_ensino_pesquisa_extensao.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vers\u00e3o online, 100 p\u00e1ginas<\/a>). Participaram na elabora\u00e7\u00e3o do documento pesquisadoras de diversas institui\u00e7\u00f5es (UFRJ, UFPA, UPE, UEMS, UFPB, UFSCar, UENF, UEL, UNIFESP, UFMG, UDESC, UNIRIO, UFRGS)<\/span><\/p>\r\n<p><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\r\n<p>O Cap\u00edtulo I apresenta uma s\u00edntese da hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o Superior em seus aspectos jur\u00eddicos relativos ao tema. No Cap\u00edtulo II, aborda-se a universidade em seu processo de transforma\u00e7\u00e3o, no que tange aos caminhos para a implementa\u00e7\u00e3o da flexibiliza\u00e7\u00e3o curricular, sempre tendo em vista o princ\u00edpio da indissociabilidade. O Cap\u00edtulo III enfoca essa tem\u00e1tica, baseando-se nas experi\u00eancias desenvolvidas no \u00e2mbito da extens\u00e3o e que contribuem para a constru\u00e7\u00e3o desse processo nas universidades p\u00fablicas brasileiras.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ao final, s\u00e3o tecidas considera\u00e7\u00f5es ressaltando a import\u00e2ncia de um curr\u00edculo constru\u00eddo sob a \u00f3tica da indissociabilidade, tendo a flexibiliza\u00e7\u00e3o como um dos principais mecanismos para a garantia de uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e cidad\u00e3.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al\u00e9m de apresentar os principais documentos que regem a Extens\u00e3o Universit\u00e1ria, o primeiro cap\u00edtulo faz um panorama hist\u00f3rico da quest\u00e3o no Brasil, que se inicia com o aparecimento, em 1931, do primeiro registro oficial sobre Extens\u00e3o Universit\u00e1ria. Destaca as diversas concep\u00e7\u00f5es de Extens\u00e3o ao longo da breve hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o Superior no Brasil: de modalidade instrumental da classe dirigente at\u00e9 a aproxima\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada de 60, com os movimentos sociais. Salienta que tal postura institucional foi interrompida ap\u00f3s o Golpe Militar de 64, quando foi criado o Projeto Rondon, em 1966, objetivando &#8220;a coopta\u00e7\u00e3o de estudantes (&#8230;) ao modelo desenvolvimentista e tecnicista implantado no pa\u00eds naquele momento&#8221; (p.19), fomentando assim, um fluxo ambivalente entre estudantes \u00e0 servi\u00e7o do Estado Autorit\u00e1rio e, ao mesmo tempo, com o governo, do outro lado, se inserindo na Universidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O texto esclarece que mesmo com a Reforma Universit\u00e1ria de 1968 a Extens\u00e3o ainda manteve o car\u00e1ter de &#8220;cunho assistencialista e desvinculado do ensino e da pesquisa&#8221; (p.20). Faz um giro hist\u00f3rico e sublinha que &#8220;Os anos de 1979 (Anistia), 1984 (Campanha Diretas J\u00e1), 1988 (Constitui\u00e7\u00e3o Federal) e 1989 (Elei\u00e7\u00f5es Diretas) devem ser pontuados pelos desdobramentos que incitaram&#8221; e devem ser considerados como marcos democr\u00e1ticos ante os &#8220;retrocessos sociais e pol\u00edticos at\u00e9 ent\u00e3o vividos&#8221;. (p.20)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>H\u00e1 ent\u00e3o uma virada institucional e epistemol\u00f3gica com a cria\u00e7\u00e3o do FORPROEX (For\u00fam de Pr\u00f3-Reitores de Universidades P\u00fablicas), em 1987, e a concep\u00e7\u00e3o de Extens\u00e3o \u00e9 revista: &#8220;rediscute-se a fun\u00e7\u00e3o social da Universidade, (&#8230;) sua institucionaliza\u00e7\u00e3o e seu financiamento&#8221;. Passa-se a considerar a popula\u00e7\u00e3o brasileira como produtora ativa e n\u00e3o apenas receptora de conhecimento. Surge a discuss\u00e3o acerca da &#8220;necessidade de um curr\u00edculo din\u00e2mico, flex\u00edvel, e transformador&#8221; que poderia ser implementado atrav\u00e9s de metodologias de ensino-aprendizagem problematizadoras e aderidas \u00e0 realidade concreta da regi\u00e3o e do pa\u00eds. \u00c9 o fortalecimento da indissociabilidade da tr\u00edade Ensino-Pesquisa-Extens\u00e3o, pautado pelo Artigo 207 da CF-88.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Diante dessa nova concep\u00e7\u00e3o, a sala de aula deixa de ser o palco da produ\u00e7\u00e3o de teoria e passa a ser considerada como &#8220;todo o espa\u00e7o, dentro ou fora da universidade, onde se realiza o processo hist\u00f3rico-social, vivido por diferentes atores&#8221; (p.23). No texto, este \u00e9 o principal exemplo que ilustra as consequ\u00eancias ocorridas com a mudan\u00e7a conceitual e institucional e seu reflexo no processo pedag\u00f3gico e na democratiza\u00e7\u00e3o do saber acad\u00eamico, &#8220;uma vez que, por meio (da Extens\u00e3o), o saber retorna \u00e0 Universidade, testado e reelaborado&#8221; (p.24) A partir disso, o texto apresenta in\u00fameras pol\u00edticas e diretrizes que orientaram as Universidades nesse novo cen\u00e1rio de integra\u00e7\u00e3o social, ancorado pela tr\u00edade Ensino-Pesquisa-Extens\u00e3o: capta\u00e7\u00e3o de recursos, interlocu\u00e7\u00e3o com minist\u00e9rios, produ\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com essa retrospectiva, tal documento nos evidencia a participa\u00e7\u00e3o do FORPROEX nos debates nacionais sobre Educa\u00e7\u00e3o Superior no Brasil e demonstra seu car\u00e1ter ativo como interlocutor e propositivo diante da nova concep\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o:&#8221;um espa\u00e7o privilegiado de reflex\u00e3o e a\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, contribuindo para a oxigena\u00e7\u00e3o do pensar e do agir transformador da Universidade&#8221; (p.30).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O objetivo do segundo cap\u00edtulo \u00e9 indicar refer\u00eancias norteadoras para entendermos o processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o curricular. O documento salienta a import\u00e2ncia do conceito de Curr\u00edculo, como aglutinador e express\u00e3o da tr\u00edade Ensino-Pesquisa-Extens\u00e3o e nos mostra que, a partir dele, poder\u00edamos evidenciar o Projeto Pol\u00edtico-Pedag\u00f3gico da Universidade. Tal projeto deveria ser \u201capoiado em princ\u00edpios \u00e9ticos, humanistas e solid\u00e1rios, que fortale\u00e7am uma concep\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de vida em sociedade&#8221; (p.36)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Assim, seria fundamental nos afastarmos da no\u00e7\u00e3o de curr\u00edculo entendida como &#8220;grade&#8221;, &#8220;um elenco variado de informa\u00e7\u00f5es (que imprimiriam) uma vis\u00e3o linear e r\u00edgida de forma\u00e7\u00e3o, capaz de marginalizar aqueles que n\u00e3o se adequassem a ele&#8221; (p.38)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>H\u00e1 mais uma vez, nesse segundo cap\u00edtulo, uma referencia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que acompanha os movimentos de disputa acerca do conceito de curr\u00edculo, culminando, nas d\u00e9cadas de 80 e 90, com o projeto neoliberal de universidade, que valoriza &#8220;modelos e pr\u00e1ticas gerenciais que buscam &#8220;aumentar&#8221; a qualidade e a efici\u00eancia dos servi\u00e7os, tendo como modelo a administra\u00e7\u00e3o de empresas privadas&#8221; (p.39)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundos os autores, a Universidade brasileira, dentro dessa perspectiva, \u00e9 colocada em xeque, n\u00e3o somente em sua autonomia universit\u00e1ria, mas em seus processos pedag\u00f3gicos e em esferas da micropol\u00edtica: ilustram a discuss\u00e3o ideias de &#8220;qualidade total&#8221;, &#8220;efic\u00e1cia&#8221;, &#8220;sucesso&#8221;, e demais no\u00e7\u00f5es atreladas \u00e0 l\u00f3gica privada. Nossas an\u00e1lises deveriam considerar o poder hegem\u00f4nico da economia, hoje globalizada, e surpreendentemente inovadora. Ao considerar essas vari\u00e1veis, a forma\u00e7\u00e3o do estudante n\u00e3o poderia se circunscrever ao utilitarismo profissionalizante, dadas as mudan\u00e7as constantes dos instrumentos e direcionamentos t\u00e9cnicos. Ter\u00edamos que pensar o curr\u00edculo como forma de iluminar as compet\u00eancias metodol\u00f3gicas, \u00e9ticas e epistemol\u00f3gicas: como o conhecimento \u00e9 produzido? Em qual contexto hist\u00f3rico? Para quais finalidades?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote>\r\n<p><em> <\/em><em>&#8220;A busca dessa compet\u00eancia (&#8230;) passa pelo desenvolvimento de uma atitude investigativa e <\/em><em> <\/em><em>questionadora, ampliando a capacidade de aprender por si do ser humano, criando condi\u00e7\u00f5es para <\/em><em> <\/em><em>que ele possa, permanentemente, se manter aprendendo. \u00c9 essa capacidade de (re)criar o <\/em><em> <\/em><em>conhecimento e manuse\u00e1-lo que, realmente, qualifica a compet\u00eancia do indiv\u00edduo.&#8221; (p.43)<\/em><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Desse modo, o documento alerta para a tecniciza\u00e7\u00e3o perversa, motivada pelo contexto econ\u00f4mico produtor de disparidades materiais, e que, ao ignorar aspectos sociais, pol\u00edticos e de conscientiza\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do contexto local, regional e nacional, e evidentemente de suas demandas, o curr\u00edculo poderia, em vez de amenizar as desigualdades sociais e de acesso a servi\u00e7os, aprofund\u00e1-las.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Esse novo paradigma requer docentes, \u201cpr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e uma nova organiza\u00e7\u00e3o curricular perme\u00e1vel \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es em curso, interdisciplinar, privilegiando a articula\u00e7\u00e3o teoria-pr\u00e1tica na forma\u00e7\u00e3o integral do estudante\u201d (p.44) Nessa dire\u00e7\u00e3o, a LDB (1996) determina o fim dos<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote>\r\n<p><em> <\/em><em>&#8220;antigos curr\u00edculos m\u00ednimos (&#8230;). As Diretrizes Curriculares, al\u00e9m de tra\u00e7arem caminhos para <\/em><em> <\/em><em>elimina\u00e7\u00e3o do excesso de pr\u00e9 e de co-requisitos entre as disciplinas, preveem a inclus\u00e3o de <\/em><em> <\/em><em>atividades denominadas &#8216;\u2018complementares\u2019&#8217; nos projetos pedag\u00f3gicos de tais cursos, abrindo-se, <\/em><em> <\/em><em>assim, possibilidades no Curr\u00edculo para a introdu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de Extens\u00e3o, ao lado de outras <\/em><em> <\/em><em>atividades, como as de Pesquisa&#8221; (p.45)<\/em><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tal ideia de flexibiliza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o curricular, pressup\u00f5e uma liberdade maior para o estudante articular suas escolhas e construir sua identidade, valorizando a viv\u00eancia universit\u00e1ria numa dimens\u00e3o jamais considerada anteriormente: &#8220;um projeto que se forja no cotidiano&#8221; (p.46).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O documento salienta que esse processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o e de produ\u00e7\u00e3o coletiva das viv\u00eancias seja fortemente vinculado ao &#8220;n\u00facleo epistemol\u00f3gico do curso, a partir do perfil do profissional delineado no projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico&#8221;. (p.47)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Desse modo, com o Curr\u00edculo incorporando as viv\u00eancias, reflex\u00f5es e demandas sociais e dos pr\u00f3prios estudantes, se resgataria o compromisso da Universidade P\u00fablica com a cidadania plena.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Logo no in\u00edcio do terceiro cap\u00edtulo, intitulado &#8220;Caminhos&#8221;, o documento apresenta a RENEX &#8211; uma rede de compartilhamento de documentos e experi\u00eancias de in\u00fameras intitui\u00e7\u00f5es. A partir dela se pretende construir uma tipologia &#8220;das experi\u00eancias que vem sendo vivenciadas por diferentes universidades, uma conceitua\u00e7\u00e3o das atividades de pesquisa e extens\u00e3o mais condizente com a no\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de indissociabilidade(&#8230;).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote>\r\n<p><em> <\/em><em>&#8220;A composi\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo ser\u00e1 resultado da discuss\u00e3o coletiva do projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico e <\/em><em> <\/em><em>dever\u00e1 contemplar um n\u00facleo que caracterize a identidade do curso e em torno do qual se construa <\/em><em> <\/em><em>uma estrutura que viabilize uma forma\u00e7\u00e3o mais generalista e que aproveite todas as possibilidades <\/em><em> <\/em><em>e todos os espa\u00e7os de aprendizado poss\u00edveis&#8221; (p.57)<\/em><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al\u00e9m dos aspectos ligados ao projeto pedag\u00f3gico, da constru\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo flex\u00edvel e de sugest\u00f5es acerca da padroniza\u00e7\u00e3o de siglas (nomenclatura) para sua implementa\u00e7\u00e3o mais racional, o documento salienta a import\u00e2ncia na &#8220;promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es continuadas de conscientiza\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o da comunidade acad\u00eamica&#8221;(p.58). Essa seria a grande miss\u00e3o dos org\u00e3os e departamentos ligados \u00e0 pol\u00edtica institucional das respectivas institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior. Se essa motiva\u00e7\u00e3o for bem sucedida, as a\u00e7\u00f5es integradoras entre a realidade (demandas sociais) e o ensino, pesquisa e extens\u00e3o, tamb\u00e9m o ser\u00e1.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Destaca a import\u00e2ncia dos org\u00e3os colegiados: Plen\u00e1rias e Grupos de Trabalho como metodologia de integra\u00e7\u00e3o de diversas institui\u00e7\u00f5es e tentativa de democratizar a discuss\u00e3o. Mais internamente, ilumina o papel da administra\u00e7\u00e3o superior, respons\u00e1vel por estruturar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a implementa\u00e7\u00e3o da flexibiliza\u00e7\u00e3o, abarcando &#8220;o sistema de controle acad\u00eamico e investimento em recursos humanos&#8221; (p.60). Nessa seara, o documento tamb\u00e9m destaca &#8220;a imprescindibilidade da defini\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o de formas de avalia\u00e7\u00e3o institucional das a\u00e7\u00f5es de flexibiliza\u00e7\u00e3o&#8221;(p.60) como maneira de retroalimentar o desenho e implementa\u00e7\u00e3o das diversas etapas da flexibiliza\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As experi\u00eancias dessa flexibiliza\u00e7\u00e3o foram ilustradas da seguinte maneira:<\/p>\r\n<ul>\r\n<li>Atividade de extens\u00e3o<\/li>\r\n<li>Atividade de pesquisa<\/li>\r\n<li>Atividade de monitoria<\/li>\r\n<li>Disciplinas eletivas ou optativas ou isoladas<\/li>\r\n<li>Participa\u00e7\u00e3o em semin\u00e1rios, congressos e similares<\/li>\r\n<li>Est\u00e1gios curriculares n\u00e3o-obrigat\u00f3rios<\/li>\r\n<li>Atividade em Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia<\/li>\r\n<li>Atividade de representa\u00e7\u00e3o acad\u00eamica<\/li>\r\n<li>Participa\u00e7\u00e3o no Programa Especial de Treinamento ou outros Grupos de Tutorias<\/li>\r\n<li>Disciplinas cursadas em outras institui\u00e7\u00f5es<\/li>\r\n<li>Visitas t\u00e9cnicas<\/li>\r\n<li>Discuss\u00f5es tem\u00e1ticas<\/li>\r\n<\/ul>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Experi\u00eancias como a Atividade Curricular em Comunidade (ACC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Atividade Curricular de Integra\u00e7\u00e3o Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o (ACIEPE) da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) mostraram que \u00e9 poss\u00edvel conectar pesquisa e extens\u00e3o sob a orienta\u00e7\u00e3o de professores, em disciplinas de 60 horas ou atividades complementares obrigat\u00f3rias &#8211; e assim destacar a &#8220;liberdade de escolha tem\u00e1tica e dos procedimentos metodol\u00f3gicos&#8221; (p.63)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Lembra o documento que as manifesta\u00e7\u00f5es concretas da pol\u00edtica institucional das Universidades P\u00fablicas podem variar mas dever\u00e3o sempre refletir o objetivo social que \u00e9 produzir e sistematizar o conhecimento e torn\u00e1-lo acess\u00edvel, pass\u00edvel de ser apropriado por diferentes segmentos da sociedade.<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como estamos num momento de intensa discuss\u00e3o sobre a Curriculariza\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o na Unicamp, procuramos auxiliar neste debate fazendo um breve levantamento do trabalho realizado por diversos autores, em 2006, o qual procura explorar diversos pontos essenciais sobre o tema Extens\u00e3o Universit\u00e1ria. 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