Novo Conceito de Doença

Interessante o artigo de Andrew Pollack no New York Times que recortei do blog do Marcelo Leite.

Nesse artigo, o repórter científico fica entusiasmadíssimo com a possibilidade de se redefinir doenças a partir de sua similaridade genética. Nas palavras dele:

“Dr. Butte, an assistant professor of medicine at Stanford, is among a growing band of researchers trying to redefine how diseases are classified — by looking not at their symptoms or physiological measurements, but at their genetic underpinnings. It turns out that a similar set of genes is active in boys with Duchenne and adults who have heart attacks.

The research is already starting to change nosology, as the field of disease classification is known. Seemingly dissimilar diseases are being lumped together. What were thought to be single diseases are being split into separate ailments. Just as they once mapped the human genome, scientists are trying to map the “diseasome,” the collection of all diseases and the genes associated with them.”

“Diseasome”? Um mapa gênico de doenças! Um novo jeito de ver, cria novas concepções de mundo (e vice-versa! Acho que Bachelard já tinha dito isso!). Tudo teria uma base genética, não é mesmo?

Mas, o que dizer então, das irritantes doenças de diagnóstico puramente clínico como por exemplo a fibromialgia, enxaquecas, depressões, sem contar na infinidade de distúrbios psiquiátricos. O autor mesmo responde:

“Indeed, Dr. Duffin said, people who feel sick nowadays “don’t get to have a disease unless the doctor can find something” and instead might be told that it’s all in their head. Doctors argue, for instance, about whether fibromyalgia or chronic fatigue syndrome, which have no obvious anatomical causes, are really diseases.”

Mas, achar um defeito na síntese de uma proteína importante para determinada ação biológica e suas relações com outras disfunções não supostas antes é, de fato, mapear as doenças da espécie humana?

Discussão - 2 comentários

  1. Karl disse:

    Caro Karl,isso é coisa de quem vive no laboratório e não possui visão prática nenhuma. É como juntar “tudo que seja azul”, por exemplo, no mesmo balaio. Nós, humanos, e nossa torpe mania de classificar para fingir entender…P.S. Karl, acho que enxaqueca é uma doença genética.

  2. aleph disse:

    Ops…Leia-se “ALEPH”

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