O Corpo de Copérnico

Capt. Dariusz Zajdel M.A., Central Forensic Laboratory of the Polish Police / AFP – Getty Images A computerized portrait, released Thursday by Polish police, reconstructs the face of a man whose skull was found buried in a cathedral in the
northern city of Frombork.

Acharam o corpo de Nicolau Copérnico em uma catedral (Frombork) na Polônia. Não ia escrever sobre isso, não é a especialidade do Ecce Medicus, mas não resisti.

A repercussão da notícia chama a atenção. Experimente googlar com os termos “copernicus skull”! Se estiver entre aspas mesmo, são 235 entradas com sites em árabe, japonês (acho, eu), russo, polonês.
Agora me digam: Qual é a real importância de acharmos o crânio de Copérnico? Convenhamos, parece que achamos a tumba de um apóstolo ou do próprio JC!! O que as autoridades vão fazer com o crânio do homem? Um altar? Organizar excursões e cobrar ingresso para vê-lo? Quem gostaria de ver um espetáculo assim? Cientistas, historiadores da ciência e quem mais?
Qual a real importância de acharmos o crânio de Copérnico? O que há por trás dessa incômoda pergunta?
PS. Agradeço ao Luiz Bento o envio da notícia.

Discussão - 9 comentários

  1. maria disse:

    boa pergunta. é mais para mera demonstração de malabarismo genético.
    achei uma coisa divertida: eles comprovaram que é mesmo o copérnico porque bate com o dna de um cabelo que encontraram dentro de um livro dele.
    e se fizerem um altar, local de adoração à ciência etc., em torno dos restos mortais da faxineira do copérnico? acho o máximo.

  2. Aleph disse:

    Caro Karl, o mundo só sobrevive pela arte e por sua devoção a ela. Achar e homenagear o crânio de Copérnico faz parte desse rito. Lévi-Strauss que o diga!

  3. Além da questão mencionanda pela Maria, acho que o apelo dessa descoberta também tem a ver com o fato de dar materialidade a alguém que é uma espécie de “lenda” (no sentido litúrgico mesmo) da ciência. Também não nos esqueçamos que isso acontece às vésperas do ano internacional da astronomia (coincidência?) .

  4. Karl disse:

    Mas por que é que cientistas precisam e querem mais do que nunca a materialidade litúrgica de um, atente bem para a palavra que vou usar, ídolo?

  5. Kim disse:

    Você quer? [2]
    Não vejo nenhum movimento dos cientistas de criar um ídolo tangível. O que foi feito era uma satisfação de curiosidade, assim como a reconstrução da face de Thuthancâmon (é assim?). É simplesmente LEGAL, não idolátrico.
    Vá, que outros exemplos há disso? Dawkins?

  6. Luis Brudna disse:

    Pronto.
    Não gosta da idéia de reconstruir a face de Copérnico?
    Eu conheço algo chamado… curiosidade.
    Eu estou curioso.

  7. Karl disse:

    A curiosidade move montanhas, Luis. É preciso enxergar além do fato. Não sou contra reconstruirem Copérnico, não sou contra materializar ídolos da Astronomia no ano da Astronomia, mas vejo, sem precisar de muita paranóia, um certo exagero na manipulação dos signos! Tenho dúvidas se algumas pessoas não romperão a tênue linha que separa a curiosidade da devoção. Exemplos, há aos borbotões, Kim. Há igrejas “científicas”, crentes lendo biografias duvidosas de Einstein e um belo mercado de ex-físicos que se tornaram grandes místicos a começar pelo próprio Newton. O que esse post gostaria de chamar a atenção é que essas coisas estão de fato muito próximas. Não sei se conseguiu.

  8. Maggie disse:

    Haha, shuoldn’t you be charging for that kind of knowledge?!

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