Sala de Espera III

Conversando com uma amiga ela me fez a seguinte pergunta:

“Eu encontro praticamente tudo o que quero na internet. Por que informações do médico mais adequado para mim são tão difíceis de achar?”

Excluindo as questões éticas do tipo “médico não pode fazer propaganda direta”, gostaria de saber dos leitores se escolheriam um médico pelo Google ou qualquer outro sistema de busca. Tem gente escolhendo médico pelo currículo Lattes!!! Eu, particularmente, acho isso bastante perigoso. O Google Directory nos EUA tem um serviço assim que parece bastante utilizado. O que vocês acham, dá para escolher médico pela internet ou o velho boca-a-boca ainda é o mais eficiente?

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Discussão - 15 comentários

  1. Erick Moreno disse:

    Claro que dá pra escolher médico pela internet.
    Considerando que uma informação de boca a boca é apenas uma opinião pessoal e que postagens em blogs, twitter ou informação mais consistente armazenada pelo Google Directory são várias opiniões pessoais (ou não), procurar na internet é mais seguro do que no boca a boca prq a amostragem é maior.
    Se formos levar em consideração que na internet podemos ter mais detalhes sobre a vida acadêmica e profissional do médico, não vejo motivo para não embasar a escolha no que foi conseguido na web.

  2. Chloe disse:

    olá… : )
    olha, acho meio complicado escolher pela internet. : |
    já procurei informações sobre médicos via Google, mas depois de já terem sido indicados por amigos.
    na minha opinião a impressão pessoal conta muito e só quem conhece ao vivo e a cores pode dar uma melhor idéia de como é o profissional, além de poder falar de resultados.
    pra mim, a internet não é a melhor referência.
    ; )
    C.

  3. daniel disse:

    As duas coisas 🙂 Indicacao e uma busca rapida sobre eles… Tive que fazer isso no mes passado, quando procurei um psiquiatra em sao carlos… Pedi indicacoes e, com os nomes em maos, dei um “googlada” por eles.
    Eh uma pena que o servido do Google Health (google.com/health) nao exista no Brasil… Tenho armazenado muita coisa la para poder compartilhar com meu clinico geral “oficial”, que mora em outra cidade.

  4. Claudia Chow disse:

    Indicacao de amigos contam, mas e se eles nao tiverem ninguem pra indicar, #comofaz? Ou pq nao conhecem, ou vc está em outra cidade, ou simplesmente eles nao recomendam o q conhecem?
    A internet ta ai pra isso, nao? Ja disso no twitter outro dia, quero um orkut medico com o perfil do profissional e quem deveria fazer é isso é o Conselho Regional de Medicina, pra tentar diminuir as possiveis fraudes. Medico nao pode fazer propaganda direta, mas perfil numa rede social nao é considerada propaganda, é? Será q tem medicos no Linkedin? vou procurar…

  5. Sibele disse:

    Tarefa difícil, esta.
    O boca-a-boca é sempre subjetivo. Já obtive opiniões ótimas sobre médicos, que não se comprovaram (no meu julgamento) quando deu-se o tête-à-tête. E a informação online, por sua vez, é incompleta, sem fornecer dados mais consistentes para uma escolha acertada.
    Acho que uma saída seria mesmo o indicado pelo Daniel: um combinado entre indicações e pesquisa online. E uma vez concretizada a consulta médica, procurar a 2ª opinião (e 3ª, e 4ª, se julgar necessário).

  6. Ana Arnt disse:

    Eu sempre procuro no site do meu plano de saúde… Não sei se isso conta… Depois vou dar uma procurada em informações a mais (com amigos e parentes que sejam médicos ou trabalhem na área da saúde).
    Mas a minha pergunta nunca é essa, embora tenha quase as mesmas palavras… rsrsrs
    “Eu encontro praticamente tudo o que quero na internet. Por que informações mais adequadas do que eu tenho e como se desenvolve (a doença, os sintomas…) são tão difíceis de arrancar do médico?”
    Eis uma pergunta que sempre me intriga (e quando não respondida, me faz não voltar ao tal dr… Mesmo que ele seja “bem cotado” por todos os sistemas de busca possíveis!!!)

  7. Ana Arnt disse:

    Eu sempre procuro no site do meu plano de saúde… Não sei se isso conta… Depois vou dar uma procurada em informações a mais (com amigos e parentes que sejam médicos ou trabalhem na área da saúde).
    Mas a minha pergunta nunca é essa, embora tenha quase as mesmas palavras… rsrsrs
    “Eu encontro praticamente tudo o que quero na internet. Por que informações mais adequadas do que eu tenho e como se desenvolve (a doença, os sintomas…) são tão difíceis de arrancar do médico?”
    Eis uma pergunta que sempre me intriga (e quando não respondida, me faz não voltar ao tal dr… Mesmo que ele seja “bem cotado” por todos os sistemas de busca possíveis!!!)

  8. Anonymous disse:

    Diante do que se vê e se sente em relação a maioria dos médicos atrelados a planos de saúde, ao serviço público e muito especialmente, por sua impassividade e enorme dificuldade diante da dor dos pacientes e de seus familiares (tendo a considerar que você é rara exceção, como há outras, decerto) talvez, escolher um médico pela internet seja menos absurdo do que parece. Mas, veja, isso não é privilégio da medicina, esse distanciamento, essa recusa no enfrentamento com a dor. O mesmo ou o similar acontece em tantas outras áreas. Meio por aí, caro Karl. E obrigada por seu blog, por suas opiniões, suas perguntas.

  9. Igor Santos disse:

    Qual a definição de “médico mais adequado”?
    Se estou tossindo muito, um vou direto num pneumologista ou num clínico geral antes?
    Eu acho que “mais adequado” só se aplica à uma doença já diagnosticada, como visitar um especialista em tuberculose.
    Antes disso, qualquer médico é médico (partindo do princípio que todos são generalistas antes de serem especialistas).
    Só vejo uma diferença entre boca-a-boca e Internet: na Web um médico pode criar quantas personalidades quiser e espalhar infinitamente sua própria fama, coisa que é difícil de fazer pessoalmente. Por mais que digam que não, o anonimato ainda impera e a Internet é, para a maioria dos fins, Terra de Ninguém.
    Sibele, eu sempre achei meio perigoso isso de 2ª e 3ª opinião, porque muita gente que eu conheço faz isso até achar um médico que diga o que ela quer ouvir. Aí as vinte e três opiniões anteriores e concordantes são descartadas em favor dessa “preferida” e os outros médicos ficam (para aquela pessoa) com fama de burros e despreparados.
    Enquanto os pacientes não se convencerem que os médicos sabem (sobre saúde e doença) muito mais do eles, charlatões continuarão prosperando.

  10. Sibele disse:

    Igor, a 2ª (e outras) opiniões é, a meu ver, uma boa alternativa desde que vc não seja um hipocondríaco e não sinta segurança com o médico que o atendeu.
    Tenho uma prima que topou com uma médica ginecologista que foi incapaz de diagnosticar corretamente um sangramento vaginal, protelando o diagnóstico correto por quase um ano – e era câncer, que, finalmente diagnosticado – por outro médico, diga-se – já estava em estágio avançado, exigindo uma histerectomia total e quimioterapia – esta para a metástase. Quanto sofrimento seria possível evitar com uma segunda opinião?

  11. Sibele disse:

    (Post scriptum)
    Igor, mais argumentos: confira no cretinas, o relato da via crucis do tio dele, em seu último post. Uma 2ª opinião poderia ter evitado tudo isso?
    Claro que o ideal seria a 1ª opinião resolver tudo… mas no contexto nacional na área de saúde, eu não arriscaria! Leve-se em conta tb que se a 2ª (ou 3ª) opinião forem concordantes com a primeira, é obvio que não será necessário chegar à 23ª…
    (Desculpe-me, Karl. Mas vc que instigou!)

  12. maria disse:

    eu só confio no boca-a-boca. estou ensaiando experimentar o livro do plano de saúde para coisas que me pareçam mais de rotina, mas fico sempre preocupada.
    é uma pergunta que já me fiz: como faço para arranjar um médico numa cidade em que não conheço muitas pessoas? não sei. acabo concentrando boa parte do meu atendimento médico em são paulo, por causa disso (e não em campinas, onde moro).
    mas já me vi em situação de ter que contar com a internete. nos estados unidos, justamente. eu precisava de um ginecologista e as mulheres naquele país não têm médico. só as grávidas e mães recentes. o atendimento de rotina é feito por um profissional técnico. joão encontrou então na internete uma lista de discussão de mães recentes que trocavam dicas de médicos. lendo os comentários, se forem muitos, a gente saca por que cada mulher gostou ou não de um médico. às vezes dá para, a partir disso, sacar qual funcionaria melhor pra mim. deu certo.
    talvez fosse uma boa ter isso – uma lugar virtual centralizado onde a gente pudesse falar bem e mal de médicos.

  13. Igor Santos disse:

    Sibele, voltamos ao problema do balanço.
    Há casos em que o diagnóstico é impreciso várias vezes e casos em que ele é impreciso apenas na última e satisfatória vez.

  14. Sibele disse:

    Certo Igor, aqui estamos nós ainda na balança descalibrada…
    Mas como assim, “Há casos em que o diagnóstico é impreciso várias vezes e casos em que ele é impreciso apenas na última e satisfatória vez”? Em diagnósticos médicos? Não entendi essa sua assertiva.
    Karl, help us, please!

  15. Fernando disse:

    Nada substitui o téte-à-téte.

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