Marketing Genérico?

http://todaysseniorsnetwork.com/Prescription%20pills,%20medicines,%20medication.jpgOs medicamentos genéricos foram uma evolução importante na terapêutica moderna. Muito do que se paga por uma medicação é fruto de pesquisa e desenvolvimento – o chamado P&D -, mas muito do custo é devido ao marketing, que são os custos da comercialização, veiculação e inserção do medicamento no mercado supercompetitivo da BigPharma. A ideia é que se você tem um medicamento sem nenhum marketing, pelo menos o custo disso poderia ser abatido do valor final do remédio. No Brasil, e em muitos países do mundo, os genéricos têm que passar por estudos que mostrem equivalência com os chamados medicamentos-índice. Esses estudos custam caro – essa, uma das razões do genérico normalmente ser mais caro (e mais confiável, teoricamente) que o similar, que não passa por esses testes.

Além disso, está havendo uma competição de genéricos. Várias indústrias produzem o mesmo medicamento e têm autorização para comercializá-los. O médico prescreve o sal. Como decidir entre uma marca de genérico e outra? Propaganda leiga?! De alguma forma, será que esse tipo de publicidade não é repassado para o produto? Daí a pergunta:

Você é a favor da propaganda de medicamentos genéricos ?

Discussão - 11 comentários

  1. João Carlos disse:

    Eu já quase saí no tapa com um médico que tinha impresso em sua receita “Não autorizo a substituição dos remédios prescritos por similares ou genéricos” (vá receitar “griffe” para a vovozinha!).
    Como sempre, o ônus tem que cair sobre o poder público: cabe a quem autoriza a fabricação e venda do similar e genérico publicar os resultados.
    Não dá para confiar no publicitário, nem no balconista da farmácia. E nem em todos os médicos, infelizmente…

  2. Claudia Chow disse:

    Eu nao tenho nenhuma ideia formada a respeito, por causa do seu blog eu descobri q eu sou super auto-negligente, entao vc deve imaginar qual a minha relacao c/ remédios… Sejam eles de qual espécie for…
    Mas o q eu nao entendi, só os genéricos podem fazer propaganda?

  3. Leonardo disse:

    1. dentro de breve o similar deverá ter estudo de bioequivalencia (não me lembro a data).
    2. Se genérico == referencia == genérico2, então generico == generico2. Sendo assim, qualquer propaganda alardeando suposta diferença entre genéricos é falsa, e pedir um genérico mais caro é atestado de burrice.

  4. felipevca disse:

    sou a favor da propaganda do uso dos genericos, nunca da propaganda de genericos de determinada marca…

  5. Karl disse:

    A questão é se indústrias que têm autorização do governo e isenções fiscais para produzir medicamentos a baixo custo, podem alardear seus produtos no mercado como se fossem detentoras de marcas disputando gordas fatias de mercado.

  6. maria disse:

    nunca consegui entender o conceito de genérico de marca. a ideia não era se livrar das grifes?

  7. Rafael [RNAm] disse:

    Mais uma questão levantada por mamãe:
    Semana passada estouraram uma casa ao lado de casa onde havia tonelada de medicamentos falsos. Não sei quais eram, mas dá um pouco de medo quando pedimos um genérico na farmácia e vem uma cartela vagabunda com um sabe-se-lá-o-que dentro. Afinal, tanto remédio apreendido era vendido para alguém, certo?
    A marca dá uma certa garantia.
    Este talvez seja o pq da propaganda funcionar tanto. O ser humano precisa ja esrtar familiarizado com a cor, o logo ou o formato de algo.
    Não estou votando sim para a propagando, só tentando entendé-la

  8. Fernanda disse:

    Às vezes a malandragem é maior do que a gente pensa. Há empresas que produzem o medicamento genérico na mesma planta que o referência – ou seja, muda apenas o rótulo, para assim se atingir uma nova fatia de mercado.
    Detalhe importante: os genéricos passam pelos testes de bioequivalência para fins de registro. Até onde sei (posso estar mal informada) os testes de bioequivalência não são periódicos. Embora nada mude no processo de produção do medicamento, os fármacos (ou seja, as moléculas ativas) são importados. Geralmente, da Índia e da China. Aí é preciso ter fé na certificação deles e das empresas brasileiras que os recebem (se é que elas fazem algum teste por aqui a cada lote recebido). Cabe salientar que se há subprodutos de síntese em uma quantidade x nos fármacos pode ocorrer, em alguns casos, uma “inativação” biologica. Como um antibiótico que não funciona, por exemplo.
    Sei que não é o foco principal da discussão, mas acho que implementar a indústria de genéricos no Brasil sem também criar um parque farmoquímico nacional decente é como construir um banquinho de duas pernas.
    Abraços,
    Fernanda
    P.S.: Karl, fiquei te devendo aquela reportagem sobre a gripe A e a primeira morte, lembra? Infelizmente, o pânico tomou conta da cidade depois da segunda morte e o pessoal se fechou em copas. Ainda vou fazer um relato lá no meu blog sobre como é fácil deixar as pessoas apavoradas com notícias sobre doenças iminentes.

  9. Karl disse:

    Fernanda, você está correta quanto aos testes. Concordo com sua argumentação quanto à indústria nacional. A discussão é essa, maria. Grife custa dinheiro. Rafael, a marca dá uma certa garantia também conhecida como fé pública na indústria.
    Eu, a princípio sou contra a propaganda dos genéricos, mas que há genéricos e “genéricos” isso há! Como diferenciar? Agências reguladoras, no caso a ANVISA. E ela não dá conta de tudo. Isso explica algumas situações onde o genérico é bem recebido e outras em que não é. Tenho tentado orientar os pacientes nessa confusão mas, confesso que não é muito fácil.

  10. maria disse:

    mas como a gente faz? põe na carteira uma listinha das fábricas de genéricos confiáveis?

  11. Se todos os medicamentos genéricos tivesse a mesma qualidade dos medicamentos referência, teríamos um mundo perfeito. Na pratica isso não ocorre. Não se pode provar, mas é real.

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