Religião, Ciência, Bolsa de Valores e Bullying

113E61_2.jpgE como havia eu de suportar ser homem, se o homem não fosse também poeta adivinho de enigmas e redentor do azar?!
Redimir os passados e transformar todo “foi” num “assim o quis”: só isto é redenção para mim.
Assim Falou Zaratustra
F. Nietzsche

Para os gregos antigos, a verdade era ἀλήθεια (aletheia), no sentido de desvelamento: de a-, “negação”, e lethe “esquecimento”. Ou seja, o não esquecido, mas também, o não-escondido, não-dissimulado. A verdade é o que se mostra, a realidade da coisa e fala por si. O contrário dessa verdade é a aparência, o pseudos, aquilo que parece mas não é. Em latim, verdade se diz veritas e se refere muito mais à precisão, à exatidão. Está mais ligada ao discurso, à documentação e à linguagem, portanto. Diferentemente da aletheia, a veritas não se refere às próprias coisas, mas a discursos sobre elas. Seu oposto é a mentira ou falsificação. Em hebraico, verdade se diz emunah e significa “confiança”. Aqui, a verdade é encarnada nas pessoas e em Deus. A verdade está vinculada a uma confiança em alguém que não nos decepcionará, amigo ou Deus. Uma promessa que se cumprirá e que na sua expressão mais perfeita é uma revelação divina ou profecia. Se aletheia se refere as coisas como são, veritas diz como as coisas foram e emunah como serão. Segundo M. Chaui [1], nossa concepção de verdade é uma síntese dessas três vertentes.

Esse tipo de verdade é fundamentado em um evento; seja na suposição da realidade da coisa-em-si, seja na fidelidade de um relato, seja, por fim, na esperança de que uma profecia se cumpra. Esse é o tipo de verdade da qual se nutrem ciência e religião. Tanto para uma como para outra, a verdade é algo tangível ou porque corresponde a uma expectativa (emunah) no caso da religião, ou porque se adequa a um modelo proposto que funcione (aletheia com um véu a menos) no caso da ciência. Mas não só a tangibilidade da verdade importa. Importa saber que existe um “gabarito”, um porto-seguro onde encontraremos a Verdade sem que ninguém possa constestá-la, bastando para isso a pureza do método ou infinita luz revelada. E assim, nos redimiremos de todo o mal. A ciência é a minha religião. A religião é minha ciência…

Essa é a incômoda proximidade de Ratzinger aos cientistas como chamei a atenção aqui, aqui e aqui. Sim, eles todos acreditam em essências e na Verdade. Fundamentalistas a combater o relativismo, seja sob a forma de uma ética laica — impossível para o Vaticano; seja de uma verdade consensual, voltada ao bem-estar de uma sociedade, “cadáveres de metáforas que formam redes de conceitos utilizados como valores de verdade.” No final, são todos uns relativistas pós-modernos, dizem.

Na Bolsa de Valores há dois tipos de abordagem do “mercado”: os “fundamentalistas” e os “grafistas”. Os fundamentalistas, grosso modo, baseiam-se nos “fundamentos” da empresa, como lucro, grau de endividamento e participação no mercado. Eles querem conhecer a realidade da empresa para saber quanto ela vale. Nada mais justo! Seu guru Warren Buffett. Mas há os grafistas. “Um analista grafista usa figuras desenhadas com base em critérios subjetivos, do tamanho e na posição que ele acha que deveria ser, como base em suas preferências pessoais, e com isso acredita ser capaz de montar estratégias vitoriosas. Há muitos exemplos de analistas grafistas, porém não saberia citar nenhum comparável a Buffett ou Simons.” Os grafistas estudam o histórico da ação: eles observam a ação no passado e tentam perceber o que irá ocorrer com as cotações nas próximas semanas”. A análise dos grafistas é baseada em… em história?! em comportamento passado e curvinhas sobe-desce?! Alguém poderia dizer que os grafistas construiram “castelos de fumaça” e moram dentro deles. Eu diria diferente. Diria que além de construir esses castelos, eles os vendem por preços bastante interessantes. Eles também ganham (e perdem, eu sei) dinheiro na Bolsa, mas o importante aqui é entender que os dois tipos de análise são exatamente opostos: um se baseando numa “realidade” presumida, construída, com endereço certo, tijolo e ferro. O outro baseado em tendências que geram padrões donde se tiram comportamentos, tudo fincado num terreno bastante pantanoso da nóia geral que é o mercado, totalmente criado pelo homem!

Ratzinger, fundamentalistas da bolsa e cientistas têm boas razões para crer no que creem. As ciências ditas “humanas” ou históricas (que Aristóteles chamava de Política, Dilthey, de Geistwissenschaften – literalmente, ciências do espírito – e Kant, de razão prática) têm, porém, um status epistemológico diferente. Nesse caso, o homem é a medida de todas as coisas. Sim, o diagnóstico parece ser correto: Protágoras sofreu bullying por parte de Sócrates.

[1]Convite a Filosofia. Marilena Chauí.

Discussão - 9 comentários

  1. aphrodite em chita e havaianas disse:

    ah! esses meninos inteligentes. e que sabem rir.
    e como é infante e prazeroso ler o riso que escorre nas palavras dos meninos inteligentes. me lembram calvino.
    (e cartola – na voz de uma brasileira chamada gal, cantando uma coisa chamada cordas de aço)
    meninos muito inteligentes são mesmo como se um viajante numa noite de inverno. (nos teus dois últimos textos o és)
    mas ontem vesti um samba e fui à casa do físico ganhar carinho e comer gelatina – colorida; degradê.
    ver se o grafeno saberia celebrar-se também entre os átomos da minha tatuagem e prestar loas a novoselov.
    no dia anterior fomos à lua – despistar os histéricos e seus chiliques pós urnas apuradas.
    hoje, no jardim, viemos suplicar às efêmeras por alegria
    mas elas estavam a discutir com a fortaleza…
    “é inútil tentarem equilibrar-se em suas membranas filiformes”, disse a fortaleza. “só quem foi feito para durar pode aspirar a ser. Eu duro, logo existo; vocês não.”
    “nós habitamos o espaço do ar, escandimos o tempo com o bater das asas. o que mais quer dizer: ser?”, responderam as frágeis criaturas.
    “o tempo escorre sobre mim: eu permaneço”, insistia a fortaleza”

    E as efêmeras: “nós saltamos no vazio assim como a escrita sobre a folha branca e as notas da flauta no silêncio. Sem nós, não resta senão o vazio onipotente e onipresente, tão pesado que esmaga o mundo, vazio cujo poder aniquilador se resevte de fortalezas compactas, o vazio-cheio que só pode ser dissolvido por aquilo que é leve e rápido e sútil”
    (as efêmeras na fortaleza – dele, calvino)
    jura que me traz efêmeras na próxima visita?
    o físico sempre se despede costurando uma promessa, uma jura. tem medo (vai entender) de que as minhas partículas se dispersem e eu suma no acorde de um outro violão.
    e o físico também se despede sem o entretanto, porém, contudo, todavia que permeia as ciências diárias.
    não vê mais porquês em abrir todos os sapos e ver se lá um coração.
    não achei a gal. só achei o mestre:
    http://www.youtube.com/watch?v=16UsI_WVtJU

  2. Karl disse:

    Aphrodite. Doces e belas palavras. Eu rio e danço. Logo existo =). Obrigado.

  3. aphrodite em chita e havaianas disse:

    ah! existir é o máximo! eu acho incrível.
    ps: gosto bem mais quando estruturas o pensar em modo oxum. é bem mais divertido que a sua versão yemanjá!
    je vous salue mr.

  4. Nypoa disse:

    Olá Karl,
    Aproveitando que finanças é minha área profissional (e que, paradoxalmente, não é um assunto que me interessa muito comentar fora do trabalho, rsrsrs), confesso que não entendi muito bem a analogia. Ou talvez não tenha conordado. Não sei bem. De fato, o grafismo é rejeitado na academia. Sem aprofundar muito, a análise gráfica já não funciona em teoria. Ela, por hipótese, não se sustenta. Mas é muito apelativa, visualmente, e exige tanto conhecimento estritamente financeiro quanto a cirurgia espírita exige de medicina.
    Independentemente da analogia com o mercado, e de o mercado (financeiro) ser ou não apenas essa aparente explosão de expectativas pessoais, discordo de que todos possam ter boas razões para crer no que crêem, exceto se forem apenas “pessoalmente boas”, o que não ajuda muito.
    Contraste, por exemplo, seu post sobre o aborto (que eu não apenas concordo, como vou além acho que aos homens deve ser estendido o mesmo direito), com a afirmação de que “tudo são crenças”. Se tudo for reduzido a meras crenças, como contornar conflitos?
    []s,
    Nypoa

  5. Karl disse:

    Nypoa,
    A pergunta que faço a você como uma pessoa da área é se escrevi alguma grande besteira sobre os grafistas. A mim, basta que eles existam, pois um grupo de pessoas que interpretam o tal “conjunto de expectativas individuais” baseado em dados extremamente virtuais como eles, servem como exemplo de um outro tipo de racionalidade que “entende” a verdade com o grau de relativismo que se assemelha aos pragmatistas e confronta a visão de Ratzinger. O post é provocativo por aproximar Ratzinger de alguns cientistas, que arrogam-se conhecer a verdade em si.
    Sobre a pergunta: “Se tudo for reduzido a meras crenças, como contornar conflitos?” Ora, é exatamente essa a forma de contornar conflitos! Quando consideramos o que acreditamos meras crenças e não uma expressão auto-evidente da verdade, fica mais fácil não “matar” seu oponente e chegar a um acordo, não?

  6. Nypoa disse:

    Olá Karl,
    Sobre o grafismo, vc não escreveu besteira não. Mas, já indo ao segundo ponto do comentário, sobre força de argumentação e justificfativas, eis o que acontece com o grafismo, de forma simplificada (se ficar muito longo, pode deletar, rs):
    Há um conceito financeiro chamado de “eficiência de mercado”: um mercado fortemente eficiente é aquele que absorve, ou reflete nos preços dos ativos, toda informação pública imediatamente disponível. É mais ou menos assim: vc ouve pela noite na tv que alguma empresa fez uma grande descoberta. Na manhã seguinte, ao tentar comprar ações dessa empresa, essa descoberta já estará refletida no preço da ação. Ou seja, ela já terá subido. O mercado de ações é o mais eficiente de todos (ainda que não seja perfeitamente eficiente), e isso significa que não há como tirar vantagem desse tipo de informação: todos os participantes estão sujeitos apenas a expectativas, e não ao fato de que algum saiba mais ou menos que os demais (claro, os verdadeio participantes não somos nós aqui, mas aqueles que estão diretamente e diariamente nisso).
    O grafismo baseia-se num tipo de informação totalmente disponível: o comportamento passado de ações. Todos estão sempre diante do mesmo “comportamento gráfico” passado. É isso ao que prestamos atenção. Se seguirmos os mesmos preceitos gráficos, todos nós chegaremos às mesmas conclusões imediatemnete. E isso nos faria “empatar”, pois o mercado também imediatemente “absorve” essa informação: não há tal coisa como “ser mais rápido”. Em teoria, então, não temos qquer informação relevante. E nossas ações de compra ou venda serão feitas, de fato, no escuro. O grafismo busca obter ganhos no curto ou curtíssimo prazo, e essa já é, em si, uma abordagem equivocada sobre o mercado financeiro e de ações. A única forma de obter tais ganhos é justamente tentando fazer a tal “arbitragem”, que significa justamente aproveitar-se de alguma “ineficiência”. Mas grafismo não mira nisso. Para isso há tecnologias específicas, os chamados “algorithmic trading systems”, que são sistemas que ficam constantemente fazendo checagens sobre essas oportunidade e emitindo ordens automáticas de compra e venda. Em coisas como, por exemplo, a relação entre os oreços de uma ação aqui e de sua ADR lá fora.
    Sobre a análise fundamentalista. Esse termo é meio estranho, nada tem a ver com “fundamntalismo”, mas com “fundamentos” econômico-financeiros de uma empresa. Aqui trabalha-se a expectativa, e uma série de informações bastante técnicas são utilizadas. O grande diferencial é que trata-se de uma abordagem de longo prazo, em que uma ação é vista como ela de fato é: um pedaço de uma empresa. As posições de uma carteira assim administrada são refeitas com parcimônia e com pouca frequência. Os movimentos diários perdem relevância. É de fato isso que fazem os administradores profissionais de fundos de investimento, e a maioria desses fundos consegue “beat the market”, ou seja, obter um desempemho superior ao dos índices.
    Comparando ambas vc poderia dizer que, no final das contas, ambas baseiam-se em expectativas. A diferença é que o grafismo baseia-se numa expectativa que é, no final das contas, totalmente vazia de justificativas.
    Finalmente, sobre a questão de meras crenças e expressão auto-evidente de verdade: tenho a impressão de que o termo “mera crença”, quando aplicado dessa forma distanciada a todo tipo de convicção, acaba por nivelar tudo a algo que seria, no final das contas, injustificável. Se tudo não passa de “mera crença”, então tudo tem o mesmo status epistemológico, e todos os argumentos acabam nivelados por baixo. Por isso eu coloquei a questão do conflito. Seka lá o que vc me diga, eu responderia dizendo que isso não passa de “mera crença”.
    Sobre isso, deixo então uma interessante questão em aberto:
    Nós só aceditamos que 2+3=5 porque fomos matematicamente educados assim.
    []s,
    Nypoa

  7. Karl disse:

    Bela explicação. Olha, eu tenho um dinheirinho… bom, depois a gente conversa offline, hehe.
    Tirando o fato de que uma seria mais adequada a operações de curto prazo e a outra, de longo, acho que essa explicação bate exatamente com o que eu quis dizer. E acho que você captou mesmo a ideia.
    Vários autores se preocuparam com a questão “verdade e justificação”, mas Rorty e Habermas, apesar de suas divergências, fizeram uma obra monstruosa sobre o tema (e que me é bastante simpática, como já deve ter dado para perceber).
    Partindo de uma normativa que visa principalmente o entendimento mútuo, ambos trabalham com discursos com pretensão de verdade e suposições sobre o mundo baseadas numa pragmática formal, como Habermas fala na introdução de seu livro “Verdade e Justificação” (pela Loyola). Habermas constrói a teoria do “agir comunicativo” e uma racionalidade não instrumental (não baseada na dualidade sujeito-objeto), mais construtiva, digamos, visando o entendimento entre iguais. É um “mundo” muito interessante.
    Rorty escreveu um capítulo no livro “Contingência, Ironia e Solidariedade” (Martins Fontes) chamado “Ironia Privada e Esperança Liberal”. Aqui ele começa falando do vocabulário “final” de cada pessoa. Chama de “final” porque ao perguntarmos à pessoa o que ela quer dizer com essa ou aquela palavra, ela fatalmente cairá em uma definição circular. Rorty chama de ironista o indivíduo que questiona a validade de seu vocabulário em descrever a realidade melhor que outro qualquer. O oposto dessa “ironia” é o “senso-comum”. Os indivíduo adeptos do senso comum descrevem sem embaraço sua realidade, crenças e atos. Um indivíduo assim, presume que a presença de um termo em seu vocabulário final garante que tal termo se refira a algo que tem uma essência real. Nesse sentido, ele(a) é “metafísico(a) pois não questiona os chavões que envolvem o uso de um dado vocabulário final e, em particular, o chavão que diz existir uma única realidade permanente a ser descoberta por trás das muitas aparências temporárias”.
    Rorty dá bastante valor às redescrições, rearranjos de metáforas, (como no post http://bit.ly/cvCvyd ) numa atitude anti-essencialista e anti-metafísica, como forma de não só redescrever a realidade, como também buscar o entendimento mútuo. Quando você afirma que o “nivelamento é por baixo” é porque ainda argumenta com os pés sobre a metafísica da essência, de que pode haver uma única verdade, um gabarito que possa demonstrar a validade do argumento e chegar, finalmente, à redenção da Verdade.

  8. Nypoa disse:

    Olá Karl,
    Sobre as dicas financeiras, fique à vontade. Mas não há grandes mistérios nem grandes sacadas. E talvez isso seja a melhor dica mesmo, rsrs. Achar o contrário é meio caminho prá botar dinheiro fora.
    Sobre Habermas, não posso falar. Rorty eu conheço um pouco, e particularmente sobre esse viés subjetivista. O interessante é que eu discordo dessa abordagem, como talvez já tenha transparecido. Faço então alguns comentários sobre isso, e espero que os comentários não fujam do tema do post e mesmo do blog.
    Toamdo seu último parágrafo, o que Rorty faz são declarações positivas e radicais, e não meramente uma rejeição a excessos metafísicos ou essencialistas. Para levar isso a sério, é necessário vê-lo como uma alternativa genuína – algo em que estamos instados a acreditar no que se refere a nossa relação com o mundo. A proposição de Rorty não pode estar isenta dos requisitos de credibilidade e inteligibilidade. O maior erro ou incoerência nisso está em acrescentar uma limitação que é incompatível com a suposta natureza ilimitada daquilo a que ele se refere. Proposições desse tipo, que tendem a qualificar qquer certeza como mera crença contingencial devem estar apoiadas então em algo que permita perceber tudo isso como sendo de fato uma mera crença. Ou seja como algo localizado ou contingencial. Mas não há esse ponto de observação externo, mais geral, que torne tudo o que é referido uma espéie de caso particular, menos geral.
    A resposta a esse tipo de crítica consiste em devolver ao subjetivista a dúvida por ele levantada. pedindo-lhe que a torne mais específica e inteligígel. Uma vez que o raciocínio gera crença, e crença é sempre crença na verdade daquilo que se acredita, então a distinção entre a mera validação fenomenológica da razão e o reconhecimento de sua validade objetiva é ininteligível. Quer dizer, não há como distinguí-los. Isso significa pensar da seguinte forma: é verdade que acredito em x, mas isso é apenas um fato psicológico a meu respeito. Com relação a verdade sobre x, eu de fato nada tenho a dizer. E isso é algo incompreensível.
    Não há como sair fora de nós mesmos para então tentar rever o que pensamos. Isso é impossível porque levamos junto sempre os mesmos pensamentos que utilizamos para chegar nas conclusões que agora estamos tentando reavaliar.
    Se a posição de Rorty for levada a sério, concluiremos não apenas que ele nada tem a dizer sobre coisa alguma, como ele também não conseguiria justificar como é possível alguém, em sã consiência, por em dúvida certos pensamentos fundamantais, como por exemplo, o resultado de uam soma. Se 2+3=5 é uma “crença”, então Rorty deve nos dar algum indício de que isso possa não ser verdadeiro. Mas não há como oferecer qquer dúvida inteligível a isso.
    É muito mais razoável (e inteligível) supor que o consenso é que baseia-se na razão e na objetividade, do que supor, como Rorty, que a verdade e a objetividade é que seriam fruto de consenso. Porque esta última alternativa simplesmente não é ininteligível.
    []s,
    Nypoa

  9. Karl disse:

    “Proposições desse tipo, que tendem a qualificar qquer certeza como mera crença contingencial devem estar apoiadas então em algo que permita perceber tudo isso como sendo de fato uma mera crença. Ou seja como algo localizado ou contingencial. Mas não há esse ponto de observação externo, mais geral, que torne tudo o que é referido uma espéie de caso particular, menos geral.”
    Nypoa, entendo perfeitamente sua linha de raciocínio e digo mais, ela não é só sua. Há um jovem filósofo francês chamado Pascal Engel, que tem se debatido com essas questões com argumentação semelhante. Recomendo, caso já não tenha lido, um livrinho da editora Unesp chamado “Para que serve a verdade?” onde Engel e Rorty, debatem sobre o tema (com bem mais categoria que nós, hehe).
    De qualquer forma, veja a provocação que fiz no novo post. Abraço

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