Perguntinha Pragmática

Makoto

Quando podemos considerar que uma pessoa é sincera? Quando diz aquilo que acha que pode “justificar”? Ou quando diz o que crê ser “verdadeiro”?

Onde está a sinceridade?

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Makoto = Sinceridade no bushido

Discussão - 19 comentários

  1. João Carlos disse:

    Mais do que pragmática, a pergunta é retórica, não?… A “sinceridade” é diretamente associada com a crença na veracidade da atitude.
    A parte referente à “justificativa” pode ser associada à sinceridade quando tenta explicar a crença, mas não é condição sine qua non, inclusive porque a grande maioria das crenças nem tem fundamento lógico.

  2. Miss Perséfone disse:

    dúvida tanto quanto: posso brincar com o contexto?
    ps: papai acha feio essa coisa de ficar espiando a gente por aí.

  3. Tobias disse:

    Ou quando diz aquilo que crê ser a ‘melhor verdade’, que vai parecer mais educado?

  4. maria disse:

    quando diz algo que vem diretamente da alma.

  5. Rudolf disse:

    Eu diria que quando ela crê que é verdadeiro. Quando ela diz que pode justificar, ela pode acreditar ou não nas justificativas. Se ela não acredita, está dissimulando uma justificativa e não pode ser sincera.

  6. Igor Santos disse:

    Acho difícil uma pessoa conseguir adequadamente caracterizar outra como sincera. Sinceridade é uma auto-atribuição, pois somente o indíviduo sabe se o que está dizendo se conforma com o que ele percebe como a verdade.
    E mesmo assim existem inúmeros mecanismos de auto-embuste, o que dificulta até mesmo a auto-classificação.

  7. Miss Perséfone disse:

    (ai) e ela diz e suspira (vestindo e corando um sorrir)
    como é gostoso, tão e tanto gostoso o contexto, plural, da coisa e palavras
    e o refrão chororø milonga.
    mas sincera (risos?)
    por gostar do gosto.
    e morrer depois de um rir vermelho e público da barriga barulhenta de um equívoco (ou não) (não importa)
    ah! dodøi (aliteração para dor e carinho)
    dodói, dodói, dodói (tão gostoso escrever ah! dodøi)
    tão dodói esse traço
    e doce e humano e único e absurdo; infante
    como sorvete
    que gente é essa coisa com jeito; desenho; autocad; progressão
    risivelmente eterna
    (risos)
    aleluia, coca-cola, amor, TV, saudade, fralda, descartável, talco, internet, fanta-laranja, coração, telefone, carro, trem, avião, foguete, veracidade
    ah! e aquele menino, o joão (gilberto), (bebêdo), que um dia (lá), e o outro joão (antes) (jobim) (importante)
    porque sinceridade é como um samba baby
    e como todo o resto; tem uma nota só.
    e ainda assim e então assim; risivelmente doce.

  8. Sandra disse:

    Quando ela diz aquilo que acredita ser verdadeiro. Quando se fala em sinceridade, não se fala em verdade absoluta (se é que esta seja humanamente factível), se fala em verdade individual.
    As justificativas são só um lenitivo racional para aquilo que se acredita. Quem não conhece o “bias” que existe em artigos científicos de acordo com o autor e a sua “escola”?
    Perfeita a resposta do João Carlos.

  9. Karl disse:

    Sensacional, caríssimos leitores. Mas vejamos:
    – Em não tendo *fundamento* lógico por que se crê naquilo que se crê?
    – Qual o papel da *intuição* – no sentido de apreensão da “verdade” de um só golpe – nisso tudo? Será que as justificativas são meras tentativas de embasar uma intuição?
    – Se sinceridade é uma auto-atribuição então preciso saber quais as condições de possibilidade do “ser sincero”. Ele só pode ser baseado em crenças? Ou meus mecanismos geradores de certezas são sensíveis a argumentos lógicos que justifiquem afirmações com valor de verdade a ponto de poder defendê-las *sinceramente* sem que seja necessário intui-las?
    – Por fim, então, a *sinceridade* pertence ao público ou ao privado? A relação da *sinceridade* com a *verdade* me permite dizer que esta última é uma questão de foro íntimo? Pertencente à esfera do privado? Se sim, como convencer alguém (principalmente a mulher que amo, hehe) que estou sendo *sincero*?

  10. Boa pergunta. Sinceramente, gostaria de saber a resposta 🙂

  11. Pedro disse:

    Karl,
    Minha opinião: sincera quando ela diz aquilo que ela realmente pensa, que ela crê ser o certo.

  12. Igor Santos disse:

    Felizmente, ações humanas não são baseadas em lógica e racionalidade (pelo menos não na maior parte do tempo) e você pode convencê-la de que está sendo sincero através de carinhos e palavras doces.

  13. Sandra disse:

    Karl, gente não é racional, é emocional.
    A tal sinceridade é singular, não existe uma sociedade sincera, existe um sujeito sincero. A lógica é um luxo, e a sua ausência não impede ninguém de ser sincero, mesmo se o argumento é absurdo. Veja, estou sendo sincera com você pois isto é o que eu ACREDITO ser justo, baseado naquilo que observo e sinto em relação às experiências que tive. Vale para mim, para um físico do CERN, para um matuto analfabeto. Todos podemos ser sinceros e ao mesmo tempo ilógicos.
    Se você vai acreditar ou não na sinceridade alheia, é seu privilégio. Cá para nós, ninguém convence ninguém que é sincero. É só uma impressão, nunca uma certeza.
    Quanto à verdade, ela nunca é absoluta. Seria impossível do ponto de vista humano. Ela varia assim como a experiência de quem a observa e a elabora.
    Imagine um esquisofrênico em delírio, ele é sincero com você quando faz referência ao seu delírio e descreve as suas alucinações visuais ou auditivas, é a verdade para ele, mas não é para você. Logo a sua sinceridade para ele é tão absurda quanto a dele para você. Mas não exclui a sinceridade de ambas as partes.

  14. maria disse:

    acho que não tem nada a ver com lógica nem com verdade. eu, por exemplo, tenho uma sinceridade quase patológica. mas não sei a verdade sobre nada. acho. ou seja, digo o que acredito naquele momento. pode mudar em seguida.
    a sinceridade pertence ao privado, mas entra nesse privado quem tem olhos pra ver. olhos mais emocionais do que lógicos. quem ouve o que o outro diz sem filtrar com sua própria crença ou preconceito; quem sabe olhar nos olhos e ver, como eu disse antes, até a alma. são raras essas pessoas.

  15. Chloe disse:

    Olá Karl,
    fui procurar a origem da palavra e achei o texto abaixo em um outro blog:
    ‘Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera, às vezes, era tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Para o vaso assim fino e límpido, o romano dizia, vaidoso:
    – Como é lindo… parece até que não tem cera!
    “sine-cera” queria dizer: “sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.
    Segundo Malba Taham,
    “Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos do seu coração.”’
    .
    Acho que a pessoa sincera diz o que crê ser verdadeiro, pois ainda que não possa justificar, sua ignorância não necessariamente afeta sua sinceridade.
    Abç. ; )
    C.

  16. Karl disse:

    Interessante mesmo. De fato, eu achei essas explicações em sítios em português. Entretanto, na Wikipedia em inglês há algumas controvérsias. O Oxford English Dictionary e alguns acadÊmicos afirmam que sinceridade vem de sincero que é derivado do Latim sincerus significando limpo, puro. Sincerus pode ter vindo também de crescido de uma vez, no sentido de “não misturado”, de sin- (um, junto, como em sínfise) e crescere (crescer). Crescere é cognato de “Ceres,” a divindade dos grãos, como em “cereal.”
    Já o American Heritage Dictionary, diz que sincerus é derivado de uma raiz indo-europeia smkēros, que por sua vez vem de sem (um) e do sufixo *ker (crescer), gerando o significado de um crescimento uno, e assim, puro, limpo. A própria Wikipedia-eng traz essa explicação do vaso, mas parece que os vasos eram de cerâmica mesmo e camuflados com um tipo de cera para esconder imperfeições. Os vasos “sem-cera” eram os puros, sem “sacanagem”. Também tem a história das estatuetas gregas de cera derretidas dadas de presente aos romanos.
    Obrigado por ter me chamado à atenção para isso, hehe. Vc sabe que eu gosto, né?

  17. Sibele disse:

    O que é a verdade?
    Lembrei desse post. Onde está a sinceridade?

  18. Chloe disse:

    Oi Karl,
    sei sim, rs…
    também gosto de verificar origens.
    muitos desentendimentos surgem devido à diferença de visão em relação ao conceito básico.
    acho legal reduzir a idéia ao seu conceito primário e a partir daí seguir para as ‘verdades subjetivas’.
    relendo seu comentário 9, me veio uma questão: seria a sinceridade, assim como a dor, um fenômeno de 1ª pessoa?
    poderia alguém realmente ter certeza da sinceridade do outro?
    Abç. ; )
    C.

  19. Vinicius Makoto Mori disse:

    Achei interessante quando vi o meu nome em kanji…

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