Perguntinha Epidemio-Existencial

Filho: – Pai?
Pai: – Humm?
Filho: – Quantas pessoas “tem” no mundo?
Pai: – (Pigarreia). Sei lá, filho. Uns 6 bilhões de pessoas….
Filho: – Ahnn….
Pai: – Por que?
Filho: – E eu sou número “qual”?

Figura daqui.

Discussão - 14 comentários

  1. A esta altura já somos uns 7 bi.
    Até é possível estimar mais ou menos nossa ordem de nascimento. (Desde a pré-história devem ter sido uns 100 bilhões de nascimentos.)
    []s,
    Roberto Takata

  2. Karl disse:

    Takata,
    Dá pra dizer que número o moleque é ou vai ficar tergiversando? =D

  3. Sibele disse:

    Karl, chuta um número qualquer entre 1 e 7.000.000.000 (estou considerando os 7 bi do Takata).
    Mas chuta um número mais próximo do último terço desses 7 bi, afinal é para um moleque, que deve estar entre os últimos… 😀

  4. maria disse:

    sua casa deve ser interessante.
    você devia dar uns cursos de campo de filosofia: leva os alunos e esse moleque (é sempre o mesmo, ou tem mais de um filósofo na tua prole?) prum retiro de fim de semana e deixa as pessoas se virarem.

  5. Só botar a data de nascimento dele. (Fica mais refinado se souber o horário e a posição geográfica – não, não é horóscopo ou mapa astral.)
    Bem grosso modo poderá usar a fórmula:
    x = 0,0004.t + 24,5628
    N = e^x
    t em anos desde o início da nossa era.
    []s,
    Roberto Takata

  6. Karl disse:

    Fiz o cálculo do número do menino usando métodos sibelianos e takatianos. Para o método sibeliano (“chuta um número qualquer entre 1 e 7.000.000.000”) com o restritor “mas-chuta-um-número-mais-próximo-do-último-terço-desses-7bi”, usei um gerador de números aleatórios em linguagem C como este . O resultado obtido foi de que o menino é o 6.785.344.438o ser humano a pisar na Terra.
    Usando o método takatiano, coloquei, conforme as instruções, a data de nascimento do rapaz e, considerando que os “humanos anatomicamente modernos têm seu primeiro registro fóssil na África, há cerca de 195 000 anos, e os estudos de biologia molecular dão provas de que o tempo aproximado da divergência ancestral comum de todas as populações humanas modernas é de 200 000 anos atrás” para tirar o valor de t, obtive que o referido menino é o 6.785.344.227o Homo sapiens a habitar a superfície terrestre. Impressionante!
    Os dois métodos são 6.785.344.227/6.785.344.438 = 99,999996890356828190834429678808% semelhantes, o que permite uma excelente correlação. Uma diferença de apenas 211 pessoas! Considerando quantas pessoas nascem por segundo no mundo, pode-se inferir que a diferença é de apenas alguns minutos, o que pode muito bem estar dentro do erro padrão de um obstetra desorientado ou mesmo do relógio do centro obstétrico do hospital onde o menino nasceu (isso sem levar em consideração horários de verão, erros de aferição e a temperatura local). Donde conclui-se que ambos os métodos são bastante eficazes apontando para uma mesma colocação do pirralho no mundo.
    Como “nada mais agrada à verdade do que a simplicidade da verdade”, sugiro que o método sibeliano seja o adotado para verificação de qual seria o número que cada ser humano portaria na ordem de nascimentos desde o início de nossa era.
    Obrigado que me ajudaram na árdua tarefa de pai.

  7. Sibele disse:

    Como ‘nada mais agrada à verdade do que a simplicidade da verdade’, sugiro que o método sibeliano seja o adotado“.
    Mas que honra, Karl!
    Bom, segundo Ralph Waldo Emerson,
    “É uma prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas de um modo simples”… #vinoTwitter #Twittertambémécultura 😛

  8. Sibele disse:

    E a tarefa de pai é árdua, mas compensa tudo! Parabéns, Karl!

  9. Há algo de errado.
    O garoto *não* pode ser apenas o sexto biolionésimo e alguma coisa humano a *habitar* a superfície da Terra. Sete bilhões são os humanos que vivem hoje.
    Consideremos que ele tenha nascido em 2002.
    x = 0,004*2002 + 24,5628 ~ 25,3528
    N = e^x ~ 102.466.320.393
    Ele seria o centésimo segundo bilionésimo alguma coisa humano a vir ao mundo – desde uns 150 mil anos atrás.
    []s,
    Roberto Takata

  10. Não sei o que é melhor nesse post, o texto em si ou os comentários!

  11. Igor Santos disse:

    A pergunta inicial do menino foi “quantas pessoas tem” e não “quantas já tiveram”.
    A segunda, partindo da primeira, implica num número dentro da quantidade de habitantes existentes neste momento.

  12. Sibele disse:

    Bom, pelo comment #13 acima, o método sibeliano continua válido, certo? 🙂

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