Boaventura, Baptista e as Ciências em Bom Português

“Atribui-se, é possível que apocrificamente, a Richard Feynman, o comentário jocoso de que a filosofia da ciência é tão útil para os cientistas como a ornitologia para as aves. (…) Mas recorde-se, por exemplo, o que aconteceu quando o Grande Timoneiro lançou uma das suas famosas campanhas contra as aves que destruíam, segundo ele, as culturas agrícolas da China. Foi uma guerra sem quartel que quase exterminou os pássaros e, assim, quase destruiu as culturas agrícolas na China. Qualquer ornitólogo poderia ter informado os ideólogos do partido que, em particular, os odiados pássaros se alimentavam dos insectos que constituíam, esses sim, um perigo muito maior para a agricultura do que as próprias aves.”
António Manuel Baptista –  DISCURSO PÓS-MODERNO CONTRA A CIÊNCIA
Obscurantismo e Irresponsabilidade


Imaginem a cena. Um professor de Zoologia é chamado para um grupo de estudo cujo o tema é “o que é ciência?”. Um dos textos propostos para discussão foi o “Um Discurso sobre as Ciências” do polêmico sociólogo português Boaventura Sousa Santos. Pânico! O texto é recheado de parágrafos rococós, idas e vindas e de fato, imprecisões científicas. A inteligibilidade do texto é um desafio para quem está acostumado ao estilo enxuto e direto da linguagem científica. Que fazer?Antes de mais nada, é necessário entender as raízes de uma “pósmodernofobia” da qual cientistas, divulgadores científicos e alguns sciencebloggers sofrem. Isso porque o Pós-modernismo é visto como uma relativização do discurso da ciência; ou pelo menos assim foi apresentado a ela. Mas, o fato é que o Pós-modernismo não é bem isso. Já é tradicional tentar defini-lo pelo que ele não é, pois que existe muita contradição sobre o que ele é ou deixa de ser. Definição? Nem pensar. Um jeito de entender é que o Pós-modernismo questiona do pensamento moderno (leia-se iluminista) seus próprios fundamentos que antes eram considerados imutáveis, supra-históricos, transcendentais. Ao fazer isso, o pensamento pós-moderno tira de centro o próprio Sujeito cognoscente, veja só. O Sujeito todo-poderoso que havia sido colocado ali por Descartes e toda turma, e também pela sucessão de fantásticos resultados obtidos a partir de então. Ao questionar quem é esse Sujeito, o Pós-modernismo dissipa a objetividade [1], desafia a autoridade e “truca” a adequação entre objeto e experiências impostas a ele pelo Sujeito, o que convencionamos chamar de Verdade científica, porque diz, por exemplo, que isso pode depender de quem é esse sujeito, ou que essa adequação é feita entre o objeto e um discurso que se produz sobre ele, entre outras. Putz, experimenta falar para um cientista dos bons que seu método é contingente (tipo, depende de outras variáveis que não dele próprio), que outro resultado poderia ter sido obtido se fosse conduzido de outra forma, por outra pessoa, etc. Daí toda essa aversão e as reduções perigosas que todo preconceito termina por efetuar: pós-moderno = relativo, sem base, inconsequente, etc. Tudo isso com requintes de crueldade quando um matemático meio irresponsável publicou um monte de baboseiras em um jornal “pós-moderno” e disse, depois, que era tudo uma farsa. “Hahaha, vocês publicam qualquer porcaria bastando para isto escrever um monte de termos rebuscados e difícieis. Isso é que é ciência? Hahahaha”. (No final, até acho que foi bom mesmo, porque os ‘pós-modernistas’ estavam exagerando).Entretanto, o Pós-modernismo, seja lá o que isso queira realmente dizer, trouxe algumas ideias interessantes e algo incômodas para os carinhas de óculos, avental e crachá (alguns têm gravatas também), preenchedores-de-formulários-para-conseguir-$ (provocação explícita a uma certa lista de emails, =)). Em primeiro lugar, toda vez que falamos de ciência, já deixamos de fazer ciência há muito tempo. Qualquer cientista, por melhor que seja, quando fala de ciência está produzindo um discurso (escrito ou não) sobre a ciência. Podemos chamar isto de metadiscurso. Um metadiscurso quando produz uma visão convincente das coisas pode ser chamado de metanarrativa. O Pós-modernismo tem como passatempo predileto dissolver essas metanarrativas e deixar todo mundo com as calças na mão exatamente por mexer com os fundamentos do conhecimento como dito acima! Em segundo lugar, resolveram perguntar pro cientista se o que ele estava fazendo (pressupostamente, Ciência, oras) melhorava o mundo e o ser humano. O cientista ficou bem bravo porque para ele a Ciência é: “Primeiro, uma atividade executada por cientistas, com certas matérias-primas, propósitos e metodologia. Segunda, é o resultado desta atividade: Um corpo bem estabelecido e bem testado de fatos, leis e modelos que descrevem o mundo natural.” E podem prevê-lo. Você não voa de avião? Não tem GPS no carro? Então, não enche meu saco! Óbvio que o mundo é melhor. Mas…… se quando falamos de Ciência já estamos distantes do ponto de vista científico, a partir de qual ponto de vista falamos, então? A rigor, segundo D. Christino, qualquer um” “(..) pode ser filosófico, mas também sociológico, como crê Boaventura de Sousa Santos, ou antropológico, como argumenta Bruno Latour, ou (mesmo) ético-jurídico.” Pois é, Boaventura Sousa Santos (também conhecido como BSS) aborda a Ciência de um ponto de vista sociológico e não poderia ser diferente porque o homem é um baita sociólogo. Por mais defeitos que a Sociologia possa ter (deu-nos até um presidente!), ela tem lá seu jeito peculiar de ver o mundo. E esse jeito peculiar de ver o mundo vê a Ciência e a critica a partir de seu ponto de vista. O livro em questão (“Um Discurso sobre a Ciência”) é muito polêmico mesmo, tendo sido criticado tanto dentro da Sociologia como fora dela. De fora, em especial pelo físico António Manuel Baptista que publicou dois livros em resposta a tese de BSS, rebatendo suas imprecisões. Cristina Pereira publicou um estudo sobre o livro que vale a pena ser lido onde explica toda a polêmica. É sua conclusão que comento abaixo:“‘Um discurso sobre as ciências’, é uma obra polémica que versa o tema da epistemologia das ciências sociais, é nesse campo que nos demonstra que nos encontramos numa fase de transição, uma vez que face à existência de um paradigma dominante, já é possível encontrarem-se vestígios um paradigma emergente.” Apesar de criticas de dentro e fora da Sociologia, segue a autora “A obra está no centro da discussão sociológica e há que lhe reconhecer a qualidade de 21anos depois da sua primeira edição ainda despertar o interesse do público académico, tendo dado origem a outras obras, quer como resposta, quer como defesa de teoria.” 
Ao Eduardo Bessa e à sinceridade de suas dúvidas

Discussão - 11 comentários

  1. Érico disse:

    Acho que um dos problemas básicos desse pessoal que tenta desmoralizar a ciência vai muito da compreensão que ainda tem do conhecimento científico. Esse povo ainda acredita que o cientista quando faz ciência pensa que está dando uma resposta definitiva. Que se considera acima da subjetividade. Que não considera que pode ser refutado. E é óbvio que não é mais assim.
    Acho que mudou muito a maneira como o cientista compreende a ciência como na época de Newton que parece que os caras tinham certeza absoluta mesmo de estarem “desvendado a verdade”. O cientista hoje é muito mais flexível, sabe de sua fragilidade. A metodologia vai aprimorando justamente por causa disso. Não precisa de nenhum gênio pós-moderno para contar essa história pro cientista. Esse pessoal de humanas joga uma ingenuidade pra cima do cientista que não é verdadeira.
    Já em relação aos sociólogos da ciência, acredito que o problema é principalmente o jeito que analisam. Os caras simplesmentes não leem ciência. Leem Kuhn, Popper, quando muito história da ciência. Aí ficam todos excitadinhos quando encontram uma reviravolta, uma mudança de opiniões “olha, tá vendo aí a subjetividade?”. Acho que falta analisar o contexto de como as coisas são consideradas evidências e depois descreditadas.
    Eu pelo menos admiro o Latour, que quando foi escrever sobre isso foi ler artigo científico mesmo, analisar referência… e ao final ele também caiu em sua própria armadilha (criando “leis” sociológicas para ciência).
    Tenho um bom contato com essa literatura pós-moderna. O que mais fazem é pregar “interdisciplinaridade”. Mas eles mesmo ficam trancafiados em seu mundinho das ciências humanas. Leem Capra e acham que são experts em física quântica. É ridículo…

  2. “Tudo isso com requintes de crueldade quando um matemático meio irresponsável publicou um monte de baboseiras em um jornal ‘pós-moderno’ e disse, depois, que era tudo uma farsa.”
    Óia a generalização apressada aê, doutor. Sokal é explícito em dizer que chama de ‘pós-modernismo’ por falta de um termo melhor – e define precisamente (tto qto possível) o alvo da crítica -, tb define precisamente (tto qto possível) a crítica (o que querem dizer por ‘abuso’), ainda são claros em dizer que não pretendem “analisar o pensamento pós-modernista em geral”.
    “E podem prevê-lo. Você não voa de avião? Não tem GPS no carro? Então, não enche meu saco! Óbvio que o mundo é melhor. Mas…”
    Essa caricaturização não faz jus à tentativa de criticar caricaturizações. A crítica à crítica é bem mais elaborada do que isso. O ‘mas’ eu diria que uma crítica teria mais chances de ser mais séria se levasse em conta a capacidade preditiva das ciências e suas realizações tecnológicas.
    E, tragam a lei de Godwin; sabe *qual* obra poderia ser ‘defendida’ com base similar a este argumento: “A obra está no centro da discussão sociológica e há que lhe reconhecer a qualidade de 21 anos depois da sua primeira edição ainda despertar o interesse do público académico, tendo dado origem a outras obras, quer como resposta, quer como defesa de teoria”? (Naturalmente, mudaria só a idade da primeira publicação do primeiro volume.)
    Qto ao discurso; bem, o discurso *tb* faz parte do processo científico. Claro, nem todo discurso sobre ciências. Então qual discurso? O que está dentro do processo de comunicação sobre ciências. (Até por isso – e por mais alguns detalhes – eu gosto de ver as ciências ainda basicamente como filosofia da natureza.)
    “Se os exemplos são oriundos das ciências naturais e são mal-postos, muito que bem, corrija-mo-los (como dizem por lá), mas que não se perca a visão do todo.”
    Aqui um ponto com que concordo plenamente. (E não precisaria ser apenas no caso de ciências naturais – qualquer exemplo mal-posto há que ser devidamente corrigido.)
    []s,
    Roberto Takata

  3. Ana Arantes disse:

    Descobri que eu tenho posmodenofobia… Isso que dá ficar dando trela pra médico: sempre se descobre uma doença nova, que você nem sabia que tinha, que nunca fez diferença, mas que agora vai ter que tratar…

  4. Igor Santos disse:

    Povo aí em cima acorda cedo na Internet, né? Aff…
    Gostei do texto. Não tão provocador como eu esperava, mas talvez tenha sido até melhor como está.
    O movimento PoMo tenta gerar discussão e destruir concepções vigentes. Beleza. Mas usar ideias erradas para isso é um pouco de sacanagem.
    «°°»

  5. Karl, obrigado pelo D. Christino (tem uma sonoridade meio renascentista, não? ;).
    Este É um problema bem cabeludo. Minha contribuição tem menos a ver com o problema metodológico do que com sua base metafísica. O que os pós perceberam é que a ciência possui uma metafísica, só que o modo como debatem o tema obscurece um tanto nossa vista.
    Vou ser obrigado a citar Newton – para não dizerem que não li nada dos físicos – em seu Principia Mathematica. Lá pelas tantas ele fala sobre as “regras para o filosofar correto” (método, portanto) e as enumera:
    1. Simplicidade -> a natureza nunca “usa” mais do que precisa nem menos do que deve em qualquer fenômeno. Portanto as teoria também precisam ser “simples”, isto é, precisas.
    2. Homogeneidade -> os fenômenos naturais são sempre os mesmos, não importa quando nem onde ocorram.
    3. Uniformidade -> os mesmos fenômenos sempre possuem as mesmas causa.
    4. Experiência -> como a natureza é sempre igual a ela mesma é também a referência última para quaisquer teorias que versam sobre ela.
    Se a gente entender que os princípios 2 e 3 juntos nos dão a noção de universalidade, acabamos com uma visão da ciência – ou das proposições científicas – como simples, universais e verificáveis. Razoável, não?
    O problema é que o método de Newton implica uma noção de natureza que este próprio método não tem como provar. Não existem evidências científicas verificáveis de que a natureza seja qualquer outra coisa senão uma sucessão de fenômenos individuais, mas Newton queria unificar esta experiência num todo coeso: a isso ele deu o nome de Natureza (muita gente hoje usa o termo sistema ou modelo).
    Supondo que não posso provar cientificamente a unidade fenomênica da Natureza, segue-se então que este conceito “natureza” torna-se transcentente em relação a todo discurso científico. De onde ele vem? No caso do Newton vem de Deus, é metafísico.
    Aquilo que os pós chamam, amiúde, crise da ciência não é uma crise metodológica – não é a lógica do método científico que entrou em crise -, mas metafísica, seu conceito ou idéia de natureza. A ciência não consegue dar sentido global à soma de todas as proposições verdadeiras que compõem seu fazer cotidiano (cf. Hume). É uma das razões pelas quais, creio, Popper se contentou com o falsificacionismo: ele sabia que a natureza era incomensurável, nenhuma teoria daria conta dela.
    Entendido isso a coisa virou uma feira. E a algaravia ficou ainda mais intensa quando alguns pensadores começaram a importar problemas internos – como o famoso teorema da incompletude de Gödel- das ciências, sem bem entendê-los, para tentar criticá-las; contando, para tanto, com o auxílio luxuoso de figuras como Prigogine e Feyerabend.
    Entender que a ciência – ao contrário do que Newton e os modernos acreditavam – tem limites possibilitou outros discursos – sociologia, antropologia, filosofia, arte, etc. – a elaborarem suas proposições e juízos sobre a própria ciência.
    Ou, para encerrar polemicamente, parafraseando Heidegger. O cientista que em seu laboratório faz ciência submete-se ao método, não pensa no sentido lato, senão apenas dentro do rigor metodológico. Quando começa a pensar ele tem que, necessariamente, sair do método e aí ele já não está mais fazendo ciência e sim outra coisa: está fazendo filosofia.

  6. Otávio disse:

    Muito interessante, levantou perguntas. Eu vivo em crise durante as discussões e as diferentes concepções existentes de ciência. Não seria problema, nem é, mas ao mesmo tempo levanta uma tonelada de perguntas. Agora mesmo, estou lendo Edgar Morin (A Cabeça Bem-Feita) e em breve devo voltar ao Bauman, pra ficar mais incomodado.
    Porque essas questões influem não só os pesquisadores, mas também atingem diretamente o ensino de ciências (ou deveria), que não sofre quebra real de paradigma há tempo demais.

  7. Rafael_RNAm disse:

    Opa, peraí, dexaver se entendi. O Karl, ou a Cristina Pereira no caso, tão passando um pano no BSS pq ele só tá falando de ciências sociais, e não das duras? É só esquecer os exemplos de física dele que tá ok?

  8. Fabiana disse:

    Só posso falar da parte que conheço, e eu resumiria assim: o Boaventura é super talentoso para escolher temas e engenhosíssimo para arquitetar hipóteses e explicações. Metafórico, até poético às vezes. Mas distorce e generaliza fatos para que caibam em suas construções lógicas. Puro engenho, sem muito fundamento. Um pós-moderno barroquíssimo, no meu entender…

  9. Rudolf disse:

    Não sei se este video contribui ou não com a discussão. Espero que sim. Assisti isso ontem.
    Pós-modernismo vs. iluminismo (ou modernismo)… “…nos encontramos numa fase de transição, uma vez que face à existência de um paradigma dominante, já é possível encontrarem-se vestígios um paradigma emergente”.
    Sei que não estou sendo objetivo, mas acho que existe uma ligação com algo dito aqui. Afinal, a ciencia e como ela é entendida tem uma ligação profunda com como ela é ensinada.

  10. Renato disse:

    Gostaria de me manifestar porque fiquei um pouco aflito com os desdobramentos do debate.
    A começar pelo comentário do Érico, sobre o pessoal das humanidades que só leriam Kuhn, Popper etc. Tenho a impressão de que os profissionais da área lêem coisas bem mais substanciosas. Na realidade, quando um texto menciona a trinca Popper, Kuhn e Feyerabend, eu costumo achar que a pessoa sabe muito pouco sobre Filosofia da Ciência: sabe aquilo que se aprende no banco da escola. Na categoria autores consagrados, acho que o pessoal da área anda lendo, entre outros, Laudan, Van Fraassen e Putnam. Todavia um campo não vive só de autores consagrados, mas para saber disso a pessoa tem que ler periódicos, comparecer a congressos etc.
    Com relação ao Boaventura, acho uma escolha “desactualizada”. Sei lá, já se passaram tantos anos, e há tantas outras coisas para se discutir em sociologia da ciência. A título de comparação, valeria a pena examinar Shinn & Ragouet (2008), “Controvérsias sobre a ciência”, um livrinho que coloca a sociologia da ciência em perspectiva, coteja escolas e movimentos, e discute o que há de atualmente mais central no tocante à ciência e tecnologia: as relações entre a universidade, a indústria e os governos.
    Finalmente, com relação ao pós-modernismo em ciência, minha impressão é que ele anda mal das pernas, em parte porque enveredou pela estratégia de apontar uma suposta crise epistêmica no seio da ciência, e para tanto alguns autores se utilizaram de comparações estapafurdias com a Quantica e a Relatividade. Nos últimos anos, o debate parece estar rumando mais para uma questão axiológica, a saber, qual o papel dos valores cognitivos e socias na atividade científica. Ocorre que não é necessário aderir ao pós-modernismo para se perceber isso.
    Saudações,
    Renato.

  11. Apreciei ler os vossos textos. Parabéns e também p/ os colaboradores de outros blogs que defendem o bem intelectual mais precioso que a humanidade alcançou, a ciência. Parabéns ao Keitaro, a vc Eduardo Bessa, ao grupo do Projeto Ockham. Acabei de sair de um Congresso de Hipnose e ouvi barbaridades. Já estou escrevendo sobre isto p/ publicar em meu site. Se querem uma prévia vejam os três útlimos artigos. Colei apenas o título de dois, abaixo.

    Sobre Física Quântica ou os gatos verdes de Lugão

    Considerações pós-modernas sobre a ciência, ou… Tudo que tem casca voa!

    Creio que talvez pudéssemos fazer algo maior, enviem mensagem p/ meu mail e explicarei. Abs

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