{"id":1099,"date":"2011-11-23T18:26:59","date_gmt":"2011-11-23T21:26:59","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/?p=1099"},"modified":"2011-11-23T18:26:59","modified_gmt":"2011-11-23T21:26:59","slug":"abortamentos-e-cesarianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2011\/11\/23\/abortamentos-e-cesarianas\/","title":{"rendered":"Abortamentos e Cesarianas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1128\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2011\/11\/abortamentos-e-cesarianas\/cesaria\/\" rel=\"attachment wp-att-1128\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1128\" class=\"size-full wp-image-1128\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/11\/cesaria.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"180\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1128\" class=\"wp-caption-text\">Parto Ces\u00e1rea<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: right\"><em>&#8211; Nasceu?! Que legal! Foi parto normal?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>&#8211; Normal&#8230;. Pro m\u00e9dico, n\u00e9?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Di\u00e1logo entre uma pu\u00e9rpera e o editor deste blog.<\/p>\n<p>Foi <a href=\"http:\/\/noticias.terra.com.br\/brasil\/noticias\/0,,OI5479046-EI306,00-Cesarianas+superam+partos+normais+pela+vez+no+Brasil.html\">manchete<\/a> este fim-de-semana a informa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade dando conta de que, pela primeira vez, o Brasil registrou mais <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Caesarean_section\">cesarianas<\/a> do que partos normais num ano: 52% no total. Segundo reportagem da <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/1009189-cesareas-superam-partos-normais-pela-primeira-vez-no-pais.shtml\">Folha de S. Paulo,<\/a> no setor privado, a taxa de cesarianas \u00e9 est\u00e1vel desde 2004 e gira em torno de 80%. No Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), o n\u00famero vem aumentando e passou de 24% para 37% na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Os termos\u00a0<em>ces\u00e1rea<\/em> ou <em>cesariana<\/em> n\u00e3o parecem ter a ver com J\u00falio C\u00e9sar, supostamente nascido deste procedimento, como me foi ensinado na faculdade. Como o <a href=\"http:\/\/usuarios.cultura.com.br\/jmrezende\/cesarea.htm\">professor Joffre<\/a> ressalta &#8220;a palavra\u00a0<em>ces\u00e1rea<\/em>\u00a0e as express\u00f5es\u00a0<em>parto ces\u00e1reo\u00a0<\/em>e\u00a0<em>opera\u00e7\u00e3o cesariana<\/em> vinculam-se ao verbo latino <em>caedo<\/em>,\u00a0<em>caesum, caedere<\/em>,\u00a0que equivale ao grego <em>t\u00e9mno<\/em>, cortar<em>.\u00a0<\/em>Dele derivam\u00a0<em>caesus,a,um,\u00a0<\/em>cortado<em>; caeso,\u00a0onis,\u00a0<\/em>ceso ou ces\u00e3o;\u00a0<em>caesura,\u00a0<\/em>corte;e\u00a0<em>caesar,\u00a0aris,\u00a0<\/em>com o mesmo sentido de<em>caeso,\u00a0onis,<\/em>\u00a0isto \u00e9, aquele que \u00e9 tirado do ventre da m\u00e3e, ou\u00a0<em>&#8220;qui caeso matris utero nascitur&#8221;.<\/em>\u00a0As palavras <em>cis\u00e3o <\/em>e <em>ciso<\/em>\u00a0v\u00eam da mesma raiz. (N\u00e3o confundir com <em>siso<\/em>, do latim\u00a0<em>sensum<\/em>, que originou o tal dente do ju\u00edzo).<\/p>\n<p><em><\/em>\u00c9 conhecido o fato de o Brasil ser o campe\u00e3o mundial de cesarianas tendo, inclusive, sido bastante criticado por isso (uma pequena compila\u00e7\u00e3o de links: <a href=\"http:\/\/www.theunnecesarean.com\/blog\/2009\/1\/25\/who-cares-brazils-93-percent-cesarean-rate-in-private-hospit.html\">unnecesarean<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.guttmacher.org\/pubs\/journals\/2604700.html\">guttmacher<\/a> com uma refer\u00eancia brasileira, outra <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/bjmbr\/v40n9\/6616.pdf\">refer\u00eancia<\/a>\u00a0em pdf, outro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lancet.com\/journals\/lancet\/article\/PIIS0140-6736(03)14204-3\/fulltext\">estudo<\/a>\u00a0do <em>Lancet <\/em>[assinantes], entre outros tantos). Mas, como o t\u00edtulo do post sugere, gostaria de fazer um paralelo aqui entre abortamentos e cesarianas.<\/p>\n<p>Vamos aos conflitos de interesse primeiro. N\u00e3o acredito no abortamento como m\u00e9todo anticoncepcional em sa\u00fade p\u00fablica porque ele n\u00e3o funciona bem para isso. Mas, quer queiram setores da igreja, o Estado Teocr\u00e1tico Brasileiro, sociologistas, m\u00e9dicos e etc, etc, ele \u00e9 uma <em><strong>prerrogativa feminina<\/strong><\/em>. O abortamento deve ser &#8220;acess\u00edvel, seguro e extremamente raro&#8221;, como j\u00e1 se disse. \u00c9 um dos sinais do abismo existente entre as classes sociais brasileiras a maneira como sua pr\u00e1tica permeia os v\u00e1rios segmentos da popula\u00e7\u00e3o feminina do pa\u00eds: de agulhas de tric\u00f4, citotecs e o seja-o-que-deus-quiser, a cl\u00ednicas altamente aparelhadas e com mordomias de grandes hospitais. (N\u00e3o vou nem discutir sobre as quest\u00f5es dos fetos mal-formados e do risco de morte da m\u00e3e, porque a\u00ed j\u00e1 seria muito para esse post. Veja minhas posi\u00e7\u00f5es sobre o assunto\u00a0<a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2009\/03\/excomungai-me-dom-jose\/\">aqui<\/a>, <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2009\/03\/sera\/\">aqui<\/a> e <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2010\/10\/abortamento_e_o_debate_politic\/\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Voltando ao espanto causado pelas cesarianas. O parto ces\u00e1rea seguiria o mesmo racioc\u00ednio do abortamento. \u00c9 uma prerrogativa da mulher querer ter seu beb\u00ea por via vaginal ou cir\u00fargica. O problema \u00e9 que essa decis\u00e3o nunca \u00e9 totalmente esclarecida e aqui entra o papel do m\u00e9dico. Eu fiz 5 partos normais durante meu curso m\u00e9dico. Em alguns, passei a noite ao lado de mo\u00e7as se contorcendo de dor sem al\u00edvio nenhum. Se n\u00e3o houvesse alternativa, tudo bem, o presente da maternidade sempre vai compensar qualquer coisa, pelo menos \u00e9 o que elas dizem. Mas se h\u00e1 uma forma diferente na qual a rela\u00e7\u00e3o risco\/benef\u00edcio \u00e9 aceit\u00e1vel, por que n\u00e3o tentar? Quem decide? O m\u00e9dico e a m\u00e3e, mais ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico entretanto, deve fazer o mesmo papel que faria quando se lhe apresenta algu\u00e9m querendo retirar um feto indesejado. Expor, com a maior isen\u00e7\u00e3o moral poss\u00edvel, os riscos dos procedimentos e posicionar-se. Essas n\u00e3o s\u00e3o decis\u00f5es que cabem apenas ao paciente. Dizer que n\u00e3o faz ou prescreve procedimentos abortivos \u00e9 totalmente leg\u00edtimo. O paciente deve saber que isso \u00e9 proibido no Brasil e que o m\u00e9dico que o faz est\u00e1 em importante\u00a0risco de processo. Com a ces\u00e1rea, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 atenuada, mas semelhante. N\u00e3o h\u00e1 proibi\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas mais ou menos precisas. Se a gestante quer uma cesariana, o m\u00e9dico deve expor os riscos e posicionar-se. O problema \u00e9 que h\u00e1 um vi\u00e9s do m\u00e9dico favorecendo o procedimento. A\u00ed junta a fome com a vontade de comer. E com isso, eu n\u00e3o posso concordar.<\/p>\n<p>Vamos colocar uns dados nessa discuss\u00e3o. Os obstetras e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade estimam que aproximadamente 15% dos partos <em>devam\u00a0<\/em>ser cesarianos por complica\u00e7\u00f5es relacionadas aos mesmos. Se nos hospitais privados de S\u00e3o Paulo &#8211; capital, a taxa est\u00e1 em torno de 80%, segundo a Folha, temos que explicar o excesso de 65% em favor das cesarianas. H\u00e1 uma entidade batizada em ingl\u00eas com a sigla CDMR para <em><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Caesarean_delivery_on_maternal_request#cite_note-finger-1\">Caesarean delivery on maternal request<\/a>\u00a0<\/em>(ces\u00e1rea por solicita\u00e7\u00e3o da m\u00e3e). Existem fortes ind\u00edcios, segundo o estudo do <em>Lancet<\/em> citado acima, de que esse &#8220;movimento&#8221; tenha se iniciado no <em>Brazil <\/em>e disseminado-se para outros pa\u00edses. Estima-se que esse tipo de &#8220;indica\u00e7\u00e3o&#8221; possa responder por at\u00e9 20% dos casos de partos cir\u00fargicos. O estudo de Zhang (abaixo) avaliou 1,1 milh\u00e3o de partos n\u00e3o-gemelares durante 13 anos no sudeste da China e mostrou um aumento significativo no n\u00famero de partos cesarianos em grande parte devidos a CDMR. Em alguns locais, as indica\u00e7\u00f5es por solicita\u00e7\u00e3o das m\u00e3es chegaram a 50% das ces\u00e1reas. No Brasil, Osis e colegas (abaixo) foram tentar entender porque tanta ces\u00e1rea. Avaliaram 656 mulheres de S\u00e3o Paulo e Pernambuco, usu\u00e1rias do servi\u00e7o p\u00fablico, e as dividiram em 2 grupos. O primeiro constitu\u00eddo de mulheres que tinham a experi\u00eancia de um parto vaginal pr\u00e9vio e que depois tiveram um cesariano. O outro, constitu\u00eddo apenas de mulheres com parto cesariano. 90,4% das mulheres que tinham tido pelo menos um parto vaginal consideraram-no melhor, contra\u00a075,9% entre as que s\u00f3 tinham ces\u00e1rea (o n\u00famero das que tinham tido apenas partos normais \u00e9 muito pequeno no estudo e isso se constitui num vi\u00e9s importante). Se as que tinham ces\u00e1rea tivessem entrado em trabalho de parto, o resultado ficava semelhante (45,5% e 42,8%). 47,1% das que tiveram parto vaginal disseram que ele n\u00e3o tinha desvantagens, contra 30,3% das que n\u00e3o tiveram. Por outro lado, 56,7% das mulheres que s\u00f3 tiveram cesarianas referiram que n\u00e3o ter contra\u00e7\u00f5es era a principal vantagem do m\u00e9todo, contra 41,7% das outras. A conclus\u00e3o do artigo \u00e9 que a dor \u00e9 importante mas as mulheres avaliam-na como secund\u00e1ria. Em primeiro lugar a sa\u00fade da crian\u00e7a e o p\u00f3s-operat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, no Brasil \u00e9 muito importante a possibilidade de realizar uma laqueadura (&#8220;amarrar as trompas&#8221;) para esteriliza\u00e7\u00e3o e isso pesou na escolha da via para o parto. Isso se constitui numa falha grave das pol\u00edticas de Sa\u00fade P\u00fablica desses dois estados no que se refere ao controle da natalidade, segundo outro <a href=\"http:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lancet\/article\/PII0140-6736(91)90149-J\/abstract\">artigo<\/a>. N\u00e3o se pode substituir um erro por outro.<\/p>\n<p>Para concluir esse longo post, eu diria que:<\/p>\n<p>1. \u00c9 leg\u00edtimo uma m\u00e3e querer uma ces\u00e1rea (CDMR), assim como \u00e9 leg\u00edtimo uma m\u00e3e n\u00e3o querer levar adiante uma gravidez indesejada\u00a0&#8211; prerrogativas dela, exclusivamente &#8211; desde que ela esteja totalmente esclarecida das consequ\u00eancias que tais procedimentos realmente implicam. \u00a0(H\u00e1 quem discuta sobre o que \u00e9 estar &#8220;totalmente esclarecido&#8221; afirmando ser imposs\u00edvel ao leigo esclarecer sobre procedimentos com consequ\u00eancias t\u00e3o complexas, o que gera implica\u00e7\u00f5es no tal consentimento informado, instrumento sem o qual n\u00e3o se faz NENHUMA pesquisa cl\u00ednica, s\u00f3 para se ter uma ideia do tamanho do problema com o qual estamos a lidar).<\/p>\n<p>2. O m\u00e9dico tem um papel fundamental na escolha da via do parto e deve despir-se de suas prefer\u00eancias individuais para aconselhar a gestante. Dada a enorme dificuldade em se fazer isso (at\u00e9 porque, um m\u00e9dico confia nas suas habilidades tanto para um como para o outro procedimento), n\u00e3o \u00e9 totalmente descabido ouvir uma segunda opini\u00e3o sobre o assunto. Isso diminui, com certeza, o vi\u00e9s. Mas aumenta a inseguran\u00e7a; outra escolha dif\u00edcil.<\/p>\n<p>3. O excesso de ces\u00e1reas \u00e9 um dos exemplos de medicaliza\u00e7\u00e3o da medicina. Como a<a href=\"http:\/\/tinyurl.com\/4yadcz3\"> calv\u00edcie, a timidez e a agita\u00e7\u00e3o infantil<\/a>, nos mostra como transformar &#8220;desvios&#8221; arbitr\u00e1rios da normalidade em patologias manipul\u00e1veis tecnicamente.<\/p>\n<p>Foto tirada do blog <a href=\"http:\/\/parir.blogspot.com\/\">Parir \u00e9 Nascer<\/a>.<\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Obstetrics+%26+Gynecology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1097%2FAOG.0b013e31816e349e&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Cesarean+Delivery+on+Maternal+Request+in+Southeast+China&amp;rft.issn=0029-7844&amp;rft.date=2008&amp;rft.volume=111&amp;rft.issue=5&amp;rft.spage=1077&amp;rft.epage=1082&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fcontent.wkhealth.com%2Flinkback%2Fopenurl%3Fsid%3DWKPTLP%3Alandingpage%26an%3D00006250-200805000-00010&amp;rft.au=Zhang%2C+J.&amp;rft.au=Liu%2C+Y.&amp;rft.au=Meikle%2C+S.&amp;rft.au=Zheng%2C+J.&amp;rft.au=Sun%2C+W.&amp;rft.au=Li%2C+Z.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Medicine%2CHealth%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">Zhang, J., Liu, Y., Meikle, S., Zheng, J., Sun, W., &amp; Li, Z. (2008). Cesarean Delivery on Maternal Request in Southeast China <span style=\"font-style: italic\">Obstetrics &amp; Gynecology, 111<\/span> (5), 1077-1082 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1097\/AOG.0b013e31816e349e\" rev=\"review\">10.1097\/AOG.0b013e31816e349e<\/a><\/span><br \/>\n<span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=International+journal+of+gynaecology+and+obstetrics%3A+the+official+organ+of+the+International+Federation+of+Gynaecology+and+Obstetrics&amp;rft_id=info%3Apmid%2F11742644&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=The+opinion+of+Brazilian+women+regarding+vaginal+labor+and+cesarean+section.&amp;rft.issn=0020-7292&amp;rft.date=2001&amp;rft.volume=75+Suppl+1&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=66&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Osis+MJ&amp;rft.au=P%C3%A1dua+KS&amp;rft.au=Duarte+GA&amp;rft.au=Souza+TR&amp;rft.au=Fa%C3%BAndes+A&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Medicine%2CHealth%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\"><br \/>\n<span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span>Osis MJ, P\u00e1dua KS, Duarte GA, Souza TR, &amp; Fa\u00fandes A (2001). The opinion of Brazilian women regarding vaginal labor and cesarean section. <span style=\"font-style: italic\">International journal of gynaecology and obstetrics: the official organ of the International Federation of Gynaecology and Obstetrics, 75 Suppl 1<\/span> PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/11742644\" rev=\"review\">11742644<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Nasceu?! Que legal! Foi parto normal? &#8211; Normal&#8230;. Pro m\u00e9dico, n\u00e9? Di\u00e1logo entre uma pu\u00e9rpera e o editor deste blog. Foi manchete este fim-de-semana a informa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade dando conta de que, pela primeira vez, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais num ano: 52% no total. 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