{"id":1657,"date":"2012-02-27T06:49:37","date_gmt":"2012-02-27T09:49:37","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/?p=1657"},"modified":"2020-07-05T19:19:49","modified_gmt":"2020-07-05T22:19:49","slug":"cor-um-delirio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2012\/02\/27\/cor-um-delirio\/","title":{"rendered":"Cor, Um Del\u00edrio"},"content":{"rendered":"<p>Recomenda-se a leitura <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2009\/02\/magenta-e-todas-as-outras-cores-da-massa-cinzenta\/\">deste excelente post<\/a> do 100nexos a t\u00edtulo de introdu\u00e7\u00e3o. Esse ser\u00e1 um longo post e a tentarei faz\u00ea-lo menos \u00e1rido, mas que isso n\u00e3o diminua sua import\u00e2ncia para o que queremos entender.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1658 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/colors-300x300.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/colors-300x300.gif 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/colors-150x150.gif 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/colors-24x24.gif 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/colors-48x48.gif 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/colors-96x96.gif 96w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\">Fig. 1. O que voc\u00ea v\u00ea na figura acima?<\/h3>\n<p>Essa \u00e9 uma ilus\u00e3o de \u00f3ptica bastante conhecida e tomei-a emprestada do <a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/badastronomy\/2009\/06\/24\/the-blue-and-the-green\/\">Bad Astronomy<\/a>. Parece haver 3 cores de espirais entretecidas: uma <em>verde<\/em>, outra <em>rosa<\/em> (ou <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2009\/02\/magenta-e-todas-as-outras-cores-da-massa-cinzenta\/\">magenta<\/a>) e ainda uma outra <em>azul<\/em>, correto? Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, a verde e a azul s\u00e3o <strong>exatamente<\/strong> a mesma cor que \u00e9 a dos quadrados abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1659 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/greenblue2.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"100\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\">Fig. 2.<\/h3>\n<p style=\"text-align: left\">Para os geeks, no <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/RGB_color_model\">sistema\u00a0RGB<\/a> de cores elas s\u00e3o representadas pelos c\u00f3digos hexadecimais de 0, 255 (o m\u00e1ximo) e 150. O que quer dizer, nada de vermelho, 255 de verde e 150 de azul. \u00c9 um verde mesmo com matizes azuis, que na tela de computador com uma resolu\u00e7\u00e3o boa, pode ser percebida sutilmente nas bordas dos quadrados. Fa\u00e7a o teste em qualquer programa que tenha uma paleta de cores com os c\u00f3digos acima. O truque para nos enganar consiste em pequenas faixas que cortam as espirais como mostra a figura 3 abaixo, em aumento da figura 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1664\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/bluegreenzoom-300x300.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/bluegreenzoom-300x300.gif 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/bluegreenzoom-150x150.gif 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/bluegreenzoom-24x24.gif 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/bluegreenzoom-48x48.gif 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/bluegreenzoom-96x96.gif 96w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\">Fig. 3.<\/h3>\n<p style=\"text-align: left\">Como pode ser visto, as faixas laranjas n\u00e3o cruzam algumas espirais verdes e as faixas rosas, n\u00e3o cruzam outras. Intercalando esse efeito, temos a figura 1 acima com suas &#8220;tr\u00eas&#8221; cores de espirais. A explica\u00e7\u00e3o desse fen\u00f4meno come\u00e7a no fato de que o\u00a0olho humano percebe o espectro de cores usando uma combina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es vinda de c\u00e9lulas da retina chamadas de <em>cones<\/em> e <em>bastonetes<\/em>. Os bastonetes s\u00e3o mais adaptados a baixa luminosidade e especializados em detectar a intensidade da luz. Os cones, por sua vez, ao detectarem intensidades maiores de luz, s\u00e3o capazes de disparar impulsos de acordo com comprimentos de ondas diferentes, em outras palavras, podem discernir cores. Veja na figura 4 abaixo, os tr\u00eas tipos de cones retinianos, cada um especializado em comprimentos de luz diferentes correspondendo aos espectros de azul, verde e vermelho. Repare como o espectro de capta\u00e7\u00e3o, aqui normalizado para intensidade, do\u00a0<a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2012\/02\/as-deformacoes-do-ver\/\">vermelho e do verde se sobrep\u00f5em<\/a>.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1673 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/conesens1-300x294.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/conesens1-300x294.gif 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/conesens1-24x24.gif 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/conesens1-48x48.gif 48w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\">Fig. 4. (tirado de <a href=\"http:\/\/handprint.com\/HP\/WCL\/color2.html\">Handprint<\/a>)<\/h3>\n<p style=\"text-align: left\">Pensando assim, \u00e9 de se perguntar como conseguimos diferenciar a cor dos sem\u00e1foros. Como diz o Kentaro, no post recomendado acima,<strong>\u00a0&#8220;<em>As cores que percebemos n\u00e3o s\u00e3o determinadas apenas por sua frequ\u00eancia no espectro eletromagn\u00e9tico, e sim em como estimulam nossa retina, sens\u00edvel a tr\u00eas cores prim\u00e1rias<\/em><\/strong><em>. N\u00e3o temos um sensor \u00f3tico capaz de medir a frequ\u00eancia exata da luz que entra em nossos globos oculares, e sim tr\u00eas tipos de c\u00e9lulas sens\u00edveis a <\/em><em>cor <\/em>(luz)<em>\u00a0que reagem apenas a tr\u00eas pequenas fatias desse espectro, localizadas aproximadamente em sua metade e dois extremos. N\u00f3s literalmente\u00a0<strong>interpolamos<\/strong>\u00a0a medida de um amplo espectro cont\u00ednuo a partir de tr\u00eas sensores de sensibilidade bem limitada.&#8221; <\/em>(par\u00eantese meu)<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Essa interpola\u00e7\u00e3o (quase um &#8220;del\u00edrio&#8221;) \u00e9 extremamente dependente da intensidade de luz que atinge a retina. A ilus\u00e3o das figuras acima \u00e9 poss\u00edvel porque nosso sistema visual, constitu\u00eddo pelo <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/File:Wiley_Human_Visual_System.gif\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">olho, nervo \u00f3ptico (II par), o trato \u00f3ptico, n\u00facleos no t\u00e1lamo e o c\u00f3rtex visual<\/a>, avalia cores sempre levando em considera\u00e7\u00e3o as cores circunjacentes (sobreposi\u00e7\u00e3o). Mas h\u00e1 mais um truque na manga que faz com que a figura 1 seja ainda mais vibrante. Vale a pena parar a leitura do post e fazer este\u00a0<a href=\"http:\/\/www.michaelbach.de\/ot\/col_lilacChaser\/index.html\">experimento<\/a>\u00a0(n\u00e3o se esque\u00e7a de trocar as cores de acordo com as instru\u00e7\u00f5es do site). Nele, h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de 2 fen\u00f4menos: a <em><a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/color4.html#complementary\">complementaridade<\/a><\/em> de cores que criamos e o que \u00e9 chamado de <em><a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/color4.html#successive\">afterimage<\/a><\/em>. Ambos est\u00e3o presentes tamb\u00e9m no experimento abaixo, bem mais simples.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/IMG\/contrst1.gif\" width=\"260\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n<h3 style=\"text-align: center\">Fig. 5. Olhe fixamente por 20 seg o ponto branco no centro do quadrado colorido. Depois, rapidamente, fixe o ponto preto.\u00a0(tirado de\u00a0<a href=\"http:\/\/handprint.com\/HP\/WCL\/color2.html\">Handprint<\/a>)<\/h3>\n<p style=\"text-align: left\">H\u00e1 uma <a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/color2.html#opponentcurves\">vasta e complicada fisiologia<\/a> por tr\u00e1s desse fen\u00f4meno. Mas, se voc\u00ea fez tudo direitinho, dever\u00e1 ter visto em torno do ponto preto, um quadro colorido tamb\u00e9m. S\u00f3 que com as cores trocadas!\u00a0Agora que voc\u00ea est\u00e1 craque, s\u00f3 para treinar, tome os quadrados verdes da figura 2 novamente e fixe-se na &#8220;barra branca&#8221; que os separa por 20 segundos. Ao deslocar o olhar para a direita, contra o fundo branco, dever\u00e1 ver exatos dois quadrados e de que cor? Exatamente da cor da outra espiral: magenta.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: left\"><strong>&#8220;Falar&#8221; Cores \u00e9 Complicado<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: left\">Pergunta. Voc\u00ea j\u00e1 viu um vermelho-alaranjado ou um laranja-avermelhado? Acho que sim, e n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar essas cores. O mesmo se d\u00e1 com um verde-azulado ou azul-esverdeado e com os amarelo-esverdeados, azul-arroxeados, verde-amarelados etc, etc, correto? Mas o que dizer de um rosa-esverdeado ou de um verde-ros\u00e1ceo? Ou mesmo um azul-amarelado e seu par o amarelo-azulado? Hehe. N\u00e3o d\u00e1, n\u00e9? Por qu\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1695 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/newton-287x300.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/newton-287x300.jpg 287w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/newton-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/newton.jpg 364w\" sizes=\"(max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/>Isaac Newton estudou as cores e como em tudo que ele pensava, deu um jeito de geometrizar o espectro de luz. Inventou esse c\u00edrculo de cores ao lado como forma geom\u00e9trica de &#8220;construir&#8221; ou misturar cores. Funciona como uma bandeja redonda que tentamos equilibrar na ponta do dedo colocando pesos (no caso, cores) na sua borda, ou seja procurando seu &#8220;centro de gravidade&#8221;. Ele desenvolveu um m\u00e9todo matem\u00e1tico para fazer isso, e descobriu que o branco era composto pelas outras cores; mas n\u00e3o \u00e9 isso que quero ressaltar agora. (Quem se interessar em aprofundar-se sobre esse m\u00e9todo e ver os cr\u00e9ditos da figura, clique <a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/color2.html#newtoncircle\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Brincando com as cores, Newton percebeu uma coisa bem estranha. Ao misturar em igual propor\u00e7\u00e3o cores opostas do seu c\u00edrculo, produzia-se tamb\u00e9m a cor branca. (Um branco desbotado, ele mesmo notou, mas branco). Surgia, ent\u00e3o, a ideia de cores complementares. Os desdobramentos desses estudos resultaram, com a ajuda de outros cientistas e do escritor e poeta alem\u00e3o\u00a0<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Theory_of_Colours\">G\u00f6ethe<\/a>, em especial, na <strong><a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/color2.html#newtoncircle\">Teoria Rom\u00e2ntica das Cores<\/a>\u00a0<\/strong>que enfatizava o conflito ou antagonismo entre as cores complementares, bem como o claro e o escuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na Teoria Rom\u00e2ntica das Cores do s\u00e9culo XVIII, as cores complementares eram chamadas de opostas, criando rela\u00e7\u00f5es entre as cores conhecidas como <a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/color13.html\"><em>contraste<\/em> ou <em>antagonismo<\/em><\/a>. &#8220;O <strong>contraste<\/strong> pode ser demonstrado observando cores lado a lado em padr\u00f5es visuais simples onde uma cor aumenta ou altera apar\u00eancia da outra (exatamente como nas figuras acima). <strong>Antagonismo<\/strong> resulta da mistura de comprimentos de onda complementares &#8211; o que produz um branco acrom\u00e1tico (e por esta raz\u00e3o, desbotado) &#8211; cada cor, ent\u00e3o anula sua oposta [&#8230;] O antagonismo pode ser percebido tamb\u00e9m observando as <em>afterimages<\/em> negativas, onde a exposi\u00e7\u00e3o prolongada a uma cor leva a uma imagem residual de sua cor complementar&#8221;. Exatamente como no quadrado colorido da figura 5.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: left\">O Tratado<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1702 alignright\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2012\/02\/220px-Michel_Eug\u00e8ne_Chevreul_2.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"273\" \/>Foi quando um qu\u00edmico e funcion\u00e1rio p\u00fablico de uma f\u00e1brica de tapetes em Paris, resolveu publicar o que havia descoberto desenvolvendo pigmentos para tingir os gobelins. Michel-Eug\u00e8ne Chevreul (foto ao lado) publicou em\u00a01839 \u00a0o tratado &#8220;<em><a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/HP\/WCL\/book3.html#chevreul\">De la loi du contraste simultan\u00e9 des couleurs et de l&#8217;assortiment des objets color\u00e9s<\/a><\/em>.&#8221; &#8211; traduzido para o ingl\u00eas por Charles Martel como &#8220;<em><a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/exec\/obidos\/ASIN\/0887400906\">The principles of harmony and contrast of colours<\/a>&#8221; <\/em>em\u00a01854. Chevreul descobriu que cores intensas provocavam o aparecimento de halos em \u00e1reas adjacentes a pretos, cinzas, brancos ou mesmo matizes desbotados. (Veja um exemplo disso, neste <a href=\"http:\/\/www.michaelbach.de\/ot\/col_neon\/index.html\">experimento<\/a>). \u00c9 esse efeito que real\u00e7a a colora\u00e7\u00e3o azul da faixa verde na figura 1 e nos &#8220;engana&#8221;. Entre outras coisas, padronizou tamb\u00e9m, a quest\u00e3o da complementaridade das cores baseado no efeito da <em>afterimage<\/em> negativa, como vimos acima.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Eug\u00e8ne_Delacroix\">Eugene Delacroix<\/a> parece ter sido o primeiro a perceber a possibilidade de criar uma representa\u00e7\u00e3o mais intensa e convincente da luz externa com esse tipo de t\u00e9cnica.\u00a0Por exemplo, a pele amarela tem sombras violeta. Ao introduzir cores nas sombras no intuito de aumentar a intensidade crom\u00e1tica de todo o quadro, abriu caminho para o <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Impressionism\">impressionismo<\/a>.\u00a0Delacroix era um dos pintores favoritos de Paul C\u00e9zanne.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong>Leitura Complementar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">1. Sensacional e premiad\u00edssimo\u00a0site do <a href=\"http:\/\/www.handprint.com\/LS\/CVS\/color.html\">Handprint<\/a>. H\u00e1 explica\u00e7\u00f5es detalhadas sobre todos os fen\u00f4menos que envolvem o olho e a luz. Imperd\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">2. <a href=\"http:\/\/www.colorsontheweb.com\/combiningcolors.asp\">Colors on the Web<\/a>. Site sobre teoria resumida das cores e sobre cores na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">3. <a href=\"http:\/\/www.michaelbach.de\/ot\/index.html\">Michael Bach<\/a>. Interessant\u00edssimo site com dezenas de experimentos visuais de onde tirei os do post.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recomenda-se a leitura deste excelente post do 100nexos a t\u00edtulo de introdu\u00e7\u00e3o. Esse ser\u00e1 um longo post e a tentarei faz\u00ea-lo menos \u00e1rido, mas que isso n\u00e3o diminua sua import\u00e2ncia para o que queremos entender. Fig. 1. O que voc\u00ea v\u00ea na figura acima? 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