{"id":184,"date":"2008-10-29T16:33:42","date_gmt":"2008-10-29T19:33:42","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2008\/10\/propofol\/"},"modified":"2008-10-29T16:33:42","modified_gmt":"2008-10-29T19:33:42","slug":"propofol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2008\/10\/29\/propofol\/","title":{"rendered":"Propofol"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/freeny_medicineman1.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-394\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/freeny_medicineman1.png\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"552\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Medicine Man by Jason Freeny at <a href=\"http:\/\/streetanatomy.com\/blog\/page\/6\/\">Street Anatomy<\/a><\/p>\n<p>Talvez uma das situa\u00e7\u00f5es que mais <a href=\"http:\/\/www.time.com\/time\/magazine\/article\/0,9171,1186553,00.html\">assuste um m\u00e9dico seja ficar doente<\/a>. Ironia das ironias, o advogado processado, o mec\u00e2nico com o carro quebrado e o m\u00e9dico doente, s\u00e3o arqu\u00e9tipos que sempre s\u00e3o invocados seja, para lembrar do humano em n\u00f3s, seja para exemplificar o famoso &#8220;casa de ferreiro&#8230;&#8221;<br \/>\nEm nosso meio, <a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/produto\/1\/21297918\/?\">Drauzio Varella<\/a> fez um importante relato por ocasi\u00e3o da febre amarela que quase o matou. Eu, no p\u00f3s-operat\u00f3rio de uma cirurgia nasal simples, mas cuja anestesia geral foi necess\u00e1ria, fico pensando nos pequenos atos que fazem com que nos sintamos bem em situa\u00e7\u00f5es de estresse: o circulante da sala &#8211; profissional encarregado de auxiliar os m\u00e9dicos durante o ato cir\u00fargico &#8211; se apresentou a mim e disse que ia acompanhar minha cirurgia. Um grande sorriso no rosto, logo o reconheci. Ele havia trabalhado na limpeza da UTI do mesmo hospital, meu habitat natural. Com alguns cursos e concursos, galgou a posi\u00e7\u00e3o que agora ocupa e pareceu-me feliz.<br \/>\nPor alguns momentos, fiquei orgulhoso ao mesmo tempo em que me vieram a cabe\u00e7a todas as novas diretrizes corporativas com as quais as institui\u00e7\u00f5es bombardeiam os &#8220;colaboradores&#8221; e reconclu\u00ed, nostalgicamente, que uma institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 feita de diretrizes mas, de pessoas que deveriam seguir diretrizes. Ent\u00e3o, recebi 2 mL de fentanil (um derivado 60 vezes mais potente que a morfina) e tudo come\u00e7ou a girar. N\u00e3o me dei por vencido e segui falando de um assunto que n\u00e3o necessita muita massa encef\u00e1lica (pois a minha j\u00e1 estava bastante comprometida a essa altura): <a href=\"http:\/\/www.saopaulofc.net\/spfc\/indexSPFC.asp\">FUTEBOL<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Devo ter deixado o anestesista nervoso porque, da rota\u00e7\u00e3o em velocidade constante que estava, fiquei surdo e passei a uma penumbra que progressivamente foi tomando conta da minha consci\u00eancia e tudo, finalmente, sumiu. Propofol \u00e9 uma beleza. Sentir-se em casa ao lado de amigos, tamb\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medicine Man by Jason Freeny at Street Anatomy Talvez uma das situa\u00e7\u00f5es que mais assuste um m\u00e9dico seja ficar doente. 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