{"id":267,"date":"2009-02-05T16:57:23","date_gmt":"2009-02-05T19:57:23","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2009\/02\/a-origem-da-pressao-arterial-iii\/"},"modified":"2009-02-05T16:57:23","modified_gmt":"2009-02-05T19:57:23","slug":"a-origem-da-pressao-arterial-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2009\/02\/05\/a-origem-da-pressao-arterial-iii\/","title":{"rendered":"A Origem da Press\u00e3o Arterial III"},"content":{"rendered":"<p>Chegamos ao final desse exerc\u00edcio evolucion\u00e1rio que fiz quando era R3. Fiquei impressionado com esse tipo de racioc\u00ednio e procurei repeti-lo sempre que me defrontei com problemas complicados na Medicina &#8211; n\u00e3o, isso n\u00e3o vale para doen\u00e7as raras e esquisitas. \u00c9 muito mais produtivo &#8211; no sentido de propiciar <i>insights<\/i> e apontar caminhos para pesquisa -, aplic\u00e1-lo a doen\u00e7as altamente prevalentes que envolvam dificuldades de tratamento.<\/p>\n<p>O aumento da press\u00e3o arterial de aves e mam\u00edferos se faz atrav\u00e9s de um impressionante aumento da resist\u00eancia circulat\u00f3ria dos animais de sangue quente. Esse aumento da resist\u00eancia perif\u00e9rica \u00e9 a alternativa mais &#8220;econ\u00f4mica&#8221; encontrada pela natureza para propiciar a redistribui\u00e7\u00e3o do fluxo de sangue. A tabela abaixo mostra a varia\u00e7\u00e3o de fluxo sangu\u00edneo regional no repouso e no exerc\u00edcio. O aumento do fluxo pode chegar a 20 vezes o valor de repouso. Como conseguir um aumento t\u00e3o grande de fluxo economizando o m\u00e1ximo de energia? O aumento simples do d\u00e9bito card\u00edaco n\u00e3o seria a sa\u00edda mais econ\u00f4mica por duas raz\u00f5es: a primeira \u00e9 que v\u00e1rias regi\u00f5es seriam perfundidas sem necessidade &#8211; apenas os grupamentos musculares envolvidos necessitam de maior suprimento. A segunda \u00e9 que uma bomba capaz de aumentos abruptos de fluxo dessa monta teria que ter uma estrutura muscular muito maior que o cora\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos&#xA0; e aves atuais. Provavelmente, essa alternativa terminou num beco sem sa\u00edda e nosso cora\u00e7\u00e3o foi poupado de mais essa carga, mesmo assim, ainda nos causa muitos problemas!<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"center\">\n<div align=\"left\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/moz-screenshot-101.jpg\" alt=\"\" height=\"108\" width=\"458\" \/><\/div>\n<div align=\"left\"><font face=\"Courier New\">Data on flow from Wade 0 L, Bishop J M. Cardiac output and regional blood flow. Oxford: Blackwell, 1962. It has been assumed that the arterial pressure rises from 100 to 130 mmHg (13.3 to 17.3 kPa) in exercise while the venous pressure remains approximately constant. Pressure = kPa; Flow = litres.min-1;Resistance = kPamin.litres-1<\/font><\/p>\n<p>Com esse conceitos, entendemos perfeitamente o que \u00e9 um choque circulat\u00f3rio; conceito que m\u00e9dicos de unidades de terapia intensiva explicam a familiares de pacientes com certa dificuldade. N\u00e3o \u00e9 para menos! Choque circulat\u00f3rio \u00e9 quando essa capacidade de dirigir o fluxo de sangue para os mais variados org\u00e3os, em especial, os m\u00fasculos que s\u00e3o, em kilos, os maiores do organismo, \u00e9 perdida. Isso gera muita fraqueza, hipotens\u00e3o postural (queda da press\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o em p\u00e9), diminui\u00e7\u00e3o da diurese, entre outras altera\u00e7\u00f5es. A press\u00e3o costuma estar baixa, mas nem sempre. Claro, \u00e9 uma quest\u00e3o de conte\u00fado e continente; quando a resist\u00eancia circulat\u00f3ria cai, o continente aumenta para o mesmo conte\u00fado.<\/p>\n<p><font face=\"Courier New\">Refer\u00eancia: Harris, P. Evolution and the cardiac patient. Cardiovascular Research, 1983, 17, 373-378.<\/font><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"scribefire-powered\">Powered by <a href=\"http:\/\/www.scribefire.com\/\">ScribeFire<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegamos ao final desse exerc\u00edcio evolucion\u00e1rio que fiz quando era R3. Fiquei impressionado com esse tipo de racioc\u00ednio e procurei repeti-lo sempre que me defrontei com problemas complicados na Medicina &#8211; n\u00e3o, isso n\u00e3o vale para doen\u00e7as raras e esquisitas. \u00c9 muito mais produtivo &#8211; no sentido de propiciar insights e apontar caminhos para pesquisa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":466,"featured_media":268,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,12],"tags":[],"class_list":["post-267","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia","category-evolucao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/466"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=267"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/media\/268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}