{"id":337,"date":"2009-04-26T12:46:00","date_gmt":"2009-04-26T15:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2009\/04\/objetividade_ou_solidariedade\/"},"modified":"2009-04-26T12:46:00","modified_gmt":"2009-04-26T15:46:00","slug":"objetividade_ou_solidariedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2009\/04\/26\/objetividade_ou_solidariedade\/","title":{"rendered":"Objetividade ou Solidariedade?"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;A tradi\u00e7\u00e3o da cultura ocidental, centrada na no\u00e7\u00e3o de busca pela verdade, a tradi\u00e7\u00e3o que corre desde os fil\u00f3sofos gregos e atravessa o Iluminismo, \u00e9 o exemplo mais claro da tentativa de encontrar um sentido para a exist\u00eancia a partir do abandono da <strong>solidariedade <\/strong>em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>objetividade<\/strong>.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Objectivity.jpg\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/Objectivity1.jpg\" width=\"175\" height=\"286\" class=\"mt-image-right\" style=\"float: right;margin: 0 0 20px 20px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A partir daqui, podemos escolher dois caminhos. O primeiro considera que existe uma realidade objetiva fora de n\u00f3s que pode ser conhecida &#8211; e dominada &#8211; se seguirmos um m\u00e9todo espec\u00edfico de acordo com uma determinada racionalidade de modo que, conforme nosso m\u00e9todo evolui por meio das contribui\u00e7\u00f5es dela, avan\u00e7amos nas nossas descri\u00e7\u00f5es do mundo real e de n\u00f3s mesmos. O segundo considera que somos seres comunicativos que produzimos nossa pr\u00f3pria realidade atrav\u00e9s da linguagem. Desse modo, descrever o outro ou descrever a realidade que nos cerca \u00e9 exatamente a mesma coisa. (Descrever a n\u00f3s mesmos \u00e9 um tanto diferente ainda, mas chegamos l\u00e1). Por outro lado, n\u00e3o h\u00e1 uma realidade (plat\u00f4nica) fora de n\u00f3s de maneira que s\u00f3 nos resta comparar uma descri\u00e7\u00e3o com outra. N\u00e3o h\u00e1 a pretens\u00e3o de que exista um &#8220;gabarito&#8221; com a qual uma descri\u00e7\u00e3o deva ser comparada. Nem h\u00e1, tampouco, uma sensa\u00e7\u00e3o de que avan\u00e7amos para um &#8220;grande conhecimento&#8221;. Ali\u00e1s, a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de verdade adquire um sentido bastante diferente.<\/p>\n<p><em>&#8220;A quest\u00e3o acerca de se a verdade ou a racionalidade possuem uma natureza intr\u00ednseca, acerca de se n\u00f3s podemos ter uma teoria positiva sobre cada um desses t\u00f3picos, \u00e9 justamente a quest\u00e3o acerca de se nossa autodescri\u00e7\u00e3o\u00a0tem de ser constru\u00edda a partir da rela\u00e7\u00e3o com a natureza humana ou a partir da rela\u00e7\u00e3o com um conjunto particular de seres humanos: se n\u00f3s desejamos objetividade ou solidariedade.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Com a palavra, essencialistas objetivos&#8230;<\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: '-editor-proxy'\">PS. Depois falo de quem s\u00e3o os textos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A tradi\u00e7\u00e3o da cultura ocidental, centrada na no\u00e7\u00e3o de busca pela verdade, a tradi\u00e7\u00e3o que corre desde os fil\u00f3sofos gregos e atravessa o Iluminismo, \u00e9 o exemplo mais claro da tentativa de encontrar um sentido para a exist\u00eancia a partir do abandono da solidariedade em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 objetividade.&#8221; A partir daqui, podemos escolher dois caminhos. 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