{"id":388,"date":"2009-06-28T01:01:31","date_gmt":"2009-06-28T04:01:31","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2009\/06\/mecanismos_geradores_de_certez\/"},"modified":"2009-06-28T01:01:31","modified_gmt":"2009-06-28T04:01:31","slug":"mecanismos_geradores_de_certez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2009\/06\/28\/mecanismos_geradores_de_certez\/","title":{"rendered":"Mecanismos Geradores de Certeza"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"BeSure.jpg\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/BeSure.png\" class=\"mt-image-left\" style=\"margin: 0pt 20px 20px 0pt;float: left\" height=\"250\" width=\"250\" \/><\/span>Quando uma pessoa diz, &#8220;tenho certeza absoluta disso&#8221; ou &#8220;isso \u00e9 evidente&#8221; \u00e9 de se perguntar qual o caminho percorrido at\u00e9 ter chegado a essa conclus\u00e3o. Normalmente, quando pedimos para que nos explique esse caminho, os resultados s\u00e3o decepcionantes: n\u00e3o conseguimos ter a mesma impress\u00e3o. Parece sempre que falta algo, um detalhe, um passo que a linguagem ou o interlocutor n\u00e3o foram capazes de traduzir. E falta mesmo. A <i>certeza<\/i> \u00e9 mais um estado ps\u00edquico que uma verdade auto-evidente. \u00c9, como diz Fernando Gil, uma <i>rela\u00e7\u00e3o<\/i>. (Da\u00ed a fascina\u00e7\u00e3o que alguns professores exercem sobre seus alunos ao passar a certeza dos conhecimentos com emo\u00e7\u00e3o contagiante.)<\/p>\n<p>Sendo assim, s\u00f3 quem pode avaliar criticamente as certezas \u00e9 quem as tem. (Talvez seja essa a principal desvantagem dos c\u00e9ticos.) Quais s\u00e3o os mecanismos geradores de certeza dos quais nos utilizamos? As certezas e a &#8220;verdade&#8221; s\u00e3o necessidades b\u00e1sicas da vida e podem ter sido fundamentais para o desenvolvimento de nossa esp\u00e9cie, de forma que nos agarramos a elas com as unhas de um afogado. H\u00e1 poucas d\u00favidas de que os mecanismos geradores de certeza sejam exatamente os mesmos para qualquer tipo de &#8220;verdade&#8221;, seja revelada, experimental ou filos\u00f3fica. Como ent\u00e3o pedir a quem quer que seja para que analise suas certezas criticamente? E se o ch\u00e3o ruir? A aporia da &#8220;verdade&#8221; \u00e9 essa: se os c\u00e9ticos n\u00e3o tem as certezas para que possam critic\u00e1-las, os cr\u00e9dulos que as possuem, n\u00e3o o querem.<\/p>\n<p>Para muitas pessoas perguntar de onde tiram suas certezas \u00e9 ofensivo por essas raz\u00f5es. Ent\u00e3o a \u00fanica possibilidade \u00e9: pergunte voc\u00ea mesmo! Que forma de convencimento funciona com voc\u00ea? Por que temos tanta certeza de certas coisas e de outras n\u00e3o? O primeiro passo \u00e9 fazer a pergunta. Qual o mecanismo gerador de certeza que nos levou a acreditar naquilo como &#8220;verdade&#8221;? Provavelmente, possamos descobrir que n\u00e3o seja \u00fanico. Seja preconceituoso e falho. Emocional e algo irracional: Humano!<\/p>\n<p>Em demasia.<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando uma pessoa diz, &#8220;tenho certeza absoluta disso&#8221; ou &#8220;isso \u00e9 evidente&#8221; \u00e9 de se perguntar qual o caminho percorrido at\u00e9 ter chegado a essa conclus\u00e3o. Normalmente, quando pedimos para que nos explique esse caminho, os resultados s\u00e3o decepcionantes: n\u00e3o conseguimos ter a mesma impress\u00e3o. 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