{"id":3923,"date":"2013-12-26T13:20:57","date_gmt":"2013-12-26T16:20:57","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/?p=3923"},"modified":"2013-12-26T13:20:57","modified_gmt":"2013-12-26T16:20:57","slug":"experiencias-de-incorporacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2013\/12\/26\/experiencias-de-incorporacao\/","title":{"rendered":"Experi\u00eancias de Incorpora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em><a href=\"http:\/\/streetanatomy.com\/2012\/10\/26\/sophia-ahamed-flesh-and-bones\/\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-3934 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones.jpg\" alt=\"Dusty bones\" width=\"211\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones.jpg 550w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2013\/12\/Dusty-bones-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a>Hier tanzt der Leib!<\/em><br \/>\n<em>Wie sich K\u00f6rper &#8211; und Leiberleben im Tanz unterscheiden<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>(Aqui, o corpo que dan\u00e7a!<\/em><br \/>\n<em>Qu\u00e3o distinta de corpo &#8211; a experi\u00eancia corp\u00f3rea na dan\u00e7a)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Lars Oberhaus (aqui,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.zaeb.net\/index.php\/zaeb\/article\/viewFile\/34\/30\">em pdf<\/a>)<\/p>\n<p><em>Ao Digo, que anestesiou o dedo e se divertiu com o fato de que o dedo n\u00e3o era mais (d)ele.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.6em\">Se, ao tomar o t\u00edtulo acima, um leitor ou leitora incautos imaginaram tratar-se o que segue de esp\u00edritos invadindo corpos, metempsicose ou coisas afins, lamento desapont\u00e1-los. A mera pressuposi\u00e7\u00e3o de que uma entidade an\u00edmica, qualquer que seja o nome que se d\u00ea a ela, possa habitar um corpo humano, animal ou vegetal, criando assim tamb\u00e9m a possibilidade de abandon\u00e1-lo, \u00e9 uma extrapola\u00e7\u00e3o distorcida e rasa do pensamento dualista revolucion\u00e1rio de Ren\u00e9 Descartes (1596-1650). Entretanto, a maneira como a filosofia cartesiana tratou a corporeidade do \u201cser que pensa\u201d (<\/span><em style=\"line-height: 1.6em\">res cogitans<\/em><span style=\"line-height: 1.6em\">) viria a se constituir num dos principais pontos de cr\u00edtica de toda sua filosofia. Na medida em que discursos mais recentes foram sendo constru\u00eddos a respeito das rela\u00e7\u00f5es mente-corpo e passaram a dar conta das aporias geradas pelo antecessor, o corpo ele mesmo passou a ser visto sob novos e promissores horizontes, com potenciais repercuss\u00f5es na medicina. Apesar de tais discursos terem surgido precocemente na cr\u00edtica a Descartes (ver por exemplo, Spinoza 1632-1677 e\u00a0David Hume\u00a01711-1776), ao que parece, somente em 1945, com a publica\u00e7\u00e3o de <\/span><i style=\"line-height: 1.6em\">Fenomenologia da Percep\u00e7\u00e3o<\/i><span style=\"line-height: 1.6em\"> de Maurice Merleau-Ponty, o corpo parece ter sido entendido para al\u00e9m de uma simples ferramenta da mente, da vontade, ou do sujeito, como queiram.<\/span><\/p>\n<p>Um desses discursos \u00e9, portanto, a <em><strong>fenomenologia<\/strong><\/em>. Ela talvez ainda tenha bons frutos a dar sobre essa quest\u00e3o tendo em vista suas surpreendentemente pouco exploradas possibilidades de an\u00e1lise, ao menos no \u00e2mbito da medicina. Pretendo mostrar nas pr\u00f3ximas linhas, como uma abordagem fenomenol\u00f3gica inviabiliza o discurso cartesiano da corporeidade. Para isso, nos ser\u00e1 \u00fatil rever o esbo\u00e7o do <i>Cogito\u00a0<\/i>que <a href=\"http:\/\/www.spektrum.de\/alias\/Profil\/Dr-Jenny-Slatman\/1163739\">Jenny Slatman<\/a> [1] fez a prop\u00f3sito de uma discuss\u00e3o sobre &#8220;interioridade&#8221; das imagens m\u00e9dicas. A tese de Slatman \u00e9 muito interessante. Ela diz que apesar de obtermos imagens corporais cada vez mais n\u00edtidas de nossos corpos <em><strong>em vida<\/strong><\/em>, elas n\u00e3o representariam nossa interioridade, nosso corpo vivo. Tal discuss\u00e3o se insere no contexto da virtualiza\u00e7\u00e3o do corpo pela medicina, assunto <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2008\/07\/mais-autopsias\/\">caro a esse espa\u00e7o<\/a>, mas do qual n\u00e3o nos ocuparemos agora. Passemos ent\u00e3o, a Descartes.<\/p>\n<p><strong>O M\u00e9todo Cartesiano<\/strong><\/p>\n<p>Descartes inicia uma d\u00favida metodol\u00f3gica que o leva a uma busca do fundamento do conhecimento. &#8220;Qual seria a \u00fanica coisa da qual n\u00e3o posso duvidar?&#8221; &#8211; \u00e9 a sua pergunta. A resposta que obt\u00e9m \u00e9 &#8220;mesmo que possa duvidar da exist\u00eancia de tudo, ainda resta aquilo que duvida&#8221;. Essa &#8220;coisa duvidante&#8221; \u00e9 um ego incorp\u00f3reo &#8211; j\u00e1 que as propriedades f\u00edsicas est\u00e3o tamb\u00e9m submetidas \u00e0 d\u00favida -, e que nem sequer pode ser imaginado &#8211; outra situa\u00e7\u00e3o altamente duvidosa. Sua \u00fanica propriedade \u00e9 a d\u00favida, ou melhor, o pensamento da d\u00favida: &#8220;Eu duvido, logo penso, logo existo&#8221; (ou no original em franc\u00eas,\u00a0&#8220;<i>Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j&#8217;existe<\/i>&#8220;)<em>.<\/em> Tal racioc\u00ednio exclui tudo o que \u00e9 exterior a mim, ou seja, implica em uma ren\u00fancia do mundo e, com ele, tamb\u00e9m do pr\u00f3prio corpo. A <em>res cogitans<\/em> cartesiana \u00e9 uma <em><strong>interioridade<\/strong> <strong>incorp\u00f3rea<\/strong><\/em>. O corpo \u00e9 <em>res extensa<\/em>, uma outra coisa entre as coisas. Fonte de dados duvidosos.<\/p>\n<p><strong>O Fen\u00f4meno do Toque<\/strong><\/p>\n<p>No livro <em>Fenomenologia da Percep\u00e7\u00e3o<\/em>, Merleau-Ponty cita uma experi\u00eancia descrita por Husserl em seu Ideias II[2] que utiliza-se da distin\u00e7\u00e3o feita em alem\u00e3o de corpo como objeto vivo (<em>K\u00f6rper)<\/em>\u00a0ou como experi\u00eancia vivida (<em>Leib).<\/em>\u00a0Tal distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe em portugu\u00eas (em ingl\u00eas e franc\u00eas, tampouco) e \u00e9 provavelmente vinculada ao problema teol\u00f3gico crist\u00e3o reformista da insufici\u00eancia do conceito de corpo biol\u00f3gico na articula\u00e7\u00e3o de um discurso que combine\u00a0a <em><strong>pessoa<\/strong><\/em>\u00a0<em><strong>individual<\/strong><\/em> com a <em><strong>alma<\/strong><\/em> <em><strong>imaterial,<\/strong><\/em><strong>\u00a0<\/strong>em especial no rito da Comunh\u00e3o. Haveria, assim, <a href=\"http:\/\/www.topowiki.de\/wiki\/Leib-K\u00f6rper-Problem\">duas formas<\/a> de experimentar nossa natureza:\u00a0no modo de experi\u00eancia exterior objetificada (<em>K\u00f6rper<\/em>), com respeito \u00e0 natureza que n\u00f3s <em><strong>temos <\/strong><\/em>e nossa rela\u00e7\u00e3o com outros entes; ou\u00a0no modo de auto-consci\u00eancia (ou auto-afeto) (<em>Leib<\/em>), em rela\u00e7\u00e3o ao que n\u00f3s <em><strong>somos <\/strong><\/em>(lembrar que <em>Leben<\/em> \u00e9 vida). Notar, como tentei mostrar na (mal traduzida) frase que epigrafa o post (aceito sugest\u00f5es!), como tais conceitos se confundem ao serem transpostos para o portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia consiste em tocar com a m\u00e3o direita (D) a m\u00e3o esquerda (E). A m\u00e3o D \u00e9 ativa nesse processo em contraste com a E, tocada passivamente e poder\u00edamos consider\u00e1-la o\u00a0<em><strong>sujeito<\/strong><\/em>, sendo a E, o <em><strong>objeto<\/strong><\/em>. At\u00e9 aqui, nada de mais. A inova\u00e7\u00e3o de Husserl \u00e9 lembrar-nos que tocar a pr\u00f3pria m\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o mesmo que tocar um outro objeto qualquer. H\u00e1 uma enorme diferen\u00e7a entre tocar minha m\u00e3o e tocar o teclado do computador, por exemplo. Nas palavras de Slatman &#8220;A m\u00e3o tocada sente que \u00e9 tocada, sente sua <em><strong>tocabilidade<\/strong><\/em>&#8220;. E completa &#8220;a sensa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria tocabilidade marca a transi\u00e7\u00e3o do corpo de <em>K\u00f6rper<\/em> para <em>Leib&#8221;<\/em>.<span style=\"line-height: 1.6em\">\u00a0Tocar minha m\u00e3o e reconhec\u00ea-la como <em><strong>minha<\/strong><\/em> \u00e9 bem diferente que tocar um objeto qualquer.\u00a0Algu\u00e9m poderia dizer aqui que o <em>Leib<\/em> nada mais \u00e9 que nossa mente e nesse sentido n\u00e3o se diferencia absolutamente da <em>res cogitans<\/em> cartesiana. Seria, se fosse um &#8220;<em>Leib<\/em> puro&#8221;. Entretanto, \u00e9 essencial ao <em>Leib<\/em> ter a experi\u00eancia do pr\u00f3prio corpo, que \u00e9 indissoci\u00e1vel do <em>K\u00f6rper<\/em>. Se o <em>Leib<\/em> assegura a sensa\u00e7\u00e3o de auto-afeto como <em><strong>pr\u00f3pria<\/strong><\/em>, ele n\u00e3o pode existir sem a possibilidade da <em><strong>tocabilidade<\/strong><\/em> que \u00e9 oferecida pelo &#8220;material&#8221; do\u00a0<em>K\u00f6rper,\u00a0<\/em>que, apesar de ser questionado, n\u00e3o pode ser eliminado.\u00a0O<\/span><span style=\"line-height: 1.6em\">\u00a0<em>Leib<\/em> tem de ter uma <strong><em>espacialidade<\/em><\/strong>. Em termos cartesianos, o <em>Leib<\/em> poderia ent\u00e3o ser comparado a uma experi\u00eancia mental de sensa\u00e7\u00f5es, mas que n\u00e3o consegue se desvencilhar de sua\u00a0<\/span><em><span style=\"line-height: 1.6em\">res\u00a0<\/span>extensa<\/em> f\u00edsica. Posso duvidar de tudo, mas n\u00e3o posso questionar o fato de que o corpo que \u00e9 tocado \u00e9 o meu corpo e para tal experi\u00eancia de &#8220;propriedade&#8221;* necessito de um corpo f\u00edsico. N\u00e3o d\u00e1. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para esse tipo de ente na filosofia cartesiana.<\/p>\n<p>O fato de o <em>Cogito,<\/em> ou o sujeito, nunca &#8220;purificar-se&#8221; completamente de sua fisicalidade implica, por um lado, na <em><strong>coexist\u00eancia<\/strong><\/em>, mas n\u00e3o na <em><strong>coincid\u00eancia<\/strong><\/em>, do <em>K\u00f6rper<\/em> e do <em>Leib,\u00a0<\/em>j\u00e1 que, caso coincidissem, a pr\u00f3pria experi\u00eancia seria imposs\u00edvel. Por outro, justifica a afirma\u00e7\u00e3o de que a consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apartada do corpo. \u00c9 embutida, <em><strong>incorporada<\/strong><\/em>, ou para usar uma terminologia automotiva, \u00e9 uma &#8220;tecnologia embarcada&#8221; nele. \u00c9 na dial\u00e9tica entre <em>K\u00f6rper<\/em> e <em>Leib<\/em> que surge o espa\u00e7o de sua manifesta\u00e7\u00e3o. Slatman usa isso para demonstrar sua tese de que nossas imagens m\u00e9dicas est\u00e3o mais para o p\u00f3lo\u00a0<em>K\u00f6rper<\/em> que \u00e9 o corpo visto. <em>Leib<\/em> \u00e9 o corpo que est\u00e1 vendo.&#8221;Meu corpo n\u00e3o \u00e9 apenas uma coisa que pode ser vista, mas que tamb\u00e9m pode ver&#8221;. &#8220;\u00c9 <em>Leib<\/em> porque esse &#8220;poder ver&#8221; est\u00e1 entrela\u00e7ado com o movimento e o espa\u00e7o e n\u00e3o \u00e9 um modo mental (cartesiano) de ver, mas um modo incorporado de ver&#8221;. Mas deixemos Slatman e suas imagens agora.<\/p>\n<p>A n\u00f3s interessa o fato de que, com isso, o corpo abre a possibilidade de obter um tipo de conhecimento mundano imposs\u00edvel de se conseguir por outros meios. Como diz Nietzsche: &#8220;A coisa maior, por\u00e9m, em que n\u00e3o queres crer &#8211; \u00e9 o teu corpo tua grande raz\u00e3o: essa n\u00e3o diz Eu, mas faz Eu&#8221; [3]. &#8220;Fazer Eu&#8221; \u00e9 um conceito gr\u00e1vido de implica\u00e7\u00f5es, inclusive para o consigo mesmo.<\/p>\n<p>*Slatman usa o termo &#8220;me-ness&#8221; que traduzi como &#8220;propriedade&#8221;, mas que poderia ser &#8220;eu-dade&#8221;, por exemplo.<\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=+The+Body+Within&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1163%2Fej.9789004176218.i-228.40&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Transparent+Bodies%3A+Revealing+The+Myth+Of+Interiority&amp;rft.issn=&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Jenny+Slatman&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Philosophy%2CHealth%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">[1] <strong>Slatman, Jenny<\/strong> (2009). Transparent Bodies: Revealing The Myth Of Interiority <span style=\"font-style: italic\"> The Body Within,<\/span> pp 107-122.\u00a0DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1163\/ej.9789004176218.i-228.40\" rev=\"review\">10.1163\/ej.9789004176218.i-228.40<\/a><\/span><span style=\"line-height: 1.6em\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>[2] <strong>Husserl, Edmund <\/strong>(1989). Ideas pertaining to a pure phenomenology and to a phenomenological philosophy. Second book: Studies in the phenomenology of constitution. Trans. Richard Rojcewicz and Andr\u00e9 Schuwer. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. (Livro bem dif\u00edcil de ler!!)<\/p>\n<p>[3] <strong>Nietzsche, F<\/strong> (2011) Assim Falou Zaratustra. Dos Desprezadores de Corpos. p.34-35. Tradu\u00e7\u00e3o Paulo C\u00e9sar de Souza. Companhia das Letras.<\/p>\n<p>Imagem de Sophia Ahmed no Street Anatomy. Clique na figura para ver o original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hier tanzt der Leib! Wie sich K\u00f6rper &#8211; und Leiberleben im Tanz unterscheiden (Aqui, o corpo que dan\u00e7a! Qu\u00e3o distinta de corpo &#8211; a experi\u00eancia corp\u00f3rea na dan\u00e7a) Lars Oberhaus (aqui,\u00a0em pdf) Ao Digo, que anestesiou o dedo e se divertiu com o fato de que o dedo n\u00e3o era mais (d)ele. Se, ao tomar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":466,"featured_media":3934,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[13,18],"tags":[111,149,175],"class_list":["post-3923","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia","category-medicina","tag-fenomenologia","tag-husserl","tag-merleau-ponty"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/466"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3923"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3923\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}