{"id":4148,"date":"2014-08-23T13:08:25","date_gmt":"2014-08-23T16:08:25","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/?p=4148"},"modified":"2014-08-23T13:08:25","modified_gmt":"2014-08-23T16:08:25","slug":"a-febre-hemorragica-do-ebola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2014\/08\/23\/a-febre-hemorragica-do-ebola\/","title":{"rendered":"A Febre Hemorr\u00e1gica do Ebola"},"content":{"rendered":"<p>Em 1976, no antigo Zaire, hoje Rep\u00fablica Democr\u00e1tica\u00a0do Congo (RDC), uma estranha e desconhecida doen\u00e7a caracterizada por febre alta, hemorragias na pele e nos \u00f3rg\u00e3os internos, come\u00e7ou a acometer os moradores de uma pequena cidade\u00a0ribeirinha chamada <a href=\"http:\/\/www.scripps.edu\/newsandviews\/e_20020114\/ebola1.html\">Yambuku<\/a>. A mortalidade chegou a\u00a0quase 90% e chamou a aten\u00e7\u00e3o das autoridades. Ap\u00f3s aux\u00edlio internacional, um grupo de pesquisadores descobriu que o agente causador era um v\u00edrus filamentoso da mesma fam\u00edlia do <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Marburg_virus\">Marburg<\/a> descrito na Alemanha, quase uma d\u00e9cada antes. O v\u00edrus foi batizado como <em><strong>Ebolavirus<\/strong><\/em> (pronuncia-se \u00e9bola) dado que a doen\u00e7a j\u00e1 era conhecida como Febre Hemorr\u00e1gica do Ebola, segundo o rio que banhava a cidade, tribut\u00e1rio do Mongala\u00a0que, por sua vez, desemboca no grande rio do Congo.<\/p>\n<p>No mesmo ano, nas cidades de <a href=\"http:\/\/www.scripps.edu\/newsandviews\/e_20020114\/ebola1.html\">Maridi e\u00a0Nzara<\/a>, Sud\u00e3o do Sul, a mais de 1000 km em linha reta ao norte de Yambuku, uma epidemia com caracter\u00edsticas muito semelhantes tamb\u00e9m eclodiu. Pesquisadores encontraram uma variante do mesmo v\u00edrus do Ebola nos pacientes acometidos. Outras epidemias surgiram no final da d\u00e9cada de 70, n\u00e3o s\u00f3 na \u00c1frica, o que, ao fim e ao cabo, permitiu a identifica\u00e7\u00e3o de 5 sorotipos da fam\u00edlia Ebola:\u00a01. Bundibugyo ebolavirus (BDBV);\u00a02. Zaire ebolavirus (EBOV); 3.\u00a0Reston ebolavirus (RESTV); 4.\u00a0Sudan ebolavirus (SUDV); 5.\u00a0Ta\u00ef Forest ebolavirus (TAFV). O RESTV foi encontrado em macacos importados de Mindanao, nas Filipinas, para Reston, Virginia, nos Estados Unidos e n\u00e3o \u00e9 considerado causador de doen\u00e7a humana.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O comportamento epidemiol\u00f3gico estranho do Ebola n\u00e3o parou por a\u00ed. Ap\u00f3s ter aparecido na \u00c1frica em 1976 &#8211; 1979, ele simplesmente sumiu\u00a0das estat\u00edsticas at\u00e9 1994. Acredita-se que permaneceu oculto, circulando em seus <em><strong>reservat\u00f3rios naturais<\/strong><\/em>. Um reservat\u00f3rio natural de um pat\u00f3geno \u00e9 um hospedeiro, animal ou inseto, que por n\u00e3o apresentar as caracter\u00edsticas da doen\u00e7a, &#8220;convive&#8221; com o agente de forma pac\u00edfica. No Brasil, tatus s\u00e3o reservat\u00f3rios para doen\u00e7a de Chagas e morcegos podem abrigar o v\u00edrus da raiva. O problema \u00e9 que, no caso do Ebolavirus, esse reservat\u00f3rio, at\u00e9 hoje pelo menos, n\u00e3o foi confirmado, suspeitando-se de roedores e morcegos j\u00e1\u00a0que seu primo, o Marburg, tem como reservat\u00f3rio um morcego de caverna (o\u00a0<\/span><em>Rousettus aegyptiacus<\/em>).<\/p>\n<p>A Febre Hemorr\u00e1gica do Ebola \u00e9 o prot\u00f3tipo de uma\u00a0<em><strong>zoonose<\/strong><\/em>. Uma zoonose \u00e9 uma doen\u00e7a transmitida por animais (e.g. Raiva), e tamb\u00e9m n\u00e3o foram\u00a0encontrados <em><strong>vetores<\/strong><\/em> para a doen\u00e7a. Um vetor \u00e9 um bicho (pode ser animal ou inseto) que transmite determinada doen\u00e7a (e.g. o mosquito da Dengue, <em>Aedes<\/em> <em>aegypti<\/em>). O comportamento esquivo das epidemias poderia ser explicado por situa\u00e7\u00f5es que alterariam o <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/discutindoecologia\/2014\/08\/ebola-e-ecologia-tudo-a-ver\/\">ecossistema<\/a> dos reservat\u00f3rios proporcionando altos \u00edndices de infec\u00e7\u00e3o nos humanos de tempos em tempos.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Quadro Cl\u00ednico<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a \u00e9 de 4 a 10 dias (variando de 2 a 21). \u00c9, logo de in\u00edcio, uma <em><strong>doen\u00e7a sist\u00eamica<\/strong><\/em>\u00a0(como s\u00e3o por exemplo, os casos de infec\u00e7\u00e3o generalizada por bact\u00e9rias &#8211; sepse -, as vasculites de causas imunol\u00f3gicas, a pancreatite aguda necro-hemorr\u00e1gica, grandes queimados e politraumatismos extensos), o que dificulta seu tratamento e aumenta sua gravidade. O paciente sente-se extremamente indisposto, com dor abdominal, n\u00e1useas e v\u00f4mitos (que podem conter sangue), diarreia (com ou sem sangue), falta de ar, tosse, press\u00e3o baixa, dor de cabe\u00e7a, confus\u00e3o mental e coma. Podem ocorrer hemorragias cut\u00e2neas e viscerais e a pele costuma descamar para cicatrizar <em>ad integrum<\/em> nos sobreviventes. Um quadro chamado de coagulopatia intravascular pode ocorrer e \u00e9, em geral, fatal. Virtualmente, todos os vasos sangu\u00edneos do organismo podem sangrar e o quadro \u00e9 realmente dram\u00e1tico. Tal problema n\u00e3o \u00e9, infelizmente, incomum em casos graves causados por outras doen\u00e7as e n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade do Ebola. A Dengue, por exemplo, \u00e9 a febre hemorr\u00e1gica mais comum do planeta.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Mortalidade<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A virul\u00eancia\u00a0do Ebola parece depender do sorotipo causador. A mais letal parece ser a EBOV seguida pela SUDV, com\u00a060\u201390% e 40-60% de <em>case-fatality<\/em> (porcentagem de pessoas que contra\u00edram a doen\u00e7a e que vieram a falecer dela, direta ou indiretamente), respectivamente, o que \u00e9 muito. Devemos lembrar, entretanto, que tais epidemias ocorreram em locais onde os cuidados m\u00e9dicos estavam longe de ser ideais o que pode falsear as estat\u00edsticas. De qualquer forma, \u00e9 uma doen\u00e7a muito grave.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Modo de<\/strong><strong> Infec\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Ebolavirus parece penetrar no organismo humano atrav\u00e9s de superf\u00edcies mucosas, les\u00f5es cut\u00e2neas, ferimentos ou pelo sangue. Muitas das infec\u00e7\u00f5es causadas em humanos, em especial o grande contingente de agentes da sa\u00fade, parecem ter ocorrido pelo contato direto com pacientes infectados. Part\u00edculas de RNA vital foram encontradas no esperma e secre\u00e7\u00f5es vaginais de pacientes, bem como em outros fluidos como secre\u00e7\u00f5es nasais. Ferimentos acidentais por agulhas e material contaminado s\u00e3o importantes rotas de infec\u00e7\u00e3o. As epidemias africanas da d\u00e9cada de 70 foram atribu\u00eddas ao consumo de morcegos e macacos. <strong>N\u00e3o \u00e9 confirmada, at\u00e9 o momento, a transmiss\u00e3o por aeross\u00f3is.<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_4151\" style=\"width: 554px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2014\/08\/Ebola.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4151\" class=\"wp-image-4151 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2014\/08\/Ebola.jpg\" alt=\"Ebola\" width=\"544\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2014\/08\/Ebola.jpg 544w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2014\/08\/Ebola-300x292.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2014\/08\/Ebola-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/wp-content\/uploads\/sites\/247\/2014\/08\/Ebola-48x48.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4151\" class=\"wp-caption-text\">Copyright The Lancet, 2011<\/p><\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Precau\u00e7\u00f5es e Tratamento<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O isolamento dos pacientes \u00e9 uma eficiente medida de prote\u00e7\u00e3o j\u00e1 que o tratamento espec\u00edfico ainda \u00e9 objeto de pesquisas. Medidas de suporte precoces como hidrata\u00e7\u00e3o e cuidados intensivos s\u00e3o muito importantes e fazem grande diferen\u00e7a na mortalidade. Entretanto, h\u00e1 que se chamar a aten\u00e7\u00e3o para o caso dos dois agentes sanit\u00e1rios americanos recentemente submetidos a uma terapia experimental para o tratamento da doen\u00e7a contra\u00edda em campo.\u00a0<span style=\"color: #4c4e4d\"><a href=\"http:\/\/www.vox.com\/2014\/8\/5\/5968749\/american-ebola-outbreak-victims-subject-of-science-experiment-ZMapp\">Kent Brantly e Nancy Writebol <\/a>contra\u00edram a Febre Hemorr\u00e1gica do Ebola na\u00a0Lib\u00e9ria trabalhando em uma organiza\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de aux\u00edlio \u00e0s v\u00edtimas da doen\u00e7a. Apesar do <a href=\"https:\/\/twitter.com\/realDonaldTrump\/status\/495182739310936064\">protesto<\/a>\u00a0absurdo de alguns sobre a repatria\u00e7\u00e3o de americanos infectados, o fato \u00e9 que, baseados em um <a href=\"http:\/\/jid.oxfordjournals.org\/content\/179\/Supplement_1\/S18.long\">relato de caso<\/a> no qual o soro de pacientes sobreviventes conseguira reverter a doen\u00e7a, um cons\u00f3rcio de pesquisadores conseguiu desenvolver uma solu\u00e7\u00e3o\u00a0com anticorpos monoclonais contra determinados ant\u00edgenos imunog\u00eanicos do v\u00edrus e curar os dois mission\u00e1rios, fato amplamente divulgado na <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2014\/08\/1503670-medico-americano-infectado-com-ebola-recebe-alta-nos-estados-unidos.shtml\">m\u00eddia<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Futuro<\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel que a Febre Hemorr\u00e1gica do Ebola desembarque no Brasil.\u00a0Contam\u00a0a nosso favor,\u00a0seu modo peculiar de transmiss\u00e3o, seus poss\u00edveis reservat\u00f3rios (ausentes aqui?), nossa experi\u00eancia em tratar\u00a0a dengue hemorr\u00e1gica e nosso sistema de sa\u00fade, que se n\u00e3o \u00e9 a segunda maravilha do mundo, \u00e9 bastante superior e estruturado comparado ao da maioria dos pa\u00edses africanos. Contra n\u00f3s, pesa nossa eterna inefici\u00eancia sanit\u00e1ria e as grandes conglomera\u00e7\u00f5es nas cidades.<\/p>\n<p>De vez em quando, uma epidemia qualquer com &#8220;potencial&#8221; de exterm\u00ednio da humanidade &#8220;aporta&#8221; neste blog. Gosto de\u00a0citar como exemplo minha pior experi\u00eancia com tais epidemias que foi com a <a href=\"http:\/\/www.imeds.com.br\/fernandopessuti\/artigo\/22153-sindrome-de-weil-ou-leptospirose-ictero-hemorragica\">S\u00edndrome de Weil<\/a>, a forma hemorr\u00e1gica da leptospirose humana, na epidemia ocorrida em S\u00e3o Paulo no final dos anos 90. Naquela \u00e9poca, de enchentes, diga-se de passagem, a doen\u00e7a transmitida pela conviv\u00eancia prom\u00edscua com roedores, atingiu em cheio a parte mais pobre da popula\u00e7\u00e3o. Ver homens, mulheres e crian\u00e7as em macas sangrando por quase todos os orif\u00edcios foi das minhas piores viv\u00eancias que tive como m\u00e9dico. Passou. Estamos aqui. No caso do Ebola, j\u00e1 temos at\u00e9 o caminho a seguir para conseguir a cura. Resta saber se as institui\u00e7\u00f5es envolvidas na descoberta do &#8220;soro m\u00e1gico&#8221; contra a doen\u00e7a possibilitem sua oferta\u00a0para quem mais necessita. Isso sim, a possibilidade de me decepcionar uma vez mais com a esp\u00e9cie humana, me d\u00e1 um medo desgra\u00e7ado.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Lancet&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2FS0140-6736%2810%2960667-8&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Ebola+haemorrhagic+fever&amp;rft.issn=01406736&amp;rft.date=2011&amp;rft.volume=377&amp;rft.issue=9768&amp;rft.spage=849&amp;rft.epage=862&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0140673610606678&amp;rft.au=Feldmann%2C+H.&amp;rft.au=Geisbert%2C+T.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">Feldmann, H., &amp; Geisbert, T. (2011). Ebola haemorrhagic fever <span style=\"font-style: italic\">The Lancet, 377<\/span> (9768), 849-862 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1016\/S0140-6736(10)60667-8\" rev=\"review\">10.1016\/S0140-6736(10)60667-8<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Journal+of+Infectious+Diseases&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1086%2F514322&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=An+Introduction+to+Ebola%3A+The+Virus+and+the+Disease&amp;rft.issn=0022-1899&amp;rft.date=1999&amp;rft.volume=179&amp;rft.issue=s1&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=0&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fjid.oxfordjournals.org%2Flookup%2Fdoi%2F10.1086%2F514322&amp;rft.au=Peters%2C+C.&amp;rft.au=LeDuc%2C+J.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">Peters, C., &amp; LeDuc, J. (1999). An Introduction to Ebola: The Virus and the Disease <span style=\"font-style: italic\">The Journal of Infectious Diseases, 179<\/span> (s1) DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1086\/514322\" rev=\"review\">10.1086\/514322<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Journal+of+Infectious+Diseases&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1086%2F514298&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Treatment+of+Ebola+Hemorrhagic+Fever+with+Blood+Transfusions+from+Convalescent+Patients&amp;rft.issn=0022-1899&amp;rft.date=1999&amp;rft.volume=179&amp;rft.issue=s1&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=0&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fjid.oxfordjournals.org%2Flookup%2Fdoi%2F10.1086%2F514298&amp;rft.au=Mupapa%2C+K.&amp;rft.au=Massamba%2C+M.&amp;rft.au=Kibadi%2C+K.&amp;rft.au=Kuvula%2C+K.&amp;rft.au=Bwaka%2C+A.&amp;rft.au=Kipasa%2C+M.&amp;rft.au=Colebunders%2C+R.&amp;rft.au=Muyembe%E2%80%90Tamfum%2C+J.&amp;rft.au=%2C+.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">Mupapa, K., Massamba, M., Kibadi, K., Kuvula, K., Bwaka, A., Kipasa, M., Colebunders, R., Muyembe\u2010Tamfum, J., &amp; , . (1999). Treatment of Ebola Hemorrhagic Fever with Blood Transfusions from Convalescent Patients <span style=\"font-style: italic\">The Journal of Infectious Diseases, 179<\/span> (s1) DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1086\/514298\" rev=\"review\">10.1086\/514298<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1976, no antigo Zaire, hoje Rep\u00fablica Democr\u00e1tica\u00a0do Congo (RDC), uma estranha e desconhecida doen\u00e7a caracterizada por febre alta, hemorragias na pele e nos \u00f3rg\u00e3os internos, come\u00e7ou a acometer os moradores de uma pequena cidade\u00a0ribeirinha chamada Yambuku. A mortalidade chegou a\u00a0quase 90% e chamou a aten\u00e7\u00e3o das autoridades. 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