{"id":519,"date":"2010-10-27T19:35:42","date_gmt":"2010-10-27T22:35:42","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2010\/10\/kpc_sabonetes_e_as_bacterias_i\/"},"modified":"2010-10-27T19:35:42","modified_gmt":"2010-10-27T22:35:42","slug":"kpc_sabonetes_e_as_bacterias_i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2010\/10\/27\/kpc_sabonetes_e_as_bacterias_i\/","title":{"rendered":"KPC, Sabonetes e as Bact\u00e9rias Irresist\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p>Chegando atrasado de novo&#8230; Levei cravada dos leitores, dos colegas do Scienceblogs, da minha m\u00e3e&#8230; Vamos tentar dar uma organizada na confus\u00e3o que se instalou no Twitter, na m\u00eddia e na minha casa. Vai ser meio longo, ent\u00e3o vamos direto ao assunto.<\/p>\n<p>Bom, em primeiro lugar vamos falar de antibi\u00f3ticos ou, mais precisamente, agentes antimicrobianos (vamos usar antibi\u00f3tico, mesmo). Um antibi\u00f3tico \u00e9 uma subst\u00e2ncia produzida por algumas esp\u00e9cies de microorganismos (bact\u00e9rias, fungos e actinomicetos) que suprimem o crescimento de outros microorganismos. Normalmente, estendemos a terminologia para antimicrobianos sint\u00e9ticos como sulfas e quinolonas. Existem trocentos tipos de antibi\u00f3ticos e v\u00e1rias classifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram propostas para organizar a confus\u00e3o. Todas t\u00eam imprecis\u00f5es. A mais utilizada \u00e9 a que leva em considera\u00e7\u00e3o a estrutura qu\u00edmica e o mecanismo de a\u00e7\u00e3o, e isso nos interessar\u00e1 mais pra frente.<\/p>\n<p>1. Agentes que inibem a s\u00edntese da parede celular de bact\u00e9rias. Aqui podemos incluir as penicilinas (Benzetacil), cefalosporinas (cefalexina, Keflex, etc), a vancomicina (um antibi\u00f3tico ruim mas extremamente \u00fatil) e os antif\u00fangicos chamados az\u00f3licos muito utilizados como o fluconazol.<\/p>\n<p>2. Agentes que agem diretamente na membrana celular do microorganismo. (Voc\u00ea pode estar achando que membrana e parede s\u00e3o a mesma coisa, n\u00e9? Mas, n\u00e3o s\u00e3o. A figura abaixo [clique para aumentar], mostra diferen\u00e7as entre as bact\u00e9rias Gram positivas e Gram negativas, uma classifica\u00e7\u00e3o de microorganismos muito utilizada na cl\u00ednica. Ela se baseia na colora\u00e7\u00e3o que as bact\u00e9rias assumem com determinado corante [Gram]. Isso ocorre porque as bact\u00e9rias t\u00eam uma composi\u00e7\u00e3o da parede diferente como pode ser visto na figura. As gram positivas t\u00eam uma parede celular grossa e uma membrana celular. As gram negativas t\u00eam uma membrana celular dupla com uma parede celular fininha no meio, como um sandu\u00edche.) Esses agentes possibilitam uma les\u00e3o osm\u00f3tica no microorganismo. Como exemplo, temos\u00a0 polimixina, nistatina.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/bookshelf\/br.fcgi?book=mmed&amp;part=A289\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"float: left;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px;margin-right: 10px\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/moz-screenshot-15.png\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"414\" \/><\/a><br \/>\n3. Agentes que causam inibi\u00e7\u00e3o da s\u00edntese proteica (liga\u00e7\u00e3o \u00e0s subunidades riboss\u00f4micas 30S e 50S). Por exemplo, o velho cloranfenicol, clindamicina.<\/p>\n<p>4. Agentes que modificam a s\u00edntese proteica (liga\u00e7\u00e3o \u00e0 subunidade 30S). Exemplo: aminoglicos\u00eddeos (a famosa gentamicina).<\/p>\n<p>5. Agentes que afetam o metabolismos dos \u00e1cidos nucleicos. Rifampicinas e as quinolonas (exemplo, o Cipro e a norfloxacina).<\/p>\n<p>6. Antimetab\u00f3litos que bloqueiam enzimas essenciais do metabolismo do folato, por exemplo, o Bactrin.<\/p>\n<p>7. S\u00e3o os agentes antivirais. N\u00e3o vou falar deles neste post.<\/p>\n<p>Perdemos bastante tempo para mostrar que os antibi\u00f3ticos agem de maneiras muito diferentes. <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2009\/06\/resistencia_bacteriana.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">As bact\u00e9rias espertamente, desenvolvem v\u00e1rios mecanismos para combater essas amea\u00e7as.<\/a> S\u00e3o, tamb\u00e9m, mecanismos bastante espec\u00edficos e h\u00e1 muita gente estudando isso pelo ser\u00edssimo problema que bact\u00e9rias multirresistentes t\u00eam causado.<\/p>\n<p>Recentemente houve uma enxurrada not\u00edcias, um pouco alarmantes at\u00e9, sobre uma superbact\u00e9ria &#8220;chamada&#8221; KPC. Em primeiro lugar KPC n\u00e3o \u00e9 uma bact\u00e9ria. \u00c9 uma sigla que deu nome a uma enzima inativadora de antibi\u00f3ticos: <b>Klebsiella pneumoniae carbapenemase<\/b>. M\u00e9dico n\u00e3o \u00e9 muito bom para dar nome, mas esse saiu porque a tal enzima foi encontrada nessa bact\u00e9ria (a klebsiella) e acabou ficando. O quadro abaixo mostra as enzimas inativadoras de um tipo de antibi\u00f3tico chamado beta-lact\u00e2mico. A \u00faltima coluna mostra as bact\u00e9rias onde podem ser encontradas. Os beta-lact\u00e2micos incluem todas as penicilinas, sint\u00e9ticas e semi-sint\u00e9ticas bem como os carbapen\u00eamicos. Estes \u00faltimos, t\u00eam sido considerados antimicrobianos de \u00faltima linha, pois t\u00eam espectro bastante amplo e s\u00e3o reservadas para casos graves e\/ou que necessitam de interven\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/Betalactamases.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"364\" \/><\/p>\n<p>Como podemos notar, a KPC (ver a seta vermelha) \u00e9 um tipo de carbapenemase que inativa TODOS os beta-lact\u00e2micos, o que \u00e9 bem preocupante. Mas, ela n\u00e3o est\u00e1 sozinha. Temos a GES, a SME, as carbapenemases classe D (OXA-48, -23, -24, -58) e as Metaloproteinases (classe B). Estamos vivendo um surto de KPCs no HCFMUSP desde o in\u00edcio de 2010. H\u00e1 possibilidades terap\u00eauticas, mas s\u00e3o ex\u00edguas, de antibi\u00f3ticos mais t\u00f3xicos que os carbapen\u00eamicos e de dif\u00edcil administra\u00e7\u00e3o em pacientes graves; ou seja, estamos longe de uma condi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel, mas n\u00e3o estamos em <b>P\u00c2NICO<\/b>. Temos lidado com resist\u00eancias bacterianas desde a <span style=\"text-decoration: line-through\">inven\u00e7\u00e3o<\/span> descoberta dos antibi\u00f3ticos. Confesso que os tempos de hoje n\u00e3o est\u00e3o f\u00e1ceis. Medidas cada vez mais restritivas t\u00eam sido tomadas pelas comiss\u00f5es de infec\u00e7\u00e3o hospitalar no sentido de controlar os surtos.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante dizer que as bact\u00e9rias portadoras dessas enzimas n\u00e3o s\u00e3o &#8220;mais fortes&#8221; que as bact\u00e9rias sens\u00edveis a antibi\u00f3ticos comuns. Muito pelo contr\u00e1rio! Bact\u00e9rias &#8220;da rua&#8221;, em geral, s\u00e3o mais agressivas e suplantam suas amigas hospitalares. As bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos s\u00f3 conseguem viver no meio hospitalar, onde os antibi\u00f3ticos s\u00e3o utilizados e matam as bobinhas permitindo apenas \u00e0s resistentes sobreviver. Por isso, nossa flora bacteriana normal \u00e9 eficaz em nos proteger de infec\u00e7\u00f5es patog\u00eanicas, em especial, as multirresistentes.<\/p>\n<p>Posto isso, um cara, talvez pegando carona na paran\u00f3ia generalizada da m\u00eddia, resolveu escrever que alguns <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/denis-russo\/consumo\/o-sabonete-o-riacho-e-a-propaganda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sabonetes t\u00eam antibi\u00f3tico e que por isso, poderiam induzir resist\u00eancia bacteriana.<\/a> Ops, wrong way! Eu n\u00e3o conhe\u00e7o NENHUM sabonete com antibi\u00f3tico. Os sabonetes cont\u00e9m <b>antiss\u00e9pticos<\/b>. Antiss\u00e9pticos s\u00e3o subst\u00e2ncias que geralmente n\u00e3o podem ser administradas aos seres humanos por serem <img decoding=\"async\" style=\"float: right;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px;margin-left: 10px\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/files\/2011\/08\/Biocidas.jpg\" alt=\"\" width=\"354\" height=\"335\" \/>extremamente t\u00f3xicas. Por isso, tamb\u00e9m s\u00e3o excelentes em matar qualquer ser vivo, bact\u00e9rias incluso. S\u00e3o, por essa raz\u00e3o, chamados mais modernamente de <b>biocidas<\/b>. Os biocidas tornam o meio em que a bact\u00e9ria vive inapropriado para sua reprodu\u00e7\u00e3o e diminuem drasticamente o n\u00famero de bact\u00e9rias. H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, uma pol\u00eamica envolveu os biocidas: ser\u00e1 que eles n\u00e3o poderiam tamb\u00e9m causar resist\u00eancia bacteriana? Quem mais publicou isso foi um autor chamado Russell (ver abaixo). No artigo citado, ele escreve que uma cultura pode ser considerada resistente a um biocida quando n\u00e3o \u00e9 inativada pela concentra\u00e7\u00e3o em uso da subst\u00e2ncia ou pela concentra\u00e7\u00e3o que normalmente inativa outras cepas. O conceito de &#8220;resist\u00eancia bacteriana&#8221; n\u00e3o pode ser aplicado aos biocidas por isso, usa-se o termo &#8220;insuscetibilidade&#8221; ou &#8220;toler\u00e2ncia&#8221;, o primeiro sendo prefer\u00edvel. A figura ao lado mostra aspectos envolvidos na a\u00e7\u00e3o dos biocidas.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel &#8220;treinar&#8221; bact\u00e9rias a serem insuscet\u00edveis a biocidas cultivando-as em meios com pequenas concentra\u00e7\u00f5es de droga que podem ser aumentadas progressivamente. Em 2002, Levy (J Antimicrob Chemother 2002;49: 25-30) levantou a possibilidade de que o uso indiscriminado dos biocidas pudesse induzir insuscetibilidade e tamb\u00e9m resist\u00eancia bacteriana, o que <span style=\"text-decoration: line-through\">foi<\/span> parece ter sido uma das teses do texto sobre os &#8220;sabonetes antibi\u00f3ticos&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que isso possa ocorrer. Russell conclui seu artigo com essa frase: &#8220;<i>Resistant bacteria <b>were not seen<\/b> in greater numbers in areas where biocides had been employed than in areas where they had not been used. When used correctly, biocides have had and will continue to have an important role in controlling infectious diseases<\/i>.&#8221; (grifos meus).<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es<\/p>\n<p>1. KPC n\u00e3o \u00e9 bact\u00e9ria. \u00c9 uma enzima que inativa potentes antibi\u00f3ticos. Estamos vivendo um surto de bact\u00e9rias com essa enzima e isso n\u00e3o \u00e9 bom. Ela n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica enzima e outras not\u00edcias ruins poder\u00e3o vir. Medidas severas est\u00e3o sendo tomadas por org\u00e3os competentes.<br \/>\n2. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o sabonete com antibi\u00f3tico. Se algu\u00e9m descobrir algum, me avise que eu vou denunciar na ANVISA. Os sabonetes e liquidos desinfetantes t\u00eam antiss\u00e9pticos (biocidas).<br \/>\n3. Resist\u00eancia aos biocidas \u00e9 chamada de insuscetibilidade. N\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 o momento, descri\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos de resist\u00eancia bacteriana induzida por biocidas.<\/p>\n<p><b>Bibliografia<\/b><\/p>\n<p>1. Chambers, HF. Antimicrobial Agents. Goodman &amp; Gilman&#8217;s &#8211; The Pharmacological Basis of Therapeutics. 5th ed. pag 1143.<br \/>\n<span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=International+Journal+of+Medical+Microbiology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2Fj.ijmm.2010.04.005&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Resistance+to+cephalosporins+and+carbapenems+in+Gram-negative+bacterial+pathogens&amp;rft.issn=14384221&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=300&amp;rft.issue=6&amp;rft.spage=371&amp;rft.epage=379&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS1438422110000305&amp;rft.au=Pfeifer%2C+Y.&amp;rft.au=Cullik%2C+A.&amp;rft.au=Witte%2C+W.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Clinical+Research%2CHealth%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\"><br \/>\n<span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0pt none\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_small.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span>2. Pfeifer, Y., Cullik, A., &amp; Witte, W. (2010). Resistance to cephalosporins and carbapenems in Gram-negative bacterial pathogens <span style=\"font-style: italic\">International Journal of Medical Microbiology, 300<\/span> (6), 371-379 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1016\/j.ijmm.2010.04.005\" rev=\"review\">10.1016\/j.ijmm.2010.04.005<\/a><br \/>\n3.<span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0pt none\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_small.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Lancet+infectious+diseases&amp;rft_id=info%3Apmid%2F14652205&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Biocide+use+and+antibiotic+resistance%3A+the+relevance+of+laboratory+findings+to+clinical+and+environmental+situations.&amp;rft.issn=1473-3099&amp;rft.date=2003&amp;rft.volume=3&amp;rft.issue=12&amp;rft.spage=794&amp;rft.epage=803&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Russell+AD&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">Russell AD (2003). Biocide use and antibiotic resistance: the relevance of laboratory findings to clinical and environmental situations. <span style=\"font-style: italic\">The Lancet infectious diseases, 3<\/span> (12), 794-803 PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/14652205\" rev=\"review\">14652205<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p><b>Atualiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Ver tamb\u00e9m <a href=\"http:\/\/genereporter.blogspot.com\/2010\/10\/viloes-da-resistencia-antibioticos-e.html\">excelente post<\/a> do Takata no Gene Reporter.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"zemanta-pixie\"><img decoding=\"async\" class=\"zemanta-pixie-img\" src=\"http:\/\/img.zemanta.com\/pixy.gif?x-id=4643b2a2-731c-8866-ac8d-aecb0ec9cce9\" alt=\"\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegando atrasado de novo&#8230; Levei cravada dos leitores, dos colegas do Scienceblogs, da minha m\u00e3e&#8230; Vamos tentar dar uma organizada na confus\u00e3o que se instalou no Twitter, na m\u00eddia e na minha casa. 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