{"id":548,"date":"2011-03-13T14:27:44","date_gmt":"2011-03-13T17:27:44","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2011\/03\/metafisica_medica_iv_1\/"},"modified":"2011-03-13T14:27:44","modified_gmt":"2011-03-13T17:27:44","slug":"metafisica_medica_iv_1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/eccemedicus\/2011\/03\/13\/metafisica_medica_iv_1\/","title":{"rendered":"Metaf\u00edsica M\u00e9dica IV"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0pt none;float: left;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px;margin-right: 10px\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" \/><\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"line-height: 90%;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;margin-left: 0.67in;text-indent: -0.67in;text-align: right;direction: ltr\"><span><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div align=\"center\">\n<div align=\"right\"><em>&#8220;O status epistemol\u00f3gico insatisfat\u00f3rio da medicina reside na sua original e inevit\u00e1vel conex\u00e3o com a pr\u00e1tica&#8221;<\/em><\/div>\n<div align=\"right\">Hans-Georg Gadamer (The Enigma of Health)<\/div>\n<\/div>\n<p>Um m\u00e9dico \u00e9 um <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Humanismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">humanista secular<\/a> (o que n\u00e3o o impede de ter cren\u00e7as individuais quaisquer), detentor de <em><strong>t\u00e9cnicas<\/strong><\/em> e <em><strong>saberes<\/strong><\/em> utilizados com o objetivo de aliviar o <em><strong>sofrimento humano<\/strong><\/em>. Este \u00faltimo, refere-se aqui &#8220;apenas&#8221; aos aspectos que envolvem os <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2010\/01\/saude_doenca_exito_tecnico_e_s.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">conceitos de sa\u00fade e doen\u00e7a<\/a>. Para exercer sua profiss\u00e3o, o m\u00e9dico agindo como t\u00e9cnico e como agente \u00e9tico \u00e9, essencialmente, um tomador de decis\u00f5es, um <em>decididor<\/em>. S\u00e3o decis\u00f5es as mais variadas, desde prescrever <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2010\/05\/dicionario_etimologico_do_karl.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aspirina<\/a> a fazer um transplante de f\u00edgado. Decis\u00f5es de tratar, de n\u00e3o tratar, de investir toda a tecnologia m\u00e9dica poss\u00edvel para determinado paciente, ou de utilizar todo o conhecimento dispon\u00edvel com intuito de aliviar a dor e o sofrimento. Mas o m\u00e9dico toma suas decis\u00f5es baseado em qu\u00ea? Qual \u00e9 (ou quais s\u00e3o) a(s) base(s) de sustenta\u00e7\u00e3o de uma decis\u00e3o m\u00e9dica?<\/p>\n<p>Em uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o, podemos dizer que o m\u00e9dico decide por meio de seus <em><strong>saberes<\/strong><\/em> j\u00e1 que sua <em><strong>t\u00e9cnica<\/strong><\/em> direciona-o ao <em><strong>fazer<\/strong><\/em>, que, claro, depende de uma decis\u00e3o pr\u00e9via. Qual seria, ent\u00e3o, a natureza dos saberes m\u00e9dicos? Basicamente, seriam duas as vertentes principais. A decis\u00e3o m\u00e9dica levaria em considera\u00e7\u00e3o o <em><strong>saber t\u00e9cnico-emp\u00edrico<\/strong><\/em> e o <strong><em>ju\u00edzo cl\u00ednico global.<\/em><\/strong> Chamemos de saber t\u00e9cnico-emp\u00edrico<span lang=\"PT-BR\"> um conhecimento <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nomothetic_and_idiographic\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nomot\u00e9tico<\/a> que busca leis e regras gerais, utiliza a l\u00f3gica e tamb\u00e9m o senso-comum. \u00c9 um conhecimento te\u00f3rico, transmiss\u00edvel, que almeja a objetividade e a coletividade, pertencendo ao dom\u00ednio do <em><strong>p\u00fablico<\/strong><\/em>, portanto. O ju\u00edzo cl\u00ednico global\u00a0<\/span><span lang=\"PT-BR\">\u00e9 um conhecimento <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nomothetic_and_idiographic\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">idiogr\u00e1fico<\/a>, individual e espec\u00edfico. Leva em considera\u00e7\u00e3o a intui\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia pessoal. \u00c9 eminentemente pr\u00e1tico e muito dif\u00edcil de transmitir. Pode ser considerado subjetivo e diz respeito muito mais \u00e0 individualidade de seu objeto, sendo portanto, radicado no dom\u00ednio do <em><strong>privado<\/strong><\/em>. Este movimento dial\u00e9tico tem ra\u00edzes profundas no pensamento m\u00e9dico, oriundo da oposi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da medicina grega, entre o <em><strong>vitalismo<\/strong><\/em> da escola de Cos (cidade de Hip\u00f3crates) e o <em><strong>organicismo<\/strong><\/em> da escola de Cnide (ou Cnidos), de inspira\u00e7\u00e3o empirista-atomista, por uma explica\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica das doen\u00e7as (Biggart, 1971)[1]. <\/span><span lang=\"PT-BR\">Gadamer divide ainda, o saber t\u00e9cnico-emp\u00edrico utiliz\u00e1vel em duas grandes categorias: o conhecimento sempre crescente da pesquisa cient\u00edfica natural, o que chamamos de <em><strong>Ci\u00eancia<\/strong><\/em>; e um conhecimento emp\u00edrico da pr\u00e1tica que qualquer pessoa acumula durante a vida, n\u00e3o apenas na esfera profissional, mas tamb\u00e9m na vida pessoal. Vem da experi\u00eancia que as pessoas t\u00eam do contato com outras pessoas, com o meio externo e em conhecer-se. <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2008\/03\/ainda-gadamer.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">H\u00e1 uma vasta riqueza de conhecimento que flui a cada ser humano proveniente da cultura: poesia, arte, filosofia e outras ci\u00eancias hist\u00f3ricas. Esse conhecimento \u00e9 dito inverific\u00e1vel e inst\u00e1vel<\/a>. \u00c9 o que ele chama de <em><strong>conhecimento emp\u00edrico geral<\/strong><\/em>. Paradoxalmente, \u00e9 desse conhecimento que nos utilizamos para tomar decis\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<div align=\"center\">Saber M\u00e9dico 1. Ju\u00edzo Cl\u00ednico Global<\/div>\n<div align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. T\u00e9cnico-Emp\u00edrico 2.1. Ci\u00eancia<\/div>\n<div align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2.2. Emp\u00edrico Geral<\/div>\n<p><span lang=\"PT-BR\"><br \/>\nA coisa funcionaria mais ou menos da seguinte maneira. Imagine um paciente com uma doen\u00e7a com a qual um m\u00e9dico jamais se defrontou anteriormente, digamos, por exemplo, a gripe su\u00edna com insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda grave. Cada m\u00e9dico tem uma experi\u00eancia pr\u00e9via que carrega consigo al\u00e9m de tudo o que estudou e estuda. Essa experi\u00eancia e o que ele estudou de ci\u00eancia m\u00e9dica fazem parte do saber t\u00e9cnico-emp\u00edrico. <\/span><span lang=\"PT-BR\">\u00c9 tarefa do poder de julgamento do tal ju\u00edzo cl\u00ednico global reconhecer em dada situa\u00e7\u00e3o a aplicabilidade de uma regra geral.<\/span> O m\u00e9dico lembra de outras insufici\u00eancias respirat\u00f3rias que teve e como tratou, ou das &#8220;burradas&#8221; que fez, e tenta aplic\u00e1-las (ou n\u00e3o) ao caso espec\u00edfico. At\u00e9 aqui tudo normal. O problema est\u00e1 exatamente quando o m\u00e9dico resolve fazer alguma coisa (intubar o paciente, dar corticosteroides, outras drogas, etc). A ci\u00eancia m\u00e9dica n\u00e3o embasa seu procedimento, n\u00e3o h\u00e1 publica\u00e7\u00f5es suficientes sobre o assunto, cada m\u00e9dico diz uma coisa, o que <em><strong>fazer<\/strong><\/em>? Utilizei esse exemplo extremo mas, isso ocorre a todo momento, com qualquer m\u00e9dico de qualquer especialidade, porque as decis\u00f5es pr\u00e1ticas necessitam de uma ci\u00eancia que seja <em><strong>completa<\/strong><\/em> e forne\u00e7a <em><strong>certezas<\/strong><\/em> que as embase. Completa, \u00e9 exatamente o que a Ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o. E agora? E se o m\u00e9dica errar? Quem ir\u00e1 salv\u00e1-lo?<br \/>\n<span lang=\"PT-BR\"><br \/>\nIsso nos remete \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre <a href=\"http:\/\/plato.stanford.edu\/entries\/epistemology\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Epistemologia<\/a> e <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Etica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00c9tica<\/a> que est\u00e3o no \u00e2mago da medicina. A epistemologia procura justificar nosso conhecimento, certas cren\u00e7as ou nosso entendimento de certos fen\u00f4menos. A \u00e9tica nos diz como conduzir-nos de maneira correta na busca, dissemina\u00e7\u00e3o e uso do conhecimento, seja ele certo ou n\u00e3o. A \u00e9tica nos ensina atrav\u00e9s da virtude intelectual, conforme Arist\u00f3teles, a encontrar a maneira correta de proceder frente a incerteza.<\/span><span lang=\"PT-BR\"> Na Ci\u00eancia, o\u00a0conhecimento cient\u00edfico (2.1, no esquema acima) e o emp\u00edrico (2.2) caminham juntos, um corrigindo o outro. \u00c9 assim que funciona e sempre funcionou. Na Cl\u00ednica, a decis\u00e3o pr\u00e1tica <em><strong>confronta<\/strong><\/em> os dois tipos de conhecimento porque nunca se sabe se a aplica\u00e7\u00e3o de uma regra geral a um caso espec\u00edfico vai dar certo ou n\u00e3o. S\u00f3 d\u00e1 pra saber isso <em>post hoc<\/em> e chamamos o resultado de emp\u00edrico. Isso resulta em uma tens\u00e3o irredut\u00edvel a qualquer processo de tomada de decis\u00e3o que envolva conhecimento. H\u00e1 entretanto, esferas de comportamento pr\u00e1tico nas quais esta dificuldade n\u00e3o culmina em um conflito cr\u00edtico. \u00c9 o caso da experi\u00eancia t\u00e9cnica, isto \u00e9, a tecnologia e suas aplica\u00e7\u00f5es. Neste sentido, quando o conhecimento cient\u00edfico \u00e9 voltado ao fazer (<em>know-how<\/em> vs <em>knowledge<\/em>) que \u00e9 a pr\u00f3pria Tecnologia, ele minimiza a tens\u00e3o da decis\u00e3o pr\u00e1tica pois o conflito existente entre uma escolha e outra passa a ser avalizado pela Ci\u00eancia, passa a ser <em><strong>racionalizado<\/strong><\/em>. Nas palavras de Gadamer:<\/span><\/p>\n<p>&#8220;<em>Quanto mais a esfera de aplica\u00e7\u00e3o se torna racionalizada, mais o exerc\u00edcio de julgamento associado \u00e0 experi\u00eancia pr\u00e1tica no sentido pr\u00f3prio do termo, deixa de ocorrer<\/em>&#8221;<\/p>\n<p>Isso explica muito da tecnologiza\u00e7\u00e3o de medicina e de sua &#8220;impessoaliza\u00e7\u00e3o&#8221;. N\u00e3o queremos mais m\u00e9dicos idiossincr\u00e1sicos, individualistas, artistas de suas especialidades. Queremos opini\u00f5es uniformes, alinhadas com as \u00faltimas &#8220;not\u00edcias&#8221; produzidas pela literatura cient\u00edfica, a \u00faltima &#8220;moda&#8221; em exames de imagem, etc. Os m\u00e9dicos tamb\u00e9m se acostumam a guidelines, diretrizes, algoritmos de conduta e terminam por pensar que essa \u00e9 a \u00fanica racionalidade correta da medicina. H\u00e1 um imperativo \u00e9tico na conduta de um m\u00e9dico. Ele tem que oferecer a seus pacientes o que ele tem de melhor. Sempre. A quest\u00e3o \u00e9 saber se a Ci\u00eancia M\u00e9dica \u00e9 a \u00fanica capaz de julgar a eticidade dessa conduta ou se h\u00e1 outras formas de faz\u00ea-lo. Se a racionalidade cl\u00e1ssica que \u00e9 quem provoca essa tens\u00e3o tem alguma alternativa (Cronje, 2003) talvez seja ainda cedo para dizer. E somos ent\u00e3o remetidos \u00e0 \u00c9tica da Cren\u00e7a. Mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria e ser\u00e1 um outro post, espero.<\/p>\n<p>[1] H\u00e1 quem diga que essa dicotomia n\u00e3o se justifica e que faz muito mais parte de uma lenda antiga sobre a hist\u00f3ria da medicina. Para mais detalhes ver o livro de ANTOINE THIVEL, <em>Cnide et Cos? Essai sur les doctrines medicales dans la Collection Hippocratique<\/em>, Paris, Les Belles Lettres, 1981, 8vo, pp. 435. H\u00e1 uma boa resenha <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1139320\/?log%24=activity\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a> e que pode ser baixada gratuitamente.<\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+Medical+Ethics&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1136%2Fjme.2003.007039&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Current+epistemological+problems+in+evidence+based+medicine&amp;rft.issn=0306-6800&amp;rft.date=2004&amp;rft.volume=30&amp;rft.issue=2&amp;rft.spage=131&amp;rft.epage=135&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fjme.bmj.com%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1136%2Fjme.2003.007039&amp;rft.au=Ashcroft%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\"><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0pt none\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" \/><\/a> <\/span><\/span><\/span><span lang=\"PT-BR\"><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Ulster+medical+journal&amp;rft_id=info%3Apmid%2F4948495&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Cnidos+v.+Cos.&amp;rft.issn=0041-6193&amp;rft.date=1971&amp;rft.volume=41&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=1&amp;rft.epage=9&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Biggart+JH&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\">Biggart JH (1971). Cnidos v. Cos. <span style=\"font-style: italic\">The Ulster medical journal, 41<\/span> (1), 1-9 PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/4948495\" rev=\"review\">4948495<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0pt none\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_tiny.png\" \/><\/a><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Health%3A&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1177%2F1363459303007003006&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Evidence-Based+Medicine%3A+Toward+a+New+Definition+of+%60Rational%27+Medicine&amp;rft.issn=00000000&amp;rft.date=2003&amp;rft.volume=7&amp;rft.issue=3&amp;rft.spage=353&amp;rft.epage=369&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fhea.sagepub.com%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1177%2F1363459303007003006&amp;rft.au=Cronje%2C+R.&amp;rft.au=Fullan%2C+A.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics\"> Cronje, R., &amp; Fullan, A. (2003). Evidence-Based Medicine: Toward a New Definition of `Rational&#8217; Medicine <span style=\"font-style: italic\">Health:, 7<\/span> (3), 353-369 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1177\/1363459303007003006\" rev=\"review\">10.1177\/1363459303007003006<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<div class=\"zemanta-pixie\"><img decoding=\"async\" class=\"zemanta-pixie-img\" alt=\"\" src=\"http:\/\/img.zemanta.com\/pixy.gif?x-id=4bf811d2-0ac9-8912-9a2c-535d7f12b61f\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O status epistemol\u00f3gico insatisfat\u00f3rio da medicina reside na sua original e inevit\u00e1vel conex\u00e3o com a pr\u00e1tica&#8221; Hans-Georg Gadamer (The Enigma of Health) Um m\u00e9dico \u00e9 um humanista secular (o que n\u00e3o o impede de ter cren\u00e7as individuais quaisquer), detentor de t\u00e9cnicas e saberes utilizados com o objetivo de aliviar o sofrimento humano. 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