{"id":18,"date":"2009-06-17T20:23:35","date_gmt":"2009-06-17T23:23:35","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/efeitoadverso\/2009\/06\/dor_fantasma\/"},"modified":"2009-06-17T20:23:35","modified_gmt":"2009-06-17T23:23:35","slug":"dor_fantasma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/2009\/06\/17\/dor_fantasma\/","title":{"rendered":"Dor fantasma"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/wp-content\/uploads\/sites\/217\/2009\/06\/dorfantasma.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-340\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/wp-content\/uploads\/sites\/217\/2009\/06\/dorfantasma.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/wp-content\/uploads\/sites\/217\/2009\/06\/dorfantasma.jpg 320w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/wp-content\/uploads\/sites\/217\/2009\/06\/dorfantasma-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/wp-content\/uploads\/sites\/217\/2009\/06\/dorfantasma-200x134.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A melhor defini\u00e7\u00e3o\/explica\u00e7\u00e3o de dor fantasma que j\u00e1 li, por Sidarta Ribeiro na sua coluna &#8220;limiar neuroci\u00eancias&#8221; na revista Mente&amp;C\u00e9rebro deste m\u00eas.<\/p>\n<p><em>A cada ano, milh\u00f5es de pessoas passam pela experi\u00eancia da perda traum\u00e1tica de uma extremidade corporal. Frequentemente, as penas psicol\u00f3gicas e sociais da amputa\u00e7\u00e3o v\u00eam acompanhadas de uma dor mais bruta, fruto da percep\u00e7\u00e3o fantasmag\u00f3rica do peda\u00e7o perdido, m\u00e3o ou p\u00e9 ausente doendo em pesadelos de sono e vig\u00edlia. Pulsando, queimando ou co\u00e7ando, o membro fantasma reclama da incompletude do mutilado. Um corpo que j\u00e1 n\u00e3o se representa como \u00e9, e sim como foi.<\/p>\n<p>Decepado de forma acidental, o membro leva consigo terminais nervosos que n\u00e3o se reconstituem no coto. Disso resulta o desequil\u00edbrio de vastos circuitos neurais que cartografam a interface com o ambiente, chegando at\u00e9 o \u00e2mago do sistema nervoso. As regi\u00f5es cerebrais correspondentes ao membro amputado s\u00e3o invadidas e loteadas por representa\u00e7\u00f5es vizinhas, num processo que pune a falta de atividade neural com a inexor\u00e1vel substitui\u00e7\u00e3o de sinapses e c\u00e9lulas. Tal plasticidade remapeia a rela\u00e7\u00e3o do corpo com o mundo, provocando a sensa\u00e7\u00e3o fantasma. Um poeta diria que o c\u00e9rebro transforma em inc\u00f4modo a saudade do peda\u00e7o que perdeu. Ser\u00e1 poss\u00edvel reverter esse processo?<\/em><\/p>\n<p>O texto prossegue por mais tr\u00eas par\u00e1grafos que comentam uma pesquisa da UFRJ, na qual uma t\u00e9cnica usada para transplante de ambas as m\u00e3os tem levado \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro dos pacientes, de modo a recuperar parcialmente a sensibilidade e o movimento e ainda diminuir a sensa\u00e7\u00e3o fantasma. Se puderem, leiam.<\/p>\n<p>Neurobi\u00f3logo, Sidarta Ribeiro chefia o laborat\u00f3rio do Instituto Internacional de Neuroci\u00eancias de Natal Edmond e Lily Safra e leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escreve divinamente e j\u00e1 faz tempo que est\u00e1 nos devendo um livro de cr\u00f4nicas reunidas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A melhor defini\u00e7\u00e3o\/explica\u00e7\u00e3o de dor fantasma que j\u00e1 li, por Sidarta Ribeiro na sua coluna &#8220;limiar neuroci\u00eancias&#8221; na revista Mente&amp;C\u00e9rebro deste m\u00eas. A cada ano, milh\u00f5es de pessoas passam pela experi\u00eancia da perda traum\u00e1tica de uma extremidade corporal. 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